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Maior apreensão do ano: caminhão com 12 t de maconha é interceptado na BR-163


Um caminhoneiro, de 28 anos, foi preso enquanto transportava 12 toneladas de maconha em meio a uma carga de soja, neste sábado (25), em Dourados. Esta é a maior apreensão de maconha feita pela Polícia Rodoviária Federal neste ano no Brasil. Entre os fardos da droga estavam quilos de ice, uma versão mais concentrada da canabis. Confira a quantidade de fardos de droga encontrados na carreta no vídeo a seguir.
Segundo o Serviço de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a soja e a maconha foram carregadas em Ponta Porã. O destino da soja era o Porto de Paranaguá (PR), enquanto a maconha seria descarregada em Curitiba (PR).
O motorista, morador do Rio Grande do Sul, foi interceptado na BR-163, entre as cidades de Dourados e Caarapó. Após o flagrante, ele, a carreta e a droga foram encaminhados para a Delegacia da PRF em Dourados, onde foi autuado em flagrante por tráfico.
A apreensão ocorreu no âmbito da Operação Cavalo de Troia, que conta com apoio logístico do Exército Brasileiro.
Fonte: Primeira Página
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App de comida conectou tenente-coronel a lavagem de dinheiro do PCC


O uso de um aplicativo de entrega de comida pelo tenente-coronel da Polícia Militar (PM) José Henrique Martins Flores foi determinante para que a Corregedoria da corporação consolidasse a convicção de que o oficial frequentava, de forma recorrente, endereços de empresas registradas em nome de familiares. Como indica investigação, elas eram utilizadas para receber pagamentos de companhias de ônibus apontadas como ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os dados obtidos pela investigação revelam que os endereços cadastrados no aplicativo coincidiam com todos os locais associados ao grupo empresarial AM3, estrutura apontada no Inquérito Policial Militar (IPM) como responsável por viabilizar financeiramente a prestação de serviços de segurança privada feita por policiais militares a integrantes da facção.
Rastros digitais e a presença do oficial
A análise do histórico do app de entregas insere um elemento concreto em uma apuração que, até então, se sustentava principalmente em vínculos societários e trocas de mensagens. Ao mapear os locais cadastrados no aplicativo, a Corregedoria identificou que o tenente-coronel mantinha presença frequente justamente nos endereços vinculados às empresas formalmente registradas em nome de sua mãe, padrasto e outros familiares.
Para os investigadores, o dado reforça o entendimento de que o oficial não apenas tinha conhecimento das atividades, como também participava da rotina operacional das empresas. Isso porque os parentes indicados como sócios residem no interior paulista, a mais de 500 quilômetros da capital, sem condições práticas de administrar presencialmente negócios na cidade de São Paulo.
Nesse cenário, os registros digitais funcionam como provas ao indicar que a gestão, de fato, ocorria onde o oficial estava e não onde os sócios formais residiam.
Empresas em nome de familiares
A estrutura descrita no IPM aponta que o tenente-coronel utilizava familiares como “laranjas” para registrar empresas do ramo de segurança e serviços. Entre os nomes, aparecem sua mãe, seu padrasto, e outros parentes, todos vinculados a empresas do grupo AM3. O marido do oficial também consta como proprietário de uma empresa do mesmo ramo de atuação.
A composição societária, como mostra a Corregedoria, revela uma administração apenas formal, incompatível com a realidade operacional. O próprio inquérito destaca que idade e localização dos sócios indicam a impossibilidade de gestão direta, apontando que as atividades eram, na prática, coordenadas pelo oficial.
É por meio dessas empresas que, de acordo com a investigação, eram emitidas notas fiscais usadas para dar aparência de legalidade aos pagamentos, recebidos pelos serviços de segurança prestados a empresas de ônibus sob suspeita de ligação com a maior facção criminosa do país.
O elo com a operação e o PCC
O caso se conecta diretamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na Operação Fim da Linha, que apontou o uso de empresas como Transwolff e UPBus para lavagem de dinheiro do PCC.
Fonte: Metrópoles
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Zema escala ataque ao STF: “Supremo Balcão de Negócios”.


Para o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, o Supremo Tribunal Federal tornou-se um “Supremo Balcão de Negócios” e é responsável por causar crises no Brasil. Os ministros da Corte Dias Toffoli e Alexandre de Moraes teriam se associado ao banco Master, de Daniel Vorcaro, para enriquecer, disse ele.
“Nós temos ali dois ministros que sabemos nitidamente que se associaram com o maior criminoso do Brasil, que é o fundador e controlador do Banco Master. Foram tomar uísque juntos, voaram no jatinho, tiveram festas, reuniões, eram íntimos, vamos deixar bem claro”, diz ele.
Para Zema, Toffoli e Moraes deveriam não apenas sofrer impeachment, como também ser investigados e, eventualmente, presos.
Se em outros momentos o STF ajudou a atenuar crises, agora a Corte se tornou causadora de problemas, diz o empresário de 62 anos, natural de Araxá (MG).
“Quem antes era bombeiro para apagar incêndio agora se transformou em incendiário. Está colocando a nossa República e as nossas instituições em risco”, disse ele, em entrevista ao Metrópoles.
“Está muito claro que essa crise que o Brasil está vivendo foi causada dentro do Supremo, foi causada também pelas indicações desses ministros do Supremo. Indicações totalmente inadequadas”, disse ele.
Nos últimos dias, o pré-candidato se tornou alvo de críticas do ministro Gilmar Mendes, do STF. O ministro pediu a inclusão de Zema no chamado “inquérito das fake news”, criado originalmente para investigar ameaças aos ministros, por conta de uma série de vídeos satíricos do pré-candidato do Novo nas redes.
Nas publicações, os ministros aparecem como fantoches de pano. Um desses vídeos ironiza o fato de Gilmar Mendes ter anulado a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, pertencente a Toffoli e familiares dele.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Zema ao Metrópoles.
Metrópoles — Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu incluir o senhor no chamado inquérito das fake news. O senhor é um fazedor de fake news?
Romeu Zema — Não era de se esperar outra coisa de um tribunal que tem se especializado em fazer perseguição.
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A relação do “amigo” de Flávio com a nova defesa do ex-chefão do BRB


Contratado pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa para negociar uma delação premiada, o advogado e ex-ministro Eugênio Aragão é sócio de um amigão do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O amigo em questão é o advogado Willer Tomaz. A sociedade entre os dois começou em 2017, quando Aragão fundou seu próprio escritório um ano após se aposentar do cargo de subprocurador do Ministério Público Federal.
A parceria entre Willer e Aragão prevê que o ex-ministro cuide das principais ações do escritório do amigo de Flávio Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais superiores de Brasília.
Apesar da sociedade, Willer afirmou à coluna que não terá participação no caso do ex-presidente do BRB. “Esse cliente é dele“, afirmou o advogado, descrito pelo próprio Flávio em 2021, no Senado, como “amigo”.
e acordo com Willer, Aragão atenderá Paulo Henrique por meio de seu escritório independente. “Ele tem o escritório dele, as causas dele. Eu tenho o meu escritório e minhas causas. E nós temos causas em comum”, disse.
Fonte: Metrópoles
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Esquema desviou milhões em compra de remédios para pacientes com câncer

Uma operação coordenada em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (23) atua no combate a fraudes envolvendo recursos da saúde pública. A ação, denominada “OncoJuris”, foi deflagrada a partir de investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio de instituições estaduais e federais, revelando um esquema sofisticado que atuava na judicialização de medicamentos oncológicos.

A ofensiva contou com a atuação integrada do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul e da Receita Federal do Brasil.
As investigações começaram em setembro de 2025, a partir de uma denúncia do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), vinculado à Defensoria Pública estadual. Desde então, foi identificado um esquema estruturado que atuava de forma coordenada para obter decisões judiciais que obrigavam o poder público a custear medicamentos de alto custo.
Cumprimento de mandados
Ao todo, foram cumpridos 5 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão. Em Mato Grosso do Sul, as ações ocorreram em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.
Já em São Paulo, os mandados foram executados nas cidades de São Paulo, Barueri e Itu. Em Minas Gerais, a operação ocorreu em Nova Lima.
Investigações revelaram esquema
Segundo as apurações, o grupo possuía uma divisão clara de funções, incluindo um núcleo administrativo responsável por manipular orçamentos e informações para dar aparência de legalidade; um núcleo jurídico que viabilizava a inserção das empresas nos processos; empresas locais utilizadas como intermediárias sem estrutura adequada; e um braço de importação que adquiria medicamentos no exterior por valores muito inferiores aos cobrados do Estado.
As investigações apontam que grande parte dos recursos públicos liberados judicialmente era desviada sob a justificativa de “serviços de assessoria”, enquanto apenas uma pequena parcela era destinada à compra efetiva dos medicamentos.
Outro ponto crítico identificado foi o possível fornecimento de medicamentos sem registro sanitário, com falhas de rastreabilidade e controle, o que pode ter colocado pacientes em risco.
A operação foi articulada pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul representada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), em ação conjunta com o Ministério Público do MS através do GECOC, com a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), e com a Receita Federal do Brasil, por intermédio do Núcleo de Pesquisa e Investigação (NUPEI) de Campo Grande.
Fonte: Primeira Página
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PF investiga aporte milionário de município paulista no Banco Master


A Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (23/4), no âmbito de uma operação que investiga a aplicação de aproximadamente R$ 13 milhões da previdência social do município de Santo Antônio de Posse em Letras Financeiras do Banco Master e do Banco Daycoval.
A investigação identificou que o Instituto de Previdência Municipal realizou três operações de aquisição de Letras Financeiras, todas intermediadas pela Genial Investimentos:
- R$ 6 milhões em 16/10/2023, emitida pelo Banco Daycoval, com vencimento em 17/10/2033;
- R$ 5 milhões em 22/04/2024, emitida pelo Banco Master, com vencimento em 20/04/2034;
- R$ 2 milhões em 03/05/2024, também emitida pelo Banco Master, com vencimento em 03/05/2034.
A Operação Moral Hazard teve início a partir de informações que apontavam possíveis irregularidades na “gestão temerária” do Instituto de Previdência Municipal. Gestores que exerciam funções estratégicas são alvos da PF.
A informação fiscal e os documentos obtidos indicam que o processo decisório relativo aos investimentos contou com a participação “ativa e determinante” do diretor-presidente e gestor de recursos à época dos fatos, Hortêncio Lala Neto e da supervisora de gestão do Instituto Marlene Maria Vieira Bassani.
Lala Neto, segundo as investigações, teria atuado como proponente das Autorizações de Aplicação e Resgate (APR) vinculadas às Letras Financeiras emitidas pelos Bancos Daycoval e Master, figurando nas atas das reuniões dos Comitês de Investimentos que decidiram pelas aplicações.
Além disso, a PF afirma que as aplicações decorreram de iniciativa do Comitê de Investimentos, com a participação ativa dos seus membros: Maria de Lourdes Villalva, Hélio Augusto Moraes e Tatiana Feliz dos Reis, que também são investigados.
Além de Santo Antônio de Posse, há mandados sendo cumpridos em Mogi Mirim e medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens, expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas.
Alerta do MPC
Santo Antônio de Posse, assim como outros quatro municípios paulistas (Araras, Cajamar, Santa Rita do Oeste e São Roque) foram alertados, em 2024, pelo Ministério Público de Contas (MPC) sobre possíveis entraves com os investimentos no futuro. As representações já destacavam problemas de reputação do Master após publicações na mídia sobre o crescimento meteórico da instituição.
“Criou-se um cenário de preocupação não apenas sobre exposição do risco reputacional de tal instituição financeira, mas, mais preocupante, sobre sua própria solidez patrimonial”, afirmou o MPC.
Vorcaro preso
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso e – depois solto – pela primeira vez em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF. Na ocasião, foram bloqueados R$ 12 bilhões correspondentes ao montante suspeito de ter sido emitido de forma fraudulenta, na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, banco estatal do governo do Distrito Federal.
A Operação Compliance Zero apura supostas irregularidades na gestão do Banco Master, em um esquema que teria provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.
Em março de 2026, na terceira fase da Compliance Zero, Vorcaro teve nova prisão autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O banqueiro atualmente está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a PF em 19 de março de 2026, onde permanece em uma cela solitária
O Metrópoles busca a defesa dos investigados pela PF na operação desta quinta-feira. A Prefeitura de Santo Antônio da Posse, assim como o Instituto de Previdência do Município foram procurados para um posicionamento. O espaço está aberto para atualizações.
Fonte: Metrópoles
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Master: O primeiro pedido do ex-presidente do BRB ao STF para negociar delação


O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso no último dia 16 na quarta fase da Operação Compliance Zero, pedirá transferência do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. O principal argumento a ser apresentado para o relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, é a intenção de delatar o que sabe sobre o esquema.
Como antecipamos no blog, Costa dispensou seu então advogado, Cléber Lopes, e contratou os criminalistas Eugênio Aragão e Davi Tangerino para conduzir sua defesa de olho na negociação de uma colaboração premiada. A estratégia será capitaneada por Aragão, ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff.
O ex-dirigente do banco estatal se reunirá com os novos advogados já nesta quinta-feira (23). O movimento repete o roteiro do ex-CEO do Master, Daniel Vorcaro, que estava preso na Penitenciária Federal de Brasília e teve a transferência para as instalações da PF autorizada por Mendonça após acenar para a possibilidade de delatar. O banqueiro também trocou de advogado e contratou José Luiz Oliveira Lima, especializado em delações.
A defesa de Costa argumentará que a proposta de colaboração não poderá ser discutida e negociada nas instalações da Papuda e vai demandar condições análogas às de Vorcaro.
No caso de Costa, porém, há um motivo extra para o pedido de transferência: o fato de a penitenciária ser administrada pelo governo do Distrito Federal, o que na avaliação dos defensores pode ser um problema já que em Brasília é dado como certo que o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) será um dos protagonistas de uma eventual delação de Paulo Henrique Costa.
Pela mesma razão, a família do executivo dispensou Cléber Lopes, que o representava até a última quarta-feira. Lopes também advoga para o ex-governador há bastante tempo.
Influente na capital federal e no meio jurídico, Ibaneis deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado Federal. Sua vice, Celina Leão (PP), assumiu o comando do Palácio do Buriti. Ela tem buscado se distanciar do escândalo, mas a vinculação com a gestão do emedebista é suficiente para a defesa de Costa trabalhar pela saída do executivo da Papuda.
O ex-chefe do BRB e seus advogados têm motivos para ter pressa nessa negociação.
De acordo com fontes que acompanham de perto os desdobramentos da investigação, Costa precisa “passar à frente” de Vorcaro porque sabe que, se o dono do Master fechar o seu acordo antes, será ainda mais difícil para ele oferecer informações relevantes o suficiente para obter um acordo de delação premiada com a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O papel do ex-governador do DF no caso Master é um dos pontos a serem esclarecidos na investigação da Polícia Federal, bem como as transações milionárias entre seu escritório de advocacia e fundos e gestoras ligadas ao ecossistema do banco de Daniel Vorcaro. O emedebista tem negado qualquer irregularidade em seus atos no governo.
As eventuais colaborações premiadas de Vorcaro e Costa têm o potencial de destrinchar a operação no Buriti para que o BRB adquirisse R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas do Master em meio às tratativas para comprá-lo.
O investimento foi defendido publicamente por Ibaneis em diferentes ocasiões sob o argumento de que o negócio, uma vez confirmado, renderia dividendos bilionários e daria ao banco estatal de Brasília alcance nacional. Dizia que o negócio não era um risco e sim uma “oportunidade”.
“O BRB passará a estar, a partir desta fusão, entre os grandes bancos do país”, declarou o governador em agosto de 2025 ao sancionar a aprovação da Câmara Distrital para a compra da instituição privada.
Paulo Henrique Costa é acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro de propinas recebidas do Banco Master para aprovar as compras de carteiras fraudulentas. Os investigadores identificaram seis imóveis que teriam sido recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146 milhões no total.
De acordo com a PF, R$ 74,6 milhões foram efetivamente pagos – o pagamento total não teria sido efetuado porque Vorcaro teria tido conhecimento da investigação sigilosa aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar as transações.
Na decisão que levou Paulo Henrique Costa à cadeia, Mendonça apontou que o ex-presidente do BRB “atuava como um verdadeiro mandatário” de Vorcaro dentro do banco estatal de Brasília, em troca de receber os imóveis.
Segundo os investigadores, os imóveis de luxo e altíssimo padrão eram escolhidos segundo critérios pessoais e familiares – e tratados diretamente por Paulo Henrique Costa com Vorcaro e o advogado Daniel Monteiro, também preso por determinação do ministro do Supremo.
Paulo Henrique “visitava ou validava os imóveis selecionados”, cobrava o andamento das aquisições e chegou a “demonstrar preocupação com a falta de documentação formal do arranjo”, descreveu Mendonça na decisão de 32 páginas que determinou a prisão de Monteiro e do ex-presidente do BRB.
Fonte: Globo.com
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CCJ da Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22/04), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. Em votação simbólica, deputados aprovaram o parecer de Paulo Azi (União Brasil-BA) pela admissibilidade da matéria que visa acabar com a jornada de trabalho de 6 dias trabalhos para um de folga. O texto agora segue para uma comissão especial, que ainda será instalada.
A iniciativa avalizada pela CCJ deriva de duas PECS: a primeira, a PEC 221/2019, foi apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A ela foi apensada a PEC 8/2025, da autoria de Erika Hilton (Psol-SP). A proposta da psolista ganhou força no ano passado após o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) reunir 800 mil assinaturas pelo fim da escala 6×1.
Durante a tramitação na CCJ, os deputados discutiram a admissibilidade da proposta, ou seja, se é constitucional ou não. O mérito e regras de transição cabem à comissão especial, que deverá ser criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado paraibano passou a ser um dos defensores da proposta neste ano.
Antes de Motta, a PEC já era uma bandeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aposta na redução da jornada de trabalho como uma das prioridades para o ano eleitoral de 2026. Para tentar acelerar a tramitação da pauta, o Palácio do Planalto enviou, em 14 de abril, um projeto de lei que também trata da redução da escala 6×1, essa com urgência constitucional.
Nesse caso, Câmara e Senado têm, cada Casa, 45 dias para analisar e votar o texto.
O que dizem as PECs
- Carga de trabalho fixada em até 8 horas diárias;
- Teto de 36 horas semanais;
- Fica facultada a compensação de horários e a redução de jornada.
Autor quer trazer proposta do governo à PEC
Antes da votação na CCJ, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que pretende apresentar uma emenda à PEC durante a tramitação na comissão especial para introduzir o PL do Planalto que tramita em urgência constitucional.
Fonte: Metrópoles
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Paraná Pesquisas: Haddad reduz vantagem de Tarcísio, que lidera em SP


Pré-candidato do PT ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad reduziu em 10 pontos a vantagem do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
É o que mostra o novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (16/4), em uma simulação de segundo turno entre o candidato à reeleição e o petista. Tarcísio tem 53,4%, enquanto Haddad marca 37,3%.
No único cenário simulado para o primeiro turno, com outros dois candidatos, Tarcísio lidera com 47,8% das intenções de voto, contra 33,1% de Haddad, enquanto que Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) não chegam a 5% cada (veja abaixo). Com base nesses números, o atual governador segue com chances reais de garantir a reeleição ainda no primeiro turno.
Cenário 1
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): 47,8%
- Fernando Haddad (PT): 33,1%
- Paulo Serra (PSDB): 4,6%
- Kim Kataguiri (União Brasil): 3,5%
- Nenhum/Branco/Nulo: 6,7%
- Não sabe/Não opinou: 4,4%
Cenário 2 (segundo turno)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): 53,4%
- Fernando Haddad (PT): 37,3%
- Nenhum/Branco/Nulo: 5,8%
- Não sabe/Não opinou: 3,5%
No levantamento de fevereiro deste ano, neste cenário de segundo turno, Tarcísio tinha 58,7% das intenções de voto contra 32,4% de Haddad. Isso significa que a vantagem do atual governador sobre o principal adversário na disputa caiu de 26,3 pontos para 16,1 pontos.
Neste período, Haddad deixou o Ministério da Fazenda no governo Lula para concorrer novamente ao governo paulista, a pedido do presidente da República. Em 2022, o petista disputou o segundo turno em São Paulo contra Tarcísio e perdeu por 55,27% a 44,73%.
Rejeição aos candidatos
Na pesquisa estimulada de rejeição, Fernando Haddad atinge o maior percentual, seguido por Tarcísio, que aparece bem atrás. Os entrevistados podiam escolher mais que um candidato.
- Fernando Haddad (PT): 42,9%
- Tarcisio de Freitas (Republicanos): 27,2%
- Kim Kataguiri (MIssão): 17,5%
- Paulo Serra (PSDB): 17,3%
- Não sabe/não opinou: 10,2%
- Poderia votar em todos: 6,9%
Aprovação do governo
O levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas também ouviu os eleitores sobre a avaliação e aprovação do governo Tarcísio de Freitas.
Aprovação:
Aprova: 64,9%
Desaprova: 31,4%
Não Sabe/Não Opinou: 3,6%Avaliação:
Ótima: 15,1%
Boa: 32,2%
Regular: 28,6%
Ruim: 7,8%
Péssima: 14,8%
Não sabe/Não opinou: 1,7%Fonte: Metrópoles
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Filhos de FHC conseguem na Justiça interdição do ex-presidente


O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu uma liminar, nesta quarta-feira (15/4), para a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Com a decisão proferida pela 2ª Vara da Família e Sucessões, o filho Paulo Henrique ficará como curador provisório. Ele já cuidava da vida financeira e cotidiana do pai há alguns anos, tendo o próprio ex-presidente o escolhido para tratar desses assuntos.
A medida contou com o apoio das filhas de FHC, Luciana e Beatriz, e ocorreu por intermédio dos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Ávila, do Bermudes Advogados.
O pedido de interdição dos familiares ocorreu após o agravamento do estado de saúde do ex-presidente, especialmente em razão de um quadro avançado de Alzheimer.
Um laudo médico recente aponta que a doença comprometeu significativamente suas funções cognitivas.
FHC tem 94 anos, já não administrava questões financeiras nem decisões do dia a dia e passou a depender de acompanhamento constante de uma equipe de saúde.
Fonte: Metrópoles
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Magistrados reagem a corte de penduricalhos e expõem pagamentos de ministros


A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) apresentou, nesta semana, embargos de declaração contra a decisão que restringiu os chamados “penduricalhos” do Judiciário e, no documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), expôs pagamentos retroativos milionários recebidos por integrantes de tribunais superiores ao longo dos últimos anos.
A petição foi apresentada após decisões recentes assinadas pelos ministros do STF ampliarem as restrições impostas às verbas indenizatórias e a adicionais pagos a integrantes do Judiciário, do Ministério Público, das Defensorias, dos Tribunais de Contas e das Advocacias Públicas.
Nos embargos, a associação afirma que a decisão do Supremo criou insegurança sobre a quitação de passivos já reconhecidos administrativamente ou pela Justiça e pode permitir parcelamentos considerados “irrisórios”, incapazes de cobrir juros e correções monetárias.
fonte: Metrópoles
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Conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro revelam intimidade com banqueiro e abalam candidatura


Áudios tornados públicos ontem abalaram a pré-campanha à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao revelarem conexões do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em gravações e mensagens de texto enviadas no fim do ano passado, quando o empresário já se via em meio a complicações envolvendo suas operações, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reclama sobre a necessidade de quitar “parcelas” para financiar um filme biográfico sobre o pai, a ser lançado às vésperas da eleição de outubro.
O conteúdo, publicado durante a tarde de ontem pelo Intercept Brasil e confirmado pelo GLOBO, revela a intimidade de Flávio com o banqueiro para tratar do patrocínio. A obra cinematográfica, que conta a história da campanha de 2018 de Bolsonaro, teria chegado a receber R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro. O senador confirmou as tratativas, mas argumentou que não houve “favores em troca”.
Vorcaro está preso e negocia uma delação premiada com potencial de afetar representantes dos três Poderes. São esperadas revelações de sua atuação para receber blindagem política e, assim, encobrir as fraudes operadas no banco. Após resvalar em nomes de diferentes correntes ideológicas, o escândalo despertou uma disputa de narrativa entre esquerda e direita. As novas revelações, somadas à operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), atingem diretamente o bolsonarismo.
O material revelado ontem, também sob investigação da PF, mostra que o senador insiste no repasse para o filme em mais de uma ocasião e demonstra estar ciente da crise do Master à época. Um dos diálogos foi travado na véspera da primeira prisão de Vorcaro.
A primeira cobrança documentada deu-se em 8 de setembro de 2025, em um momento no qual, segundo Flávio, os envolvidos na produção do filme “Dark horse” tinham dificuldades para honrar compromissos da montagem. “Tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso, e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, disse.
Em outro contato feito dois meses depois, Flávio insiste: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz”, cobrou.
Na manhã de ontem, ao ser questionado por um repórter do Intercept sobre o assunto, o senador sustentou que os diálogos eram “uma mentira”. Só à tarde, com a reportagem já publicada, Flávio admitiu os contatos com Vorcaro, qualificados por ele como uma negociação entre entes “privados”.
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Conversas entre o senador e o banqueiro — Foto: Arte O Globo Medo de calote em astro
O lançamento do longa está previsto para o segundo semestre deste ano. O roteiro é assinado pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro, e tem a direção do americano Cyrus Nowrasteh. O ator Jim Caviezel, famoso por interpretar Jesus no filme “A paixão de Cristo”, faz o papel de Jair Bolsonaro.
No áudio de novembro, o senador demonstra preocupação e cita a hipótese de até mesmo “dar um calote” em Caviezel. “Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus (Nowrasteh, o diretor). Os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Agora que é a reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, diz Flávio na gravação.
Vorcaro respondeu à mensagem dizendo que iria resolver a pendência até o dia seguinte. Naquela mesma data, Flávio e o banqueiro ainda se falaram em uma ligação telefônica de 2 minutos, cujo conteúdo não foi revelado. As conversas foram extraídas do celular de Vorcaro, apreendido pela PF em novembro do ano passado.
Após mais de três horas de uma reunião de emergência com aliados em Brasília, Flávio disse em vídeo divulgado à imprensa que Vorcaro tinha “um contrato” para financiar o filme e que o longa precisou de outros investidores para ser finalizado.
Como mostrou a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, o publicitário Thiago Miranda, dono da agência que contratou influenciadores para uma operação de “marketing de guerrilha” nas redes sociais em favor do Banco Master e contra a liquidação movida pelo Banco Central (BC), confirmou que intermediou a negociação que levou Vorcaro a aportar o montante no filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o valor previsto seria maior, mas os repasses foram suspensos com a crise na instituição financeira. Miranda afirmou ainda que a ligação de Vorcaro com o filme não apareceria publicamente.
Fonte: Globo.com
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Pai de Daniel Vorcaro é preso


Henrique Vorcaro, pai de do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal, em Belo Horizonte, na sexta fase da operação Compliance Zero. Ele aparece como demandante, operador e beneficiário financeiro de todo o esquema do Master. Ao todo há sete mandados de prisão preventiva que estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira. Um agente da Polícia Federal da ativa já está preso, uma delegada também da ativa e um agente aposentado são alvo de busca. Segundo fontes, todos os alvos das prisões de hoje são integrantes da chamada “A Turma”, grupo que atuava para intimidar desafetos, acessar informações sigilosas e promover invasões a dispositivos informáticos em benefício de Vorcaro.
O nome de Henrique Vorcaro apareceu desde o começo da investigação como uma espécie de operador do filho Daniel Vorcaro. Ele estaria envolvido tanto em lavagem de dinheiro, quanto no propósito de esconder patrimônio do ex-dono do Banco Master. A informação que levou a prisão do empresário mineiro nesta quinta-feira, no entanto, foi a de que ele cuidava do financiamento da chamada “A Turma”. Além disso, Henrique Vorcaro estaria tentando buscar dentro da própria Polícia Federal mais informações sobre o processo contra ele e contra o filho. Ou seja, ele continuava em atividade mesmo após a prisão do filho Daniel Vorcaro.
Essa fase da operação tem objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos. Além dos mandados de prisão, há 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.
Estão sendo investigados os crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa, de invasão de dispositivos informáticos e de violação de sigilo funcional.
O que é “A Turma”
“A Turma” era o nome dado a uma milícia privada e estrutura de coerção montada sob o comando do ex-banqueiro para vigiar, intimidar e ameaçar críticos, autoridades e jornalistas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, que foram presos em março, em outra fase da Compliance Zero, eram parte do grupo.
O pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro era presidente da Multipar, empresa que movimentou mais de R$ 1 bilhão, entre 2020 e 2025, exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ao Conselho, a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.
O Grupo Multipar, fundado por Henrique Vorcaro, é um conglomerado com atuação em áreas como engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário. O grupo ganhou espaço principalmente em contratos ligados à infraestrutura e obras de grande porte em Minas Gerais.
Na semana passada, o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro já havia sido preso apontado como “operador financeiro” do ex-banqueiro, “incumbido da interligação entre decisões estratégicas do núcleo central e a execução material das movimentações financeiras e societárias”.
Fonte: Globo.com
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Intercept: Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para bancar filme sobre o pai
Reportagem publicada pelo The Intercept Brasil revela que o senador Flávio Bolsonaro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a investigação, Vorcaro teria prometido repassar US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — para viabilizar o longa. Documentos, mensagens e comprovantes analisados pelo Intercept indicam que ao menos US$ 10,6 milhões já haviam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações ligadas ao projeto.
As conversas obtidas pela reportagem mostram Flávio cobrando pagamentos, pressionando pela liberação de recursos e acompanhando o cronograma financeiro da produção. Em uma das mensagens, enviada em novembro de 2025, o senador escreveu a Vorcaro: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.
Segundo a reportagem, a crise envolvendo o Banco Master e o avanço das investigações contra Vorcaro teriam afetado o fluxo dos pagamentos previstos para o filme. As mensagens mostram preocupação da produção com atrasos em repasses e o risco de paralisação do projeto justamente na fase final das gravações.
Em um áudio enviado em setembro de 2025, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com os compromissos assumidos pela produção e cita profissionais internacionais envolvidos no longa, como o ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh.
“Agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, afirma o senador na gravação divulgada pelo Intercept. Em outro trecho, ele diz que seria “muito ruim” deixar de pagar profissionais “renomadíssimos” do cinema internacional.
A reportagem também aponta que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, o deputado Mario Frias e o empresário Thiago Miranda — fundador e sócio do Portal Leo Dias — participaram das articulações relacionadas ao financiamento do longa.
Segundo os documentos analisados, parte das transferências teria sido realizada pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025 enquanto tentava deixar o país, acusado de operar um esquema de fraude que teria provocado um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito. Um dia depois da prisão, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira.
O Intercept afirma ter verificado a autenticidade das mensagens por meio do cruzamento de dados bancários, registros públicos, informações telefônicas e documentos sigilosos. Procurados pela reportagem, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e os demais citados negaram irregularidades ou não responderam até a publicação do texto original.
Fonte: ICL
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Empresa diz que desembargador ganhou quadriciclo em troca de decisão; CNJ pediu mais informações


A petição é assinada pela advogada Maria Tereza Uille, que já foi conselheira do próprio CNJ por dois mandatos, de 2017 a 2021, e secretária de Justiça do Paraná.
A investigação particular, também apresentada em um pedido de apuração disciplinar feito à Presidência do TJ paranaense em 27 de abril, traz como indícios o depoimento do administrador da loja que vendeu o quadriciclo, uma nota fiscal em nome do filho do desembargador e uma foto de Instagram com os netos dele pilotando o veículo.
A reportagem enviou perguntas para o TJ-PR e para o desembargador Francisco Jorge, por meio da assessoria do tribunal, de sexta (8) até esta terça-feira (12). A assessoria respondeu apenas que o TJ-PR “seguirá todas as recomendações do CNJ”.
Já o Conselho Nacional de Justiça afirmou, em nota, que a Corregedoria Nacional de Justiça instaurou procedimento “visando apurar supostas irregularidades”. (leia a nota na íntegra abaixo ao fim da reportagem)
Punições em debate
A denúncia da suposta conduta ilícita ocorre num momento em que autoridades debatem a possibilidade de punir juízes com maior rigor. Em março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu acabar com a aposentadoria compulsória como punição mais severa para magistrados.
Para o ministro, o CNJ deverá aplicar a perda do cargo, e a consequente perda de salário, como a maior punição por violações disciplinares. A decisão tem gerado discussões no meio jurídico e entre especialistas.
🔎Em dezembro de 2025, dado mais recente disponível, o CNJ tinha 2.067 pedidos de providência contra juízes, 576 reclamações disciplinares e 63 processos administrativos disciplinares (PADs) aguardando julgamento pelo plenário, que é composto por 15 conselheiros.
Alegações da empresaA disputa judicial que gerou as suspeitas começou em 1993, quando a Construtora Zoller foi processada por atrasar o aluguel de imóveis.
Uma das donas da empresa, que era fiadora do contrato de aluguel, alegou que, devido a um erro da Justiça, ficou sem saber das decisões tomadas contra si até 2020. Ela pediu a anulação da execução do processo.
Os advogados da Construtora Zoller alegam que a empresa estava ganhando a causa perante a 17ª Câmara Cível por unanimidade, até que a parte contrária, que cobrava a dívida, contratou um novo advogado e reverteu as decisões anteriores, em 2024.
Segundo os advogados da construtora, a virada no processo ocorreu por decisão do desembargador Francisco Jorge na quarta vez em que foi apresentado um tipo de recurso chamado de embargos de declaração — que geralmente serve apenas para esclarecer alguns pontos de uma decisão.
Com isso, ainda segundo os advogados da empresa, o magistrado “ressuscitou” uma dívida que foi calculada em R$ 14 milhões. A Zoller contesta o valor, dizendo que ele é de R$ 288,5 mil.
A construtora afirmou que sua investigação particular aponta que, dois dias após o julgamento, no dia “2 ou 3 de outubro de 2024”, o advogado Michel Guerios Netto — então recém-contratado pela parte contrária no processo — foi a uma loja de Curitiba e escolheu um modelo de quadriciclo vermelho.
O veículo foi pago em dinheiro vivo por um terceiro, ocasião em que foi emitida uma primeira nota fiscal no valor de R$ 52 mil.
Posteriormente, o filho do desembargador teria ido à loja e decidido trocar o quadriciclo vermelho por um modelo azul, que era mais caro, pagando a diferença de R$ 10,5 mil.
A primeira nota fiscal foi cancelada e uma nova foi emitida, no valor final de R$ 62,5 mil, agora em nome do filho do desembargador — fato que permitiu à Construtora Zoller relacionar documentalmente o quadriciclo à família do magistrado.
Essas informações constam do depoimento do administrador da loja e das duas notas fiscais, que foram entregues às autoridades para a investigação da suposta conduta irregular.
Fonte: Globo.com
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PF faz operação contra fraude milionária em precatórios no Rio


A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13/5), a Operação Resgate Ilegal para desarticular associação criminosa suspeita de aplicar golpes milionários por meio de saques fraudulentos de precatórios judiciais no Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o grupo utilizava documentos públicos falsificados para sacar valores em nome de terceiros em agências bancárias.
Durante a operação, os policiais federais cumprem três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos bairros de Bento Ribeiro, Centro, Oswaldo Cruz e Praça Seca.
As apurações começaram em novembro do ano passado, após a prisão em flagrante de duas mulheres em uma agência da Caixa Econômica Federal. De acordo com a PF, elas tentavam sacar precatório judicial de aproximadamente R$ 500 mil utilizando documentação falsa.
A partir da análise do material apreendido no flagrante, os investigadores conseguiram identificar outros integrantes do esquema.
Segundo a Polícia Federal, o trabalho foi conduzido pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (UIS/DELEFAZ), com apoio do Núcleo de Identificação da PF no Rio de Janeiro e de troca de informações de inteligência com a área de segurança da Caixa Econômica Federal.
As diligências da PF apontam que o grupo usava documentos falsificados para tentar liberar valores judiciais pertencentes a terceiros.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e falsificação de documento público.
A Polícia Federal informou que as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado pelo esquema.
Fonte: METRÓPOLES
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Nunes Marques defende urnas eletrônicas: “Patrimônio da democracia”


O ministro Nunes Marques tomou posse, nesta terça-feira (12/5), como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No primeiro discurso à frente da Justiça Eleitoral, ele apontou que o sistema eletrônico de votação do Brasil é o mais avançado do mundo, mas que isso não impede o “constante aperfeiçoamento”.
“O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui um patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção e à apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. E essa condição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso dia”, expressou o presidente do TSE.
Na mesma fala, o ministro apontou que a Inteligência Artificial (IA) será o grande desafio a ser enfrentado nas eleições deste ano.
Para Nunes Marques, a IA pode ser benéfica, mas é preciso atenção para evitar que a tecnologia seja usada de forma equivocada nas campanhas eleitorais. Ele define que o poder de decisão do voto precisa estar na mão do eleitor, e não de “uma máquina”.
“O futuro da nossa democracia não será delineado por máquinas, mas pelos milhões de brasileiras e brasileiros que depositaram nas urnas sua mensagem de esperança, traduzida no voto direto, secreto, universal e periódico. Proteger a democracia significa também ampliar o acesso à participação política e remover barreiras históricas ao exercício da cidadania”, disse Nunes Marques.
A posse de Nunes Marques marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando, que tem ainda o ministro André Mendonça como vice-presidente.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e dos pré-candidatos ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).
Autoridades como a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também estiveram presentes na solenidade.
Fonte: Metrópoles
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Operação ‘Buraco Sem Fim’ mira R$ 113 milhões em fraudes sistemáticas do tapa-buraco


O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou nesta terça-feira (12) a operação Buraco Sem Fim, que mira R$ 113 milhões em contratos fraudulentos de tapa-buraco de Campo Grande, firmados desde 2018.
O objetivo foi o cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Entre os presos, está o ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, além de dois servidores que atuam no órgão, o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edivaldo Aquino Pereira
Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo havia R$ 233 mil, também em notas de real.
A investigação é comandada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), chefiado pelo promotor de Justiça Adriano Lobo Resende, em conjunto com o Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Campo Grande, de responsabilidade do promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri.
Fraudes sistemáticas
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.
Secretário da Agesul
Os três presos também foram réus na Operação Cascalhos de Areia, que apura fraudes em contratos com empreiteiras por manutenção de vias não pavimentadas durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV).
Fiorese assumiu como titular da Sisep em 2017, deixou o cargo em 2023 e foi nomeado diretor-presidente da Agesul em fevereiro de 2026. Nesta terça, o Governo do Estado emitiu nota informando que Rudi foi exonerado após a notícia da prisão dele durante a operação.
Fonte: Midiamax.
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Além de triplex, Ciro Nogueira comprou R$ 7 milhões em imóveis em SP após se aliar ao Master


Além de comprar um triplex em um dos prédios mais luxuosos de São Paulo por R$ 22 milhões, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) adquiriu outros três imóveis na capital paulista, que somam R$ 7 milhões, após se tornar sócio de empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e passar a defender os interesses do Banco Master no Congresso, entre 2024 e 2025.
Assim como o triplex, que foi trocado por uma mansão nos Jardins, bairro de altíssimo padrão em São Paulo — os dois imóveis estão em fase final de construção —, as três propriedades adquiridas por Ciro após a aliança com Vorcaro foram colocadas no CNPJ de sua holding patrimonial, a CNLF Empreendimentos Imobiliários.
A empresa está registrada no nome de Raimundo Nogueira Lima, irmão de Ciro, que foi alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (7/5), junto com o senador e presidente nacional do PP. Segundo a PF, o parlamentar recebia mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Vorcaro para atuar “em favor do banqueiro”. Ciro nega as acusações.
Outros imóveis de Ciro Nogueira em SP
- Em 30 de agosto de 2024, a CNLF comprou por R$ 650 mil apartamento de 78 metros quadrados na rua Urussuí, no Itaim Bibi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo. Pouco mais de um ano depois, em 24 de outubro de 2025, o mesmo imóvel foi transferido pelo dobro do valor — R$ 1,3 milhão — para uma outra empresa do senador, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.
- Em 27 de setembro de 2024, a CNLF adquiriu por R$ 660 mil apartamento de 97 metros quadrados, com uma vaga de garagem, na rua Oscar Freire, a poucos metros de onde o triplex de R$ 22 milhões está sendo construído.
- Em 25 de novembro de 2025, a holding patrimonial comprou, em parceria com uma filha e um cunhado de Ciro Nogueira, uma casa de 587 metroes quadrados por R$ 5 milhões em um condomínio na rua Muribeca, no Morumbi, outro bairro nobre da capital. A CNLF ficou com 50% da propriedade. Eliane Portela Nogueira e seu marido com os outros 50%.
Ao Metrópoles Ciro Nogueira disse que os imóveis foram comprados para sua família. Segundo ele, o apartamento no Itaim Bibi seria utilizado por sua mãe. O apartamento na rua Oscar Freire, por sua ex-mulher Iracema Portella, e a casa no condomínio do Morumbi, por sua filha Eliane.
“Em nenhum imóvel foi utilizado recurso desta Green Investimentos”, afirmou o senador ao ser questionado sobre a sociedade da CNLF com a empresa ligada a Daniel Vorcaro. O negócio foi considerado suspeito pela PF porque a empresa do senador teria pagado R$ 1 milhão por 30% das ações da Green que valeriam R$ 13 milhões.
Triplex e “emenda Master”
Como revelado pelo Metrópoles no domingo (10/5), a compra do triplex ocorreu em julho de 2024, 26 dias antes de Ciro Nogueira apresentar emenda a uma PEC que beneficiaria o Banco Master. O imóvel de 514 metros quadrados fica no topo do empreendimento Oscar 900, na badalada rua Oscar Freire, conhecida por lojas de grife e restaurantes da alta gastronomia.
Em março deste ano, Ciro trocou o apartamento por uma mansão de 878 metros quadrados no Jardim Europa, com o amigo Antonio Rocha Neto, conhecido como Rochinha. Segundo o senador, os dois imóveis, que estão em fase final de construção, devem valer em torno de R$ 30 milhões quando ficarem prontos.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, a emenda apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024, logo após comprar o triplex, tinha como objetivo proteger as operações fraudulentas do Banco Master. O texto, que teria sido redigido pela assessoria do próprio banco, previa quadriplicar o valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
A emenda não avançou. O Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Compliance Zero, que prendeu Daniel Vorcaro pela primeira vez, por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro. Ao todo, o FGC pagará R$ 40 bilhões para 800 mil pessoas que tinham até R$ 250 mil investidos no Master.
Fonte: Metrópoles
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PF faz megaoperação contra facções em 16 estados e cumpre 71 mandados de prisão


A Polícia Federal cumpre 71 mandados de prisão e 165 de busca e apreensão em 16 estados nesta terça-feira (12), em uma megaoperação contra o crime organizado, o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação envolve diversas investigações e cujas operações foram lançadas simultaneamente e intitulada Força Integrada 2. Ela dá continuidade a outra operação similar que aconteceu em março e cumpriu outros 116 mandados de prisão e 174 de busca e apreensão.
As ações acontecem no mesmo dia que o presidente Lula (PT) irá lançar, no Palácio do Planalto, um programa chamado “Brasil Contra o Crime Organizado”, com medidas de combate a facções criminosas que preveem investimentos de R$ 11 bilhões.
Os mandados da Força Integrada 2 são cumpridos no Espírito Santo, no Ceará, no Amapá, em Minas Gerais, em Rondônia, no Acre, em Sergipe, no Tocantins, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Rio Grande do Norte, no Paraná, na Paraíba, em Alagoas, no Maranhão e no Rio de Janeiro.
As operações envolvem diferentes crimes. No Ceará, por exemplo, são cumpridas medidas cautelares em apuração sobre ameaças dirigidas a autoridade de segurança pública do estado.
No Espírito Santo, a ação é voltada para combater a logística de armamento de facções, com busca e apreensão em imóveis suspeitos de serem usados para armazenamento de armas e explosivos.
Em Alagoas, a operação combate receptação de equipamentos da Caixa Econômica Federal e falsificação de documentos e notas fiscais, além de suspeitas de outros crimes.Em Uberlândia, em Minas Gerais, a PF mira o combate ao tráfico interestadual e internacional de drogas.
De acordo com a PF, “as investigações apontam o uso de logística aérea sofisticada, empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultação patrimonial e movimentação de ativos ilícitos”.
Só nessa operação, são cumpridos 41 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão.Fonte: ICL
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Desenrola 2.0: mais de R$ 10 bilhões esquecidos em bancos devem ser transferidos

As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir ao governo os valores esquecidos por clientes em contas bancárias. A medida faz parte da regulamentação do programa Desenrola 2.0 e foi definida por portaria publicada pelo Ministério da Fazenda.

Segundo dados divulgados pelo Banco Central, ainda existem R$ 10,55 bilhões esquecidos em instituições financeiras do país.
Desse total, R$ 8,15 bilhões pertencem a cerca de 47 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,4 bilhões são de aproximadamente 5 milhões de empresas.
Agora, os recursos serão destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que será utilizado para oferecer garantias às instituições financeiras participantes do Desenrola 2.0.
O fundo poderá cobrir inadimplências de pessoas que renegociarem dívidas por meio do programa.
O governo federal informou ainda que entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões desses recursos poderão ser usados para ajudar a viabilizar descontos nas renegociações.
De acordo com o Ministério da Fazenda, parte do valor transferido continuará reservada para possíveis pedidos de resgate feitos pelos correntistas. A separação será de 10% do saldo enviado ao fundo.
Após a transferência, o governo deverá publicar um edital de chamamento público no Diário Oficial da União, abrindo prazo de 30 dias para que clientes possam contestar a operação e solicitar a devolução dos valores.
Segundo a portaria, os clientes terão acesso a um sistema com informações sobre os valores transferidos, instituição financeira responsável, agência e número da conta vinculada.
Caso apresente contestação dentro do prazo, o valor será devolvido pelo fundo aos bancos, que deverão repassar os recursos aos correntistas em até 15 dias úteis, com correção pelo IPCA-15.
Já os valores que não forem contestados dentro do período estabelecido serão incorporados definitivamente ao patrimônio do FGO.
Fonte: Primeira Página
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Deputado pede abertura de CPI sobre doações de Tarcísio


O deputado estadual Maurici (PT) protocolou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no financiamento da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo paulista em 2022.
O pedido foi apresentado após reportagem do ICL Notícias revelar que o Ministério Público Eleitoral sustenta, em representação enviada à Justiça Eleitoral, a existência de indícios de uso de doadores laranjas, empresas suspeitas e até uma doação registrada em nome de uma pessoa morta durante o processo eleitoral.
A representação do Ministério Público aponta suspeitas de utilização de estruturas para ocultar a origem real de recursos usados na campanha do atual governador de São Paulo. Entre os pontos citados estão doações atribuídas a pessoas sem capacidade financeira compatível com os valores declarados e pagamentos milionários a empresas que teriam recebido recursos públicos do Fundo Eleitoral sem comprovação considerada adequada da prestação dos serviços.
No requerimento protocolado na Alesp, Maurici afirma que a Assembleia Legislativa não pode ignorar denúncias que atingem diretamente o chefe do Executivo paulista.
“Não se trata de mera controvérsia política ou de oposição, mas de fatos determinados e concretos”, afirma o documento apresentado pelo parlamentar. O requerimento pede a instalação de uma comissão composta por nove deputados, com prazo de 120 dias para apuração.
O texto cita diretamente a doação eleitoral registrada em nome de Tereza Akemi Nozaki Setoguchi, apontada pelo Ministério Público como já falecida à época da campanha eleitoral.
Para o deputado, o episódio é um dos pontos mais graves do caso e reforça as suspeitas de falsidade ideológica e ocultação da origem de recursos.
O requerimento também menciona suspeitas envolvendo doadores com renda considerada incompatível com os valores destinados à campanha. Entre os nomes citados estão Regina Celia Procopio Grisi, Gardel Rodrigues do Amaral e José Ivelto Castagna.
Segundo a representação revelada pelo ICL Notícias, os investigadores apontam indícios de que essas pessoas teriam sido utilizadas para ocultar os verdadeiros financiadores da campanha.
Outro eixo da investigação envolve empresas contratadas durante o processo eleitoral. O pedido de CPI cita a Inove Administração Gestão e Participações em Serviços Médicos, cuja sócia estaria inscrita no Cadastro Único de programas sociais, além da Beacon Comunicações Ltda.
A Beacon é apontada no documento como a empresa que concentrou mais de 65% dos gastos da campanha, recebendo cerca de R$ 24,3 milhões.
O requerimento afirma que há ausência de documentação considerada suficiente para comprovar a regularidade dos serviços prestados.
Segundo o texto protocolado na Alesp, as irregularidades apontadas pelo Ministério Público somariam R$ 25,2 milhões, valor equivalente a aproximadamente 67,5% das despesas totais contratadas pela campanha.
Para Maurici, os fatos podem configurar crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos.
O deputado também argumenta que a aprovação das contas da campanha com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo não impede uma investigação parlamentar.
“O fato de o TRE-SP ter aprovado as contas com ressalvas não impede a investigação parlamentar, pois aquela decisão não transitou em julgado sobre a existência de crime eleitoral”, afirma o requerimento.
A CPI proposta pelo parlamentar pretende investigar o destino dos recursos públicos utilizados na campanha, identificar os possíveis financiadores reais das doações questionadas e apurar eventual responsabilidade de integrantes da campanha e do próprio governador.
A campanha de Tarcísio de Freitas informou anteriormente que as contas eleitorais foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que a disputa de 2022 foi conduzida dentro da legalidade.
O pedido de CPI agora depende do apoio de parlamentares da Alesp para avançar e ser instalado oficialmente.
Fonte: ICL
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Autorizada por Moraes, cozinheira de Bolsonaro é paga pelo PL


Autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a frequentar a residência de Jair Bolsonaro, a cozinheira Rainê dos Santos é, atualmente, paga pelo PL, partido ao qual o ex-presidente é filiado.
Segundo a prestação de contas da legenda, a cozinheira já recebeu, em 2026, R$ 7,3 mil. Foram pagos R$ 5.182,15 em janeiro e R$ 2.128,72 em fevereiro. Em 2025, ela recebeu R$ 64,9 mil.
A cozinheira tem uma relação com Bolsonaro desde a pré-campanha eleitoral de 2018. Ela trabalhava para o empresário Paulo Marinho, que rompeu com o então presidente da República.
Em 2019, Rainê chegou a ser nomeada como assessora técnica no Gabinete Pessoal de Bolsonaro, com salário bruto de R$ 5.658,55. A cozinheira, entretanto, foi exonerada do cargo em novembro de 2021.
Michelle reclama
A autorização de Moraes para que uma cozinheira frequente a residência de Bolsonaro foi dada após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desabafar publicamente do trabalho de cuidar de Bolsonaro na prisão domiciliar.Como mostrou o Metrópoles, na quarta-feira (6/5), Michelle reclamou, após ajudar o marido a tomar banho: “Talvez eu não tenha, ao meu lado, um companheiro que um dia cuide de mim assim”.
Apesar da reflexão, a ex-primeira-dama diz que, mesmo “com o corpo cansado” e com um tendão da mão inflamado, o coração dela “se sente em paz” e “útil” por poder estar ajudando o marido.
Fonte: Metrópoles
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Delação de Vorcaro é seletiva e busca proteger aliados, avaliam investigadores


Os investigadores do caso Master já formaram sua opinião sobre a proposta de delação de Daniel Vorcaro. Além de considerarem que a lista de revelações que ele se propõe a fazer é ruim e insuficiente, eles avaliam que Vorcaro está “escolhendo alvos” para entregar enquanto protege algumas pessoas — como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que sofreu busca e apreensão da Polícia Federal por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro nesta quinta-feira (7).
Na interpretação da equipe que está mergulhada nos anexos de Vorcaro, as escolhas de quem poupar e quem entregar revelam que o banqueiro ainda tem esperança de que a rede de influência que ele formou comprando políticos e autoridades possa fornecer a ele alguma saída alternativa à delação.
Na proposta entregue no início da semana, Vorcaro omitiu as informações usadas pela PF na representação que baseou a decisão do ministro André Mendonça – como a mesada de até R$ 500 mil paga ao senador Ciro Nogueira em troca da aprovação de matérias de interesse do banqueiro no Congresso.
No capítulo a respeito do senador do PP, havia apenas informações genéricas que os investigadores interpretaram como positivas, e que por isso ganharam o apelido interno de “a beatificação de Ciro”.
A ausência de informações e provas que a PF já tem a respeito de outras autoridades que tiveram envolvimento flagrante com o banco e seu esquema também chama a atenção no conteúdo dos dois pen drivers entregues pelos defensores aos delegados e procuradores no início da semana.
A equipe da coluna apurou que a proposta de Vorcaro não esclarece suas conexões no meio político e jurídico e não traz novos elementos sobre personagens-chave do caso. Nesse rol, além de Ciro Nogueira – que, segundo a PF, “instrumentalizou o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do dono do Master – estariam também os ministros Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que chegou a ameaçar reverter a decisão do Banco Central que decretou a liquidação do Master.
Para os investigadores, a proposta de Vorcaro equivale a uma peça de defesa e não a uma colaboração, e para conseguir fechar um acordo ele vai ter que falar muito mais.
Conseguiu bloquear?
No dia em que foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, em 17 de novembro do ano passado, Vorcaro trocou mensagens com Moraes, conforme revelou o blog. “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, questionou o banqueiro a Moraes cinco horas antes de ser detido pela Polícia Federal no aeroporto internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai, com escala em Malta.
Vorcaro também fechou um contrato com a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos para defender os interesses do Master perante uma série de órgãos, como a Receita Federal, o Banco Central, o Cade e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – em todos eles, a atuação de Viviane é desconhecida.
O material apresentado por Vorcaro, no entanto, não traz novos elementos nem aprofunda sobre essas relações.
“Sempre que alguém delata ministro do STF, as coisas desandam”, diz uma fonte que acompanha de perto os bastidores da negociação, em referência a delações como a do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que mencionava suposto pagamento de R$ 4 milhões a Dias Toffoli em troca de venda de sentenças judiciais.
O acordo acabou anulado em 2021 pelo próprio Supremo – com o voto do próprio Toffoli, que agora corre o risco de ser citado em outra delação, a de Vorcaro.
Fponte: Globo.com
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Justiça manda prender patroa que agrediu empregada grávida no Maranhão


A Justiça decretou, nesta quinta-feira (7), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, após pedido da Polícia Civil, por suspeita de agredir e torturar uma doméstica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís.
Na quarta-feira (6), equipes da Polícia Civil foram à casa da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, segundo a polícia, foi chamada às pressas para assumir o serviço.
Até a última atualização desta reportagem, a empresária ainda não havia se apresentado. A defesa informou que ela pretende comparecer voluntariamente à delegacia ainda nesta quinta-feira.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar um boletim de ocorrência. Ela afirmou que foi agredida depois de ser acusada de roubar joias da ex-patroa.
Doméstica foi ameaçada de morte
A jovem descreveu as agressões que sofreu. Segundo ela, levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.
Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas.
Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.
“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse a jovem.
No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, não identificado, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. Ela o descreveu como “alto”, “forte” e “moreno”.
A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.
Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado (veja mais abaixo a nota na íntegra).
Doméstica diz que recebeu R$ 750 e cumpria jornada de quase 10 horas com acúmulo de funções
Áudios enviados pela própria empresária e obtidos pela TV Mirante registram os relatos das agressões e foram anexados ao inquérito, de acordo com a Polícia Civil. Em uma das mensagens, Carolina afirma que a vítima “não era pra ter saído viva” (ouça os áudios no vídeo acima).
“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina Sthela.
Nos áudios, a mulher contou que teve ajuda de um homem, ainda não identificado, para pressionar a empregada de forma violenta. Na manhã do dia 17 de abril, ele foi armado até a casa de Carolina.
Fontte: Globo.com
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Lula e Trump se reúnem hoje: PIX e mais pontos em jogo


O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Os dois devem discutir temas econômicos e de segurança, segundo fontes dos governos brasileiro e norte-americano.
▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.
- Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi “amistosa”.
- Nesta quinta-feira, Lula será recebido por Trump na Casa Branca por volta das 11h (12h, em Brasília).
- Em seguida, os dois farão declarações à imprensa por cerca de 30 minutos no Salão Oval, segundo agenda divulgada pelo governo norte-americano.
- Depois, os presidentes participarão de um almoço, no qual devem discutir temas de interesse dos dois países.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Fonte: Globo.com
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Ciro Nogueira recebia mesada de R$ 500 mil de Vorcaro, diz PF.


Investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o senador Ciro Nogueira (PP) recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegaram a R$ 500 mil por mês. Nogueira foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (7/5) na quinta fase da operação Compliance Zero.
Ainda segundo os investigadores da PF, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolava a “mera amizade“, o “vínculo fraternal” ou “atuação política regular“, e configuram trocas financeiras e políticas, que são descritas na investigação. Entre essas trocas, a PF destaca:
- a aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão;
- repasses mensais de R$ 300 mil, ou mais – considerando relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil;
- a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de imóvel de elevado padrão; e
- pagamento de hospedagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo.
Repasses mensais para Ciro Nogueira
De acordo com as investigações, os repasses para o senador eram feitos por meio da “parceria BRGD/CNLF“, pessoa jurídica. As operações eram tocadas por Felipe Cânçado Vorcaro, primeiro de Daniel Vorcaro. Cânçado é apontado como operador financeiro no esquema de pagamentos ao senador.
No caso, a sigla BRGD se refere à empresa BRGD S.A., que tinha como diretor Oscar Vorcaro, pai de Felipe Cânçado. A outra sigla da parceria se refere à CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., administrada formalmente por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, que é irmão de Ciro Nogueira e também foi alvo da Polícia Federal nesta quinta.
Em conversas interceptadas pela Polícia Federal, Felipe cita os pagamentos de R$ 300 mil e de R$ 500 mil em diversas ocasiões com Daniel Vorcaro. Em alguns dos diálogos, o primo do banqueiro revela preocupação com os altos valores repassados a Ciro Nogueira.
No dia 28 de janeiro de 2025, Felipe e Daniel trataram sobre os valores pagos ao senador:
- Felipe Vorcaro: Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?
- Daniel Vorcaro: Estou na venezuela. Resolve isso pra mim. Eu ponho dinheiro depois para repor.
Meses depois, no dia 30 de junho de 2025, Daniel relata preocupação ao primo com o atraso aos pagamentos para Ciro Nogueira.
- Daniel Vorcaro: Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?
- Felipe Vorcaro: Vou ver se dou um jeito aqui. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?
Fonte: Metrópoles
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Prefeito Lucas Foroni recebe Prêmio Prefeitura Empreendedora e transforma educação com tecnologia


O prefeito Lucas Foroni celebrou mais uma conquista histórica para Rio Brilhante, que foi reconhecido, pelo terceiro ano consecutivo, com o Prêmio Prefeitura Empreendedora, promovido pelo Sebrae. O município se destacou na categoria de inovação na gestão pública, consolidando sua posição como referência em Mato Grosso do Sul.
O reconhecimento veio por meio do projeto Embarque Digital, uma iniciativa que conecta educação e tecnologia para preparar jovens para o mercado da economia digital. A proposta tem fortalecido a Rede Municipal de Ensino, incentivando o empreendedorismo desde cedo e ampliando as oportunidades profissionais para os estudantes.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (5), durante a etapa estadual da premiação, realizada em Campo Grande, reunindo lideranças de diversas cidades que apresentaram projetos voltados ao fortalecimento do empreendedorismo e da gestão eficiente.
Durante a cerimônia, o chefe do executivo rio-brilhantense destacou o orgulho pela conquista e reforçou a importância do trabalho coletivo.“Receber esse prêmio pelo terceiro ano demonstra que estamos no caminho certo. Esse resultado é fruto do empenho de toda a nossa equipe, especialmente dos profissionais da educação, que têm papel fundamental na formação das novas gerações”, comemorou Lucas Foroni.
Além do reconhecimento estadual, o município garantiu vaga na etapa regional da premiação, avançando na disputa que antecede a fase nacional, prevista para acontecer em Brasília. “Esse prêmio é um reconhecimento não só da administração municipal, mas de toda nossa população que ganha com projetos inovadores unindo tecnologia, ciência e a educação. Viva Rio Brilhante, viva a inovação e a viva a nossa educação”, concluiu o prefeito. -
Lula lidera 1º turno e empata com Flávio no 2º, diz pesquisa BTG/Nexus


(Folhapress) – O presidente Lula (PT) aparece à frente em cenário de primeiro turno testado por nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27), mas continua empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em hipótese de eventual confronto direto entre os dois.
O levantamento aponta o petista com 41% das intenções de voto, ante 36% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse cenário, os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) estão com 4% e 3%, respectivamente.
Já Renan Santos (Missão) registra 3%, e Augusto Cury (Avante) aparece com 2%. Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 1% cada um.
Em cenário de segundo turno, Lula aparece com 46%, ante 45% de Flávio. O petista mantém o mesmo percentual aferido em março. A intenção de voto do senador, que tinha 46% naquele mês, oscilou dentro da margem de erro.
Tanto em uma disputa direta contra Zema quanto em uma contra Caiado, Lula registra 45%, enquantos os ex-governadores têm 41% a depender de quem fosse para o segundo turno um empate técnico no limite da margem de erro, o que indica provável vantagem do petista.
A pesquisa foi feita por por telefone entre os dias 24 e 26 de abril. Foram entrevistados 2.028 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-01075/2026.
Em cenário de primeiro turno testado pelo instituto pela primeira vez em março, sem Augusto Cury ou Cabo Daciolo, Lula mantém os mesmos 41%, ao passo que Flávio foi de 38% para 36%. Com essa configuração, Zema aparece com 5%, Caiado e Renan Santos com 4% cada um e Aldo Rebelo com 1%.
Em apenas um cenário de primeiro turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio: em uma disputa só com Caiado, Renan Santos e Aldo Rebelo. Nesse caso, o petista registra 41% das inteções, contra 38% do senador. Nessa hipótese, Caiado tem 6%, Renan Santos, 4%, e Aldo Rebelo, 1%.
Fonte: ICL
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Às vésperas de sabatina, Messias tem apoio de ao menos 47 senadores


Depois de cinco meses em banho-maria, a sabatina do ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) será realizada na próxima quarta-feira (29/4).
Para ser aprovado na CCJ e seguir no processo de indicação ao STF, o candidato a ministro precisa de maioria simples dos votos dos senadores presentes na sessão. Se aprovado, segue para o plenário, onde precisa conquistar 41 votos dos 81 senadores. Segundo apurou o Metrópoles, Messias tem ao menos 47 votos garantidos.
Desde o anúncio da indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 20 de novembro do ano passado, Messias visitou cerca de 77 senadores, inclusive os de oposição, a fim de mostrar credenciais profissionais e falar sobre a trajetória dedicada à causa pública em todos os cargos que já ocupou.
O AGU foi indicado para a cadeira no STF deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou a aposentadoria e deixou a Corte em outubro de 2025.
Interlocutores de Messias afirmam acompanhar a situação no Senado diariamente e apontam que o cenário conjuntural é melhor do que no fim do ano passado, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), chegou a marcar a sabatina, mas teve de adiar a data por causa da demora em receber a mensagem presidencial.
A tônica ainda é de cautela, segundo esses interlocutores. Ainda que acreditem que Messias será aprovado, reconhecem que a margem deve ser pequena, parecida com a do ministro do STF Flávio Dino.
A peregrinação de Messias para conquistar uma cadeira no STF
- A sabatina de Jorge Messias na CCJ ocorrerá após cinco meses de atraso;
- O AGU disputa vaga no STF aberta com a saída de Luís Roberto Barroso;
- Para avançar, precisa de maioria simples na CCJ e, depois, 41 votos no plenário;
- A articulação incluiu visitas a cerca de 77 senadores, inclusive da oposição.
- O processo levou 131 dias desde a indicação por Luiz Inácio Lula da Silva, com atrasos na formalização.
- A demora refletiu receio de rejeição e disputas políticas internas no Senado.
- Apesar de expectativa de aprovação, aliados projetam margem apertada, como em casos recentes.
- Críticos enxergam a demora como falta de coordenação ou estratégia do Planalto.
A indicação de Messias ocorreu no fim de novembro de 2025, mas a mensagem presidencial com o nome do postulante ao STF só chegou ao Senado Federal no dia 1º de abril — 131 dias de espera desde o anúncio de Lula.
Fonte: Metrópoles
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Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF

Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog.
De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte.
A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB.
Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master.
Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia.
O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita.
O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A reportagem procura contato com o advogado Daniel Monteiro.

Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição.
O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação.
Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
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Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF
Executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Master sem lastro. Ele teria recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em R$ 146 milhões em troca de facilitar negócios com o banco.
Por Camila Bomfim, Isabela Camargo, Márcio Falcão, Isabela Leite, Túlio Amâncio, Reynaldo Turollo Jr, Ana Flávia Castro, GloboNews, TV Globo e g1 — Brasília
16/04/2026 06h27 Atualizado há 19 minutos

Ex-presidente do BRB é preso em operação da PF
Nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem lastro. Ele foi preso em Brasília, segundo informações obtidas pelo blog.
De acordo com investigadores, Paulo Henrique Costa teria recebido pelo menos seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Master, em troca de facilitar o esquema envolvendo o banco. Dois desses empreendimentos sediados na capital federal.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso na Corte.
A PF informou, em nota, que a operação desta quinta investiga “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”. É a primeira vez que a polícia fala em corrupção de agente público do Distrito Federal no âmbito das apurações sobre o Master e o BRB.
Ao todo, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, em endereços ligados aos alvos e ao Master.
Costa será encaminhado para o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, após passar por audiência de custódia.
O outro alvo de mandado de prisão é o advogado do Master Daniel Monteiro. Ele é apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita.
O g1 procurou a defesa de Paulo Henrique Costa e o BRB mas ainda não obteve retorno. A reportagem procura contato com o advogado Daniel Monteiro.
Quem é Paulo Henrique Costa
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Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição.
O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial com a primeira fase da operação.
Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
LEIA MAIS: quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
BRB e Master
O BRB é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra da banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.
A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.
Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.
Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita.
Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público.
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A PF ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa.
Fonte: Globo.com
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Ministros do STF esperam que PGR apure eventual abuso de poder na cúpula da CPI do Crime Organizado


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esperam que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise nos próximos dias a atuação da cúpula da CPI do Crime Organizado diante das acusações de integrantes da Corte de eventual abuso de poder na condução dos trabalhos.
A leitura, feita sob reserva, ocorre após o relatório final da comissão ser derrotado, mas propor o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do próprio chefe da PGR, Paulo Gonet, no contexto das investigações sobre o caso Banco Master.
Integrantes da Corte afirmam que houve extrapolação das atribuições da CPI e apontam que o documento avançou sobre decisões judiciais, o que, na avaliação desses ministros, pode configurar desvio de finalidade. A expectativa é que a PGR examine a conduta de integrantes da comissão e avalie se houve abuso no uso das prerrogativas parlamentares.
O GLOBO apurou que o ministro Gilmar planeja apresentar uma representação contra Alessandro Vieira (MDB-SE), que atuou como relator da CPI e fez o relatório.
A reação ocorre em meio a uma escalada de tensão entre o Supremo e o Congresso. Entre ministros, a avaliação de que o episódio não se limita a uma divergência pontual, mas pode ter desdobramentos institucionais mais amplos.
Uma ala do STF defende que é preciso dar uma resposta que delimite os limites de atuação de comissões parlamentares, sobretudo quando atingem diretamente decisões judiciais.
Como mostrou O GLOBO, integrantes da Corte também veem no movimento uma tentativa de pressionar o tribunal e de produzir efeitos políticos. A leitura é que o relatório se insere em um contexto mais amplo de questionamento ao STF, o que, segundo esses ministros, exige uma reação “proporcional e institucional”.
Ao longo de toda a terça-feira, a Corte teve uma sequência de reações ao pedido de indiciamento dos ministros apresentado pelo relatório final da CPI.
A escalada começou ainda pela manhã, com manifestações mais moderadas e institucionais, e ganhou tom mais duro ao longo do dia. Em publicação nas redes sociais, o ministro Flávio Dino classificou como “gigantesco erro histórico” a tentativa de apontar o STF como “o maior problema nacional” e prestou solidariedade aos colegas.
As manifestações mais incisivas vieram dos próprios alvos do relatório. O decano Gilmar Mendes classificou a iniciativa como tentativa de “constrangimento institucional” e afirmou que o documento pode representar abuso de autoridade, defendendo, inclusive, que o caso seja apurado.
Fonte: Globo.com
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PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação por lavagem de dinheiro


A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (15/4), os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo durante megaoperação que investiga esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
A ação, batizada de Operação Narcofluxo, também tem como alvo o influenciador Chrys Dias e ocorre simultaneamente em diversos estados do país, com foco em São Paulo e Rio de Janeiro.
A coluna teve acesso, com exclusividade, a imagens que mostram MC Ryan SP sendo preso em Maresias, no litoral paulista. Nas fotos, o cantor aparece já sob custódia de agentes federais.
Segundo apurado, nas primeiras horas do dia, equipes da Polícia Federal cumpriram mandados na residência de Ryan. A operação mobilizou agentes em diferentes endereços ligados aos investigados.
A prisão ocorre no contexto de investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor e circulação de dinheiro em espécie.
De acordo com a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.
As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
Fonte: Metrópoles
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Eleição de petista ao TCU é vitória de Motta e derrota para Flávio


A eleição do deputado federal Odair Cunha (PT-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU) representou uma vitória, sobretudo, do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Motta foi o principal fiador da candidatura do petista. O apoio a Odair na disputa ao TCU foi a contrapartida exigida pelo PT para apoiar a eleição de Motta ao comando da Casa, em 2025.
Odair foi eleito para o TCU na noite da terça-feira (14/4), no plenário da Câmara. Mesmo com a votação secreta, ele alcançou ampla margem de votos. O petista teve 303 votos, contra 96 do segundo colocado.
A eleição ao TCU era vista por aliados de Motta como um termômetro da força do deputado do Republicanos para sua possível reeleição ao comando da Câmara, em fevereiro de 2027.
Fonte: Metrópoles
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TSE troca comando e terá Nunes Marques na presidência nas eleições


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai eleger uma nova presidência em sessão administrativa marcada para esta terça-feira (14/4).
A eleição deve confirmar os ministros Nunes Marques e André Mendonça como presidente e vice-presidente, respectivamente, seguindo a tradição do tribunal.
A mudança ocorre após a ministra Cármen Lúcia, atual presidente da Corte, informar que anteciparia sua saída do TSE para dar mais tranquilidade à nova gestão responsável pela condução das eleições de outubro.
Fonte: Metrópoles
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CPI do Crime Organizado: relatório pede indiciamento de 3 ministros do STF e do PGR


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado chega ao fim nesta terça-feira (14/4), e o documento final que será apresentado pelo relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Apesar de ser uma CPI que tem como foco o crime organizado e os seus tentáculos no país, nenhuma outra pessoa, além dos quatro, foi indiciada.
O relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira está previsto para ser analisado e votado nesta terça, na última sessão da CPI, às 14h.
Os magistrados do Supremo e o PGR teriam, segundo o relatório de Vieira, “condutas consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções”. Veja:
- Alexandre de Moraes: é apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa com empresa investigada, além de suposta atuação para restringir o alcance das apurações da CPI.
- Dias Toffoli: são citados julgamentos em situação de suspeição, em razão de vínculos empresariais indiretos com investigados, além de decisões e comportamentos que, segundo o documento, indicariam conflito de interesses e interferência em investigações.
- Gilmar Mendes: conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, o que, segundo a CPI, teria comprometido apurações.
- Paulo Gonet: o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades, caracterizando, na avaliação da comissão, falha no cumprimento de suas atribuições institucionais.
“[O relatório] expõe a profundidade da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro. O documento traz um diagnóstico detalhado do funcionamento do crime organizado no Brasil, abordando desde a ocupação territorial por facções e milícias até a infiltração em setores econômicos formais e no próprio poder público”, diz Vieira, em nota.
Escândalo do Master
O caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, é descrito no relatório como um dos maiores escândalos financeiros recentes do país: há indícios de conexão entre o sistema financeiro e estruturas de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado.
O documento aponta “crescimento acelerado da instituição, movimentações bilionárias suspeitas e impacto relevante no sistema financeiro, além do uso de mecanismos sofisticados para ocultação de recursos ilícitos”.
“No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal, no que se refere a crimes comuns, e fazer o indiciamento de autoridades pela prática de crimes de responsabilidade”, explica Vieira.
Outros pontos do relatório:
- O texto traz críticas do Judiciário e episódios que, segundo o relator, comprometeram o andamento das investigações: decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pela comissão, converteram convocações em convites e restringiram o acesso a informações financeiras, impactando diretamente a capacidade investigativa da CPI.
- O relatório apeia 90 organizações criminosas, sendo duas de atuação nacional e transnacional, presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Os dados indicam que pelo menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com presença do crime organizado e que cerca de 26% do território nacional estaria sob algum tipo de governança criminal.
- O documento também registra 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, além da expansão de atividades ilícitas com forte impacto social, econômico e institucional.
- No campo econômico-financeiro, a CPI constatou que a lavagem de dinheiro permanece como o mecanismo central de sustentação do crime organizado. Para o relator, “a infiltração em setores como tabaco, ouro, combustíveis, mercado imobiliário e bebidas, aliada ao uso sofisticado de fintechs, criptomoedas e fundos de investimento, demonstra que a criminalidade organizada opera com grau de sofisticação empresarial que exige resposta igualmente qualificada do Estado”.
- O relatório apresenta um conjunto de propostas legislativas para modernizar o combate ao crime organizado, incluindo ampliação de medidas cautelares, fortalecimento de instrumentos de bloqueio de ativos, aumento de penas para crimes de lavagem de dinheiro e maior transparência sobre beneficiários finais de recursos financeiros.
- Também estão entre as propostas a regulamentação do lobby, a criação de sistemas de controle patrimonial de agentes públicos, o fortalecimento do Coaf e a instituição de um marco legal da inteligência.
- Também são recomendadas medidas estruturais, como a criação de um Ministério da Segurança Pública, o fortalecimento do sistema de inteligência e maior integração entre forças de segurança e instituições públicas.
- O relatório ainda sugere intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro e recomposição urgente do orçamento de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Abin.
- Embora o relatório tenha pedido o indiciamento apenas de magistrados do Supremo e do PGR, o documento chama a atenção para o avanço das facções em diferentes regiões do país, o domínio territorial em áreas urbanas e a crescente utilização de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de fintechs, criptomoedas e setores econômicos formais.
- Também há destaque para a atuação do crime organizado em crimes contra crianças e adolescentes e sua presença no ambiente digital.
Reta final
- Baixa efetividade nas oitivas: a CPI encerra os trabalhos sem ouvir mais de 90 convocados; apenas 18 depoimentos foram realizados desde novembro de 2025;
- Foco no Banco Master: na fase final, a comissão concentrou esforços no caso, incluindo quebras de sigilo de pessoas ligadas à instituição;
- Suspeitas de irregularidades bilionárias: o relatório deve apontar o Master como possível canal de lavagem; investigação da PF cita movimentações de cerca de R$ 12 bilhões;
- Interferência do STF nas investigações: decisões da Corte limitaram medidas da CPI, incluindo a anulação de quebra de sigilo do fundo Arleen, gerando críticas de parlamentares.
Questão de soberania nacional
Para o relator, o enfrentamento ao crime organizado exige resposta coordenada e estruturada do Estado. “O crime organizado no Brasil não é um problema circunscrito à segurança pública: é uma questão de soberania nacional. A resposta exige vontade política, recursos compatíveis, integração institucional e, acima de tudo, o compromisso inegociável com a legalidade e com a transparência”, afirma.
O relatório final será encaminhado aos órgãos competentes para as providências cabíveis e servirá de base para a formulação de políticas públicas e iniciativas legislativas voltadas à segurança pública no país.
Fonte: Metrópoels
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Prazo, desconto e juros: veja detalhes de programa para renegociação de dívidas


O governo corre contra o tempo para fechar o desenho do programa que permitirá a negociação de dívidas nas próximas semanas para anunciar a benesse até o fim de abril, com o objetivo de valer já em maio, com a marca simbólica do Dia do Trabalhador.
Os detalhes estão sendo acertados entre os técnicos do governo e a equipe econômica. Alguns pontos, porém, já estão encaminhados:
Prazo
- O Ministério da Fazenda trabalha com um prazo de três meses para a renegociação de dívidas de brasileiros inadimplentes no novo programa, de acordo com interlocutores a par das discussões.
Público-alvo
- O público-alvo deve ser pessoas que ganham até cinco salários mínimos.
Dívida elegíveis
- A ideia é abranger dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
- O governo queria limitar o período de atraso de 60 a 360 dias, mas ainda há negociação se poderia ser a partir de 90 dias ou por mais de um ano.
Saque do FGTS
- Em relação ao FGTS, a intenção do governo é possibilitar o saque de até 20% do saldo para o pagamento de dívidas.
- Isso deve beneficiar apenas quem ganha até cinco salários mínimos.
Trava para bets
- A proposta é ter uma trava de seis meses para aposta em bets pelo cliente beneficiado. Ou seja, a pessoa beneficiada não poderia apostar nesse período.
O que falta fechar
- Ainda não estão fechados parâmetros fundamentais, como o volume de recursos que serão alocados no Fundo Garantidor de Operações (FGO), o desconto mínimo e a taxa de juros máxima que será cobrada nas renegociações.
- Segundo pessoas com conhecimento no assunto, a ideia é que os descontos sejam proporcionais à idade da dívida, quanto mais velha, maior o desconto.
- Em relação à taxa de juros, a tendência é que fique próxima a 2% ao mês.
- Há uma questão ainda que precisa ser debatida sobre o credenciamento de todas as instituições financeiras interessadas em participar no FGO.
Pressão política
Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com representantes do setor financeiro em São Paulo. A ideia é que os parâmetros do programa em aberto sejam negociados ao longo desta semana para que Durigan possa validar o desenho final com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana.
Fonte: Globo.com
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Caiado deixa cargo em Goiás com ao menos 10 parentes no governo


Folhapress) – Nascer Caiado em Goiás é um bom começo. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) deixou o posto no último dia 31, mas pelo menos 10 parentes seus ficaram em cargos comissionados.
No total, aparecem 50 Caiados na folha de pagamento do estado de março, somando as remunerações, são mais de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui servidores reformados, aposentados, pensionistas, efetivos, temporários e comissionados. Se considerarmos familiares com outros sobrenomes, cresce ainda mais.
A reportagem filtrou 10 parentes comissionados, que são funcionários nomeados livremente por uma autoridade para exercer funções de direção, chefia ou assessoramento, sem necessidade de concurso público, além de três familiares alocados em uma entidade que tem parceria com o estado.
Dos 10 nomes identificados pela reportagem, 9 são primos e 1 é marido de prima do ex-governador.
Adriano da Rocha Lima, primo de Caiado, é um deles. Assessor na Secretaria de Relações Institucionais, é cotado para ser vice na chapa do atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que assumiu depois que Caiado lançou sua pré-candidatura à Presidência pelo PSD.Como outros da lista, Lima argumenta que é um primo distante do presidenciável. “Eu nem sei contar qual é o grau de parentesco”, diz. Outro exemplo é a prima Andrea Parrode da Rocha Lima Dantas, chefe de gabinete na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.
Juliana Ramos Caiado, prima do ex-governador, é assessora especial na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.
Paulo Henrique Caiado Canedo, também primo, é conselheiro do CAT (Conselho Administrativo Tributário), vinculado à Secretaria de Estado da Economia, e assessor na Assembleia Legislativa de Goiás.
Outro primo, Jorge Luiz Ramos Caiado Júnior, é chefe de Gabinete na Secretaria de Estado da Administração.
Ronaldo Caiado afirma que “todas as contratações mencionadas foram previamente analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado e estão em total conformidade com a legislação vigente e com a súmula vinculante nº 13, do STF (Supremo Tribunal Federal)”.
Para especialistas, os casos apurados entram em brechas na lei que classifica o nepotismo, porque primo é considerado parente de 4º grau, mas é possível questionar o comportamento na Justiça. Para ser considerado nepotismo, a nomeação deve ser de cônjuges, companheiros e parentes de até 3º grau em funções de confiança ou cargos em comissão.
Outra brecha explorada pelo governador foi a nomeação de pessoa ligada à família no chamado cargo político de primeiro escalão, caso dos secretários em governos estaduais. Nesse tipo de cargo, o STF já entendeu poder haver a nomeação de parentes.
No governo de Caiado, Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, casado com uma prima do político, foi colocado à frente da Secretaria de Estado da Retomada. A reportagem tentou falar com Moura, que não respondeu.
Segundo os especialistas em direito administrativo Leandro Mello Frota, membro do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), e Manoel Peixinho, professor da PUC-Rio, ainda que dentro das exceções previstas em lei, os casos podem gerar ações na Justiça sob o argumento de violação de princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade e eficiência.
“Estamos falando de dinheiro público e de funções importantes para a vida da sociedade. É importante olhar as atitudes do governante, que, embora não estejam, em um primeiro momento, praticando nepotismo, podem estar afrontando outros princípios da Constituição”, diz Mello Frota.
Fonte: ICL
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Governador interino do RJ dobra salário com viagens para a Europa


O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, recebeu R$ 192,3 mil em diárias ao longo de sete meses em 2025. Em alguns períodos, o montante das diárias chegou a ultrapassar o valor de seu salário mensal, estimado em R$ 45 mil.
Ricardo Couto assumiu o governo fluminense após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que é pré-candidato ao Senado pelo PL. Ele preside o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) desde março de 2025, sendo, portanto, o quarto na linha sucessória do Palácio Guanabara.
O valor da diária é estipulado pelo próprio Tribunal de Justiça e utilizado pelo magistrado conforme sua conveniência. Para deslocamentos nacionais, a quantia chega a R$ 1.394; já para viagens internacionais, o limite para desembargadores é de US$ 865 (cerca de R$ 4.660).
Os maiores ganhos de Ricardo Couto com diárias ocorreram em junho, agosto, outubro e dezembro. Em junho, ele recebeu R$ 49,2 mil dos cofres públicos — valor superior ao seu salário na época. Naquele mês, o presidente da Corte realizou duas viagens: uma para Brasília e outra para Madri. O rendimento bruto do magistrado foi de cerca de R$ 94 mil.
Em agosto, Couto passou mais da metade do mês viajando. O desembargador permaneceu oito dias em Portugal, seis entre São Luís e Brasília, e outros dois também na capital federal. O gasto com diárias no mês totalizou R$ 42,6 mil.
Dois meses depois, em outubro, o agora governador interino passou 20 dias em trânsito. As diárias mais altas foram para a França, onde compareceu a um encontro de escolas de magistratura: sete diárias custaram R$ 31,4 mil aos cofres públicos.
No encerramento de 2025, em dezembro, Couto recebeu R$ 36,6 mil em diárias. O presidente do TJRJ viajou para Roma, Florianópolis e Belo Horizonte. Na viagem à capital italiana, que durou sete dias, recebeu R$ 31,5 mil para participar de um evento de direito digital.
Fonte: Metrópoles
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Irã: bloqueio de Ormuz anunciado pelos EUA é “ilegal” e “pirataria”


O Exército do Irã afirmou, nesta segunda-feira (14/3), que bloqueio naval previsto pelos Estados Unidos do Estreito de Ormuz seria “ilegal” e equivaleria a pirataria. O Irã também ameaçou retaliar portos nos Golfo Pérsico e do Mar Arábico, alegando que ou a segurança “é para todos ou para ninguém”.
“As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um exemplo de pirataria”, afirmou o exército do Irã em cmounicado lido na televisão estatal.
O Irã acrescentou que, nenhum porto no Golfo Pérsico estaria seguro caso os seus próprios portos fossem ameaçados. “Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico for ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro”, concluiu.
EUA anuncia bloqueio total de Ormuz
A resposta iraniana surge após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) anunciar, nesse domingo (12/4), que os militares norte-americanos implementarão um “bloqueio a todo tráfego marítimo” no Estreito de Ormuz, a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda.
A decisão segue uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o fracasso de se chegar a um acordo sobre a questão nuclear, discutida em Islamabad, no Paquistão.
Fonte: Metrópoles
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Alcolumbre destrava indicação de Messias ao STF e agenda sabatina para 29 de abril


(Folhapress) — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu enviar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quinta-feira (9), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
A expectativa é de que a sabatina de Messias na CCJ aconteça ainda em abril. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), tinha uma estimativa de que a sabatina ocorreria de 8 a 15 dias após o envio da indicação à comissão.
Além da sabatina na CCJ, Messias precisa receber a maioria absoluta de votos no plenário, ou seja, ser aprovado por ao menos 41 senadores em votação secreta.
A mensagem que formaliza a indicação de Messias foi enviada ao Senado pelo presidente Lula (PT) no último dia 31, mas estava parada desde então, em meio à relação desgastada entre Alcolumbre e o petista. O anúncio do nome havia sido feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro.
Naquela época, o governo enfrentou um impasse com Alcolumbre, que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial do presidente do Senado era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSB-MG). Lula, então, decidiu segurar o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para a sabatina.
Apoiadores do advogado-geral no Congresso afirmam que sua situação está melhor agora do que em relação a novembro. O cálculo feito nos bastidores é de que Messias tem hoje cerca de 56 votos favoráveis entre 81 senadores.
Fonte: ICL
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Master: processos da CVM revelam indícios de manipulação de mercado desde 2017


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por fiscalizar o mercado de capitais, identificou indícios de manipulação de mercado e uso de operações simuladas em estruturas ligadas a empresas e fundos associados ao Caso Master desde 2017. Os indícios constam em processos administrativos sancionadores abertos pelo regulador.
Ao todo, a CVM identificou 314 processos instaurados entre 2017 e 2025 relacionados ao grupo Master e a entidades conexas. Desses, 14 são processos administrativos sancionadores, etapa em que há formulação de acusação formal pelo regulador.
Os documentos analisados pelo Metrópoles revelam que as investigações não se limitam a Daniel Vorcaro, dono do Master, e apontam a recorrência de nomes e padrão de conduta que atravessa quase uma década, conectando figuras centrais do mercado financeiro a práticas consideradas graves pela CVM.
Benjamim Botelho de Almeida é um dos nomes mais recorrentes nos processos. Segundo a Polícia Federal (PF), ele atuaria como sócio oculto e operador financeiro de Vorcaro nos Estados Unidos. Botelho foi alvo de nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada em janeiro, que investiga esquema bilionário de fraudes financeiras e gestão fraudulenta envolvendo o Master.
Os registros mostram ainda que o Grupo Reag tornou-se a presença mais frequente nos processos relacionados ao ecossistema do Master nos últimos dois anos, em um rastro de apurações que antecedeu sua liquidação extrajudicial pelo Banco Central.
Papel da CVM e o que mostram os processos
- O que faz a CVM: a Comissão de Valores Mobiliários é o órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no Brasil, incluindo companhias abertas, fundos de investimento e intermediários financeiros.
- O que são processos administrativos sancionadores: são procedimentos em que a CVM já identificou indícios mais robustos de irregularidades e formula uma acusação formal contra os investigados, podendo resultar em multas, inabilitação ou outras penalidades.
- Diferença para outras apurações: nem todo processo aberto pela CVM resulta em acusação. Os sancionadores são a etapa mais avançada, dentro de um universo mais amplo de investigações e análises preliminares.
- Volume de investigações no caso Master: levantamento interno da CVM analisou 314 processos relacionados ao grupo Master e entidades conexas desde 2017, dos quais 14 evoluíram para fase sancionadora.
- Alertas ignorados ao longo do tempo: parte relevante dos processos teve origem em denúncias externas e comunicações de órgãos como Banco Central, Receita Federal e Ministério Público, indicando que sinais de risco circularam entre instituições por anos.
Irregularidades em fundos e debêntures
Nos processos nº 19957.009798/2019-01 e nº 19957.007976/2020-94, a CVM concentra o maior número de acusados, incluindo Botelho, Vorcaro e a Sefer Investimentos. O regulador apura irregularidades na emissão de debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de fundos fechados. Há indícios de que essas estruturas teriam sido utilizadas para beneficiar o grupo em prejuízo de investidores.
A Sefer, alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, é investigada por supostamente integrar esquemas de repasse de recursos para empresas ligadas à família de Vorcaro. Entre as beneficiárias, estaria a Milo Investimentos, que, segundo dados da Receita Federal, é controlada por Natália Vorcaro e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro.
Fonte: Metrópoles
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Em mensagens, presidenciável do MBL relatava uso de cogumelos mágicos


Pré-candidato a presidente da República pelo Missão, Renan Santos participou ativamente de um grupo pelo Instagram no qual recomendava autores de extrema-direita, promovia concurso de “novinhas” e relatava uso de entorpecentes. Uma das principais bandeiras de campanha dele é o combate ao tráfico de drogas.
O Metrópoles teve acesso exclusivo às mensagens trocadas durante um ano e meio, entre abril de 2024 e outubro de 2025, no grupo Cannipapo. Elas fazem parte de uma denúncia-crime apresentada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPFDF) pelo estudante de ciência política Ian Bartholo Lukas Coelho.
Em contato com o coluna, Renan confirmou a veracidade das mensagens tratadas nesta matéria e justificou-as uma a uma.
O presidenciável foi adicionado a revelia ao Cannipapo em setembro de 2024. Sua primeira interação foi questionar a motivação de quem o havia colocado naquele grupo “bizarro”. Após ser informado de que se tratava de uma reunião de apoiadores, Renan quis saber se os colegas conheciam autores cultuados pela extrema-direita, um deles declaradamente fascista.
Em seguida, ignorou as mensagens no grupo por mais de duas semanas. Retornou no dia 24 de novembro com a seguinte mensagem:
O alemão e declaradamente antissemita Richard Wagner era o compositor favorito de Adolf Hitler e suas músicas eram usadas em comícios e eventos do regime nazista, que o tratava como exemplo de superioridade da música e do intelecto alemão.
Duas semanas depois desta mensagem, foi Renan quem voltou ao tema “cogumelos” no Cannipapo:
“Usei cogumelo de novo no fim de semana e tenho certeza que existe um mundo gigante cheio de significados no inconsciente. Que alguns acessam mais que outros”.
Um colega pergunta: “Cubensis?”. Ele responde: “Si”. Cubensis é também conhecido como Cogumelo Mágico e seu cultivo, aquisição e comercialização só são autorizados no Brasil para fins de pesquisa, coleção e amostra botânica.
Fonte: Metrópoles
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Governo vai liberar R$ 7 bi do FGTS a 10 milhões de trabalhadores, diz ministro do Trabalho


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, revela que o governo vai permitir o saque de cerca de R$ 7 bilhões do FGTS a aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. A medida faz parte do pacote de ações para mitigar o endividamento dos brasileiros, em preparação pelo governo federal, mas não é o único uso do fundo em estudo.
Em entrevista ao GLOBO, o ministro diz que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS a trabalhadores que eram optantes do saque-aniversário do Fundo, foram demitidos e tiveram parte dos recursos bloqueados como garantia de empréstimos bancários.
Marinho afirma que a Caixa bloqueou valores superiores aos das garantias, que agora seriam liberados aos trabalhadores. Outra medida em formatação é a regulamentação do uso do FGTS como garantia de empréstimos consignados.
O Ministério do Trabalho tem defendido que o trabalhador possa ampliar a fatia do fundo a ser usada como garantia. Hoje, o máximo é de 10% do saldo do fundo, mas isso não foi implementado por falta de regulamentação.
Fonte: Globo.com
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‘Eleição terá como ponto alto a defesa da democracia’, diz Lula em entrevista


O presidente Lula (PT) concedeu, nesta quarta-feira (8), entrevista exclusiva Eduardo Moreira e Leandro Demori ao ICL Notícias – 1ª edição. Lula falou sobre o cenário político nacional e destacou que as eleições de 2026 devem ter como eixo central a defesa da democracia.
Segundo o presidente, há um movimento de setores extremistas que buscam fragilizar as instituições democráticas no Brasil. “Há uma tentativa de consolidar um esquema de ultradireita nesse país que passa por colocar um fim na democracia, porque eles começam sonhando em fechar a Suprema Corte, falando que a urna eletrônica é fraudada, desacreditando todas as instituições que garantem o funcionamento da democracia”.
“Essa eleição certamente terá como ponto alto a defesa da democracia. Nós vamos ter competência de explicar para a sociedade o significado da palavra democracia, não é uma palavra abstrata. Democracia é o cidadão votar, controlar o seu voto e exigir que as pessoas cumpram o programa com o qual a pessoa foi eleita”, completou Lula.
Lula também afirmou que a defesa do regime democrático passa pela garantia de direitos básicos à população. “Precisamos defender a democracia tendo como significado o direito elementar de todo mundo ser cidadão de primeira classe neste país. Cuidar da saúde do povo, da educação, do emprego, aumentar a renda da sociedade e investir o máximo possível em cultura. Todo mundo quer ter uma condição de vida melhor.”
Lula defende fim da escala 6×1
O presidente destacou ainda que democracia não se resume ao ato de votar, mas envolve condições concretas de vida e trabalho. Lula defendeu o fim da escala 6×1.
“A democracia não é só votar; é votar e ter direitos, trabalhar, ter uma jornada de trabalho menor, colocar fim na escala 6×1. A juventude quer mais tempo para estudar, para ficar em casa. Acabamos de sancionar uma lei que amplia a licença-paternidade. O homem vai aprender a trocar fralda, dar banho — tudo isso exige que as pessoas tenham mais cuidado e mais tempo.”
Histórico e valor da democracia
Ao comentar sua trajetória política, Lula associou sua própria história ao funcionamento do sistema democrático. “Eu terei muito prazer de ser, entre todos os candidatos, o único cuja palavra democracia está na origem e no dia a dia. A democracia é tão importante que permitiu que um metalúrgico virasse presidente da República.”
Ele também citou exemplos de lideranças na América Latina como resultado de processos democráticos, como Evo Morales, Hugo Chávez e Néstor Kirchner, além da eleição de mulheres para a Presidência em países da região. “A democracia tem um valor inestimável. Precisamos dizer que democracia é garantir melhoria na qualidade de vida das pessoas”, concluiu.
Fonte: ICL
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Vice-prefeito Leonardo Arruda assume a Prefeitura durante férias de Lucas Foroni


Durante os próximos dez dias, o comando da Prefeitura de Rio Brilhante estará sob responsabilidade do vice-prefeito Leonardo Arruda. A transição temporária ocorre em razão das férias do prefeito Lucas Foroni, que estará em viagem.
Leonardo destacou que sua gestão interina terá como prioridade dar continuidade às ações já em andamento, mantendo o ritmo de trabalho estabelecido por Lucas. “Nosso compromisso é garantir que os projetos em execução sigam avançando e que a população continue sendo bem atendida”, afirmou.
Entre as frentes que terão atenção especial estão os investimentos em infraestrutura, saúde e educação, áreas que vêm recebendo destaque na administração de Foroni. Leonardo reforçou que a equipe permanece mobilizada para assegurar que nenhum serviço seja interrompido durante o período.
A alternância temporária no comando da Prefeitura é prática comum e prevista em lei, garantindo que o município siga funcionando plenamente mesmo durante a ausência do chefe do Executivo.
Com isso, a população de Rio Brilhante pode esperar estabilidade administrativa e a continuidade das políticas públicas que vêm sendo implementadas.
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Prefeito Lucas Foroni destaca sucesso da Feira do Peixe com a comercialização de 13 toneladas de pescado


A 4ª Feira do Peixe 2026 foi marcada por números expressivos e forte participação da comunidade em Rio Brilhante, consolidando-se como um dos principais eventos do calendário municipal. Durante os dois dias de programação, foram comercializadas aproximadamente 13 toneladas de pescado, gerando uma renda em torno de R$ 360 mil diretamente para os produtores rurais.
O prefeito Lucas Foroni acompanhou de perto o evento e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da economia local e da agricultura familiar. “Mais do que números expressivos, a feira representa geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar, incentivo ao empreendedorismo local e, sobretudo, a integração da comunidade em torno de uma iniciativa que celebra o desenvolvimento e a identidade regional”, afirmou.
A participação de nove representantes da agricultura familiar foi fundamental para o sucesso das vendas, oferecendo à população uma variedade de espécies como pintado, pacu, patinga, tambacu, tambaqui e tilápia. Segundo o prefeito, o apoio direto aos pequenos produtores te sido uma das prioridades do evento.
Outro destaque foi a praça de alimentação, que contou com shows ao vivo e reuniu diversas entidades e associações do município, cuja atuação conjunta contribuiu para uma movimentação financeira significativa e atraiu um grande público nos dois dias de evento. Além disso, a feira abriu espaço para empreendedores locais de diferentes segmentos, incluindo lanches, brinquedos e atividades recreativas voltadas ao público infantil, e também contou com a presença de feirantes da Feira Central, artesãos vinculados à FUNCERB e integrantes do grupo ChocoBrilhante, que apresentaram uma rica variedade de produtos artesanais e culturais.
Para o prefeito Lucas Foroni, a diversidade de expositores foi essencial para enriquecer a experiência dos visitantes e ampliar as oportunidades de geração de renda no município. Ao considerar todos os setores envolvidos, a Feira do Peixe 2026 alcançou aproximadamente R$ 450 mil em movimentação econômica, reforçando sua relevância para o desenvolvimento de Rio Brilhante. -
EX-PREFEITO SIDNEY FORONI PODE SER CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL


O cenário político de Mato Grosso do Sul ganhou novos contornos com a possível candidatura do ex-prefeito de Rio Brilhante, Sidney Foroni, a deputado estadual. O convite para ingressar na disputa foi feito pelo ex-governador André Puccinelli, que busca fortalecer sua base de apoio regional.
Foroni, que já comandou o Executivo municipal, vem mantendo conversas com lideranças políticas da região, avaliando a viabilidade de entrar na corrida eleitoral. A possibilidade se tornou mais concreta após a saída do deputado Renato Câmara, o que abriu espaço para a necessidade de composição de uma chapa competitiva na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).
A movimentação é vista como estratégica: além de representar Rio Brilhante, Foroni poderia ampliar a presença política da região dentro da Assembleia, reforçando pautas locais e garantindo maior interlocução com o governo estadual.
Nos bastidores, aliados avaliam que a experiência administrativa de Foroni e sua proximidade com lideranças regionais podem ser fatores decisivos para consolidar sua pré-candidatura. Ainda não há confirmação oficial, mas o nome do ex-prefeito já circula com força nas articulações políticas.
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Ex-prefeito Alcides Bernal Mata homem a tiros


O ex-prefeito fugiu depois do crime, mas se entregou à polícia tempos depois.
ex-prefeito de Campo Grande, matou um homem a tiros na tarde desta terça-feira (24), em uma casa na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados, imóvel onde ele morava.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, o crime ocorreu no momento em que o auditor fiscal do Estado, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, chegava com um chaveiro para abrir o imóvel e foi baleado na varanda.
Ele arrematou a casa em leilão e foi até o local para tomar posse. Bernal não aceitava a venda e acabou atingindo o homem com dois tiros. Foi realizado procedimento de ressuscitação por 25 minutos, mas o auditor não resistiu e morreu no local. A filha de Roberto acompanha a perícia no endereço do crime.
Testemunhas informaram à reportagem que, após o crime, o ex-prefeito fugiu sem prestar socorro, mas se entregou logo depois na 1ª Delegacia de Polícia na Rua Padre João Crippa.
Histórico de dívidas
O imóvel, em terreno de 1.440 m² e com área construída de 678 m², avaliado em R$ 3,7 milhões, foi a leilão em 2025 por conta de dívidas, com lance mínimo de R$ 2,4 milhões. Só em IPTU, são R$ 344 mil em pendências na casa em questão.
Também no ano passado, outra decisão desfavorável a Bernal expôs dívidas judicializadas. A Justiça do Tocantins deu prazo para que ele pagasse dívida de pensão alimentícia superior a R$ 112 mil, referente a 36 meses sem pagamento entre 2013 e 2016, além de dois 13º salários.
A ação foi movida pelo filho, que relatou dificuldades financeiras. Na decisão, o juiz também estabeleceu multa e a possibilidade de penhora de bens, incluindo imóvel no Jardim Paulista.
Passado político
Famoso como radialista, Alcides Bernal foi vereador de Campo Grande por dois mandatos e, em 2010, foi eleito deputado estadual. Em 2012, disputou a Prefeitura de Campo Grande e venceu no segundo turno, com 62,55% dos votos válidos.
Durante o mandato como prefeito, teve uma gestão marcada por conflitos políticos. Foi cassado pela Câmara Municipal sob acusação de nove crimes político-administrativos, tornando-se o único prefeito cassado da história da cidade. A decisão foi suspensa por liminar da Justiça em 2014, o que permitiu seu retorno ao cargo, mas acabou revertida poucas horas depois pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em 2015, voltou novamente à prefeitura por decisão judicial.
Em 2016, tentou a reeleição, mas não chegou ao segundo turno, ficando de fora por 2.630 votos.
Fonte: Grito MS
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PF investiga se Campos Neto se omitiu ou foi enganado no Caso Master


A Polícia Federal (PF) busca esclarecer o papel de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, nos processos que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos ligados ao Banco Master. O inquérito tem como foco determinar o grau de conhecimento da autoridade monetária sobre as irregularidades que cercavam a instituição financeira no momento em que as operações receberam o aval oficial.
Os investigadores querem descobrir se Campos Neto foi deliberadamente enganado por um corpo de diretores — que teria utilizado métodos como a falsificação de assinaturas e a adulteração de documentos para camuflar a real situação do banco de Daniel Vorcaro — ou se, de fato, ele possuía ciência das fraudes e optou por autorizar a transação mesmo diante de sinais de alerta.
A apuração da PF aponta para um esquema de alta sofisticação técnica, estruturado para resistir a auditorias convencionais e burlar os mecanismos de controle do sistema financeiro nacional. A complexidade da engenharia financeira utilizada indica que a fraude só pôde ser perpetrada por meio da adesão coordenada de agentes dos setores público e privado.
Essa rede de influência teria garantido que inconsistências contábeis graves fossem ignoradas ou mascaradas sob uma aparência de legalidade durante o rito de aprovação da venda. Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para comandar o Banco Central entre 28 de fevereiro de 2019 e 31 de dezembro de 2024.
Cruzamento de dados
No momento, o foco das diligências está no cruzamento de dados de comunicações internas e na perícia de documentos digitais para identificar o rastro das decisões tomadas pela cúpula do Banco Central. A investigação tenta montar o quebra-cabeça de como uma estrutura tão robusta de compliance falhou.
O desfecho do caso é visto como crucial para a recuperação da credibilidade das instituições reguladoras, uma vez que coloca sob suspeita a integridade dos processos de fusões e aquisições que passam pelo crivo do Estado.
Fonte: Metrópoles

