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  • Deputado do PT vai ao STF e pede afastamento de Kassio do comando do TSE

    Deputado do PT vai ao STF e pede afastamento de Kassio do comando do TSE

    O deputado federal Rui Falcão (PT/SP) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia de fato. O parlamentar do partido de Luiz Inácio Lula da Silva pede apuração sobre suposta falsidade ideológica eleitoral e o afastamento cautelar do ministro Kassio Nunes Marques de suas funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    No documento, o deputado questiona decisões administrativas proferidas pela Presidência do TSE durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Entre elas, a que determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones.

    A representação é justificada pelo que o parlamantar chama de conflito de competência e fundamentação entre a Presidência e a Corregedoria-Geral Eleitoral.

    Os argumentos trazidos são de que, em 10 de outubro de 2026, às 15h43, o corregedor-Geral Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, ficou responsável pela a apreciação da tutela de urgência na Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela campanha de Flávio Nantes Bolsonaro (PL).

    Pouco mais de 41 minutos depois, às 16h24, a mesma campanha protocolou pedido administrativo idêntico perante a Presidência do TSE.

    Fonte: Metrópoles

  • PGR se manifesta contra afastamento de diretor-geral da PF

    PGR se manifesta contra afastamento de diretor-geral da PF

    Em parecer enviado na noite de terça-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, devido à falta de elementos que justifiquem a medida.

    A mesma opinião foi expressa em relação ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

    A manifestação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, bem como por dois subprocuradores-gerais da República, Antônio Teixeira e André Ramos.

    O que disse a PGR

    “A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada.”

    A PGR aponta ainda que somente a posição hierárquica não seria suficiente para responsabilizar os servidores por eventuais irregularidades, sendo necessário apontar os atos suspeitos de forma específica.

    A manifestação acrescenta que o afastamento do diretor-geral e do direto de Inteligência da PF tem o potencial de produzir efeitos amplos, que vão muito além de um processo específico, representando assim um “risco à ordem pública”.

    Histórico

    Andrei e Almada foram afastados de seus cargos em 8 de setembro, por decisão monocrática do ministro do STF André Mendonça, que alegou a participação dos dois em monitoramento ilícito e produção de relatórios de inteligência apócrifos sobre suas atividades, sem a devida autorização do plenário do STF.

    A medida foi tomada por Mendonça sem parecer prévio da PGR, que somente se manifestou agora sobre a decisão. O ministro se manifestou no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, da qual é relator no STF.

    O afastamento de Andrei e Almada acabariam revertidos no dia seguinte pelo ministro do STF Flávio Dino, sob a justificativa de riscos a investigações em curso relatadas por ele.

    Pouco depois, contudo, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anulou ambas as decisões, tanto a de afastamento como a de reintegração. O objetivo foi restabelecer a ordem pública, justificou.

    A Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras bilionárias e a corrupção de agentes públicos por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, devido a indícios de gestão temerária.

    Fonte: ICL

  • Lula lança pacote para reduzir dívidas de MEIs e ampliar acesso ao crédito

    Lula lança pacote para reduzir dívidas de MEIs e ampliar acesso ao crédito

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar, nesta terça-feira (13), um conjunto de medidas voltadas à redução do endividamento dos microempreendedores individuais (MEIs) e à ampliação do acesso ao crédito. A iniciativa busca oferecer melhores condições financeiras aos pequenos negócios e facilitar a regularização de dívidas.

    Segundo informações do jornal O Globo, as propostas foram discutidas pela equipe do governo federal durante o fim de semana. O Palácio do Planalto agendou para às 10h uma cerimônia dedicada às novas medidas para os microempreendedores.

    Durante um evento realizado no sábado (10), em Natal, no Rio Grande do Norte, Lula antecipou que apresentaria iniciativas para ajudar trabalhadores enquadrados no Simples Nacional e no regime de microempreendedor individual.

    Além das novas linhas de crédito e das ações para enfrentar o endividamento, o governo pretende reforçar a importância da aprovação de um projeto de lei que amplia o limite anual de faturamento dos MEIs.

    A proposta, encaminhada pelo Executivo à Câmara dos Deputados em junho, prevê elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Apesar de já ter sido apresentada ao Congresso, a matéria ainda não avançou na tramitação.

    A ampliação do limite permitiria que microempreendedores aumentassem suas receitas sem precisar deixar imediatamente o regime simplificado de tributação, uma reivindicação do setor.

    Outras medidas econômicas

    O anúncio integra uma série de iniciativas recentes do governo federal voltadas ao orçamento das famílias, ao endividamento e ao consumo.

    Entre as ações anunciadas estão o reajuste de 15% no Bolsa Família e uma nova etapa do programa Desenrola, destinada à renegociação de dívidas dos brasileiros.

    O governo também adotou medidas contra as plataformas de apostas, com a edição de uma medida provisória que proibiu as bets e os jogos de cassino on-line.

    Na última sexta-feira (9), o Executivo anunciou ainda a ampliação da desoneração federal sobre a gasolina, com redução de R$ 0,89 nos tributos incidentes sobre o combustível, zerando as alíquotas de PIS/Cofins e Cide, conforme divulgado pelo governo.

    As iniciativas fazem parte da agenda econômica apresentada pelo Planalto, com foco no endividamento, na renda disponível e nas condições de funcionamento dos pequenos negócios.

    Fonte: ICL

  • Skaf, da Fiesp, pagou 65% de impulsionamento de posts anti-Lula no 2º turno

    Skaf, da Fiesp, pagou 65% de impulsionamento de posts anti-Lula no 2º turno

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, concentra o maior valor investido em publicações contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira semana de campanha do segundo turno.

    O levantamento foi feito com base na biblioteca de anúncios da Meta – empresa que comanda o Facebook e o Instagram – entre os dias 5 e 10 de outubro. Paulo Skaf é responsável por 65,5% de todo o investimento para criticar Lula nessas redes sociais na semana seguinte ao primeiro turno das eleições.

    A publicação de Skaf é contra a redução da jornada com seis dias trabalhados e um de descanso. Segundo o presidente da Fiesp, trata-se de uma medida eleitoreira. Ele chamou o projeto de “PEC Boca de Urna”.

    “Engraçado, presidente Lula, depois de 18 anos de governo do PT, só agora, na véspera da eleição, ele está preocupado com [a jornada de trabalho] seis por um”, disse Skaf, que também argumentou que, com a redução da jornada, os preços vão aumentar.

    A publicação foi feita em 7 de outubro com impulsionamento até 9 de outubro. Segundo a Meta, o valor pago foi de até R$ 7 mil com recursos da Fiesp. Com isso, a publicação no perfil pessoal de Skaf conseguiu atingir mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram.

    O volume de impulsionamento constatado contra Lula é consideravelmente menor do que em relação ao primeiro turno, quando boa parte do conteúdo era patrocinado por candidatos ao Legislativo. Depois do presidente da Fiesp, os principais impulsionadores foram a página nacional do Republicanos, que investiu até R$ 1,5 mil e o deputado estadual de São Paulo reeleito Tenente Coimbra (PL), que investiu até R$500. Ao todo, foram identificados 13 anunciantes de publicações contra Lula, que somados, fizeram o aporte de R$ 10,7 mil.

    A coluna entrou em contato com Paulo Skaf, que não respondeu até a publicação. O espaço está aberto para manifestações.

    Quem é Paulo Skaf

    • Filiado no Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, Paulo Skaf já concorreu ao governo de São Paulo em 2010, pelo PSB, e em 2014, pelo MDB.
    • Filho de imigrantes libaneses empresários do ramo têxtil, Skaf seguiu os passos da família até ver o setor ser engolido pelos orientais e migrar para a construção civil.
    • Fez carreira em sindicatos patronais, chegando ao auge na campanha de 2014, com o slogan “Não vou pagar o pato”. A campanha contava com um pato inflável gigante, em frente ao prédio da Fiesp, que ganhou notoriedade durante o governo de Dilma Rousseff (PT)
    • É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Cdes), o conselhão, do governo do Lula.

    Fonte: METRÓPOLES

  • Master: deputados do PT pedem a Fachin investigação contra Nunes Marques

    Master: deputados do PT pedem a Fachin investigação contra Nunes Marques

    Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, uma Notícia de Fato com pedido de instauração de inquérito contra o ministro Kassio Nunes Marques por vínculo com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    O pedido fundamenta-se em relatórios de análise da Polícia Federal (PF), elaborados no âmbito da Operação Compliance Zero, que examinaram materiais extraídos de celulares apreendidos de Vorcaro e apontam para vínculos entre o banqueiro e o ministro do STF.

    “[Elementos examinados pelo STF] constituem elementos objetivos que justificam a apuração da existência de vínculo de natureza patrimonial e pessoal entre o noticiado, pessoas de seu círculo familiar e de convivência e o grupo econômico do Banco Master, em período no qual o noticiado participou, com voto decisivo, de julgamentos de interesse econômico direto daquela instituição financeira”, diz trecho da representação.

    Na representação, os parlamentares citam ainda sete pontos principais que demandam apuração. Entre eles, o julgamento da Destilaria Alcídia. Sobre o caso, Correia e Falcão argumentam que a atuação de Nunes Marques no julgamento, que era de interesse do Banco Master, em que o magistrado proferiu voto de desempate favorável à tese credora em 1º de outubro de 2024.

    O caso sobre a referida destilaria ganhou causa de repercussão bilionária no Supremo com os votos de Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. O resultado tinha impacto no Master porque o banco mantinha em seu balanço carteira estimada de R$ 10 bilhões de precatórios do setor, cujo valor dependia do reconhecimento dessas indenizações.

    Logo após o término da sessão com resultado satisfatório para Vorcaro, mensagens do diretor jurídico do Master, Luiz Rennó, comemoravam o resultado com a frase “ganhamos Alcídia“. Na sequência, o contato do filho de Nunes Marques era compartilhado na conversa e acompanhado da expressão “Dominado aqui”.

    Repasses e referências ao filho do ministro

    Os parlamentares citam ainda diálogos entre executivos do banco de Daniel Vorcaro, mencionando pagamentos mensais de R$ 500 mil para associados ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro.

    Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que a empresa Consult Inteligência Tributária recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master e, no mesmo período, repassou R$ 281,6 mil ao escritório de Kevin Marques.

    Fonte: Metrópoles

  • Mais de 33 milhões não votaram, abstenção é a maior desde 1998

    Mais de 33 milhões não votaram, abstenção é a maior desde 1998

    Mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, o maior percentual registrado em uma primeira votação presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores deixaram de votar.

    O número representa um desafio para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam a disputar a Presidência. A ausência de eleitores pode ter diferentes explicações, desde a insatisfação com os candidatos até dificuldades de deslocamento e problemas de acessibilidade.

    Entre os motivos relatados por eleitores ouvidos pelo g1 estão a descrença na política, a burocracia para transferir o título eleitoral, viagens e obstáculos para chegar às seções de votação. O cenário também é marcado pela polarização e pelos índices de rejeição dos candidatos, fatores apontados por especialistas como possíveis causas do afastamento de parte do eleitorado.

    Sudeste concentra maior número de ausentes

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Sudeste registrou aproximadamente 15 milhões de ausências, o equivalente a 22,7% dos eleitores da região.

    No Centro-Oeste, a abstenção atingiu 21,7%, com cerca de 2,6 milhões de pessoas que não votaram. Já no Nordeste, aproximadamente 8 milhões de eleitores ficaram fora das urnas, representando 18,4% do eleitorado regional.

    A abstenção voltou a ultrapassar 20% nas eleições presidenciais de 2018 e manteve uma trajetória de crescimento nos pleitos seguintes.

    Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

    A ausência na primeira votação não impede o eleitor de participar do segundo turno. Segundo a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente.

    No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Já para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o comparecimento é facultativo.

    Com grande parte das disputas estaduais já decididas, o segundo turno terá apenas a eleição presidencial em boa parte do país. O cenário pode dificultar a mobilização de eleitores, especialmente onde não haverá uma nova votação para governador.

    Apesar disso, o aumento do comparecimento não beneficia automaticamente um candidato específico. O efeito eleitoral depende das preferências de quem deixou de votar no primeiro turno.

    Fonte: ICL

  • Flávio mira Lula com farsa desmentida na PF para abafar Vorcaro

    Flávio mira Lula com farsa desmentida na PF para abafar Vorcaro

    Em debate no Programa do Noblat, Ricardo e Guga Noblat apontaram o cinismo de Flávio Bolsonaro ao usar uma reportagem – de conteúdo desmentido pela PF, PGR e Defesa de Vorcaro – da revista Veja para posar de vítima no caso do filme do pai com o Master.

    Flagrado em áudios pedindo dinheiro, em caronas no jatinho do empresário investigado e em visitas à sua casa durante o uso de tornozeleira eletrônica, o senador alegou ter recebido apenas um patrocínio legal para o filme do pai e tentou desviar o foco usando acusações falsas contra o presidente para tentar equilibrar o jogo.

    Para Noblat, a manobra do candidato do PL beira o escárnio: Flávio prometeu tornar públicos os contratos e comprovantes do projeto em 30 dias, mas jamais prestou contas à sociedade.

  • Derrotado, Carlos Viana acusa Nikolas de ter pensado “na própria vaidade”

    Derrotado, Carlos Viana acusa Nikolas de ter pensado “na própria vaidade”

    Belo Horizonte – O senador Carlos Viana (PSD) reclamou, após a divulgação do resultado das urnas, do apoio que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) deu ao candidato Marco Antônio Costa, o Superman (Novo), e afirmou que a divisão da direita acabou elegendo a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) para o Senado. Viana ficou em terceiro e não foi reeleito.

    “A direita se dividiu. Houve um ataque muito grande a minha pessoa por parte do grupo do deputado Nikolas Ferreira que, neste ponto, não pensou no país. Não pensou no bem de Minas Gerais. Pensou apenas no próprio grupo, na própria vaidade e, infelizmente, prejudicou a direita dando ao PT a cadeira”, afirmou Viana.

    Já na reta final da campanha, o pessedista, que ficou em terceiro com 3,5 milhões de votos, declarou apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Ele contava com o apoio de alguns candidatos bolsonaristas, que avaliaram que o senador tinha um peso entre o eleitorado.

    A situação gerou uma celeuma, já que Superman, que ficou em sexto com quase 1,9 milhões de votos, era apoiado por Nikolas Ferreira e por pessoas próximas ao líder da direita. O político do Novo acusou Viana de ser oportunista e pediu que ele desistisse de sua candidatura em prol da sua campanha.

    “Não sou eu que estou sendo derrotado. É a direita que perdeu em Minas Gerais”, avaliou o senador mineiro.

    Os dois senadores eleitos foram Domingos Sávio (PL), com quase 5 milhões, e Marília, que recebeu quase 4 milhões.

    Outros candidatos de direita, como o ex-secretário Marcelo Aro (PP), quinto mais bem votado com 2,3 milhões, e o Aécio Neves (PSDB), sétimo com 800 mil, também tiveram votos suficientes para eleger Viana se tivessem sido dados a ele.

    Fonte: METRÓPOLES

  • Kassio quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno e avalia libertar ex-presidente com liminar

    Kassio quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno e avalia libertar ex-presidente com liminar

    (Folhapress) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial.

    O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte.

    Kassio tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai.

    Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro.

    A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições -o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro -por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.

    O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.

    A decisão pode desencadear uma nova crise interna no Supremo, que já vem dividido desde o início do ano na esteira das investigações sobre o Banco Master, com ministros se acusando mutuamente de atuação com viés político.

    Embora Kassio tenda a dar razão aos advogados, há uma ala no Supremo que discorda da revisão criminal: os ministros que já votaram pela condenação: Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eles ainda têm o apoio de Gilmar Mendes.

    A avaliação é a de que esse tipo de pedido só pode ser admitido em casos excepcionais -por exemplo, quando surge um fato novo que comprove a inocência do réu ou quando há evidências de que a condenação ocorreu com base em depoimentos ou documentos falsos, o que não se aplicaria ao caso.

    Já André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, devem acompanhar o relator para rever a pena do ex-presidente. A dúvida recai sobre a posição do ministro Dias Toffoli e a do presidente do STF, Edson Fachin.

    Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido de revisão criminal. De acordo com o PGR, a condenação definida pela Primeira Turma do Supremo foi baseada em um “vigoroso conjunto probatório”.

    Gonet afirmou que o ex-presidente não teve uma postura passiva, mas se envolveu em uma articulação concreta para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe de Estado, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

    “O controle da maquina publica, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, disse o procurador-geral.

    Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da sentença e dizem ser necessária “a reparação do erro judiciário”. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

    Fonte: ICL

  • Fim da escala 6×1: Senado inicia nova etapa de discussão da PEC; veja o que falta para proposta ser aprovada

    Fim da escala 6×1: Senado inicia nova etapa de discussão da PEC; veja o que falta para proposta ser aprovada

    O Senado Federal inicia nesta terça-feira (6) uma nova etapa da tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem direito a apenas um dia de folga.

    Serão três sessões seguidas de discussão em plenário, marcadas para hoje, quarta (7) e quinta-feira (8), sempre às 14h.

    • 📎 As sessões fazem parte do rito obrigatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi quem pautou o início das discussões.

    As reuniões serão realizadas em formato semipresencial, permitindo que os senadores participem tanto presencialmente quanto à distância.

    Em nota divulgada na semana passada, a Presidência do Senado afirmou que o tema será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.

    O que será discutido nesta semana?

    As sessões não servem para votar diretamente a proposta.

    Pelo regimento interno do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes de ser submetida à votação em primeiro turno.

    As reuniões marcadas para terça, quarta e quinta-feira contam para esse período obrigatório de debates.

    Depois da votação em primeiro turno, os senadores ainda deverão realizar outras sessões de discussão antes da votação em segundo turno, que é a etapa final da análise da proposta no Senado.

    • Existe a possibilidade de acelerar esse cronograma por meio da chamada quebra de interstício, mecanismo que permite reduzir os prazos regimentais. Para isso, no entanto, é necessário o apoio da maioria simples dos senadores presentes à sessão.

    O que falta para a PEC ser aprovada?

    A proposta já percorreu praticamente todo o caminho legislativo.

    Primeiro, foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados. Em seguida, recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro.

    Agora, o texto precisa:

    • cumprir o número mínimo de sessões de discussão em plenário;
    • ser aprovado em primeiro turno;
    • passar por novas sessões de discussão;
    • ser aprovado em segundo turno no Senado.

    Por se tratar de uma PEC, são necessários votos favoráveis de três quintos dos senadores em cada turno de votação. Na prática, isso significa o apoio de pelo menos 49 dos 81 parlamentares.

    Se os senadores aprovarem exatamente o mesmo texto que veio da Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional e passar a valer como Emenda à Constituição.

    Fonte: Globo.com

  • Viúva de candidato que morreu em acidente é a deputada mais votada de Goiás

    Viúva de candidato que morreu em acidente é a deputada mais votada de Goiás

    Com 109.002 votos, Carol do Amiltinho (MDB) se tornou a deputada estadual mais votada em Goiás nas eleições de 2026. A, agora, deputada eleita entrou na campanha após a morte do marido, o deputado Amilton Filho (MDB), há uma semana. Ele concorria à reeleição.

    Amilton Filho, de 41 anos, morreu em um acidente de trânsito perto de Cristalina (GO), quando voltava de um compromisso de campanha, em 26 de setembro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite a substituição de candidaturas homologadas em convenção em caso de falecimento.

  • STJ autoriza penhora de salário para quitação de dívida civil

    STJ autoriza penhora de salário para quitação de dívida civil

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que parte do salário ou de outros rendimentos pode ser penhorada para o pagamento de dívidas de natureza não alimentar, mesmo quando a renda do devedor é inferior a 50 salários mínimos.

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    A decisão foi tomada pela Corte Especial em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos e estabeleceu critérios para que a medida possa ser aplicada. O entendimento consta do Tema 1.230 do STJ, julgado em setembro de 2026.

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    A decisão, porém, não significa que salários passaram a ser automaticamente penhoráveis. Segundo a tese fixada pelo tribunal, a medida deve ser excepcional e somente poderá ser adotada quando outras formas de cobrança tiverem sido tentadas sem sucesso e desde que o desconto não comprometa a subsistência digna do devedor e de sua família.

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    O que muda na prática

    O Código de Processo Civil estabelece, como regra geral, a proteção de salários, vencimentos, aposentadorias e outras verbas de caráter remuneratório. O STJ já vinha admitindo, em determinadas situações, a flexibilização dessa regra.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

    Agora, com o julgamento do Tema 1.230, a Corte Especial consolidou os critérios que devem orientar decisões semelhantes em todo o país.

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    São dois requisitos centrais:

    • outras formas de execução precisam ter se mostrado inviáveis para garantir o pagamento da dívida;
    • a penhora não pode comprometer a subsistência digna do devedor e de sua família.

    Cabe ao devedor apresentar elementos que demonstrem que a medida prejudicaria seu sustento.

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    A decisão também não estabeleceu percentual único que possa ser descontado do salário de quem possui dívida.

    O valor da penhora deverá ser analisado de acordo com as circunstâncias de cada caso, levando em consideração a renda do devedor e o impacto que o desconto terá sobre sua manutenção e a de sua família.

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    O STJ já havia decidido anteriormente que a penhora poderia atingir rendimentos inferiores a 50 salários mínimos, desde que preservado um valor suficiente para garantir uma vida digna ao devedor.

    Casos semelhantes

    Por ter sido julgada sob o rito dos recursos repetitivos, a tese firmada no Tema 1.230 deverá orientar o julgamento de processos que discutam a mesma questão jurídica.

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    O caso analisado pela Corte Especial envolve o REsp 2.071.335/GO. No processo, o tribunal determinou que a instância de origem reavalie o pedido de penhora de acordo com os critérios estabelecidos na nova tese.

    A decisão busca equilibrar dois interesses: de um lado, o direito do credor de buscar a satisfação de uma dívida reconhecida judicialmente; de outro, a necessidade de preservar condições mínimas para a sobrevivência do devedor e de sua família.

    fonte: METRÓPOLES

  • Assessor de Nikolas Ferreira recebeu R$ 105 mil de empresas de sócio da família Vorcaro

    Assessor de Nikolas Ferreira recebeu R$ 105 mil de empresas de sócio da família Vorcaro

    Ao mesmo tempo em que ocupava um cargo central no gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o advogado Thiago Rodrigues de Faria recebeu R$ 105 mil de empresas de Fernando Alves Vieira. O empresário é sócio em diferentes firmas de Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro. Ele também foi acusado pela empresa liquidante do Banco Master de ser “laranja” da família Vorcaro — acusação que Vieira nega.

    O Núcleo Investigativo ICL Notícias obteve, com exclusividade, 18 notas fiscais emitidas pelo advogado de Nikolas Ferreira para as empresas de Vieira entre setembro de 2024 e dezembro de 2025, para pagamentos direcionados ao assessor e advogado de Nikolas.

    Faria foi nomeado para o gabinete de Nikolas Ferreira em 9 de março de 2023. Como coordenador da assessoria jurídica, recebia salário de R$ 17,2 mil, informa a Câmara dos Deputados. Já havia sido assessor de Nikolas na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

    Pouco mais de um ano depois que Nikolas se tornou deputado federal, em 19 de agosto de 2024, o assessor abriu a “Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia”, com sede em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na sequência, vinte e dois dias depois, ele emitiu a primeira nota fiscal para a Eagle & Shark, empresa de Fernando Vieira. Faria seguiu listado como assessor de Nikolas até 30 de março de 2026. Ele continua atuando como advogado do deputado e é o mesmo assessor por quem Nikolas pediu ajuda a Vorcaro em um áudio revelado pelo ICL em setembro.

    A Eagle & Shark Participações, Negócios e Serviços, administrada por Vieira e por André Beraldo de Morais, pagou R$ 50.340 em 17 notas mensais. O valor era de R$ 2.824 até março de 2025 e passou a R$ 3.036 a partir de então.

    Em 17 de dezembro de 2025,  outra empresa em que Fernando Vieira atua como sócio-administrador único pagou de uma só vez R$ 55 mil ao assessor de Nikolas Ferreira. Trata-se da Health Enterprises Participações e Serviços, conhecida como 2V Life. O valor supera tudo o que a Eagle & Shark havia pago em 15 meses. A nota foi emitida por Faria 29 dias depois de o Banco Central decretar a liquidação do Master e de Daniel Vorcaro ser preso.

    Nota fiscal emitida por assessor de Nikolas Ferreira

    Nikolas Ferreira pediu ajuda a Daniel Vorcaro

    O ICL Notícias revelou em setembro um áudio enviado por Nikolas para Daniel Vorcaro em 30 de março de 2025. Nele, o deputado se refere a Thiago como “meu advogado” e “irmão meu”, e pede ajuda a Daniel Vorcaro. No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

    Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

    As conexões do assessor de Nikolas com os Vorcaro

    Ambas as empresas de Vieira possuem conexões com os Vorcaro. Na formação societária da Eagle & Shark, por exemplo, é possível constatar que Fernando Vieira, administrador e representante legal, tem como um dos sócios a Adaptar Gestão Participações. Essa companhia, por sua vez, é associada à Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários, que tem como sócia Natália Vorcaro – irmã do banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel.

    As conexões não param por aí. A Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários também está conectada à Multimax Participações, empresa presidida pela mesma Natália Vorcaro e que tem como sócio e diretor Henrique Vorcaro, pai do banqueiro que também foi preso pelo escândalo do Banco Master.

    A 2V Life se conecta indiretamente com a Igreja Batista da Lagoinha, liderada por André Valadão e que teve Fabiano Zettel como um de seus pastores. A 2V Life é sócia da Ouro Preto Entreprises Participações, administrada por Thiago Assumpção Henriques – também administrador da Igreja de Valadão.

    Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que Zettel cobrou, em 2025, repasses de Daniel para custear a construção de um templo da igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que familiares de Vorcaro repassaram mais de R$2 milhões para a unidade da Lagoinha, após a cobrança do cunhado.

    O liquidante do Banco Master afirma, em ação civil nos Estados Unidos, que Vieira atuou como “laranja” de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel.

    Henrique foi preso em maio de 2026. Vieira nega a acusação, que não teve novos desdobramentos desde junho. Ele não está entre os indiciados no primeiro inquérito da Polícia Federal sobre o caso Master, concluído em agosto. Em janeiro de 2026, foi citado em decisão do ministro Dias Toffoli como procurador de Valdenice Pantaleão de Souza, apontada como “laranja” da Clínica Mais Médicos.

    Operação Rejeito

    Thiago Rodrigues de Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

    A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

    De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia  tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e a empresa receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

    No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

    Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários da lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

    Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

    Resposta do advogado de Nikolas Ferreira

    Thiago Faria informou ao ICL Notícias que recebeu dinheiro de Fernando Alves Vieira e que, apesar de ter sido o assessor do Nikolas Ferreira, “não há impedimento legal para que eu exerça a advocacia”. “Eu advogo para o senhor Fernando Alves Vieira, isso é verdade”, afirmou. Ele disse que Nikolas não sabia que Vieira era seu cliente. “Não são todas que ele sabe. Eu não tenho como ficar atualizando ele de tudo. Tá? Eu sou advogado criminalista e exerço a minha função”, disse.

    Ele disse que ele e o deputado não pediram ao Daniel Vorcaro para destravar ativo minerário. “Nós não sabíamos que Daniel Vorcaro era esse sujeito enrolado nesse tanto de confusão e eu estava vendendo um ativo para vários empresários, que é uma prática regular de advocacia que o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil me permite, e em determinado momento eu comentei com o Nikolas e ele mandou um áudio para o Daniel que era um cara que ele não sabia que tinha problema”, disse o assessor de Nikolas. “Em relação ao Fernando e Vorcaro, se ele era laranja e tudo, eu não tenho essa informação”, finalizou.

    O empresário Fernando Alves Vieira foi procurado por intermédio das suas duas empresas que aparecem citadas nestas reportagem (Eagle & Shark Participações e 2V Life), mas não retornou os questionamentos feitos. O espaço segue aberto para manifestação.

    fonte: ICL

  • INSS pagará benefício a mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica

    INSS pagará benefício a mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica

    Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    O parecer que garante o afastamento remunerado, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que o documento incorpora às regras da administração pública federal decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que, quando a Justiça determinar o afastamento da mulher do local de trabalho como medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a trabalhadora deve continuar recebendo renda durante o período, que pode chegar a seis meses.

    “O entendimento do STF abrange as seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e também prevê proteção de natureza assistencial para as mulheres sem vínculo previdenciário”, informou a pasta.

    Entenda

    A Lei Maria da Penha permite, como medida protetiva, que o juiz afaste a mulher do trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego. A lei, porém, não especificava quem pagaria o salário nesse período.

    “A incerteza sobre o recebimento da remuneração fazia com que muitas mulheres tivessem que optar entre a segurança e o próprio sustento”, destacou a Secom.

    O STF julgou a questão em junho deste ano e estabeleceu que o empregador é responsável pelos 15 primeiros dias de afastamento e o INSS, pelo restante. Nos casos sem relação de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício integralmente.

    Conforme a legislação, a mulher afastada não precisa cumprir período de carência para receber o benefício. Também não há desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido, e o período é computado como tempo de contribuição para a aposentadoria.

    Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o STF estabeleceu que o pagamento tem natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será pago pelo estado, pelo Distrito Federal ou pelo município indicado pelo juiz.

    Orientação administrativa

    A Secom destacou que, embora tenha estabelecido linhas gerais para o afastamento remunerado, a decisão do STF legalmente obrigava apenas juízes e tribunais.

    “Isso poderia levar ao cenário em que, na falta de uma orientação administrativa estabelecida pelo Poder Executivo, cada mulher poderia ter que entrar com nova ação judicial para receber os valores. É esta lacuna que o parecer vinculante vem preencher.”

    O documento da AGU assinado hoje assimila a decisão do STF à administração pública federal, tornando obrigatória a concessão do afastamento remunerado quando este for determinado judicialmente como medida protetiva às vítimas de violência doméstica.

    “Na prática, basta que o juiz emita a decisão da medida protetiva para que o INSS realize o pagamento, sem nova perícia ou análise do direito, verificando apenas se a mulher é segurada”, reforçou a Secom.

    Atendimento prioritário e sigiloso

    Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso a vítimas de violência, inclusive via Meu INSS.

    Ainda de acordo com a Secom, o INSS cobrará do agressor, por meio de ação regressiva, os valores pagos à vítima. A cobrança será feita por meio de ação judicial apresentada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU responsável por representar as autarquias e fundações federais.

    Fonte: ICL

  • PF espera orientação de Fachin sobre cinco ministros no celular de Vorcaro

    PF espera orientação de Fachin sobre cinco ministros no celular de Vorcaro

    A Polícia Federal (PF) espera há dias por reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para receber orientações sobre como proceder em relação às menções a ministros da Corte encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    Na extração do celular do banqueiro há menções aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.

    A conversa foi pedida pela PF, mas até agora o gabinete de Fachin não agendou o encontro.

    O presidente do STF precisa dizer à PF o que fazer com o material: se ele deve ser descartado; se a PF deve produzir relatório; ou só separar as menções e encaminhá-las sem nenhum tipo de análise.

    O caso está com Edson Fachin desde que ele avocou para si as apurações sobre o Caso Master e sobre o ministro Alexandre de Moraes, na tentativa de estancar a crise na Suprema Corte.

    Fonte: Metrópoles

  • JHC e Arthur Lira são alvos de ação no TRE por suposto caixa 2 em pesquisas

    JHC e Arthur Lira são alvos de ação no TRE por suposto caixa 2 em pesquisas

    O candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), é alvo de uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que o acusa de usar caixa 2 para custear pesquisas eleitorais. O processo também atinge sua vice, Célia Rocha, os candidatos ao Senado Marina Cândia (PSDB) e Arthur Lira (PP), além dos respectivos suplentes. 

    A ação foi apresentada pela coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo, encabeçada pelo MDB, que disputa o governo contra o grupo de JHC. Segundo a denúncia, entre abril e setembro de 2026, a empresa Agora Alagoas Comunicação Ltda pagou R$ 329 mil por sete pesquisas sobre as disputas para o governo e o Senado. Os levantamentos foram feitos pelo Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu Ltda, a TDL Pesquisas, que pertence a Tadeu Lira, primo de Arthur Lira.

    Das seis pesquisas já divulgadas, todas apontavam JHC na liderança. A sétima tinha divulgação prevista para 30 de setembro, a quatro dias do primeiro turno. A coligação afirma que nenhum desses valores aparece na prestação de contas do candidato ou dos partidos que o apoiam. O pagamento foi feito por uma agência de notícias com capital social de R$ 5 mil, enquadrada como microempresa.

    Pelas contas da ação, o valor gasto em cinco meses equivale a mais de 65 vezes o capital da empresa e a cerca de 91% do faturamento anual permitido para seu porte, o que, segundo os autores, exige explicação sobre a origem do dinheiro.

    As duas sócias da Agora Alagoas têm vínculo com a Prefeitura de Maceió, comandada por JHC até abril deste ano, quando ele deixou o cargo para disputar o governo. Uma delas, Eduarda Nicole Sá Calheiros, é servidora da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e Patrimônio, nomeada pelo então prefeito. A outra, Beatriz Ardison dos Santos, sócia majoritária e administradora do portal, é mãe de um comissionado da mesma pasta que já foi secretário parlamentar de JHC, de acordo com a denúncia.

    A ação sustenta ainda que as pesquisas foram publicadas no mesmo dia, com cerca de dois minutos de intervalo, por veículos de uma mesma rede de comunicação. Essa rede já foi punida pelo TRE-AL com suspensão da programação por publicação articulada de conteúdo favorável a JHC, o que o tribunal entendeu como uso indevido dos meios de comunicação. Segundo a coligação, as empresas responsáveis pela divulgação pertencem ao próprio candidato e ao seu pai, o ex-deputado João Caldas.

    Duas das pesquisas teriam sido impulsionadas com pagamento pela página do portal Francês News, mantido pela Alagoas Comunicação Ltda, sociedade que, de acordo com a denúncia, hoje pertence a JHC e ao pai. A ação também relata que o dono do instituto foi levado ao estúdio da Agora Alagoas e a emissoras da mesma rede para anunciar a vitória de JHC no primeiro turno, e que teria declarado no ar sua preferência pela família. As mesmas pesquisas colocavam Arthur Lira, candidato da coligação Alagoas Gigante II, à frente na disputa pelo Senado.

    Os autores enquadram o caso como captação e gasto ilícito de recursos, previsto no artigo 30-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e como abuso de poder econômico. Pedem a cassação do registro ou do diploma dos candidatos beneficiados e a declaração de inelegibilidade. A ação cita entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que é ilícita a pesquisa eleitoral paga com recursos de origem não identificada e sem registro nas contas de campanha.

    Além dos candidatos, a ação aponta como colaboradores Beatriz Ardison dos Santos, Eduarda Nicole Sá Calheiros e Tadeu Lira. Para eles e para as empresas envolvidas, o pedido é que apresentem notas fiscais, contratos e documentos que esclareçam a origem dos recursos usados na compra das pesquisas. O TRE-AL ainda não analisou o caso.

  • PF faz operação para investigar compra de votos e bloqueia R$ 4 milhões

    PF faz operação para investigar compra de votos e bloqueia R$ 4 milhões

    A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (1/9), a Operação Lemming, para aprofundar a investigação que apura a possível prática de corrupção eleitoral e associação criminosa no contexto das eleições de 2026.

    A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares diversas da prisão.

    As determinações incluem a proibição de contato entre os investigados, a vedação de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores de até R$ 4.228.100.

    A operação é desdobramento da prisão em flagrante de um candidato, ocorrida na última semana, ocasião em que foram apreendidos documentos posteriormente analisados pela equipe investigativa.

    As medidas têm por finalidade preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas sob apuração.

    Fonte: Metrópoles

  • Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico

    Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico

    A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota, nesta terça-feira (29), manifestando preocupação com o episódio de assédio judicial perpetrado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) contra jornalistas e diretores do Jornal Midiamax. Ao todo, são 17 ações criminais.

    Na nota, a entidade lembra que o sindicato patronal já acionou o jornal na esfera cível em junho. Nas últimas semanas, a Fiems processou repórteres, editores e o sócio-fundador do Jornal Midiamax, questionando a atuação da equipe em reportagens investigativas.

    “O assédio judicial é uma tentativa de silenciamento de jornalistas e comunicadores que se faz pelo uso abusivo do sistema judicial, em diversas estratégias. Tanto o uso do direito penal de modo desproporcional quanto a mobilização de ações judiciais em massa reforçam o caráter de assédio deste caso”, diz o comunicado.

    Por fim, a Abraji cita jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), que proíbe a apresentação frequente de ações como forma de limitar a atuação da imprensa, e pede que o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) tome medidas para evitar a intimidação contra os jornalistas.

    “A Abraji denuncia esse episódio e insta ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul para que adote as medidas cabíveis para cessar o efeito intimidatório dessas ações, reconhecendo que se trata de mais um episódio de assédio judicial. E, assim, não dê prosseguimento a esta tentativa de intimidação, evitando maiores danos à liberdade de imprensa”, conclui a nota.

    A entidade, fundada em 2002, foi uma das principais articuladoras do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, rede de 24 organizações cuja pressão foi fundamental para a redação e aprovação da Lei de Acesso à Informação, em 2011.

    Assédio judicial: Fiems tenta barrar denúncias de corrupção com 17 ações contra jornalistas

    A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) entrou com 17 ações na Justiça estadual para interpelar repórteres do Jornal Midiamax, prática conhecida como assédio judicial. 

    A ofensiva da entidade, chefiada por Sérgio Longen, por meio de interpelações judiciais contra profissionais de imprensa, ocorre após a publicação de reportagens com denúncias que revelaram suspeitas de irregularidades envolvendo membros da diretoria, que estariam usando uma rede de CNPJs ‘laranjas’ para manter contratos de difícil mensuração. Vale ressaltar que a Fiems recebe recursos parafiscais de natureza pública, repassados pela Receita Federal, num montante que chega a R$ 60 milhões somente neste ano.

    Em vez de responder objetivamente aos questionamentos formulados pela reportagem ou apresentar documentos que esclareçam as suspeitas de desvios, a cúpula da federação optou por mover a máquina jurídica como instrumento de pressão psicológica e financeira contra os profissionais da imprensa. 

    Primeiramente, o advogado da entidade apresentou 12 ações. Em outro momento, entrou com mais cinco processos. Ao Jornal Midiamax, o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que representa a Fiems, disse que não comenta processos judiciais em curso.

    Entidades de jornalistas condenam assédio judicial da Fiems contra profissionais

    Entidades representativas de jornalistas no Brasil manifestaram solidariedade aos repórteres do Jornal Midiamax. A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) emitiu nota de repúdio.

    “A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico”, diz a Fenaj.

    Na nota, assinada em conjunto com o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), as entidades avaliam que as reportagens foram produzidas “no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público”.Advogado que representa o Jornal Midiamax, Thiago Nascimento Lima classifica a ofensiva jurídica da Fiems como uma forma de cercear o direito à liberdade de imprensa. “O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que o uso reiterado do Poder Judiciário com o intuito ou o efeito de constranger jornalistas e veículos de comunicação configura assédio judicial, prática incompatível com a liberdade de expressão. O direito de ação é legítimo, mas deve servir à tutela de direitos e jamais à intimidação do trabalho jornalístico. Seguimos confiando no Judiciário e defendendo, nos autos, o direito do Midiamax de informar e o direito da sociedade de ser informada.”

    Juristas criticam prática de assédio judicial contra jornalistas

    A série de ações contra o Jornal Midiamax também provocou reações em outros setores da sociedade. O advogado e professor de Direito Constitucional André Borges escreveu o artigo “Imprensa livre não pode ter medo”, argumentando que a liberdade de imprensa “é uma das garantias mais importantes de uma democracia”.

    O advogado defende que “sem imprensa livre, o cidadão passa a conhecer apenas aquilo que o poder deseja que ele conheça”.

    No artigo, André Borges argumenta que, apesar de todo cidadão ou instituição ter o direito de recorrer à Justiça, a prática não pode “funcionar como forma de intimidação”.

    O advogado cita também o caso do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que dedicou décadas de carreira a denunciar a corrupção na Amazônia e foi alvo de mais de 30 processos ao longo de sua trajetória. “O custo financeiro, o tempo gasto com advogados e o desgaste pessoal mostram como processos sucessivos podem, por si mesmos, produzir um efeito intimidatório”, diz.

    Fiems se cala

    Em toda a cobertura do Jornal Midiamax sobre todos os fatos envolvendo a Fiems, a reportagem sempre buscou o posicionamento da entidade, através dos canais oficiais e institucionais de comunicação, inclusive com mensagens cobrando respostas da assessoria de comunicação, tudo devidamente documentado.

    No entanto, a Fiems não respondeu aos pedidos de posicionamento feitos pela reportagem e preferiu iniciar uma investida com sequência de 17 processos contra o Midiamax e jornalistas.

    Procuramos novamente a Fiems para se manifestar sobre o assédio judicial usado para intimidar jornalistas e também para se posicionar sobre as notas de repúdio publicadas por entidades contra a prática adotada por Sérgio Longen. No entanto, novamente, não houve retorno. O espaço segue aberto e o texto será atualizado assim que houver manifestação.

    O advogado que representa a Fiems nas interpelações contra jornalistas, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, disse apenas que não comenta processos judiciais em curso.

    Fonte: Midiamax

  • Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas

    Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas

    Nos dois dias seguintes à assinatura da Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou alvo de publicações na internet para tentar conter o impacto eleitoral positivo da medida.

    Foram sete publicações que incorreram na mesma imprecisão: atribuíram a Lula a liberação das bets. Na verdade, em 2018 o ex-presidente Michel Temer (MDB) autorizou o funcionamento de sites de apostas esportivas em quota única. O problema é que as mesmas plataformas passaram a oferecer os cassinos online – o mais popular deles, o Fortune Tiger, conhecido como Jogo do Tigrinho.

    Até dezembro de 2023, os cassinos online não eram regulamentados, mas funcionavam em uma “zona cinzenta” da legislação. Àquela época, o governo petista sancionou uma lei que criou regras tanto para as apostas esportivas, quanto para o Tigrinho e outros jogos do tipo. Para funcionar dentro da lei, as empresas tiveram de pagar outorga de R$ 30 milhões.

    7 posts de 6 estados em 48h

    Em 26 de setembro, dois anúncios oriundos dos extremos do país – um do Amazonas e outro do Rio Grande do Sul – atacam Lula pela regulação das bets.

    No Amazonas, o candidato a deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos) investiu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil em uma publicação para atribuir a Lula a responsabilidade de “abrir a porta do Tigrinho”, com base na lei sancionada em dezembro de 2023. A postagem alcançou até 1 milhão de usuários do Instagram.

    No mesmo dia, o candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul, Professor Cláudio Branchieri (PL), afirmou, em post no Instagram, que o governo Lula “ganhou bilhões” com o o Tigrinho e o proibiu a dez dias das eleições.  A publicação teve investimento de menos de R$ 400 e alcançou até 100 mil pessoas.

    Dois dias após a MP

    Cinco novas publicações sobre o assunto surgem nas redes sociais em 27 de setembro. Elas vêm de quatro estados: Mato Grosso, Paraíba, Ceará e Paraná.

    Candidata à presidência pelo Democracia Cristã, a mato-grossense Clariana Barão investiu entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil em uma publicação que alcançou mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram. A publicação coloca Lula como “pai do Tigrinho” e questiona “por que só agora?” e classifica a MP como uma medida provisória.

    Também do Mato Grosso, o  candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP-MT) investiu menos de R$ 1 mil para alcançar até 500 mil pessoas nas redes sociais. Ele chama a MP que proíbe as bets de “jogada eleitoral e hipocrisia”.

    Na Paraíba, a página Blog do Milton Figueiredo replicou um vídeo da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, no qual o candidato do PL à presidência chama Lula de “pai do Tigrinho” e diz que a MP contra as bets é um “desespero” devido ao cenário eleitoral.

    A publicação alcançou mais de 1 milhão de pessoas no Instagram e no Facebook, com menos de R$ 100 de investimento.

    Já no Ceará, a publicação impulsionada é do Vereador PPCell (PL), que se candidatou a deputado federal. Ele alcançou mais de 1 milhão de pessoas, investindo menos de R$ 300. No vídeo, o candidato aparece de camisa preta escutando relatos de pessoas viciadas ou próximas de Lula e diz que o petista foi quem “liberou as bets”.

    No Paraná, o impulsionamento vem de Reinhold Stephanes Junior (PL), candidato a deputado federal. A publicação omite parte da informação correta, diz que os sites de apostas só saem do ar no dia 6 de outubro, dois dias após as eleições – o que é fato, mas deixa de explicar que já não se pode mais depositar dinheiro em nenhuma plataforma.

    A publicação do candidato paranaense alcançou até 1 milhão de contas do Instagram, com menos de R$ 700 investidos em impulsionamento.

    Fonte: METRÓPOLES

  • Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques

    Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques

    O advogado que comanda o setor jurídico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL, tem um histórico de atuação conjunta com duas pessoas diretamente ligadas ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a irmã do magistrado, Karine Nunes Marques, e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Júnior, de quem o próprio ministro afirma ser amigo.

    A relação chama atenção porque Nunes Marques já informou publicamente que se declara impedido de atuar em processos nos quais Otto representa alguma das partes justamente em razão dessa amizade.

    Documentos judiciais mostram, porém, que Otto trabalhou repetidas vezes ao lado de Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, hoje responsável pela estratégia jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Em algumas dessas causas, a dupla dividiu a defesa também com Karine, irmã do ministro.

    Não há, por si só, irregularidade na atuação conjunta dos advogados. O caso levanta, no entanto, uma questão sobre os limites adotados pelo próprio ministro para preservar sua imparcialidade.

    Tracy Reinaldet integra a coordenação jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ao lado da ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri. Segundo reportagens publicadas quando a equipe foi anunciada, cabe a Tracy centralizar demandas da campanha e orientar juridicamente os diretórios estaduais e outras áreas.

    Tracy não aparece como advogado de Flávio Bolsonaro em processos no TSE, corte atualmente presidida por Nunes Marques. A atuação direta de Tracy na defesa do candidato aparece, porém, no Supremo Tribunal Federal.

    Nunes Marques é atualmente relator no STF de ao menos um processo em que Flávio Bolsonaro aparece como requerente e Tracy Reinaldet como seu advogado. Trata-se da Petição 16.220, protocolada em 10 de junho deste ano e distribuída ao gabinete do ministro.

    O processo, de natureza criminal, tem Flávio como requerente e o presidente Lula como requerido. Tracy aparece oficialmente entre os três advogados do candidato do PL.

    O caso nasceu de uma notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula. A defesa de Flávio pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar supostos crimes de ameaça e incitação ao crime por declarações feitas por Lula em 2 de junho, durante a inauguração do campus do Instituto Federal Goiano em Catalão (GO).

    A ação se baseia numa fala em que Lula chamou integrantes da família Bolsonaro de “traidores” e “vendilhões da pátria”. ANa mesma fala, Lula afirmou que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado e perguntou o que mereceriam os ‘traidores da pátria’. A defesa sustenta que a associação equivaleria a uma ameaça contra Flávio e a uma incitação à violência.

    Tracy Reinaldet recebeu de Flávio procuração específica para apresentar a notícia-crime. O processo foi autuado em 10 de junho e, uma semana depois, distribuído ao ministro Nunes Marques, que se tornou seu relator.

    Em julho, a defesa voltou aos autos alegando um “fato superveniente”: novas declarações de Lula sobre “traidores” durante a convenção do PDT. Pediu novamente a apuração e responsabilização do presidente, argumentando que as declarações representariam uma reiteração da conduta denunciada inicialmente. O processo permanece atualmente no gabinete de Nunes Marques, sem decisão.

    A relação entre os advogados está nos autos

    A proximidade profissional entre Tracy e Otto não depende apenas de relatos de terceiros. Ela aparece em documentos oficiais do Judiciário.

    No Agravo em Recurso Especial 2.312.076, julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, Otto Medeiros e Tracy Reinaldet aparecem simultaneamente entre os advogados da Cervejaria Petrópolis. O acórdão do STJ registra Otto, Tracy e outros profissionais na mesma defesa.

    Há casos ainda mais explícitos. Na defesa do empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, Tracy, Otto e Karine Nunes Marques atuaram conjuntamente. Documento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região registra os três nominalmente como impetrantes de um habeas corpus.

    O mesmo grupo aparece em processos que chegaram ao STJ. No conflito de competência 180.895, por exemplo, os autos também registram entre os advogados de Walter Faria os nomes de Tracy, Otto e Karine.

    Outro processo no STJ, o Pedido de Tutela Provisória 4.018, relativo à mesma Cervejaria Petrópolis, volta a reunir os três nomes na lista de advogados.

    A parceria profissional se prolongou no tempo. Em decisão publicada em março de 2025, Otto e Tracy aparecem novamente, juntos, entre os advogados da Cervejaria Petrópolis, em recurso analisado pela ministra Nancy Andrighi, no STJ.

    Karine, por sua vez, também possui histórico documentado de atuação conjunta com Otto fora das causas em que Tracy aparece. Em processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por exemplo, uma apelação de 2023 foi assinada conjuntamente pelos dois.

    Nunes Marques admite amizade com Otto

    A relação entre Otto Medeiros e Kassio Nunes Marques veio novamente à tona em agosto deste ano, a partir das investigações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

    Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Luchsinger afirmou que Otto seria “sócio” de Nunes Marques. O ministro negou a existência de sociedade profissional ou empresarial entre ambos. Confirmou, porém, a relação de amizade.

    Mais do que isso: segundo manifestação de Nunes Marques divulgada na ocasião, a amizade é justamente a razão pela qual ele se declara impedido nos processos em que Otto representa alguma das partes.

    Há registro concreto desse afastamento. Em julgamento da Petição 8.411, no STF, Otto Medeiros aparece como advogado de uma das partes e Nunes Marques consta formalmente como impedido, ao lado do ministro Cristiano Zanin.

    Tracy passou a comandar o jurídico de Flávio

    Tracy Reinaldet assumiu neste ano papel central na campanha de Flávio Bolsonaro. Em março, foi anunciado como responsável pela coordenação jurídica da candidatura, com a tarefa de concentrar demandas judiciais, estruturar manifestações e orientar juridicamente diretórios estaduais e outros setores da campanha. Antes disso, já havia defendido Jair Bolsonaro.

    A atuação para Flávio não se restringe ao ambiente eleitoral. O próprio sistema do Supremo registra Tracy como advogado do senador em diferentes processos. Na Petição 16.307, uma queixa-crime de Flávio contra o deputado André Janones, Tracy integra a defesa ao lado de Matteus Beresa de Paula Macedo e Leonardo Castegnaro.

    O advogado também representa Flávio no Inquérito 5.045, aberto neste ano no STF e relatado por Alexandre de Moraes. E aparece ainda na defesa do candidato em investigação relativa ao caso Dark Horse.

    O que precisa ser esclarecido

    Tracy e Otto não integram o mesmo escritório ou mantêm uma sociedade formal, e a atuação conjunta em processos passados, isoladamente, não estabelece impedimento automático de um ministro em causas futuras de qualquer um dos advogados.

    O caso, no entanto, demonstra mostra uma rede profissional concreta: Tracy e Otto aparecem juntos em diferentes processos; ambos já atuaram ao lado de Karine; Otto mantém uma amizade que Nunes Marques considera suficiente para não julgar suas causas; e Tracy passou a comandar o jurídico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, inclusive representando-o em processo atualmente relatado por Nunes Marques.

    A reportagem procurou Tracy Reinaldet, Otto Medeiros e Karine Nunes Marques para saber qual é a natureza atual das relações profissionais entre os três advogados; se Tracy e Otto mantêm sociedade, parceria profissional ou compartilhamento de clientes; se Tracy integra ou integrou escritório do qual Otto ou Karine façam parte.

    Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

    Fonte: ICL

  • PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção

    PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção

    Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram pilhas de dinheiro durante operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29/9) para apurar a negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa. A coluna apurou que o grupo se trata da Nova Okaida, que atua em comunidades da Paraíba (PB). O dinheiro foi contabilizado em R$ 220 mil.

    O deputado estadual Caio Roberto (MDB) (foto em destaque) e Júnior Pires, secretário chefe do Procon de João Pessoa (PB) são alvos da operação.

    Batizada de Zona de Influência, a ação policial cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.

    Acordo com criminosos

    Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.

    Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.

    A investigação apura crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.

    Fonte: Metrópoles

  • CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”

    CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na última semana de campanha antes do primeiro turno das eleições de 2026 na liderança da corrida presidencial, registrando 39% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Quaest/Globo divulgada nesta segunda-feira (28/9). Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece na sequência, com 34% da preferência do eleitorado. Nas projeções de segundo turno, ambos estão empatados, com 42%.

    Segundo a pesquisa, Lula registrou uma melhora consistente em seus índices de aprovação geral. “Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo negativo caiu para -3 pontos percentuais. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, diz o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.

    De acordo com Nunes, a recuperação de terreno de Lula acontece de forma mais clara entre:

    • Mulheres: onde havia um empate técnico duas semanas atrás, Lula abriu uma vantagem expressiva de nove pontos percentuais.
    • Eleitores de baixa renda: segmento em que o petista assegura uma frente de 26 pontos percentuais sobre o opositor.
    • Beneficiários do programa Bolsa Família: faixa na qual o presidente retomou a marca de 59% das intenções de voto, contra 27% atribuídos a Flávio.

    “O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família parece estar muito associada ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana”, avalia o CEO.

    “As mulheres são as que mais se animaram com as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família”, completa.

    Indicadores individuais

    O efeito positivo sobre a avaliação da gestão também impulsionou os indicadores individuais do petista, fazendo o seu potencial de voto oscilar positivamente de 45% para 46%, enquanto a taxa de rejeição recuou de 55% para 54%. Do outro lado, o candidato Flávio Bolsonaro manteve estabilidade nos patamares anteriores, sustentando 43% de potencial de voto e 56% de rejeição.

    No que tange aos cenários de eventual segundo turno, Lula e Flávio voltaram a empatar numericamente na simulação de disputa direta, ambos com 42% das intenções. Enquanto o candidato do PL manteve o mesmo percentual registrado nas últimas três rodadas, o atual chefe do Executivo avançou dois pontos percentuais no mesmo intervalo, com 3% de eleitores indecisos e 13% inclinados a votar em branco ou nulo.

    Nossa Senhora

    Segundo Felipe Nunes, o levantamento aponta uma recuperação do petista na base católica, ona qual Lula abriu 13 pontos de vantagem — o melhor desempenho no segmento desde agosto —, ao mesmo tempo em que a margem favorável a Flávio entre os eleitores evangélicos registrou retração.

    “O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo Nossa Senhora de Aparecida foi iniciado nas redes. Mas há forte evidência de que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos”, finaliza Nunes.

    O CEO da Quaest, no entanto, faz uma ressalva: “A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial”.

    Fonte: Metrópoles

  • Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado

    Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado

    Operação da Polícia Federal (PF) contra corrupção eleitoral no Pará (PA) resultou na apreensão de dinheiro, aparelhos eletrônicos, documentos e veículos no domingo (27/9). Os investigadores encontraram R$ 87 mil em espécie, divididos em sacolas e envelopes, sinalizados com nomes de pessoas, além de um celular escondido no esgoto de um endereço ligado ao deputado federal Antônio Doido (foto em destaque), conforme apurou a coluna.

    Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) em endereços ligados ao parlamentar, que concorre à reeleição. A investigação apura a prática de crimes relacionados às Eleições 2026. Uma pessoa foi presa em flagrante sob acusação de corrupção eleitoral.

    Apreensões

    Nas buscas, os investigadores apreenderam R$ 87.475 em espécie. Parte do dinheiro estava em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de relação com nomes e registros de assinaturas de recebimento.

    Em um dos imóveis, um aparelho celular foi encontrado escondido no sistema de esgoto, nas proximidades de duas sacolas contendo diversos maços de dinheiro em espécie.

    Os materiais apreendidos serão analisados, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos valores, bem como a possível ligação dos elementos arrecadados à prática de ilícitos eleitorais.

    A PF informou que as investigações seguem para o esclarecimento dos fatos e a identificação de eventuais envolvidos.

    fonte: Metrópoles

  • Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF

    Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF

    O subprocurador-geral Francisco Sanseverino votou para mantero procurador-geral da Repúplica, Paulo Gonet, à frente das investigações do caso Master e contra a abertura de uma investigação interna no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) sobre a atuação de Gonet. O caso está sendo analisado pelo colegiado após diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro citarem o procurador-geral, além de uma foto de Vorcaro e Gonet em um evento em Londres.

    Sanseverino alegou que uma decisão sobre eventual impedimento ou suspeição de Gonet no caso Master caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF), não ao Conselho do MPF.

    — Quanto ao afastamento da atuação do PGR nas petições em decorrência de causa processual de impedimento ou suspeição nos autos eu não conheço do pedido — disse Sanseverino. — Eventual questão processual de impedimento ou suspeição do PGR não se situa na esfera de competência deste conselho superior. A questão das suspeição do PGR deveria ser arguida no STF e avaliada pelo juiz, portanto não conheço da arguição.

    Na sequência do voto, ele acrescentou que é contra uma investigação interna por não existirem conversas diretamente entre Gonet e Vorcaro. As mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o contato ocorreria por meio do advogado Ciro Soares, próximo ao dono do Banco Master.

    A notícia de fato analisada pelo Conselho foi aberta a partir de uma representação apresentada por deputados do Novo. Os parlamentares pediram que Gonet fosse afastado da condução das investigações relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro e que um subprocurador-geral da República fosse designado para atuar nesses casos, sob o argumento de que as menções ao chefe da PGR nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal poderiam comprometer sua imparcialidade.

    Ao tratar desse ponto, Sanseverino segue na análise dos pedidos formulados pelo partido na notícia de fato. O voto do relator, no entanto, não se encerra nessa questão. Ele ainda precisa se manifestar sobre os demais pontos levantados na representação e sobre a existência, ou não, de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação a respeito da atuação de Gonet nos procedimentos relacionados ao Master.

    A expectativa entre integrantes da instituição é que o procedimento não resulte na abertura de uma investigação contra o chefe da PGR.

    A avaliação feita por integrantes do Ministério Público ouvidos pelo GLOBO às vésperas da sessão é que, apesar do desgaste sofrido por Gonet nas últimas semanas, não há, até o momento, uma sinalização de maioria no colegiado favorável ao aprofundamento da apuração. O cenário, contudo, só será definido durante a sessão, a partir do voto do relator e das manifestações dos demais conselheiros.

    O Conselho vai decidir se há elementos suficientes para que um subprocurador-geral da República seja designado para investigar eventual prática de crime comum atribuída a Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master. O procedimento se concentra sobretudo na atuação da PGR em processos envolvendo o Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Como o procedimento envolve o próprio Gonet, a sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino. Depois da apresentação do voto do relator, os demais integrantes votarão em ordem reversa de antiguidade.

    A expectativa de que o resultado seja favorável a Gonet ocorre mesmo depois de uma piora no ambiente interno em relação ao procurador-geral. Como mostrou o GLOBO, a divulgação, na sexta-feira passada, de uma fotografia na qual Gonet aparece ao lado de Vorcaro, em Londres, fumando charuto, provocou indignação entre integrantes da carreira e aumentou o desgaste.

    Até a publicação da imagem, as críticas eram mais isoladas e Gonet ainda encontrava uma defesa mais ampla dentro da instituição, apesar do constrangimento provocado pelas mensagens encontradas pela Polícia Federal.

    A fotografia tornou o ambiente mais desfavorável ao procurador-geral, inclusive entre integrantes do MPF que até então vinham defendendo sua atuação.

    O incômodo também chegou a integrantes do próprio Conselho. Nos últimos dias, conselheiros relataram surpresa e desconforto com o conteúdo das mensagens divulgadas. Ainda assim, esse mal-estar não se traduziu, até agora em uma sinalização de votos suficientes para a abertura de uma investigação.

    Em nota divulgada após a revelação da imagem, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e afirmou que o próprio Gonet já havia admitido publicamente ter participado do evento em Londres, ao lado de outras autoridades.

    A Procuradoria ressaltou ainda que o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo, afirmou durante o julgamento da semana passada que não havia identificado nada de grave nas menções feitas ao procurador-geral nas mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

    Gonet também se manifestou no procedimento em tramitação no Conselho. O procurador-geral negou manter relação de amizade com Vorcaro e afirmou não possuir interesse pessoal nos processos relacionados ao ex-banqueiro. Sustentou ainda que não há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração sobre sua conduta.

    O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e tem dez integrantes: o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, que são membros natos, além de oito subprocuradores-gerais eleitos. O corregedor-geral também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.

    As menções a Gonet

    O procedimento analisado pelo Conselho tem como pano de fundo mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Parte das conversas ocorreu entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que já atuou para o Banco Master e aparece como intermediário de contatos entre Gonet e Vorcaro.

    As mensagens abrangem o período entre 2024 e 2025. Em abril de 2024, Ciro disse a Vorcaro que “Gonet é firme” e acrescentou que “amizade é tudo”. Já em março de 2025, o advogado enviou ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral e escreveu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Na sequência, aparecem registros de chamadas telefônicas, uma delas com duração de três minutos e 49 segundos. A PF não identificou o conteúdo das ligações.

    Em outros momentos, Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui a Gonet. Em uma delas, o procurador-geral teria dito estar “na torcida” pelo banqueiro. Em outra, o advogado afirma que Gonet iria a Londres com o grupo. As conversas também fazem referências a charutos e uísque e registram uma pergunta sobre a possibilidade de o filho do procurador-geral participar da viagem.

    Gonet nega manter relação de proximidade com Vorcaro. Durante a sessão do Supremo da semana passada, afirmou que encontrou o ex-banqueiro uma única vez, em Londres, na presença de outras autoridades, e classificou o contato entre os dois como “brevíssimo e banal”. Em manifestação encaminhada ao Conselho Superior, também afirmou se considerar plenamente apto a continuar atuando nos procedimentos relacionados ao Master.

    Como será a sessão

    Embora seja presidente do Conselho, Gonet não participará da deliberação sobre o próprio caso. Com isso, nove dos dez integrantes do colegiado estarão aptos a votar.

    O primeiro a se manifestar será o relator do procedimento, o subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, que apresentará o relatório. Pelo regimento, após essa etapa poderão ocorrer sustentações orais, caso tenham sido requeridas, com duração de até 15 minutos. Sanseverino então apresentará seu voto e, na sequência, os demais conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade. Nicolao Dino, por presidir a sessão, votará por último.

    A sessão desta sexta-feira não decidirá diretamente se Gonet cometeu alguma irregularidade. O que estará em discussão é se existem elementos suficientes para designar um subprocurador-geral da República para investigar eventual prática de crime comum atribuída ao chefe da PGR. Essa atribuição do Conselho está prevista na Lei Complementar 75, que organiza o Ministério Público da União.

    Se prevalecer o entendimento de que não há elementos para avançar, o procedimento poderá ser arquivado. Caso o Conselho entenda que os fatos merecem aprofundamento, será designado um subprocurador para conduzir a apuração. Um pedido de vista de qualquer conselheiro também pode interromper o julgamento.

    Não há, até o momento, indicação oficial de que Gonet fará uma manifestação durante a sessão. Sua posição já foi apresentada por escrito ao Conselho. Por ser diretamente interessado no procedimento, ele não participará da deliberação, que será conduzida por Nicolao Dino.

    Fonte: OGLOBO

  • Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira

    Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira

    Publicações que comentam uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil ganharam centenas de milhares de visualizações nas redes sociais entre a noite desta quinta-feira (24) e a manhã desta sexta (25). No Google Trends, buscas por Nossa Senhora Aparecida chegaram ao maior patamar dos últimos 3 meses.

    O assunto ganhou força depois que publicações passaram a recuperar um projeto apresentado no Congresso em 2007, relacioná-lo ao bolsonarismo e transformar. A participação da jornalista Maria Cristina Fernandes, na Globonews, comentando uma reação de católicos a uma possível retomada do projeto, turbinou o assunto nas redes. A emissora fez uma errata e desmentiu a informação.

    Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo – aparentemente a bordo de um jatinho – para negar qualquer intenção de promover a mudança.

    Um dos posts de maior alcance foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.

    O projeto exibido na publicação existe, mas foi apresentado há quase duas décadas pelo então deputado Professor Victório Galli, pastor evangélico que na época era filiado ao PMDB de Mato Grosso e que hoje é aliado da família Bolsonaro. Ele chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro.

    O texto propunha alterar a lei que instituiu 12 de outubro como feriado nacional para trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada na Câmara e arquivada em agosto de 2008.

    De projeto antigo a argumento eleitoral

    A recuperação da proposta de 2007 rapidamente passou a ser usada para estabelecer uma ligação entre o episódio e o bolsonarismo.

    A passagem de Galli pelo governo Bolsonaro, porém, não transforma a proposta de 2007 em um projeto de Flávio nem comprova a existência de uma articulação atual para aprová-la.

    Outras publicações avançaram diretamente sobre o terreno eleitoral.

    Já o perfil Jef publicou: “Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil”. O conteúdo chegou a cerca de 54 mil visualizações e 8 mil curtidas.

    A discussão ganhou ainda outras derivações. Bic Müller afirmou que, se grupos evangélicos retirassem o título de Padroeira do Brasil, “o próximo passo” poderia ser acabar com feriados católicos.

    Cássio Oliveira, por sua vez, recuperou uma declaração anterior de Flávio na qual o senador afirmou que, caso eleito presidente, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus”. O autor do post relacionou a frase à atual discussão sobre Aparecida.

    A declaração recuperada pelo perfil não contém proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A associação foi feita pelo autor da publicação.

    Post de padre

    A repercussão não ficou restrita aos perfis que relacionaram diretamente o assunto à eleição.

    O padre Sandro Rogério publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada de uma mensagem curta: “Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, rogai por nós!”.

    A publicação ultrapassou 3 mil compartilhamentos e ganhou forte repercussão justamente nas horas em que a discussão sobre o título de Padroeira do Brasil se espalhava pelas redes.

    O padre não mencionou Flávio Bolsonaro nem fez referência direta ao projeto de lei. O engajamento da publicação, no entanto, ajuda a dimensionar como a discussão sobre Aparecida mobilizou as redes.

    A ministra Anielle Franco (PT-RJ) também entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que “a fé não é moeda de troca eleitoral”.

    Bispo que chutou imagem fez campanha por Bolsonaro

    Entre os “indícios” citados nas redes está o fato de que o pastor Sérgio Von Helder, que ficou nacionalmente conhecido após chutar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão, em 1995, fez campanha por Jair Bolsonaro em 2018 e chegou a chamar o 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, de “feriado satânico”.

    Naquele ano, Von Helder declarou apoio à candidatura de Bolsonaro e afirmou que o então presidenciável estava “revolucionando o mundo”. O apoio político continuou em 2022, quando o pastor voltou a defender Bolsonaro nas redes e publicou ataques a Lula e alegações sem provas sobre o sistema eleitoral.

    Flávio reage à repercussão

    Com o assunto ganhando força, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo para negar que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

    “Não existe esse projeto”, afirmou.

    Na publicação, o senador acusou adversários de espalharem uma “grande mentira” e declarou respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião”.

    A resposta de Flávio também ganhou forte repercussão e acumulava cerca de 170 mil visualizações na manhã desta sexta, além de milhares de curtidas e compartilhamentos.

    Disputa pelo eleitor católico

    A velocidade com que o assunto se espalhou ocorre num momento em que o voto religioso ocupa espaço importante na eleição presidencial.

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra comportamentos distintos entre católicos e evangélicos. Entre os eleitores católicos, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 33% de Flávio. Entre os evangélicos, a situação se inverte: Flávio registra 47%, contra 27% do presidente.

    O levantamento ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro nos segmentos religiosos é maior que a da amostra geral.

    A polêmica também surge depois de manifestações recentes de bispos católicos sobre soberania, democracia e as eleições de 2026. Em 7 de setembro, por exemplo, o arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, defendeu a soberania nacional durante missa no Santuário e pediu aos eleitores que votem pensando no “bem comum”.

    Não há evidência de que essas manifestações estejam relacionadas à história que viralizou nesta quinta-feira ou de uma ação institucional da Igreja Católica contra Flávio.

    Nas redes, porém, a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida rapidamente deixou de se limitar ao antigo projeto de lei e passou a integrar a disputa política, com publicações de grande alcance dirigidas diretamente ao eleitorado católico.

    Fonte: ICL

  •  “Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF. 

     “Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF. 

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, revelou, em entrevista exclusiva a este colunista, no programa Agora Metrópoles, como atravessou a crise das liminares que afastaram e depois recolocaram Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal. Perguntado se havia conseguido dormir durante o episódio, respondeu: “Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente.”

    A crise expôs divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal e provocou reação entre delegados da PF. Wellington afirmou que a corporação manteve suas atividades durante o afastamento de Andrei e disse que as instituições brasileiras foram capazes de superar o episódio.

    Na entrevista, o ministro também falou sobre o combate às facções criminosas, a atuação do governo no sistema prisional e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A entrevista foi feita junto com Rafael Campos, meu companheiro de bancada no Agora Metrópoles.

    Coluna – Ministro, o senhor enfrentou um momento delicado com decisões judiciais que chegaram a afastar temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal. Como avalia esse período e o que ele revelou sobre as instituições brasileiras?

    Wellington César Lima e Silva – Eu tenho por base analisar essas questões na perspectiva da rigidez e do bom funcionamento das instituições. Obviamente, o ideal de uma democracia é que tenhamos o fluxo das relações sem nenhuma trepidação. Mas, no mundo real, muitas tensões ocorrem, algumas mais agudas, outras menos agudas.

    Esse episódio proporcionou muita mobilização de todos nós que tínhamos de acompanhar seus desdobramentos. Mas a institucionalidade brasileira tem se revelado muito resiliente, muito forte, capaz de fazer a gestão das crises de modo adequado. No final, chegamos a um bom termo.

    O importante a frisar é que, apesar desses eventos, a Polícia Federal não sofreu nenhuma solução de continuidade em seu funcionamento. Houve o andamento normal das atividades operacionais e da gestão durante o pequeno intervalo em que o diretor-geral esteve afastado. Seu substituto imediato desempenhou as tarefas com absoluta tranquilidade e sobriedade, com o apoio do Ministério da Justiça. Superamos bem esse desafio.

    Coluna – O governo tem prometido adotar uma postura mais firme contra o crime organizado. Como o senhor avalia a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelo Escudo das Américas? O que isso representa para o combate às facções?

    Wellington César Lima e Silva – Sua pergunta é uma excelente oportunidade para esclarecer um ponto que considero fundamental: este é um momento de extrema maturidade na condução da política de combate ao crime organizado.

    É o momento institucional de maior interação entre os entes da Federação. O governo federal tem estabelecido uma parceria muito profícua e promissora com estados e municípios. Tivemos operações integradas com a prisão de mais de uma centena de infratores; operações contra o furto e o roubo de celulares; e acordos de cooperação no Rio de Janeiro para treinar guardas municipais e reforçar as divisas com a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal.

    No que diz respeito às designações e classificações, há uma dimensão mais restrita aos especialistas que trabalham com nomenclaturas ou rótulos. Mas a população brasileira não está interessada no rótulo, e sim no conteúdo das medidas adotadas. O dia a dia do cidadão depende da efetividade do combate, com inteligência policial, inteligência financeira, tecnologia e operações no sistema prisional.

    Além disso, a nossa Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, constitui um remédio fortíssimo. As penas e a severidade do tratamento dado às facções criminosas no Brasil são superiores às previstas na legislação brasileira para o terrorismo. A Lei Antifacção é mais severa do que a lei antiterrorismo.

    Quanto às iniciativas de outros países, cada nação tem soberania e liberdade para tratar o tema como entender melhor. O Brasil continuará colaborando internacionalmente por meio da experiência da Polícia Federal e de seus órgãos de inteligência, sempre com foco em aumentar a efetividade do combate ao crime organizado.

    Coluna – O Ministério da Justiça tem apoiado operações de retomada de territórios no Rio de Janeiro e investido em equipamentos para os sistemas penitenciários estaduais. Qual é a estratégia do governo nessa área?

    Wellington César Lima e Silva – Quando apresentamos ao presidente a proposta do programa Brasil Contra o Crime Organizado, ouvimos as polícias, secretários de Segurança, procuradores e especialistas. Definimos quatro eixos fundamentais: asfixia financeira das organizações criminosas, com inteligência para seguir o dinheiro; aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico ilícito de armas; e fortalecimento do sistema prisional.

    No eixo prisional, decidimos dotar 138 unidades prisionais estaduais de capacidades semelhantes às do Sistema Penitenciário Federal. Mapeamos que cerca de 80% das lideranças do crime organizado estão concentradas nesses 138 presídios, espalhados pelas 27 unidades da Federação. Treze deles ficam no Rio de Janeiro.

    Atuamos com a entrega de equipamentos, a formação de policiais penais e operações constantes para cortar o sinal de celulares e neutralizar ordens que venham de dentro das cadeias. Entregamos recentemente mais de R$ 12 milhões em equipamentos no Rio de Janeiro. Dos cerca de 2.500 celulares apreendidos recentemente, 53% foram retirados de dentro dos presídios.

    Coluna – Agora, ministro, antes de passar a última pergunta para o Rafael Campos, meu companheiro aqui do Agora Metrópoles, eu queria fazer uma provocação ao senhor. Me fale a verdade: o senhor chegou a dormir durante a guerra das liminares? Fale só para nós três aqui, não tem mais ninguém ouvindo. O senhor chegou a dormir enquanto o diretor da Polícia Federal, que é seu subordinado, caía e voltava, caía e voltava para o cargo?

    Wellington César Lima e Silva – Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente. Todos que me conhecem podem confirmar isso. Essa provocação ficou mais fácil de responder.

    Quero registrar, Matheus, a satisfação de estar aqui e dizer que, apesar da nossa agenda atribulada, a qualidade do jornalismo que você conduz me fez sentir à vontade para participar. Queria registrar isso e abraçar toda a comunidade do Metrópoles.

    Coluna – Agradeço pelas palavras, ministro. O Ministério da Justiça lançou medidas para o ambiente digital, desde a proteção de crianças até o combate a golpes e fraudes online. Qual é a principal mensagem dessas iniciativas?

    Wellington César Lima e Silva – A principal mensagem é que a internet não pode ser uma terra sem lei. Temos de estabelecer critérios e regras claras que protejam as crianças, os adolescentes e outros segmentos vulnerabilizados.

    O Ministério da Justiça conta com uma equipe altamente qualificada. O ECA Digital, por exemplo, é um dos diplomas legais sobre o tema mais reconhecidos internacionalmente. Atuamos fortemente no combate ao cambismo digital, na regulação de plataformas e na proteção das mulheres no ambiente digital.

    Estamos batendo recordes na redução de homicídios, roubos de carga e furtos de celular. A intervenção que estamos realizando no sistema prisional e na segurança digital é uma das mais significativas já feitas pelo governo federal. Agradeço a oportunidade e o espaço aqui no Agora Metrópoles.

    Fonte: Metrópoles

  • Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína

    Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína

    A operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra policiais civis, na manhã desta quinta-feira (24), cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

    Nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal foram presos durante a ação. Entre os alvos, estão um delegado, que não foi encontrado, investigadores e um ex-investigador, além dos PMs.

    As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.

    Desvio de droga

    O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.

    A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.

    Os policiais que integram a organização criminosa se valiam de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.

    fONTE: midiamax

  • ‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro

    ‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro

    Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.

    Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.

    Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.

    Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis. 

    Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.

    Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou. 

    Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa  pela mansão em Angra dos Reis.  

    Após a publicação da reportagem, Lídia mudou sua versão. Admitiu ser ela, e disse que nunca exerceu a profissão de empregada doméstica. Ela afirmou que respondeu desta forma porque ficou assustada e queria encerrar a conversa. A íntegra da manifestação está reproduzida ao final no texto.

    Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.

    Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.

    Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.

    De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz

    O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.

    Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no  escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.

    Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium,   Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.

    Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra 

    Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.

    Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.

    Fonte: ICL

  • MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno

    MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno

    Belo Horizonte — Líder nas pesquisas que medem a disputa pelo Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) intensificou os movimentos para ampliar sua base eleitoral e tentar vencer a eleição no primeiro turno. A estratégia combina apelos aos indecisos, aproximação com eleitores de Lula (PT), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e adesões de integrantes do PL mineiro. O movimento mais recente foi ganhar o apoio do candidato ao Senado Domingos Sávio (PL), que oficialmente está na chapa de Flávio Roscoe (também do PL).

    O esforço ganhou força após pesquisas mostrarem que Cleitinho tem chances de ser eleito sem a necessidade de segunda rodada.

    Risco no segundo turno

    A ofensiva para encerrar a disputa no primeiro turno também ocorre quando Patrus Ananias, o candidato do PT, começa a mostrar maior competitividade em eventual segundo turno. De acordo com o Real Time Big Data, Cleitinho teria 43% contra 42% do petista, em empate técnico.

    Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. A possibilidade será novamente testada pelas pesquisas Quaest e Datafolha, que serão divulgadas nesta quarta (23/9) e quinta-feira (24/9), respectivamente.

    Fonte: Metrópoles

  • AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º

    AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º

    A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, contra 43,4% de Flávio.

    Em um eventual segundo turno, o presidente volta a aparecer na frente e tem 47,7%, enquanto o senador aparece com 47,4%. As diferença é de 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos. Empate técnico, portanto.

    No cenário de primeiro turno, Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 4,5%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos representam 0,7%, enquanto 0,5% não soube responder.

    Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, contra 43,9% de Flávio. Renan Santos registra 4,6%; Augusto Cury, 2,1%; Caiado, 1,4%; Zema, 0,9%; e os demais candidatos, somados, 0,8%.

    Flávio reduziu distância para Lula nas últimas pesquisas

    A série histórica da AtlasIntel mostra uma redução da distância entre os dois principais candidatos ao longo dos últimos meses. Em abril, Lula tinha 44,2%, contra 39,3% de Flávio. Em junho, o presidente chegou a 46,3%, enquanto o senador marcou 36,6%. Em julho, eram 44,9% para Lula e 35,8% para Flávio.

    Em agosto, Lula aparecia com 43,4%, contra 33,7% de Flávio. O quadro começou a mudar de forma mais acentuada em setembro. Na pesquisa divulgada no dia 10, Lula tinha 43%, contra 37,4% do senador.

    Na rodada seguinte, divulgada em 17 de setembro, Lula avançou para 44,1%, enquanto Flávio chegou a 41,7%, deixando a diferença em 2,4 pontos. Agora, a pesquisa divulgada nesta quarta aponta Lula com 45,8% e Flávio com 43,4%.

    Lula volta a aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo turno

    A disputa permanece apertada em um eventual segundo turno. Lula registra 47,7%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 47,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,9%. A diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro. Nos votos válidos, o resultado corresponde a 50,2% para Lula e 49,8% para Flávio.

    O resultado representa uma inversão numérica em relação às duas pesquisas anteriores da Atlas. Na rodada divulgada em 10 de setembro, Flávio tinha 46,4%, contra 46,2% de Lula.

    Uma semana depois, em 17 de setembro, o senador havia ampliado ligeiramente a diferença: 47,2% contra 46,8% do presidente. Agora, Lula passa numericamente à frente, com 47,7% contra 47,4%.

    A série histórica mostra que a distância já foi significativamente maior. Em agosto, por exemplo, Lula tinha 47,1%, contra 42,6% de Flávio. Em julho, o placar era de 49,2% a 42,9%.

    A Atlas também testou Lula contra outros quatro candidatos. No confronto com Romeu Zema, o presidente registra 47,6%, contra 42,2% do candidato do Novo. Brancos, nulos e indecisos somam 10,2%.

    Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 46,6%, e o candidato do PSD, 44%. Outros 9,4% não escolheriam nenhum dos dois ou não souberam responder.

    A diferença aumenta nos outros cenários. Lula marca 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury, enquanto, diante de Renan Santos, registra 46,5% contra 31,2%.

    Desaprovação de Lula cai para 53%

    A pesquisa também mostra uma melhora na avaliação pessoal do presidente em comparação com a rodada anterior. Lula é desaprovado por 53% dos entrevistados e aprovado por 45,4%. Outros 1,6% não souberam responder.

    Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, a desaprovação estava em 53,6%, enquanto a aprovação era a mesma, de 45,4%. Assim, a desaprovação oscilou 0,6 ponto para baixo entre as duas rodadas. No fim de agosto, 52,9% desaprovavam o desempenho de Lula e 45,4% aprovavam.

    Avaliação negativa do governo também recua

    Quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a administração federal, 50,9% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo. Outros 40,4% avaliam a gestão como ótima ou boa, enquanto 8,7% a consideram regular.

    Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, o grupo que considerava a gestão ruim ou péssima correspondia a 51,5%, enquanto 40,9% avaliavam o governo como ótimo ou bom e 7,6% como regular.

    Entre as duas rodadas, a avaliação ruim ou péssima oscilou 0,6 ponto para baixo, enquanto a avaliação ótima ou boa variou 0,5 ponto negativamente.

    Lula e Flávio têm rejeição acima de 50%

    O levantamento também mostra proximidade nos índices de rejeição dos dois principais candidatos. Questionados sobre em qual dos políticos não votariam de jeito nenhum, 51,6% citam Lula e 50,6% apontam Flávio Bolsonaro. A diferença é de um ponto percentual.

    Na pesquisa anterior, Lula tinha rejeição de 52%, contra 50,2% de Flávio. Isso significa que a rejeição ao presidente oscilou 0,4 ponto para baixo, enquanto a do senador variou 0,4 ponto para cima.

    Jair Bolsonaro aparece como o terceiro nome mais rejeitado no levantamento atual, com 39%. Renan Santos tem 33,5%; Romeu Zema, 30,4%; Ronaldo Caiado, 23,7%; e Augusto Cury, 21,4%. Apenas 0,6% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.

    Fonte: ICL

  • Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle

    Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle

    Folhapress) – Uma assessora de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou, em 2023, da liberação de emendas parlamentares enviadas pelo senador com o miliciano Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que foi condenado em fevereiro deste ano pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

    O montante de R$ 199 mil foi enviado por Flávio a um projeto de futebol do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio), no Rio. A entidade fica localizada no bairro Taquara, uma área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão –condenados como mandantes da morte de Marielle.

    A Polícia Federal vê indícios de desvios de recursos no envio dos repasses. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em diálogos obtidos pela PF entre Calixto e a assessora de Flávio, Maria de Fátima Bezerra Castro. A Folha de S.Paulo também teve acesso às conversas.

    Em nota, a assessoria de Flávio, atualmente candidato à Presidência pelo PL, disse que os repasses foram feitos dentro da lei e seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte.

    “A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, afirma.

    Os irmãos Brazão foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão pelo STF em fevereiro por terem sido os mandantes da morte de Marielle e chefiarem de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Calixto recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar o grupo.

    A reportagem entrou em contato com o advogado de Robson Calixto, Gabriel Habib, por mensagem e por ligação nesta segunda-feira (21), mas não houve resposta. Cleber Lopes, que representa Chiquinho, disse que não se manifestaria. A defesa de Domingos Brazão no caso Marille informou que não cuida desse tema relacionado a emendas. O espaço segue aberto para os demais citados.

    Conversas

    Nos diálogos, coletados de um celular de Calixto em março de 2024, quando ele foi alvo de busca e apreensão no caso Marielle, o miliciano afirma ao contato salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar”.

    A assessora do candidato do PL pede que ele mande um email ou um ofício com a solicitação, o que é feito por Calixto. Ela, então, pergunta quando o miliciano iria a Brasília. “Vou em Novembro, será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”, respondeu.

    Os diálogos entre eles se estenderam até março de 2024, com cobranças de Calixto por “notícias boas” e um pedido para que Flávio Bolsonaro não esquecesse o Ifop. “Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, diz ele em uma conversa de novembro. “Pode deixar”, afirma a assessora. Dias depois, Mária de Fátima declara que ligaria para Calixto.

    “Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo”, escreveu o miliciano em 22 de março de 2024.

    Além da negociação envolvendo as mensagens, os registros mostram a funcionária do senador pedindo ingressos para um desfile na Sapucaí. “Joinha!!! Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?”, enviou a assessora de Flávio a Calixto.

    A solicitação foi classificada pelos investigadores como vantagem indevida.

    Em outra troca de mensagens, de outubro de 2023, Maria de Fátima convida o assessor de Chiquinho Brazão para ir a uma cerimônia de entrega de coletes para a Polícia Militar do Rio e cobrar pessoalmente Flávio pela liberação dos recursos. “Leva o deputado”, diz ela a Calixto.

    Em julho, a PF deflagrou uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão a ONGs no Rio, para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    A investigação, diz a polícia, identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.

    Fonte: ICL

  • Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP

    Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP

    Os candidatos Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas de São Paulo para o Senado, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (22/9).

    No cenário estimulado, Tebet registra 29,6% das intenções de voto, enquanto Derrite tem 29,3% e Marina marca 28,3%. A diferença entre o primeiro e o terceiro nome é de 1,3 ponto percentual, inferior à margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos.

    André do Prado (PL) aparece na sequência, com 25%. Ricardo Salles (Novo) registra 10,6%, e Geraldo Rufino (Podemos) soma 5,4%.

    Soninha Francine (Cidadania) tem 3,5%; Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 2%; Maíra de Souza (UP), 1,8%; Guto Schiavetto (Missão), 1,2%; e Márcio Alves (UP), 1,1%.

    William Teixeira (Agir) aparece com 0,8%; Ednelson Cesaretti (PCO) registra 0,7%; Weller Gonçalves (PSTU) contabiliza 0,6%; e Petter Maahs (PCB) soma 0,4%.

    Como São Paulo elege dois senadores em 2026, cada entrevistado pôde escolher até dois candidatos. Por isso, os percentuais somam mais de 100%.

    Veja:

    • Simone Tebet (PSB): 29,6%
    • Guilherme Derrite (PP): 29,3%
    • Marina Silva (Rede): 28,3%
    • André do Prado (PL): 25%
    • Ricardo Salles (Novo): 10,6%
    • Geraldo Rufino (Podemos): 5,4%
    • Soninha Francine (Cidadania): 3,5%
    • Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2%
    • Maíra de Souza (UP): 1,8%
    • Guto Schiavetto (Missão): 1,2%
    • Márcio Alves (UP): 1,1%
    • William Teixeira (Agir): 0,8%
    • Ednelson Cesaretti (PCO): 0,7%
    • Weller Gonçalves (PSTU): 0,6%
    • Petter Maahs (PCB): 0,4%
    • Branco, nulo ou nenhum: 10,4%
    • Não sabe/não opinou: 6,6%

    Na comparação com a sondagem anterior do Paraná Pesquisas, André do Prado teve a maior variação numérica entre os cinco primeiros colocados.

    O deputado estadual aparecia com 19,3% na rodada anterior e agora registra 25%, diferença de 5,7 pontos percentuais entre os dois levantamentos.

    Tebet passou numericamente de 29,5% para 29,6%, enquanto Derrite foi de 28,9% para 29,3%. Marina oscilou de 30,4% para 28,3%.

    Salles, por sua vez, passou de 16,4% para 10,6%, diferença numérica de 5,8 pontos percentuais.

    Na rodada anterior, realizada entre 7 e 10 de setembro, Marina tinha 30,4%, Tebet contabilizava 29,5% e Derrite somava 28,9%, e os três também apareciam tecnicamente empatados.

    O Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios de São Paulo entre 19 e 21 de setembro. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.

    Fonte: Metrópoles

  • Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

    Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

    Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro, e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, que beneficiou o banco.

    O argumentação foi feita por meio de uma petição apresentada em junho, na qual a defesa de Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o banqueiro determinadas pelo ministro do STF André Mendonça.

    Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) teria beneficiado o Master.

    Segundo banqueiro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente.

    “Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro.

    Lima argumenta que a emenda de Jaques na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha.

    “A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição.

    Jaques não votou

    Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

    A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima.

    Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação.

    A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista.

    “O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF.

    Fonte: Metrópoles

  • Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints

    Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints

    O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teria enviado mensagens ao banqueiro Daniel Vorcaro entre 2024 e 2025. Segundo prints revelados pelo site Fatos Online, Ibaneis encaminhou a Vorcaro decisão liminar e publicação de lei que tratava da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

    No primeiro diálogo, em 19 de setembro de 2024, o então governador diz: “Excelente almoço. Obrigado”. O banqueiro teria afirmado que “gostou muito” e sugerido jantar para a semana seguinte, e Ibaneis concorda: “Vou deixar reservado”.

    O segundo print é referente ao período de março e maio de 2025. O diálogo registra três chamadas de voz perdidas. Depois, em 10 de maio de 2025, Ibaneis encaminha decisão judicial que derrubou liminar que proibia assinatura do contrato definitivo de aquisição do Banco Master pelo BRB. A decisão foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) João Egmont.

    Em agosto de 2025, segundo os prints, houve ao menos três chamadas de voz efetuadas, que duraram 1 minuto e 42 segundos; 1 minuto e 04 segundos; e 51 segundos.

    Horas depois da última ligação, Ibaneis mandou edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de 20 de agosto, que trouxe a publicação da Lei nº 7.739, que autorizou a aquisição pelo BRB de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.

    Ibaneis afirmou à reportagem que a mensagem é um print de uma conversa que teve com terceira pessoa, e não com Daniel Vorcaro. “Demonstra uma atuação institucional no campo político e jurídico em uma época que estávamos todos convencidos pelo Paulo Henrique que seria um excelente negócio para o BRB e para Brasília”, declarou o ex-governador, em referência ao ex-presidente do BRB preso por suspeita de receber propina de Vorcaro para atuar a favor do Master.

    Veja os prints:

    Ibaneis deixou o cargo de governador no fim de março de 2026, com objetivo de se candidatar ao Senado. Pouco depois, porém, desistiu do projeto político.

    Fonte:Metrópoles

  • R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro

    R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro

    O arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques.

    O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça focara apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.

    A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. A coluna procurou o ministro e o desembargador. O posicionamento será incluído assim que for encaminhado.

    O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES

    Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato obtido pelo Metrópoles revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões).

    Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar.

    Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que sempre votara contra esse tipo de ação, mudou para uma posição favorável.

    “É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro.

    Em outra mensagem, ela marca uma reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente.

    Sobre esse tema, Kassio Nunes já disse o seguinte:

    “Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”

    DIÁRIAS NO FASANO PARA O MINISTRO E CAMAROTE PARA O DESEMBARGADOR

    Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval.

    Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado uma reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.

    Em outra troca, a identidade de “KN” se revela.

    Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton:

    “Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”

    Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”.

    A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher.

    “Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”

    Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?”

    Vorcaro respondeu: “Ok”.

    O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES

    O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito.

    As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.

    O acordo abrangia não apenas as ações nas instâncias inferiores, mas também todos os recursos e incidentes delas decorrentes. Os honorários deveriam ser pagos até cinco dias depois da obtenção dos ganhos.

    O documento também autorizava o escritório da mulher do desembargador Newton Ramos a receber diretamente da União a parcela correspondente aos honorários e a inscrever precatórios em seu próprio nome.

    MINISTRO VIAJOU DE JATINHO PARA ANIVERSÁRIO DE CAMILLA RAMOS

    A relação entre Vorcaro e Kassio Nunes Marques aparece em uma série de benefícios e pedidos registrados nas mensagens: hospedagem no Fasano, reserva de uma mansão durante o Carnaval no Rio de Janeiro, ajuda na organização de uma viagem de dez dias para cinco pessoas e deslocamento em jato particular para o aniversário da mulher do desembargador em Maceió.

    Durante o Carnaval de 2025, uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro, foi reservada para receber o ministro, identificado nas mensagens como “KN”, como revelou o Metrópoles. O imóvel, pertencente ao ator Márcio Garcia e anunciado por R$ 250 milhões, foi alugado por R$ 1,45 milhão durante uma semana.

    A casa tem mais de 6 mil metros quadrados, sete suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, cinema, boate, minigolfe e vista para o mar e para a Pedra da Gávea.

    As mensagens mostram que a estadia foi organizada com bebidas de luxo, passeios de helicóptero, acesso a camarotes e uma feijoada para cerca de 40 convidados.

    Há ainda uma conversa sobre um encontro com mulheres. Em uma das mensagens, revelada pela coluna, uma delas afirma que uma garota “ficou com o Kassio”. Na sequência, cobra do banqueiro R$ 10 mil que teriam ficado pendentes pelo encontro.

    O IMPEDIMENTO

    Na última semana, Kassio Nunes se declarou impedido para julgar o colega Alexandre de Moraes por suas relações com Vorcaro. A decisão ocorreu após o Metrópoles revelar mensagens de Vorcaro nas quais consentia um assessor a seguir com o pagamento mensal de R$ 500 mil para o filho do ministro.

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    A coluna também revelou que as conversas indicavam o pagamento para uma garota que havia servido “KN”.

    Presidente do TSE, o ministro alegou que sua participação no julgamento de Moraes poderia impactar seus trabalhos na Corte eleitoral.

    Fonte: Metrópoles

  • Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site

    Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site

    Uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro indica que Vorcaro demonstrava preocupação com o possível vazamento de um encontro com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no fim de 2024. As conversa foram trocadas pelo WhatsApp em dezembro daquele ano e são analisadas no âmbito das investigações sobre o caso Master. As informações são dos repórteres Rodrigo Martins e Sergio Lirio, do site Carta Capital.

    O assunto foi levantado inicialmente por Carneiro em 8 de dezembro de 2024. Ele perguntou a Vorcaro se o banqueiro participaria de um jantar com Flávio Bolsonaro e o pai dele, após receber uma cobrança de um interlocutor identificado como Thiago. “Thiago está cobrando se você vai num jantar com meu xará e com o pai dele, pelo que entendi, você está ciente disso?”, escreveu o empresário. Vorcaro respondeu inicialmente que não sabia do que se tratava.

    Carneiro insistiu e disse ter imaginado que o banqueiro já tivesse sido informado sobre o encontro. Em seguida, Vorcaro respondeu: “Temos que pensar nisso. Vamos nos falar primeiro”. No dia seguinte, foi o próprio banqueiro quem retomou a conversa. “Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”, escreveu. Depois, acrescentou: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”.

    As mensagens não permitem concluir se o jantar mencionado chegou de fato a ocorrer.

    Segundo fontes ligadas à investigação do Caso Master, o “xará” citado por Carneiro seria Flávio Bolsonaro, enquanto a referência ao “pai dele” corresponderia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro ainda não estava preso, mas cumpria medidas cautelares determinadas pela Justiça no processo que investigava a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre as restrições estavam a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e limitações de contato com outros investigados.

    Ainda de acordo com fontes relacionadas às apurações, o “Thiago” mencionado na conversa seria o publicitário e lobista Thiago Miranda, proprietário da Agência MiThi e, naquele período, sócio do Grupo Léo Dias de Comunicação.

    A sociedade foi encerrada em maio de 2026, depois de Miranda ser alvo da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter participado da articulação do chamado “Projeto DV”, que teria como objetivo contratar influenciadores para questionar a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.

    Fonte: ICL

  • Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros

    Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros

    Em comemoração ao aniversário de 97 anos de Rio Brilhante, a Câmara Municipal realiza no dia 21 de setembro de 2026, às 19h, no Plenário Senador Ramez Tebet, a tradicional Sessão Solene em Homenagem aos Pioneiros do Município. O evento é promovido pelo presidente da Casa de Leis, vereador José Maria Caetano de Sousa (Nô), juntamente com os demais vereadores e vereadoras.

    A solenidade vai reconhecer a trajetória de personalidades que representam diversos segmentos da sociedade e contribuíram para o desenvolvimento local, com indicação direta dos parlamentares.

    Homenageados:

    ❖ Aldérico Centenaro

    ❖ Altamiro Nogueira Barbosa

    ❖ Arcênio Gomes Thomáz

    ❖ Biaggio Meazza

    ❖ Celeide Sampaio Panta

    ❖ Dom Ramon

    ❖ Hisae Matsunaka das Neves

    ❖ Juarez Kalife

    ❖ Márcia Solange Rosa Azambuja

    ❖ Manoel Corrêa

    ❖ Marta Herichs

    ❖ Sônia Rejane Zemolin Migotto

    ❖ Walter Beck

    Momento Cultural Histórico

    A programação começa às 19h com uma atração artística marcante: o sanfoneiro Dom Ramon fará uma apresentação inédita ao tocar o Hino de Rio Brilhante na sanfona pela primeira vez. A abertura cultural contará ainda com o radialista e jornalista João Carlos Toniazzo, que declamará trechos da composição que simboliza a história do município.

    A partir das 19h20, terá início a entrega oficial das homenagens aos pioneiros no plenário.

  • Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR

    Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR

    Três candidatos estão tecnicamente empatados na primeira posição ao Senado no Paraná, indica a Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18/9). O levantamento mostra a liderança numérica de Deltan Dallagnol (Novo), com 31,6%; seguido de Alexandre Curi (Republicanos), com 30,4%, e Filipe Barros (PL), com 26,3%.

    Gleisi (PT) tem 25,9%, empatando tecnicamente com Alexandre Curi e Filipe Barros, e está no limite da margem de erro com Dallagnol.

    O levantamento ouviu 1.280 eleitores entre 15 e 17 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-01022/2026.

    Desde a última pesquisa, no início de setembro, Filipe Barros foi o candidato com o maior crescimento. Ele saiu de 22,9% para 26,3%, retomando o patamar de agosto.

    Fonte: Metrópoles

  • Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro 

    Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro 

    Por Igor Mello e Flávio VM Costa

    Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.

    Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.

    Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.

    O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.

    A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:

    • O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
    • O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
    • O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
    • O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
    • O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;

    Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.

    Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.

    “Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.

    O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.

    O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.

    Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.

    Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.

    Proximidade com a família Bolsonaro

    De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.

    “O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.

    A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.

    De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.

    “É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.

    O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.

    Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.

    Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.

    Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.

    Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.

    No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.

    Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.

    Relação com Castro e Bacellar

    Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.

    Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.

    Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.

    Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.

    Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.

    Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.

    No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa.

    Outro lado

    Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.

    “A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.

    A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.

    Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.

    A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.

    “A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.

    Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.

    A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.

    Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
    Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.

    O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.

    Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.

    O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:

    “A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.

    Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.

    O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.

    É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio  Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece.  No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.

    fonte: ICL

  • ‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso

    ‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso

    O deputado federal e candidato ao Senado Federal pelo PT em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, afirma que não há como adiar a discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para folgar em apenas um.

    O presidente Lula (PT) se reuniu com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em que ficou definido que o projeto será votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal na próxima semana e irá ao plenário após as eleições.

    “Não há como arrastar mais esta discussão, tendo em vista o conjunto de demonstrativos científicos e estatísticos que mostram os graves impactos que a carga horária de seis dias de trabalho por apenas um de folga provoca na saúde, na qualidade de vida dos trabalhadores e na própria economia”, alega Vander Loubet.

    O relator da PEC e senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou o parecer, mantendo o texto original para ser votado na CCJ. 

    “Vivemos numa sociedade capitalista e esta proposta não quebra o regime, apenas modifica e humaniza sua essência. Não há prejuízo – repito – à engrenagem produtiva, pelo contrário, há perspectiva real de melhoria. Trabalhadores e trabalhadoras, satisfeitos e saudáveis, têm mais produtividade e condições para o desempenho das suas tarefas”, pontua Vander.

    O candidato ao Senado Federal acrescenta que a redução da escala favorece o aumento de produção do trabalhador em meio a um ambiente com mais qualidade de vida e bem-estar. O fim da escala 6×1 também representa menos problemas de saúde mental, estresse, transtornos psíquicos, entre outros. 

    “Além disso, a carga excessiva gera uma consequência das mais danosas à economia: o crescimento expressivo nos afastamentos de trabalhadores por causa do esgotamento impõe custos extras, não só para os empregadores, como também para os empregados”, ressalta.

    Fonte: Midiamax

  • 6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação

    6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação

    O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou, nesta quinta-feira (27/8), seu parecer pela admissibilidade da matéria. O senador rejeitou as emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a fim de acelerar a tramitação.

    O senador avaliou, em seu parecer, que nenhuma das sugestões de mudança apresentadas por senadores “corrige vício, supre lacuna ou aperfeiçoa o texto” referendado pelos deputados. Com isso, a PEC fica mais perto da promulgação, uma vez que mudanças de mérito implicariam o retorno da matéria à Câmara, alongando o processo até a conclusão do debate.

    O relator defendeu que a redução da jornada representa uma atualização das regras trabalhistas, diante das mudanças ocorridas desde a Constituição de 1988. Ele lembrou que o limite de 44 horas semanais está em vigor há 38 anos e afirmou que a revisão desse patamar “não é, nesse contexto, ruptura, mas atualização há muito devida”.

    Aziz também argumentou que as jornadas mais longas atingem principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade.

    Com base em dados do Ipea, o senador destacou que 80% dos vínculos com carga superior a 40 horas semanais recebem até dois salários mínimos. Para o relator, a redução da jornada é, por isso, uma medida de “justiça distributiva, e não apenas de política laboral”.

    O parlamentar ainda comparou a proposta ao movimento adotado por outros países. Ele citou Colômbia, Chile e México, que aprovaram cronogramas de redução da jornada semanal, e argumentou que o Brasil mantém hoje um limite superior ao padrão de 40 horas defendido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    No parecer, o senador ressaltou que a substituição da escala 6×1 pela 5×2 pode ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e a outras atividades, como estudo e lazer. Para Aziz, jornadas extensas aumentam o desgaste físico e psicológico.

    “Não é a quantidade de dias trabalhados que assegura maior produção: os estudos disponíveis indicam que a saúde mental e a produtividade decaem sob jornadas extensas e concentradas, de modo que o trabalhador descansado rende mais e erra menos”, destacou.

    O relator reconheceu, porém, que a redução da jornada sem corte de salários exigirá adaptação das empresas. Aziz afirmou que a mudança demanda “reorganização produtiva”, mas pontuou que o texto prevê uma transição e mantém espaço para negociações coletivas sobre compensação de horários e organização da jornada.

    Na avaliação dele, as medidas aprovadas pela Câmara evitam que a alteração seja implementada de forma “abrupta e incondicionada”.

    O que diz a PEC

    • O texto reduz o atual teto de jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, e estabelece dois dias de descanso – um deles, preferencialmente, aos domingos.
    • A transição ocorrerá de forma escalonada: as duas primeiras horas serão reduzidas 60 dias após a promulgação, e as duas restantes, 12 meses depois, totalizando 14 meses de processo.
    • A redução da jornada não poderá acarretar redução salarial nem a proporcional remuneração em razão da nova carga horária.
    • Serão permitidos acordos coletivos para casos específicos de cada categoria.
    • Ficam fora das regras de controle de jornada empregados que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, à exceção do funcionalismo público.
    • Contratos públicos que dependam da mão de obra deverão ser revisados em até 12 meses, valendo a redução após aditamento.
    • A PEC prevê uma lei complementar para medidas transitórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e a permissão para contratar mais de um funcionário.

    A redução da jornada de trabalho foi uma das quatro prioridades elencadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O trio se reuniu na quarta-feira (26/8), em mais um gesto de aproximação.

    Também tramita na CCJ a PEC da Segurança Pública. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto aprovado na Câmara para acelerar a tramitação. Assim, a matéria pode ser votada na CCJ na próxima semana.

    Alcolumbre, porém, não se comprometeu a levar a redução da jornada de trabalho ao plenário e encerrar a tramitação na próxima semana. O presidente do Senado disse à imprensa, após a reunião e ao lado de Lula, que as PECs estão recebendo o tratamento “regimentalmente adequado” na CCJ.

    Fonte: Metrópoles

  • Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas

    Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas

    Belo Horizonte – A volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa por uma vaga no Senado, a ser confirmada nesta sexta (28/9), mexe nos cálculos das campanhas em Minas Gerais. Embora Aécio ainda não tenha oficializado a candidatura, interlocutores do tucano garantem que ele voltou ao jogo.

    A ideia é anunciar a candidatura em uma coletiva nesta sexta. Ele faria parte da coligação em torno da candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo.

    A entrada de Aécio tem potencial para congestionar a corrida pelas duas vagas mineiras no Senado. Hoje, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem praticamente embolados nas pesquisas, atrás da petista Marília Campos.

    No levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27/8), Marília aparece com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos. Viana e Domingos têm 13% cada, enquanto Aro registra 12%. A pesquisa não incluiu Aécio entre os nomes apresentados aos eleitores.

    O cenário ajuda a explicar por que uma eventual candidatura do ex-governador passou a ser observada com atenção pelos demais postulantes.

    Em julho, quando a Quaest incluiu Aécio, o tucano apareceu competitivo. Ele marcou 16%, atrás apenas de Marília Campos, com 18%, e à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.

    Os levantamentos indicam que o ex-governador entraria na disputa com um nível de intenção de voto capaz de alterar o equilíbrio atual.

    Direita tem disputa apertada

    Sem Aécio na lista do Real Time Big Data, os três principais nomes à direita e ao centro-direita aparecem separados por apenas um ponto percentual: Viana e Domingos, com 13%, e Aro, com 12%.

    Aécio tem rejeição

    Aécio foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e exerce mandato de deputado federal.

    Esse grau de conhecimento faz com que ele não precise partir do mesmo estágio de candidatos menos conhecidos, mas também traz uma rejeição elevada.

    Na Quaest divulgada em julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Ao mesmo tempo, 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de voto.

    O cenário transforma o tucano em um candidato com elevado potencial eleitoral, mas também com um teto que deverá ser enfrentado.

    Fonte: Metrópoles

  • Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

    Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

    A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa nesta terça-feira (25) em Cuiabá, durante a Operação Bóreas deflagrada pela Polícia Federal, que investiga organização criminosa atuante na logística de transporte aéreo internacional de drogas e de armas de fogo.

    As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, pela utilização de aeronaves e de pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de cocaína e de armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil. 

    O Primeira Página entrou em contato com o advogado Fernando Faria, que patrocina a defesa de Thatiana, que informou à reportagem que a prisão da cliente, que também é advogada e membro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) é considerada por ele ilegal.

    Para o defensor, a detenção não seguiu os protocolos exigidos quando envolve um membro da Ordem e acredita que ao ser examinada a prisão preventiva não preencherá os quesitos necessários para sua manutenção.

    “A condução foi ruim, fora do protocolo, fora da lei, portanto, ilegal. E se examinada a prisão, superada essa questão, a prisão é ilegal também porque não preenche os requisitos, é desnecessária e não é adequada”, mencionou.

    Já a OAB-MT manifestou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência, para garantia das prerrogativas. “Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, diz trecho da nota.

    Prisão e apreensão de carro de luxo e mais de R$ 80 mil

    O mandado de prisão preventiva em desfavor de Thatiana foi expedido pela 4ª Vara Federal da Justiça de Tocantins. Com ela foram apreendidos um celular Iphone, R$ 9.800 reais em dinheiro que estavam na mesa de cabeceira da investigada, além de outros R$ 75 mil em uma gaveta da sala do apartamento, totalizando R$ 84.800. Um veículo VWT CRoss também foi apreendido.

    Segundo o auto circunstanciado de busca acompanharam a busca e apreensão os advogados Patrícia Alves de Carvalho, Pedro Rodrigues da Silva Neto e ainda Lucas André de Carvalho Teles Figueiredo, do Tribunal de Prerrogativas da OAB-MT. O documento cita ainda que o advogado dela Fernando Faria também acompanhou a busca e apreensão.

    Após o procedimento, Thatiana foi recolhida nas dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, em Cuiabá.

    “Cumpre informar que a referida unidade não dispõe de instalação especificamente disposta ou denominada como “Sala de Estado Maior”. Contudo, a fim de assegurar integralmente a dignidade, a segurança e as prerrogativas da advogada, o recolhimento está sendo cumprido em cela individual”, diz trecho.

    Durante audiência de custódia a prisão foi mantida pelo juiz plantonista da Justiça Federal Jeferson Schneider. Na sessão, a advogada chorou e disse que não sabia porque estava sendo presa e que foi tratada como uma “criminosa federal”

    “Eu tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá, não sei do que se trata, eu tenho um irmão que está preso fora, imagino que seja algo ligado a ele, pelo mandado de Tocantins. Eu tô me sentindo totalmente fora da minha realidade, eu não faço ideia do fundamento disso. Eu nunca pisei numa delegacia, nunca tive o nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”, comentou a advogada.

    Operação Bóreas

    Segundo a PF, a ação contou com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO). A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

    Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

    Se comprovadas as participações nos supostos crimes, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

    Fonte: Primeira Página

  • Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade

    Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade

    A postulante a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que se envolveu em polêmica na última semana, após apuração do Metrópoles revelar que ela era beneficiária do Bolsa Família desde 2018, declarou possuir ensino superior completo no ato de registro da candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o documento enviado para comprovar a escolaridade não condiz com o grau de instrução assinalado.

    De acordo com dados obtidos pelo Consulta Pública Unificada, o documento encaminhado à Justiça Eleitoral pela candidata trata-se de um histórico escolar do ensino fundamental II, que comprova apenas a conclusão da 7ª série por Barclay, em 2014. O documento foi emitido em abril de 2021.

    O que diz a candidata?

    Questionada inicialmente, a assessoria da candidata não desmentiu a informação e reafirmou que todos os documentos comprobatórios referentes ao grau de instrução haviam sido entregues à Justiça Eleitoral.

    “Toda a documentação apresentada pela candidata referente à sua escolaridade foi devidamente encaminhada e protocolada junto à Justiça Eleitoral, integrando a documentação apresentada para o registro de sua candidatura”, escreveu.

    Contudo, em uma segunda abordagem, após a equipe de reportagem informar que havia obtido acesso ao documento, a assessoria confirmou que Sophia Barclay não possui ensino superior e justificou a informação prestada no sistema como equívoco cometido no registro da candidatura.

    “A informação referente à escolaridade superior constante no cadastro eleitoral foi identificada como um equívoco, e a equipe jurídica, juntamente com o partido, já foi acionada para providenciar a devida correção.”

    Ao Metrópoles, a equipe ressaltou ainda que a candidata abandonou os estudos aos 15 anos, após ser expulsa de casa. Segundo a nota, Barclay retornou à escola, em 2023, e concluiu o ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    Até o momento de publicação desta matéria, não havia sido feita nenhuma solicitação para alterar a informação, e o grau de instrução ainda consta como “Superior Completo” no site do TSE.

    Bolsa Família

    Na última semana, a candidata, que já criticou programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Com exceção de 2024, ela teria recebido cerca de R$ 21 mil dos programas nos últimos oito anos.

    Fonte: Metrópoles

  • Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE

    Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE

    A taxa de desemprego se manteve nas mínimas históricas, com 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE, ao divulgar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa para o mês desde 2012, mas o rendimento ficou estável.

    Houve queda na taxa. No trimestre móvel imediatamente anterior, terminado em abril, o indicador foi de 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%.

    É a menor taxa para os trimestres móveis terminados em julho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa ficou em linha com o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa do jornal Valor, a projeção de analistas era exatamente de 5,3%.

    Geração de vagas, com recorde de ocupados

    A ligeira queda no desemprego foi puxada pela geração de postos de trabalho, formais e informais.

    Em um ano, foram criadas 899 mil vagas de trabalho no trimestre móvel até julho, quando se considera a variação da população ocupada.

    No total, 103,3 milhões estavam empregados, em trabalhos formais e informais, em todo o país, renovando o recorde da série histórica do IBGE.

    Na passagem de um trimestre móvel para o outro, foram criadas 1 milhão de vagas, com um avanço de 1% na população ocupada.

    Com isso, o total de desempregados — pelo critério global das pesquisas sobre mercado de trabalho, seguido pelo IBGE, são as pessoas que estão procurando emprego, mas não acham — ficou em 5,8 milhões, queda de 8% (503 mil pessoas a menos) ante o trimestre móvel imediatamente anterior. No período de um ano, foi uma queda de 4,9%, ou 299 mil desempregados a menos.

    Rendimento tem ligeira queda, sinal de desaceleração

    Ao longo do primeiro semestre do ano, a taxa de desemprego veio registrando níveis abaixo dos vistos na primeira metade de 2025, mas com leituras muito próximas na comparação mês a mês.

    Especialistas têm visto aí um sinal de estabilização, após sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Como a estabilização ocorre com a taxa de desemprego nas mínimas, ainda é um sinal de aquecimento do mercado de trabalho.

    A desaceleração aparece nos dados de renda. Na passagem do trimestre móvel terminado em abril para o encerrado em julho, houve ligeira queda, de 0,7%, no rendimento real habitual de todos os trabalhos, para R$ 3.762.

    Para o IBGE, a pequena variação significa estabilidade. Na comparação com um ano antes, o rendimento médio do trabalho ainda cresceu 3,3%.

    Ao longo deste segundo semestre, especialistas esperam que a estabilização seja convertida numa piora. Em parte, por causa da desaceleração da economia.

    Após o crescimento econômico de 2,3% registrado em 2025, analistas esperam avanço de 1,9% este ano, conforme a mais recente edição do Boletim Focus, pesquisa de estimativas feita pelo Banco Central (BC).

    Fonte: Globo.com

  • PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas

    PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas

    A Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal (DF) pelo PSD, com R$ 510 mil em espécie, na tarde dessa terça-feira (25/8), no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo.

    Segundo a autoridade, Valéria tentava embarcar em um voo por volta das 15h, quando inspetores de raio-x do aeroporto constataram que a bagagem estava cheia de dinheiro. A mulher foi encaminhada ao plantão da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos.

    Valéria declarou ter comprovação de que o dinheiro em espécie foi obtido de forma lícita na sua declaração de imposto de renda. No entanto, como não houve a comprovação imediata, a PF apreendeu os valores.

    A mulher assegurou que vai apresentar a prova em 48 horas e, caso não cumpra o tempo estipulado, o processo correrá na Justiça. Procurado pela reportagem, o advogado de Valéria afirmou que será requerida a devolução de todos os valores ainda nesta quarta-feira (26/8).

    “Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em lei”, explicou em nota.

    Procurada pela reportagem, a Diretoria Nacional do PSD afirmou que desconhece o caso. A direção do PSD-DF esclareceu que a mulher não tem participação nas atividades partidárias.

    fonte: Metrópoles

  • Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC

    Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC

    Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações.

    O processo, acolhido em março, corre em segredo de Justiça por ter sua origem em denúncia de violência política contra mulher, pelo que ele também é réu. Avalanche ainda é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes correlatos.

    Duas pessoas conseguiram medidas protetivas contra Avalanche, que está proibido de chegar a menos de 500m e de se comunicar com elas. Uma testemunha, que trabalhava para ele, está sob proteção da Polícia Federal depois de relatar ter presenciado diversos crimes, incluindo o encaminhamento da vice-presidente do partido, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.

    A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), após investigação a cargo da Polícia Federal, cita que, em 16 de março de 2024, dia do seu aniversário, Rachel foi atraída ao escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, onde foi submetida a uma “rodada de ameaças e pressões”, depois de o político dissolver arbitrariamente o diretório paulista, que era comandado por ela – depois, passou à mão de um membro do PCC e, em seguida, de Joaquim.

    “Na ocasião, os denunciados disseram à vítima o seguinte: ‘Não é um acordo, nem uma proposta, nós vamos pegar o Estado de São Paulo de vocês, e olha nos meus olhos, se você não se comportar, você nunca mais vai olhar nos olhos de ninguém, nem nos meus, nem no de ninguém’”, relata o MPE, com base no depoimento de Rachel.

    A pressão seguiu e, em 3 de abril, Rachel estava em uma loja do McDonald’s, de luto pela morte do pai, ocorrida um dia antes, quando capangas de Avalanche apareceram. Ela relatou à polícia ter sido levada a uma espécie de tribunal do crime, na presença de membros declarados do PCC, onde todos os celulares foram tomados.

    Ali, teria ouvido de Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB e sócia de Joaquim, que “poderia ir visitar o cemitério muitas vezes” caso não assinasse a renúncia.

    De acordo com a denúncia do MPE, Patrícia teria declarado ser integrante do PCC e que a organização criminosa estaria no controle do partido (o próprio Avalanche disse, em um áudio tornado público em 2024, que era vinculado ao PCC). Em seguida, teria passado o celular de Rachel para a secretária de Avalanche, que havia lhe encaminhado um termo de renúncia para que ela assinasse digitalmente. Patrícia teria tirado a selfie de Rachel e consolidado a renúncia forçada.

    Antes, em 12 de março, em um restaurante em São Paulo, Leonardo já havia dito a Rachel, sempre de acordo com a denúncia do MPE, que, se ela recebesse ligação dizendo “pega tua vara e vai pescar”, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta. Duas testemunhas confirmaram à polícia terem ouvido a declaração.

    Avalanche tinha como estratégia controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito pelo partido e, novamente segundo o MPE, cobrar propina para entregar a presidência de diretórios municipais a políticos de todo o país. Para chegar lá, valeu-se de fraudes das mais diversas.

    Filiações fraudulentas decidiram destino do partido

    O PRTB foi fundado em 1994 por Levy Fidelix e pessoas então próximas ao folclórico político, que seguiu à frente do partido até sua morte, em abril de 2021, de Covid. Três grupos passaram, então, a disputar o comando da agremiação, capitaneados pela viúva Aldineia Fidelix, pelo irmão Júlio Cezar Fidelix e pela ex-assessora Rachel de Carvalho.

    fONTE: METRÓPOLES

  • PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância

    PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância. Lulinha é o filho mais velho do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está em campanha pela reeleição.

    Segundo a PGR, não há, nos autos dos inquéritos que apuram as suspeitas relacionadas à Dataprev e à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.

    Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau.

    O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.

    A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação. O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. O GLOBO mostrou nesta semana que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu de Roberta uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

    Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.

    Além disso, O GLOBO também mostrou que Lulinha e Roberta utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal, para realizar reuniões discretas.

    Fonte: OGLOBO

  • Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande

    Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande

    O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), participou de um encontro com mais de 70 prefeitos de diferentes municípios do Estado nesta terça-feira (18), em Campo Grande. O evento também contou com a presença da senadora Tereza Cristina (PP) e de candidatos ao Senado Federal.

    Realizado na sede do PL, na Capital, o encontro reuniu representantes do grupo político formado por partidos como União Progressista, Republicanos, PL, Avante e PSDB, que manifestaram apoio à candidatura de Riedel.

    Os prefeitos participaram anteriormente de um evento promovido pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na tarde desta terça-feira, e depois seguiram para a reunião política.

    Riedel definiu o encontro como um momento de alinhamento político. “Estamos reunindo as lideranças políticas que estão participando do projeto para falar das plataformas de governo, da nossa proposta”, explicou.

    O governador enfatizou uma palavra: gratidão. Agradeceu aos prefeitos e prefeitas pelo empenho desde 2022 e pela parceria construída ao longo do mandato. Reforçou que o Governo tem a construção contínua junto aos municípios, com uma agenda intensa de entregas em dezenas de cidades.

    “O meu compromisso com os municípios está fechado, está feito. A gente não tem obra acabada, tem construção no dia a dia, junto com vocês, trabalho diário para equacionar programas e melhorar a vida das pessoas. O que a gente entregou e tem para entregar é o melhor para Mato Grosso do Sul”, disse Riedel, que encerrou sua fala convocando os prefeitos e prefeitas para essa caminhada.

    “Vamos arregaçar as mangas, ir para a rua e pedir o voto. Nós precisamos de vocês na porta, representando e convencendo, com o orgulho do nosso estado e dos municípios de vocês. O melhor ainda está por vir. Está dada a largada e vamos pro trecho MS”, convidou o candidato.

    A senadora Tereza Cristina também esteve no encontro para engrossar o coro do municipalismo. Em tom de mobilização, ela exaltou a união, apontou Mato Grosso do Sul como exemplo para o Brasil e convocou prefeitos e prefeitas para estarem imbuídos da campanha.

    Fonte: Midiamax

  • Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018

    Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018

    A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que usou as redes sociais para criticar programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Nos últimos oito anos, com exceção de 2024, Barclay teria recebido cerca de R$ 21 mil das iniciativas sociais.

    A influenciadora política, também conhecida como “Trans de Direita”, começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro. Os pagamentos eram vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado pelo governo para reunir informações de famílias de baixa renda.

    Mas, a partir de 2025, quando passou a produzir conteúdos voltados à direita na internet, logo começaram as críticas ao funcionamento dos programas. Barclay insinuou que as iniciativas eram ineficientes e chegou a ofender os beneficiários. Em 11 de setembro de 2025, ela criticou o programa em publicação no X.

    “Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco”, escreveu.

    Dias depois, no mesmo mês, a então influenciadora política recebeu R$ 600 do Bolsa Família, segundo os dados oficiais. As críticas continuaram neste ano. No mês de julho, ela publicou vídeo em seu perfil do Instagram em que questionou o programa Gás do Povo:

    “Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo”.

    O documento, obtido pela reportagem, mostrou que ela havia recebido o benefício relacionado ao gás em março deste ano.

    Fonte: Metrópoles

  • Bolsonaro muda versão e admite haver ‘casos isolados’, mas não ‘corrupção endêmica’ no governo

    Bolsonaro muda versão e admite haver ‘casos isolados’, mas não ‘corrupção endêmica’ no governo

    Presidente costumava dizer que não havia nenhum caso de irregularidade em sua administração

    Após anos dizendo que não havia nenhum caso de corrupção em seu governo, o presidente Jair Bolsonaro mudou o discurso e admitiu nesta quarta-feira que há “casos isolados” de irregularidades. Bolsonaro disse, no entanto, que não há “corrupção endêmica”.

    A mudança de postura ocorreu após a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, ocorrida semana passada, por suspeitas de envolvimento em corrupção e tráfico de influência durante sua gestão. Ribeiro foi posteriormente solto, mas segue sendo investigado.

    — Bem como o combate à corrupção. Isso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo. Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução para isso — discursou Bolsonaro, durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O discurso contra a corrupção foi um dos pilares de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018 e continuou sendo muito utilizando durante seu governo. Em março, por exemplo, o presidente afirmou que não havia “qualquer denúncia de corrupção” em seus ministérios

    — E quando se fala em corrupção, nós temos que falar: três anos e três meses sem qualquer denúncia de corrupção em nossos ministérios. Tentam a toda maneira nos igualar com quem nos antecedeu, mas não conseguirão, porque é um governo que acima de tudo tem profundo respeito pela sua população.

    A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, no entanto, é somente o caso mais recente envolvendo suspeitas de corrupção no governo. No quarto ano de mandato, a gestão de Bolsonaro — que se elegeu tendo o discurso anticorrupção como tônica de sua campanha — já acumula acusações e investigações que envolvem ministros e importantes estruturas de governo.

    Fonte: Globo.com

  •  funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual

     funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual

    Casos são investigados, sob sigilo, pelo Ministério Público Federal. Durante semanas, a nossa reportagem ouviu os relatos das vítimas

    Pedro Duarte Guimarães, 51 anos, assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal logo após a posse de Jair Bolsonaro. Desde então, tornou-se um dos integrantes do governo mais próximos do presidente da República. Por meses a fio, especialmente no período da pandemia, quando o Palácio do Planalto precisava propagandear ao máximo o auxílio emergencial distribuído aos brasileiros mais carentes, foi figura frequente nas tradicionais transmissões on-line feitas por Bolsonaro nas noites de quinta-feira.

    Até hoje, costuma ser convidado para solenidades presidenciais importantes, e se coloca sempre ao lado de Jair Bolsonaro. Há duas semanas, por exemplo, ocupou lugar de destaque na cerimônia realizada na Bolsa de Valores de São Paulo para que fosse batido o martelo da privatização da Eletrobrás. Um pouco antes, quando o presidente foi a Pernambuco para sobrevoar áreas atingidas por enchentes e anunciar o envio de recursos federais para o estado, lá estava ele. Na live da semana passada, era convidado de honra, paramentado com um colete estampado com a logomarca da Caixa. Nesta terça-feira (28/6), ele acompanhou Bolsonaro na entrega de moradias populares em Maceió.

    Graças à visibilidade que ganhou a partir da entrada para o governo, Pedro Guimarães planejava até sair candidato a deputado ou a senador nas próximas eleições. Acabou desistindo depois de ser apresentado a pesquisas pouco animadoras sobre suas chances de vitória.

    Carioca, antes de chegar a Brasília Guimarães já havia percorrido uma longa trajetória no mercado financeiro. Ocupou cargos elevados em bancos importantes e em fundos de investimentos. Ao assumir a Caixa, o economista fez questão de ecoar o discurso que elegeu Bolsonaro. Quando o governo ainda não tinha se aliado ao Centrão, dizia que era preciso agir contra a roubalheira dos indicados do grupo que haviam ocupado altos cargos no banco durante a era petista.

    Com um estilo um tanto exótico de administrar, causou polêmica tempos atrás ao aparecer em vídeos ordenando que empregados da instituição fizessem flexões durante uma cerimônia pública, a pretexto de motivá-los. Acabou processado por constranger os subordinados indevidamente. Técnicas semelhantes de “motivação” chegaram a ser usadas por ele no dia a dia no imenso edifício que abriga a sede nacional da Caixa, na região central de Brasília.

    Por um período, quando decidia descer pelas escadas as duas dezenas de andares que separam o seu gabinete do térreo, saía colhendo os funcionários que encontrava pelo caminho à espera do elevador e os convocava para acompanhá-lo no “exercício”. Não restava alternativa para quem recebia o chamado: dizer não à convocação do presidente em seus expedientes quase militares poderia virar um problema.

    Nos bastidores da Caixa, já há algum tempo correm relatos de que, para além dessas questionáveis sessões de coaching impostas aos empregados, Guimarães coleciona episódios de assédio sexual dentro do banco. Nada, porém, havia avançado para providências capazes de colocar em xeque sua permanência no cargo. Até agora.

    No fim do ano passado, um grupo de funcionárias decidiu romper o silêncio e denunciar as situações pelas quais passaram. Há mais de um mês, a coluna vem colhendo os relatos de algumas dessas mulheres. Todas elas trabalham ou trabalharam em equipes que servem diretamente ao gabinete da presidência da Caixa. Cinco concordaram em dar entrevistas, desde que suas identidades fossem preservadas. Elas dizem que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho.

    Os depoimentos são fortes. As mulheres relatam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos, incompatíveis com o que deveria ser o normal na relação entre o presidente do maior banco público brasileiro e funcionárias sob seu comando.

    A iniciativa dessas mulheres levou à abertura de uma investigação que está em andamento, sob sigilo, no Ministério Público Federal. Algumas das funcionárias que concordaram em falar para esta reportagem já prestaram declarações oficialmente aos procuradores. Outras deverão ser convidadas a depor em breve. Este é o primeiro caso público de assédio sexual envolvendo um alto funcionário do governo Jair Bolsonaro.

    Vários dos testemunhos estão relacionados a viagens realizadas por Pedro Guimarães como parte do programa Caixa Mais Brasil, criado por ele para descentralizar a gestão e dar mais visibilidade ao banco pelo país afora. Desde janeiro de 2019, foram realizadas mais de 140 visitas a cidades de todas as regiões.

    Com outros executivos e um séquito de funcionários – e funcionárias – que o acompanham a partir de Brasília, Guimarães visita agências, se reúne com autoridades locais e conhece projetos sociais financiados pelo banco. As viagens ocorrem principalmente nos finais de semana.

    O presidente, seus auxiliares mais próximos e os demais funcionários que integram a comitiva ficam hospedados em hotéis e participam de eventos e confraternizações durante os quais, de acordo com os depoimentos, ocorreram vários dos episódios.

    A seguir, reproduzimos os principais relatos obtidos nas entrevistas realizadas com as funcionárias da Caixa que concordaram em falar – algumas, vale dizer, ocupam posições relevantes na estrutura do banco. Elas terão as identidades preservadas, como pediram, e serão identificadas ao longo do texto por nomes fictícios. Detalhes das situações que as mulheres narram foram subtraídos para evitar que, a partir dos relatos, elas possam ser reconhecidas. Pedro Guimarães foi procurado pela coluna, mas não aceitou falar até a publicação desta reportagem. A Caixa enviou uma nota na qual diz não ter conhecimento das denúncias (leia a íntegra ao final da reportagem).

    “Dono das mulheres”

    Ana afirma que, a depender da proximidade que tem com algumas das mulheres, Pedro Guimarães passa a se sentir “dono” delas. “É comum ele pegar na cintura, pegar no pescoço. Já aconteceu comigo e com várias colegas”, diz. “Ele trata as mulheres que estão perto como se fossem dele.” A reportagem teve acesso a registros que corroboram o relato, mas optou por não exibi-los para não expor a funcionária envolvida. Ana relata que, diante de negativas das subordinadas, ele insiste: “Ele já tentou várias vezes avançar o sinal comigo. É uma pessoa que não sabe escutar não”. “Quando escuta, vira a cara e passa a ignorar. Quando me encontrava, nem me cumprimentava mais”, completa.

    “Discos voadores”

    Dentro da Caixa, uma prática apontada como comum na atual gestão deu origem a um epíteto: “discos voadores”. Assim são chamadas as mulheres que, durante as viagens pelo país, despertam a atenção do presidente do banco a ponto de ele chamá-las para atuar em Brasília. Por vezes, diz uma das mulheres, funcionárias são promovidas hierarquicamente mesmo sem preencher os requisitos necessários e acabam transferidas para a sede, por conveniência de Guimarães.

    “Mulher bonita é sempre escolhida para viajar”

    A escolha das mulheres que integram a comitiva de Pedro Guimarães nas viagens do programa Caixa Mais Brasil é feita diretamente pelo gabinete dele, denunciam as funcionárias. As selecionadas são comunicadas, segundo Ana, como quem recebe a notícia de que acabou de ganhar um prêmio. E o critério da seleção, diz Valéria, outra funcionária, é definido de acordo com as preferências de Guimarães: “Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar”. “Ele convida para as viagens as mulheres que acha interessantes”, afirma.

    “Você gosta de sauna?”

    Entre os relatos há algo que aparece em mais de uma oportunidade: convites, durante as viagens, para as funcionárias irem à piscina ou à sauna na companhia do presidente do banco nos horários de folga na agenda. “Ele me chamou para ir para sauna com ele. Perguntou: ‘Você gosta de sauna?’. Eu disse: ‘Presidente, eu não gosto’. Se eu tivesse respondido que gosto, ele daria prosseguimento à conversa. De que forma eu falo não? Então, eu tenho que falar que não gosto. É humilhante. Ele constrange”, diz Thaís. Ela afirma que, na mesma viagem, Guimarães a beliscou. Thaís diz que aquela foi uma das primeiras vezes em que foi destacada para viajar com o presidente da Caixa. “Ele praticamente nunca tinha me visto antes.” Beatriz, mais uma das funcionárias que se sentiram assediadas, relata que, depois de Guimarães puxar conversa sobre suas habilidades de nadador (na juventude, ele chegou a participar de competições), também recebeu um convite que classifica como estranho para nadar. “Eu falei que não ia”, diz. Ela afirma que recusou por ter entendido que havia segundas intenções no chamado.

    “E se o presidente quiser transar com você?”

    Cristina diz que, em outra viagem, duas funcionárias da equipe foram chamadas para ir à piscina do hotel encontrar Pedro Guimarães. Ao chegar lá, entenderam qual era a ideia. Primeiro, elas se sentiram constrangidas a assistir à performance dele na piscina. “Ele parecia um boto, se exibindo. Era uma espécie de dança do acasalamento”, diz ela. Depois, afirma, uma das mulheres ouviu uma proposta indecente, feita por uma pessoa bem próxima a Guimarães: “E se o presidente quiser transar com você?”.

    Chamados para ir ao quarto

    Outro ponto presente nos relatos são os chamados – tarde da noite, inclusive – para funcionárias irem ao quarto de Pedro Guimarães. Duas delas dizem já ter recebido pedidos para que levassem a ele itens dos quais estava precisando com suposta urgência: remédio, carregador de celular, bolsa que havia ficado no carro. “Ele pede carregador de celular, sal de fruta, remédios”, diz Beatriz. Ao chegar ao quarto, dizem as funcionárias, vem o constrangimento.

    “Toma um banho e vem aqui para a gente conversar”

    Beatriz relata que, em uma dessas situações, esteve na porta do quarto de Guimarães para entregar o que ele pedira e, então, foi convidada a voltar na sequência para “discutir a carreira”. “Ele falou assim: ‘Vai lá, toma um banho e vem aqui depois para a gente conversar sobre sua carreira’. Não entendi. Na porta do quarto dele. Ele do lado de dentro (do quarto) e eu um metro para fora. Falei assim: ‘Depois a gente conversa, presidente’. Achei aquilo um absurdo. Não ia entrar no quarto dele. Fui para meu quarto e entrei em pânico”. Em outra ocasião, ao atender o chamado, a funcionária encontrou Guimarães de samba-canção: “Ele abriu a porta com um short, parecia que estava sem cueca. Não estava decente. A sensação que tinha era que estava sem (cueca). Muito ruim a sensação”. “É hostil”, diz Ana, a outra funcionária que relata já ter sido chamada à noite para ir ao quarto de hotel em que Guimarães estava para entregar um carregador de celular. Beatriz afirma que tem crises de pânico quando é escalada para novas viagens. “Tenho pânico de ter que trabalhar com ele. Tenho medo da pessoa. Agora eu tento literalmente me esconder nas agendas”, afirma. “Agora, quando viajo, coloco cadeira na porta do quarto. Fico com medo de alguém bater.”

    “Se ele tem o poder, você tem que fazer”

    Todos os relatos têm como pano de fundo a relação de poder e a posição de mando de Guimarães. “A posição em que ele se coloca deixa as mulheres muito constrangidas. Se ele tem o poder, você tem que fazer, tem que fazer o que ele mandar, independentemente do que seja”, afirma Thaís, a funcionária que diz ter sido convidada por ele para ir à sauna e, na mesma viagem, recebeu um beliscão. “Ele chega de forma muita invasiva e constrangedora”, prossegue.

    “Conceito deturpado de meritocracia”

    A lógica das abordagens, dizem as mulheres, é sempre a mesma. Elas afirmam que Guimarães trabalha com a ideia de que quem aceita as investidas pode ganhar vantagens, como ascensão na carreira. “Sempre tem perguntas do tipo: ‘Quero saber se você está comigo ou não, se eu posso contar com você’”, diz Cristina. “É um conceito deturpado de meritocracia. Para ele, meritocracia é atendê-lo”, afirma Valéria.

    “Vou botar aí na frente”

    Thaís conta que, durante um evento em uma viagem ao Nordeste, Guimarães se aproximou. Queria que ela guardasse um cartão e o telefone celular dele. “Ele veio com o cartão de acesso do quarto e o celular, querendo que eu guardasse. Eu falei: ‘Presidente, minha mão está ocupada”. Thaís estava segurando um presente que Guimarães havia acabado de ganhar. Foi então que ele reagiu de uma maneira que a surpreendeu – e a fez, depois, considerar que aquele era um caso de assédio. “Ele veio e enfiou o celular e o cartão no meu bolso e falou: ‘Eu vou botar aí na frente’. Na hora, não tive reação. Pensei: ‘Botar na frente? Fiquei meio assim…”, afirma. “Foi nessa mesma viagem que, mais tarde, ele me chamou para ir para a sauna”, diz ela.

    “Ele passou a mão em mim”

    Beatriz afirma que, para além dos convites para nadar e dos chamados para ir ao quarto de Guimarães, foi surpreendida durante outra viagem, desta vez para uma capital da região Sudeste. Ela afirma que, depois de concluídos os trabalhos, ele estava deixando o salão onde havia jantado quando a chamou para repassar a agenda do dia seguinte e, de repente, enquanto caminhavam, avançou o sinal. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, afirma. Ao fazer o relato, Beatriz chora. “Nunca precisei disso na minha vida para ganhar cargo. Prefiro até não ter cargo, mas nunca precisei disso.” Beatriz conta que, na hora, saiu de perto do chefe a passos largos. E que, assustada, procurou um colega que estava nas proximidades. “Falei com esse colega: ‘Fica aqui falando comigo’. Ele respondeu que não estava entendendo nada. Eu disse: ‘Não me solta, só fica conversando, como se nada tivesse acontecido. Finge que estou tratando alguma coisa com você. Nem olhei para trás”, relata. Era para dar tempo de Guimarães sair do ambiente, diz ela. O colega, afirma, continuou sem entender nada. “Nem contei a ele o que tinha acontecido. Depois, subi para o meu quarto e desabei. Chorei, desesperada, em pânico. Ela diz que nunca falou sobre o episódio antes por achar que o relato jamais resultaria em punição para o presidente do banco. “Hoje ainda trabalho nas agendas de vez em quando. Mas tento não ficar perto. Quando tenho que viajar, tenho crise de ansiedade”, afirma.

    “Ninguém vai ser de ninguém”

    Cristina afirma que, em uma viagem para uma importante cidade nordestina, Pedro Guimarães convidou um grupo restrito de integrantes da comitiva que o acompanhava para um jantar. Foram todos para um restaurante. Já era noite. À mesa, diz ela, ele foi se empolgando. A viagem fazia parte da programação do Caixa Mais Brasil. A certa altura, afirma Cristina, Guimarães disse que uma das excursões seguintes do programa deveria ser para Porto Seguro, na Bahia. E que, para essa viagem, tinha uma ideia especial: organizar uma espécie de micareta privê, na qual ninguém seria de ninguém. “Ele disse: ‘A gente vai fazer um carnaval fora de época (…) Ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu’”, relata Cristina. Ela diz que, a pedido de Guimarães, um assessor próximo anotou na agenda um lembrete para incluir a cidade baiana na lista dos roteiros futuros. Cristina afirma que ele se virou para ela e prometeu rasgá-la, até sangrar. “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar’”. Na mesma ocasião, diz ela, Guimarães pôs pelo menos dois amigos que também trabalham na Caixa para falar por telefone com as funcionárias que estavam à mesa e começou a “arranjar casais”: “Ele dizia, apontando para nós: ‘nessa viagem fulano vai pegar você, beltrano vai pegar você’. Foi nojento”. A reportagem ouviu dois outros funcionários que estavam no mesmo jantar. Sob reserva, eles confirmam o relato. Os três – Cristina e os dois colegas – já foram ouvidos na investigação em andamento no Ministério Público.

    A “mãozona” no mar

    Já era tarde da noite e a programação oficial do Caixa Mais Brasil na cidade do litoral do Nordeste havia sido concluída com êxito. Cristina afirma que, após o jantar, Pedro Guimarães levou uma parte do grupo que o acompanhava até a areia da praia. Logo depois, diz, ele propôs que todos entrassem no mar para tirar uma foto. “Na hora, ele derrubou a gente na água. Ficamos no mar por um tempo, e ele ficava circulando entre os grupos. De vez em quando ele aparecia do meu lado. Teve uma hora em que ele chegou e perguntou: ‘Você confia em mim? Confia na minha gestão? Você está comigo agora. Vem cá, me abraça”, afirma ela. Cristina conta que, constrangida, não sabia o que fazer. “Aí ele disse: me abraça direito, porra. E deu umas catracadas, e passou a mão em mim. Na hora de tirar a mão, passou a mão no meu peito”, diz a funcionária. Valéria, que também estava no grupo, faz um relato semelhante. “Eu estava com a roupa molhada. Ele chegou perto, disse que gostava muito de mim, perguntou se eu estava feliz e passou a mão na minha bunda”, conta. “Foi uma mãozona. Ali, ficou muito claro (o assédio). Foi como se ele dissesse: ‘Se você der para mim, você vai ser promovida’”, emenda. Valéria diz que entendeu a abordagem como uma proposta “para entrar para o clã da orgia” de Guimarães. Esse episódio consta dos relatos levados ao conhecimento de procuradores do Ministério Público Federal.

    O medo de denunciar

    As mulheres são unânimes ao responder que não denunciaram antes as situações sobre as quais estão falando agora por medo de serem perseguidas. Elas dizem não confiar nos canais de denúncias internas do banco – na Caixa, há um setor, a Corregedoria, que tem entre suas atribuições a apuração de casos do tipo. Uma das funcionárias afirma ter conhecimento do caso de uma colega de trabalho que resolveu comunicar uma situação de assédio que experimentou dentro da instituição, mas logo depois sua “denúncia” chegou às mãos de funcionários do gabinete de Guimarães. “A gente tinha muito receio, porque a corda arrebenta sempre do lado mais fraco, porque em qualquer lugar em que vá essa denúncia ele pode ter um infiltrado. E isso afeta o resto do meu encarreiramento, no aspecto profissional. Então, era melhor esperar passar”, afirma Thaís. “Noventa por cento das mulheres não vão falar porque ele tem poder”, emenda. “Quando ele percebe que tem algum caso que representa risco, chama para perto, mantém a mulher por perto. Ou então pede às pessoas próximas para que elas sejam observadas”, afirma Ana.

    A coluna fez uma série de perguntas a Pedro Guimarães, mas não houve respostas pontuais. A Caixa Econômica Federal enviou a seguinte nota:
    “A Caixa não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo. A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável.”

    Fonte; Metrópoles.

  • Deputados do PT pedem apuração a Reinaldo sobre vídeos de conflitos em Amambai com indígenas

    Deputados do PT pedem apuração a Reinaldo sobre vídeos de conflitos em Amambai com indígenas

    Os parlamentares cobram que seja apurado se há ou não mandado de reintegração de posse para a ação de desocupação

    Os deputados estaduais do PT (Partido dos Trabalhadores) Pedro Kemp e Amarildo Cruz se reuniram na segunda-feira (27), junto com o deputado federal Vander Loubet, em audiência com o governador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PSDB) para pedir apuração sobre os vídeos que circulam nas redes sociais sobre o confronto da Polícia Militar com indígenas Guarani-Kaiowá.

    De acordo com os parlamentares, a finalidade da reunião foi pedir ao líder do Executivo estadual apuração sobre a veracidade das imagens, onde supostamente um índio seria executado. De acordo com informações da polícia ao Jornal Midiamax, o indígena estaria vivo e preso.

    Outro pedido é esclarecer se havia ou não mandado de reintegração de posse para a ação do Choque da Polícia Militar no local. Nesta terça-feira (28), os deputados estaduais vão apresentar um requerimento oficial ao Governo do Estado para que seja feita uma perícia do vídeo.

    O governador afirmou que assim que receber o requerimento, a ser protocolado na Assembleia Legislativa, vai determinar a apuração da denúncia de execução.

    Indígena morreu

    “Se for confirmada a versão do vídeo, é algo gravíssimo, algo que a gente não pode permitir que aconteça por parte das nossas forças de segurança, que devem sempre agir dentro da legalidade”, pondera Vander Loubet. Na ocasião do conflito, o indígena Vitor Fernandes, de 42 anos, da etnia Guarani Kaiowá, morreu.

    O deputado destaca ainda que estará em Brasília, onde vai acionar as instituições envolvidas com a questão indígena para cobrar a apuração dos fatos em âmbito federal.

    “Independente do resultado da apuração feita pelo governo estadual, temos que exigir da União providências para que episódios como esse de Amambai não se repitam. Precisamos estancar esse processo de violência e agressão contra os povos indígenas de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil”, conclui Vander.

    Tragédia anunciada

    Desde o dia 19 de junho, a aldeia indígena de Amambai, cidade a 352 quilômetros de Campo Grande, pedia apoio para providências na área de retomada, por questões de conflitos internos. Os problemas antecederam a invasão a uma propriedade rural no dia 23 deste mês e conflito com policiais militares, que resultou na morte do indígena. 

    Já no dia 23, marco das primeiras invasões na Fazenda Borda da Mata, ofício foi encaminhado para a Funai (Fundação Nacional do Índio), MPF (Ministério Público) e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). No pedido, foi reforçada a situação de conflito interno na aldeia.

    Reações ao conflito

    Após a morte, a Aty Guasu – Grande Assembleia dos povos Guarani e Kaiowá – publicou carta em que expressa revolta e indignação com a ação da Polícia Militar e do governo de Mato Grosso do Sul, que terminou com a morte de um indígena da etnia Guarani Kaiowá, no território Guapo’y, em Amambai, região sul de Mato Grosso do Sul. “Foram atacadas crianças, jovens, idosos, famílias que decidiram, depois de muito esperar sem alcançar seu direito, retomar um território que sempre foi deles e que foi roubado no passado de nosso povo”, destaca a carta da Aty Guasu.

    Oficialmente, um boletim de ocorrência de homicídio decorrente da intervenção policial foi  registrado na Delegacia de Polícia Civil de Amambai, conforme relatado pelo prefeito Edinaldo Bandeira (PSDB).

    Fonte: Midiamax.

  • Sergio Moro lidera corrida para o Senado no Paraná

    Sergio Moro lidera corrida para o Senado no Paraná

    Em todos os cenários que disputa, Moro abre vantagem sobre Álvaro Dias (Podemos), o atual ocupante da cadeira, e Paulo Martins (PL)

    O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) lidera as intenções de voto para o Senado no Paraná em todos os cenários, de acordo com a pesquisa Realtime BigData divulgada nesta segunda-feira (27). É a primeira pesquisa com o ex-ministro no Paraná.

    Contra o senador Álvaro Dias (Podemos), o atual ocupante da cadeira no parlamento, o ex-juiz vence com 30%; Dias fica com 23%. Em cenário sem o senador do Podemos, Moro tem 41% contra 8% de Paulo Eduardo Martins (PL) e Dra. Rosinha (PT).

    Na simulação sem Moro, Álvaro Dias leva a melhor contra Paulo Eduardo Martins, que hoje é deputado federal: 35% para Dias, 8% para Martins, em empate técnico com Dra. Rosinha (7%).

    Fonte: Oantagonista.

  • Flávio Bolsonaro tenta barrar CPI do MEC no Senado

    Flávio Bolsonaro tenta barrar CPI do MEC no Senado

    Aliados do presidente intensificam ofensiva para convencer senadores a retirar apoio à comissão que mira suspeitas de corrupção em gestão de Milton Ribeiro

    O Palácio do Planalto pretende intensificar a partir desta terça-feira a ofensiva para barrar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar suspeitas de corrupção no Ministério da Educação. A articulação governista, que até então estava sendo tocada pelo novo líder do governo na Casa, Carlos Portinho (PL-RJ), deve ganhar o reforço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), responsável por coordenar a campanha à reeleição do pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Portinho foi diagnosticado no fim de semana com Covid-19 e se manterá em isolamento até quinta-feira. Ele vinha apostando numa resistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a instalar uma CPI às vésperas da campanha eleitoral. O Planalto, porém, não quer depender de Pacheco, que é visto com desconfiança pelo entorno de Bolsonaro, e pretende intensificar as conversas para tentar convencer senadores a retirarem seu nome da lista de apoio. Ontem, o presidente do Senado disse que o pedido, quando apresentado, será analisado com “celeridade”.

    Governistas avaliam que, embora haja 28 assinaturas para a abertura de uma CPI — uma a mais do que as 27 necessárias —, muitos senadores estão suscetíveis a desistir por causa da proximidade das eleições. O argumento de aliados do Planalto é que uma comissão em plena campanha poderá ficar esvaziada, com integrantes sendo acusados de usar o colegiado como palanque. Além disso, tentam convencer senadores a desistir alegando que já há investigação em curso da Polícia Federal e da própria Controladoria-Geral da União.

    A base governista está focada em dois senadores que veem como mais propícios a retirarem seus nomes: Eduardo Braga (MDB-AM) e Alexandre Giordano (MDB-SP). Ambos já foram beneficiados pelo chamado orçamento secreto, instrumento usado pelo governo para conquistar apoio no Congresso. Segundo os documentos enviados ao STF por Pacheco, Giordano indicou ao menos R$ 30 milhões em emendas de relator. Braga, por sua vez, não detalhou valores no ofício no qual admite ter recebido.

    Pressão sobre Pacheco

    Procurados ontem, Giordano e Braga disseram, por meio de suas assessorias, que mantêm o apoio à CPI.

    Em outra frente, Portinho tenta convencer Pacheco a barrar a comissão do MEC com o argumento de que há na fila pedidos para instalação de outras três CPIs já protocolados no Senado: uma sobre obras paradas do MEC em gestões passadas; outra sobre a atuação do narcotráfico no Norte e Nordeste do país, e uma terceira que trata da atuação de ONGs na Amazônia.

    Nos bastidores, líderes governistas do Senado ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso Pacheco decida abrir a CPI da oposição antes das outras comissões.

    Apesar da expectativa do governo, porém, interlocutores de Pacheco afirmam que ele deve instalar a CPI do MEC se a oposição conseguir manter o apoio necessário e protocolar o requerimento. A ideia é evitar o que aconteceu no ano passado, quando o presidente do Senado foi obrigado pelo Supremo a abrir a CPI da Covid após segurar a abertura por meses.

    O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), deu o dia de hoje como prazo para protocolar o pedido. A ideia é garantir que mais parlamentares assinem o requerimento para blindá-lo de eventual retirada de nomes da lista na última hora.

    Em outra frente, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre as suspeitas no MEC trouxe depoimentos que reforçam a proximidade do ex-ministro Milton Ribeiro com pastores investigados por operarem o esquema. Um servidor do ministério relatou que, a partir de maio de 2021, o então ministro passou a receber Arilton Moura e Gilmar Santos inclusive em casa. Segundo documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação, Moura esteve 90 vezes na sede do MEC desde o início do governo Bolsonaro.

    Fonte: IG.

  • Exclusivo: ex-presidente da Petrobras diz que celular tinha mensagens que incriminam Bolsonaro

    Exclusivo: ex-presidente da Petrobras diz que celular tinha mensagens que incriminam Bolsonaro

    Ao discutir com o ex-presidente do Banco do Brasil em grupo de economistas, Roberto Castello Branco chamou o presidente de “psicopata”

    Durante uma discussão em um grupo de economistas, o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco afirmou que devolveu seu celular corporativo à estatal, ao deixar o comando da empresa, com material que, segundo ele, poderia incriminar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Castello Branco debatia com Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, sobre a elevação do preço dos combustíveis. Novaes então diz que o colega economista – primeiro presidente da Petrobras na gestão de Bolsonaro, indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – ataca a atual gestão do governo federal.

    “Se eu quisesse atacar o Bolsonaro não foi e não é por falta de oportunidade (sic). Toda vez que ele produz uma crise, com perdas de bilhões de dólares para seus acionistas, sou insistentemente convidado pela mídia para dar minha opinião. Não aceito 90% deles [dos convites] e quando falo procuro evitar ataques”, retruca o ex-presidente da estatal.

    A conversa ocorreu em troca de mensagens ao longo deste sábado (26/6).

    “No meu celular corporativo tinha mensagens e áudios que poderiam incriminá-lo. Fiz questão de devolver intacto para a Petrobras”, concluiu Castello Branco, sem entrar em detalhes sobre quais crimes o presidente teria cometido e estariam registrados no aparelho.

    Em outro trecho da discussão, Roberto Castello Branco classifica Bolsonaro como “psicopata” ao relatar uma teoria conspiratória que teria sido dita a ele pelo chefe do Executivo federal.

    “Já ouvi de seu presidente psicopata que nos vagões dos trens da Vale, dentro da carga de minério de ferro vendido para os chineses, ia um monte de ouro”, afirmou o ex-dirigente da petrolífera. Castello Branco tinha assumido o comando da empresa justamente depois de trabalhar por 15 anos na Vale, onde foi economista-chefe e diretor de relações com investidores.

    O Metrópoles entrou em contato com Roberto Castello Branco. O economista afirmou que não iria falar sobre o assunto, mas não negou a veracidade da conversa. “Se nunca comentei, não vou comentar agora. Até porque me desfiz das provas”, respondeu ao questionamento da reportagem.

    Rubem Novaes também disse que não comentaria a troca de mensagens, porque ela aconteceu em um grupo fechado, e também não negou a autenticidade da discussão.

    Fonte: Metrópoles.

  • Acionistas minoritários acionam CVM contra nomeação de Caio Paes de Andrade

    Acionistas minoritários acionam CVM contra nomeação de Caio Paes de Andrade

    Anapetro cita a falta de capacitação do indicado do governo para a presidência da Petrobras. Ele já foi aprovado pelo Celeg

    A Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) se posicionou contrária à indicação de Caio Paes de Andrade à presidência da estatal. O grupo entrou hoje (27) com uma representação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    No documento, a associação afirma que, em função das regras de governança da empresa e do ordenamento da CVM, Caio Paes de Andrade, já aprovado pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg), não pode tomar posse como presidente da Petrobras.

    A Anapetro cita a falta de capacitação do indicado do governo para exercer a função, ferindo “dois requisitos legais previstos na Lei das Estatais”. O posicionamento cita “instabilidade e oscilação indesejada no mercado de capitais da Companhia”. 

    Fonte: Oantagonista.

  • Bolsonaro volta a defender Milton Ribeiro: “Foi preso injustamente”

    Bolsonaro volta a defender Milton Ribeiro: “Foi preso injustamente”

    No programa 4 por 4, presidente da República insistiu que não havia indícios mínimos de corrupção por parte do ex-ministro da Educação

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu o ex-ministro Milton Ribeiro, preso durante a operação Acesso Pago, da Polícia Federal. Segundo ele, não havia “indícios mínimos de corrupção por parte” de Ribeiro. Em relatório enviado ao Ministério Público Federal (MPF), a PF diz que o ex-titular do MEC e os pastores evangélicos atuavam como “organização criminosa” na pasta.

    “Quem começou essa investigação foi a Controladoria-geral da União a pedido do próprio Milton”, afirmou Bolsonaro durante entrevista do programa 4 por 4 no YouTube. O Ministério Público foi contra a prisão do Milton. Não tinha indícios mínimos de corrupção por parte dele. No meu entender, ele foi preso injustamente”, completou o presidente.

    A tese da organização criminosa é corroborada pelo próprio MPF. “As provas carreadas aos autos demonstram a articulação da ORCRIM para utilizar verbas públicas em contrapartida a benefícios próprios”, escreveu a procuradora Carolina Martins Miranda de Oliveira em seu parecer sobre o caso.

    Na entrevista, Bolsonaro também falou sobre a suposta interferência dele na PF, uma vez que há gravação de telefonema entre Ribeiro e a filha em que o ex-ministro fala de um pressentimento do presidente sobre a operação de busca e apreensão.

    Anteriormente, o mandatário, em entrevista à rádio Itatiaia, não havia defendido com tanta veemência o ex-ministro. “Ele responda pelos atos dele. Eu peço a Deus que não tenha problema nenhum, mas se tem algum problema, a PF está agindo, está investigando. É um sinal que eu não interfiro na PF”, afirmou no último dia 22.

    Fonte: Metrópoles.

  • PRÉ-CAMPANHA DE DAVID ESTÁ ESTAGNADA, APONTAM PESQUISAS

    PRÉ-CAMPANHA DE DAVID ESTÁ ESTAGNADA, APONTAM PESQUISAS

    Embora muitos políticos dizem não acreditar no que dizem as pesquisas, é certo que em sua maioria, quem almeja disputar um cargo público, se socorre delas para traçarem estratégias em suas campanhas.

    Há cada 4 anos, surge em Rio Brilhante, um candidato que sonha em ser o primeiro deputado estadual pela “Pequena Cativante”.

    Neste ano, o candidato à candidato é o empresário David Vinensi, que nas eleições de 2020, ficou em segundo lugar. Após não se eleger ao executivo municipal, muitos imaginavam que ele se colocaria como um líder político, que faria oposição a atual administração. No entanto, este resolveu abrir mão do grupo que havia lhe ajudado a obter 5.831 votos, ou cerca de 32% votos daquela eleição, e se aliar com pessoas que fizeram parte do grupo da candidata que ficou em terceiro lugar na mesma eleição.

    Desde o início do ano, o empresário vem realizando ações em todo o estado para tentar viabilizar seu nome, com a finalidade de se eleger deputado estadual. No entanto pesquisas que vem sendo realizadas em todo o estado, se quer citam o nome do pretenso candidato, e o mais grave que nem mesmo em Rio Brilhante, que seria se reduto eleitoral, ele é citado. Estranhamente, nas pesquisas realizadas pelo Instituto Ranking, aparecem os nomes dos vereadores Wandressa Barbosa e Sergio Silva, que se quer almejam serem candidatos, são citados por eleitores do município, enquanto David não aparece entre as dezenas e dezenas de nomes colocados como pré-candidatos ao legislativo estadual.

    Além de abandonar seu grupo de apoio nas últimas eleições, David busca nesse momento, “associar” seu nome as pautas de direita, demonstrando claramente que não tem interesse nos votos de quem comunga com ideias da esquerda, ou ligadas ao PT.

    David é conhecido por ser uma pessoa de fácil trato, no entanto desde que resolveu buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, escolheu para estar ao seu lado, pessoas que são nitidamente radicais quando se trata de política, no entanto, esta parceria com os radicais da “nova política”, não vem trazendo resultados ao empresário, já que além de não ser mencionado nas pesquisas de intenções de votos, o grupo que o cerca, não tem feito com que o bom nome de David seja alavancado nas intenções de votos, nem mesmo existe um crescimento ou interação em suas redes sociais.

    Faltando menos de 45 dias para o início das eleições, caso não haja uma mudança de rumos, e David, volte a ser o cidadão que tem elo com toda a população, sem fazer distinção de ideologia política, o segundo colocado nas eleições municipais, corre o risco de sair das urnas menor do que nas eleições de 2020.

    Para ser eleito, o político precisa ter votos, e ter ao seu lado quem agregue, quem construa pontes, e não muros.

    Ao que parece, Rio Brilhante vai continuar mais uma vez sem ter um representante, não que David não pode vir a ser, é que sua estratégia, até o momento não tem dado a ele resultados. Assim como uma construção precisa de uma base sólida, uma candidatura para ter sucesso, depende que o candidato em seu reduto, tenha um apoio maciço da população e dos líderes políticos, o que infelizmente não é o caso. 

    Em se mantendo esta situação, perde Rio Brilhante que continuará sendo representada por políticos de outros municípios, e perde o próprio David, que ao invés de fazer política para todos, escolheu fazer para alguns.

  • “Esperamos que a democracia seja respeitada”, afirma Barbosinha

    “Esperamos que a democracia seja respeitada”, afirma Barbosinha

    O deputado estadual Barbosinha (PP) registrou nesta manhã (23) a nomeação do novo reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). “Hoje o Diário Oficial da União trouxe a nomeção do novo reitor da UFGD, professor Jones Dari Goettert. O eleito em primeiro lugar na consulta com a comunidade universitária foi o professor Etienne Biazotto, após a consulta prévia para reitor e vice, conforme os ritos internos”, relatou.

    “Esperamos que o resultado democrático e escolhido pela comunidade universitária seja respeitado pela União. Há necessidade respeitar o processo democrático, elimininar disputas partidárias e devolver a universidade para os destinos das comunidades universitárias”, ressaltou Barbosinha.

    O deputado desejou êxito na administração do novo reitor da UFGD. “Desejo sucesso, e espero que sejam bem conduzidos os destinos da UFGD neste tempo de gestão até a nova consulta em 2023. em que espero que seja respeitada a escolha pela presidência do Brasil, devolvendo a autonomia da universidade que cumpre seu papel no desenvolvimento do ensino e pesquisa”, concluiu Barbosinha.

    Fonte: Bocadopovo.