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Mais de 33 milhões não votaram, abstenção é a maior desde 1998


Mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, o maior percentual registrado em uma primeira votação presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores deixaram de votar.
O número representa um desafio para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam a disputar a Presidência. A ausência de eleitores pode ter diferentes explicações, desde a insatisfação com os candidatos até dificuldades de deslocamento e problemas de acessibilidade.
Entre os motivos relatados por eleitores ouvidos pelo g1 estão a descrença na política, a burocracia para transferir o título eleitoral, viagens e obstáculos para chegar às seções de votação. O cenário também é marcado pela polarização e pelos índices de rejeição dos candidatos, fatores apontados por especialistas como possíveis causas do afastamento de parte do eleitorado.
Sudeste concentra maior número de ausentes
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Sudeste registrou aproximadamente 15 milhões de ausências, o equivalente a 22,7% dos eleitores da região.
No Centro-Oeste, a abstenção atingiu 21,7%, com cerca de 2,6 milhões de pessoas que não votaram. Já no Nordeste, aproximadamente 8 milhões de eleitores ficaram fora das urnas, representando 18,4% do eleitorado regional.
A abstenção voltou a ultrapassar 20% nas eleições presidenciais de 2018 e manteve uma trajetória de crescimento nos pleitos seguintes.
Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo
A ausência na primeira votação não impede o eleitor de participar do segundo turno. Segundo a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente.
No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Já para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o comparecimento é facultativo.
Com grande parte das disputas estaduais já decididas, o segundo turno terá apenas a eleição presidencial em boa parte do país. O cenário pode dificultar a mobilização de eleitores, especialmente onde não haverá uma nova votação para governador.
Apesar disso, o aumento do comparecimento não beneficia automaticamente um candidato específico. O efeito eleitoral depende das preferências de quem deixou de votar no primeiro turno.
Fonte: ICL
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Flávio mira Lula com farsa desmentida na PF para abafar Vorcaro


Em debate no Programa do Noblat, Ricardo e Guga Noblat apontaram o cinismo de Flávio Bolsonaro ao usar uma reportagem – de conteúdo desmentido pela PF, PGR e Defesa de Vorcaro – da revista Veja para posar de vítima no caso do filme do pai com o Master.
Flagrado em áudios pedindo dinheiro, em caronas no jatinho do empresário investigado e em visitas à sua casa durante o uso de tornozeleira eletrônica, o senador alegou ter recebido apenas um patrocínio legal para o filme do pai e tentou desviar o foco usando acusações falsas contra o presidente para tentar equilibrar o jogo.
Para Noblat, a manobra do candidato do PL beira o escárnio: Flávio prometeu tornar públicos os contratos e comprovantes do projeto em 30 dias, mas jamais prestou contas à sociedade.
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Derrotado, Carlos Viana acusa Nikolas de ter pensado “na própria vaidade”


Belo Horizonte – O senador Carlos Viana (PSD) reclamou, após a divulgação do resultado das urnas, do apoio que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) deu ao candidato Marco Antônio Costa, o Superman (Novo), e afirmou que a divisão da direita acabou elegendo a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) para o Senado. Viana ficou em terceiro e não foi reeleito.
“A direita se dividiu. Houve um ataque muito grande a minha pessoa por parte do grupo do deputado Nikolas Ferreira que, neste ponto, não pensou no país. Não pensou no bem de Minas Gerais. Pensou apenas no próprio grupo, na própria vaidade e, infelizmente, prejudicou a direita dando ao PT a cadeira”, afirmou Viana.
Já na reta final da campanha, o pessedista, que ficou em terceiro com 3,5 milhões de votos, declarou apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Ele contava com o apoio de alguns candidatos bolsonaristas, que avaliaram que o senador tinha um peso entre o eleitorado.
A situação gerou uma celeuma, já que Superman, que ficou em sexto com quase 1,9 milhões de votos, era apoiado por Nikolas Ferreira e por pessoas próximas ao líder da direita. O político do Novo acusou Viana de ser oportunista e pediu que ele desistisse de sua candidatura em prol da sua campanha.
“Não sou eu que estou sendo derrotado. É a direita que perdeu em Minas Gerais”, avaliou o senador mineiro.
Os dois senadores eleitos foram Domingos Sávio (PL), com quase 5 milhões, e Marília, que recebeu quase 4 milhões.
Outros candidatos de direita, como o ex-secretário Marcelo Aro (PP), quinto mais bem votado com 2,3 milhões, e o Aécio Neves (PSDB), sétimo com 800 mil, também tiveram votos suficientes para eleger Viana se tivessem sido dados a ele.
Fonte: METRÓPOLES
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Kassio quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno e avalia libertar ex-presidente com liminar


(Folhapress) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial.
O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte.
Kassio tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai.
Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro.
A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições -o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro -por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.
O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.
A decisão pode desencadear uma nova crise interna no Supremo, que já vem dividido desde o início do ano na esteira das investigações sobre o Banco Master, com ministros se acusando mutuamente de atuação com viés político.
Embora Kassio tenda a dar razão aos advogados, há uma ala no Supremo que discorda da revisão criminal: os ministros que já votaram pela condenação: Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eles ainda têm o apoio de Gilmar Mendes.
A avaliação é a de que esse tipo de pedido só pode ser admitido em casos excepcionais -por exemplo, quando surge um fato novo que comprove a inocência do réu ou quando há evidências de que a condenação ocorreu com base em depoimentos ou documentos falsos, o que não se aplicaria ao caso.
Já André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, devem acompanhar o relator para rever a pena do ex-presidente. A dúvida recai sobre a posição do ministro Dias Toffoli e a do presidente do STF, Edson Fachin.
Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido de revisão criminal. De acordo com o PGR, a condenação definida pela Primeira Turma do Supremo foi baseada em um “vigoroso conjunto probatório”.
Gonet afirmou que o ex-presidente não teve uma postura passiva, mas se envolveu em uma articulação concreta para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe de Estado, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
“O controle da maquina publica, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, disse o procurador-geral.
Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da sentença e dizem ser necessária “a reparação do erro judiciário”. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.
Fonte: ICL
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Fim da escala 6×1: Senado inicia nova etapa de discussão da PEC; veja o que falta para proposta ser aprovada


O Senado Federal inicia nesta terça-feira (6) uma nova etapa da tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem direito a apenas um dia de folga.
Serão três sessões seguidas de discussão em plenário, marcadas para hoje, quarta (7) e quinta-feira (8), sempre às 14h.
- 📎 As sessões fazem parte do rito obrigatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi quem pautou o início das discussões.
As reuniões serão realizadas em formato semipresencial, permitindo que os senadores participem tanto presencialmente quanto à distância.
Em nota divulgada na semana passada, a Presidência do Senado afirmou que o tema será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
O que será discutido nesta semana?
As sessões não servem para votar diretamente a proposta.
Pelo regimento interno do Senado, uma PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes de ser submetida à votação em primeiro turno.
As reuniões marcadas para terça, quarta e quinta-feira contam para esse período obrigatório de debates.
Depois da votação em primeiro turno, os senadores ainda deverão realizar outras sessões de discussão antes da votação em segundo turno, que é a etapa final da análise da proposta no Senado.
- Existe a possibilidade de acelerar esse cronograma por meio da chamada quebra de interstício, mecanismo que permite reduzir os prazos regimentais. Para isso, no entanto, é necessário o apoio da maioria simples dos senadores presentes à sessão.
O que falta para a PEC ser aprovada?
A proposta já percorreu praticamente todo o caminho legislativo.
Primeiro, foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados. Em seguida, recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro.
Agora, o texto precisa:
- cumprir o número mínimo de sessões de discussão em plenário;
- ser aprovado em primeiro turno;
- passar por novas sessões de discussão;
- ser aprovado em segundo turno no Senado.
Por se tratar de uma PEC, são necessários votos favoráveis de três quintos dos senadores em cada turno de votação. Na prática, isso significa o apoio de pelo menos 49 dos 81 parlamentares.
Se os senadores aprovarem exatamente o mesmo texto que veio da Câmara, a proposta poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional e passar a valer como Emenda à Constituição.
Fonte: Globo.com
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Viúva de candidato que morreu em acidente é a deputada mais votada de Goiás


Com 109.002 votos, Carol do Amiltinho (MDB) se tornou a deputada estadual mais votada em Goiás nas eleições de 2026. A, agora, deputada eleita entrou na campanha após a morte do marido, o deputado Amilton Filho (MDB), há uma semana. Ele concorria à reeleição.
Amilton Filho, de 41 anos, morreu em um acidente de trânsito perto de Cristalina (GO), quando voltava de um compromisso de campanha, em 26 de setembro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite a substituição de candidaturas homologadas em convenção em caso de falecimento.
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STJ autoriza penhora de salário para quitação de dívida civil


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento de que parte do salário ou de outros rendimentos pode ser penhorada para o pagamento de dívidas de natureza não alimentar, mesmo quando a renda do devedor é inferior a 50 salários mínimos.
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A decisão foi tomada pela Corte Especial em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos e estabeleceu critérios para que a medida possa ser aplicada. O entendimento consta do Tema 1.230 do STJ, julgado em setembro de 2026.
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A decisão, porém, não significa que salários passaram a ser automaticamente penhoráveis. Segundo a tese fixada pelo tribunal, a medida deve ser excepcional e somente poderá ser adotada quando outras formas de cobrança tiverem sido tentadas sem sucesso e desde que o desconto não comprometa a subsistência digna do devedor e de sua família.
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O que muda na prática
O Código de Processo Civil estabelece, como regra geral, a proteção de salários, vencimentos, aposentadorias e outras verbas de caráter remuneratório. O STJ já vinha admitindo, em determinadas situações, a flexibilização dessa regra.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Agora, com o julgamento do Tema 1.230, a Corte Especial consolidou os critérios que devem orientar decisões semelhantes em todo o país.
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São dois requisitos centrais:
- outras formas de execução precisam ter se mostrado inviáveis para garantir o pagamento da dívida;
- a penhora não pode comprometer a subsistência digna do devedor e de sua família.
Cabe ao devedor apresentar elementos que demonstrem que a medida prejudicaria seu sustento.
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A decisão também não estabeleceu percentual único que possa ser descontado do salário de quem possui dívida.
O valor da penhora deverá ser analisado de acordo com as circunstâncias de cada caso, levando em consideração a renda do devedor e o impacto que o desconto terá sobre sua manutenção e a de sua família.
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O STJ já havia decidido anteriormente que a penhora poderia atingir rendimentos inferiores a 50 salários mínimos, desde que preservado um valor suficiente para garantir uma vida digna ao devedor.
Casos semelhantes
Por ter sido julgada sob o rito dos recursos repetitivos, a tese firmada no Tema 1.230 deverá orientar o julgamento de processos que discutam a mesma questão jurídica.
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O caso analisado pela Corte Especial envolve o REsp 2.071.335/GO. No processo, o tribunal determinou que a instância de origem reavalie o pedido de penhora de acordo com os critérios estabelecidos na nova tese.
A decisão busca equilibrar dois interesses: de um lado, o direito do credor de buscar a satisfação de uma dívida reconhecida judicialmente; de outro, a necessidade de preservar condições mínimas para a sobrevivência do devedor e de sua família.
fonte: METRÓPOLES
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Assessor de Nikolas Ferreira recebeu R$ 105 mil de empresas de sócio da família Vorcaro


Ao mesmo tempo em que ocupava um cargo central no gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o advogado Thiago Rodrigues de Faria recebeu R$ 105 mil de empresas de Fernando Alves Vieira. O empresário é sócio em diferentes firmas de Natália e Henrique Vorcaro, irmã e pai de Daniel Vorcaro. Ele também foi acusado pela empresa liquidante do Banco Master de ser “laranja” da família Vorcaro — acusação que Vieira nega.
O Núcleo Investigativo ICL Notícias obteve, com exclusividade, 18 notas fiscais emitidas pelo advogado de Nikolas Ferreira para as empresas de Vieira entre setembro de 2024 e dezembro de 2025, para pagamentos direcionados ao assessor e advogado de Nikolas.
Faria foi nomeado para o gabinete de Nikolas Ferreira em 9 de março de 2023. Como coordenador da assessoria jurídica, recebia salário de R$ 17,2 mil, informa a Câmara dos Deputados. Já havia sido assessor de Nikolas na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Pouco mais de um ano depois que Nikolas se tornou deputado federal, em 19 de agosto de 2024, o assessor abriu a “Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia”, com sede em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na sequência, vinte e dois dias depois, ele emitiu a primeira nota fiscal para a Eagle & Shark, empresa de Fernando Vieira. Faria seguiu listado como assessor de Nikolas até 30 de março de 2026. Ele continua atuando como advogado do deputado e é o mesmo assessor por quem Nikolas pediu ajuda a Vorcaro em um áudio revelado pelo ICL em setembro.
A Eagle & Shark Participações, Negócios e Serviços, administrada por Vieira e por André Beraldo de Morais, pagou R$ 50.340 em 17 notas mensais. O valor era de R$ 2.824 até março de 2025 e passou a R$ 3.036 a partir de então.
Em 17 de dezembro de 2025, outra empresa em que Fernando Vieira atua como sócio-administrador único pagou de uma só vez R$ 55 mil ao assessor de Nikolas Ferreira. Trata-se da Health Enterprises Participações e Serviços, conhecida como 2V Life. O valor supera tudo o que a Eagle & Shark havia pago em 15 meses. A nota foi emitida por Faria 29 dias depois de o Banco Central decretar a liquidação do Master e de Daniel Vorcaro ser preso.

Nota fiscal emitida por assessor de Nikolas Ferreira Nikolas Ferreira pediu ajuda a Daniel Vorcaro
O ICL Notícias revelou em setembro um áudio enviado por Nikolas para Daniel Vorcaro em 30 de março de 2025. Nele, o deputado se refere a Thiago como “meu advogado” e “irmão meu”, e pede ajuda a Daniel Vorcaro. No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”
Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.
As conexões do assessor de Nikolas com os Vorcaro
Ambas as empresas de Vieira possuem conexões com os Vorcaro. Na formação societária da Eagle & Shark, por exemplo, é possível constatar que Fernando Vieira, administrador e representante legal, tem como um dos sócios a Adaptar Gestão Participações. Essa companhia, por sua vez, é associada à Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários, que tem como sócia Natália Vorcaro – irmã do banqueiro Daniel Vorcaro e esposa de Fabiano Zettel.
As conexões não param por aí. A Santa Lúcia Empreendimentos Imobiliários também está conectada à Multimax Participações, empresa presidida pela mesma Natália Vorcaro e que tem como sócio e diretor Henrique Vorcaro, pai do banqueiro que também foi preso pelo escândalo do Banco Master.
A 2V Life se conecta indiretamente com a Igreja Batista da Lagoinha, liderada por André Valadão e que teve Fabiano Zettel como um de seus pastores. A 2V Life é sócia da Ouro Preto Entreprises Participações, administrada por Thiago Assumpção Henriques – também administrador da Igreja de Valadão.
Documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que Zettel cobrou, em 2025, repasses de Daniel para custear a construção de um templo da igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que familiares de Vorcaro repassaram mais de R$2 milhões para a unidade da Lagoinha, após a cobrança do cunhado.
O liquidante do Banco Master afirma, em ação civil nos Estados Unidos, que Vieira atuou como “laranja” de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel.
Henrique foi preso em maio de 2026. Vieira nega a acusação, que não teve novos desdobramentos desde junho. Ele não está entre os indiciados no primeiro inquérito da Polícia Federal sobre o caso Master, concluído em agosto. Em janeiro de 2026, foi citado em decisão do ministro Dias Toffoli como procurador de Valdenice Pantaleão de Souza, apontada como “laranja” da Clínica Mais Médicos.
Operação Rejeito
Thiago Rodrigues de Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.
A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.
De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e a empresa receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.
No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.
Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários da lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.
Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.
Resposta do advogado de Nikolas Ferreira
Thiago Faria informou ao ICL Notícias que recebeu dinheiro de Fernando Alves Vieira e que, apesar de ter sido o assessor do Nikolas Ferreira, “não há impedimento legal para que eu exerça a advocacia”. “Eu advogo para o senhor Fernando Alves Vieira, isso é verdade”, afirmou. Ele disse que Nikolas não sabia que Vieira era seu cliente. “Não são todas que ele sabe. Eu não tenho como ficar atualizando ele de tudo. Tá? Eu sou advogado criminalista e exerço a minha função”, disse.
Ele disse que ele e o deputado não pediram ao Daniel Vorcaro para destravar ativo minerário. “Nós não sabíamos que Daniel Vorcaro era esse sujeito enrolado nesse tanto de confusão e eu estava vendendo um ativo para vários empresários, que é uma prática regular de advocacia que o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil me permite, e em determinado momento eu comentei com o Nikolas e ele mandou um áudio para o Daniel que era um cara que ele não sabia que tinha problema”, disse o assessor de Nikolas. “Em relação ao Fernando e Vorcaro, se ele era laranja e tudo, eu não tenho essa informação”, finalizou.
O empresário Fernando Alves Vieira foi procurado por intermédio das suas duas empresas que aparecem citadas nestas reportagem (Eagle & Shark Participações e 2V Life), mas não retornou os questionamentos feitos. O espaço segue aberto para manifestação.
fonte: ICL
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INSS pagará benefício a mulheres afastadas do trabalho por violência doméstica


Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O parecer que garante o afastamento remunerado, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que o documento incorpora às regras da administração pública federal decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que, quando a Justiça determinar o afastamento da mulher do local de trabalho como medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a trabalhadora deve continuar recebendo renda durante o período, que pode chegar a seis meses.
“O entendimento do STF abrange as seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e também prevê proteção de natureza assistencial para as mulheres sem vínculo previdenciário”, informou a pasta.
Entenda
A Lei Maria da Penha permite, como medida protetiva, que o juiz afaste a mulher do trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego. A lei, porém, não especificava quem pagaria o salário nesse período.
“A incerteza sobre o recebimento da remuneração fazia com que muitas mulheres tivessem que optar entre a segurança e o próprio sustento”, destacou a Secom.
O STF julgou a questão em junho deste ano e estabeleceu que o empregador é responsável pelos 15 primeiros dias de afastamento e o INSS, pelo restante. Nos casos sem relação de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício integralmente.
Conforme a legislação, a mulher afastada não precisa cumprir período de carência para receber o benefício. Também não há desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido, e o período é computado como tempo de contribuição para a aposentadoria.
Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o STF estabeleceu que o pagamento tem natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será pago pelo estado, pelo Distrito Federal ou pelo município indicado pelo juiz.
Orientação administrativa
A Secom destacou que, embora tenha estabelecido linhas gerais para o afastamento remunerado, a decisão do STF legalmente obrigava apenas juízes e tribunais.
“Isso poderia levar ao cenário em que, na falta de uma orientação administrativa estabelecida pelo Poder Executivo, cada mulher poderia ter que entrar com nova ação judicial para receber os valores. É esta lacuna que o parecer vinculante vem preencher.”
O documento da AGU assinado hoje assimila a decisão do STF à administração pública federal, tornando obrigatória a concessão do afastamento remunerado quando este for determinado judicialmente como medida protetiva às vítimas de violência doméstica.
“Na prática, basta que o juiz emita a decisão da medida protetiva para que o INSS realize o pagamento, sem nova perícia ou análise do direito, verificando apenas se a mulher é segurada”, reforçou a Secom.
Atendimento prioritário e sigiloso
Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso a vítimas de violência, inclusive via Meu INSS.
Ainda de acordo com a Secom, o INSS cobrará do agressor, por meio de ação regressiva, os valores pagos à vítima. A cobrança será feita por meio de ação judicial apresentada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU responsável por representar as autarquias e fundações federais.
Fonte: ICL
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PF espera orientação de Fachin sobre cinco ministros no celular de Vorcaro


A Polícia Federal (PF) espera há dias por reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para receber orientações sobre como proceder em relação às menções a ministros da Corte encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Na extração do celular do banqueiro há menções aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
A conversa foi pedida pela PF, mas até agora o gabinete de Fachin não agendou o encontro.
O presidente do STF precisa dizer à PF o que fazer com o material: se ele deve ser descartado; se a PF deve produzir relatório; ou só separar as menções e encaminhá-las sem nenhum tipo de análise.
O caso está com Edson Fachin desde que ele avocou para si as apurações sobre o Caso Master e sobre o ministro Alexandre de Moraes, na tentativa de estancar a crise na Suprema Corte.
Fonte: Metrópoles
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JHC e Arthur Lira são alvos de ação no TRE por suposto caixa 2 em pesquisas


O candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), é alvo de uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) que o acusa de usar caixa 2 para custear pesquisas eleitorais. O processo também atinge sua vice, Célia Rocha, os candidatos ao Senado Marina Cândia (PSDB) e Arthur Lira (PP), além dos respectivos suplentes.
A ação foi apresentada pela coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo, encabeçada pelo MDB, que disputa o governo contra o grupo de JHC. Segundo a denúncia, entre abril e setembro de 2026, a empresa Agora Alagoas Comunicação Ltda pagou R$ 329 mil por sete pesquisas sobre as disputas para o governo e o Senado. Os levantamentos foram feitos pelo Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu Ltda, a TDL Pesquisas, que pertence a Tadeu Lira, primo de Arthur Lira.
Das seis pesquisas já divulgadas, todas apontavam JHC na liderança. A sétima tinha divulgação prevista para 30 de setembro, a quatro dias do primeiro turno. A coligação afirma que nenhum desses valores aparece na prestação de contas do candidato ou dos partidos que o apoiam. O pagamento foi feito por uma agência de notícias com capital social de R$ 5 mil, enquadrada como microempresa.
Pelas contas da ação, o valor gasto em cinco meses equivale a mais de 65 vezes o capital da empresa e a cerca de 91% do faturamento anual permitido para seu porte, o que, segundo os autores, exige explicação sobre a origem do dinheiro.
As duas sócias da Agora Alagoas têm vínculo com a Prefeitura de Maceió, comandada por JHC até abril deste ano, quando ele deixou o cargo para disputar o governo. Uma delas, Eduarda Nicole Sá Calheiros, é servidora da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas e Patrimônio, nomeada pelo então prefeito. A outra, Beatriz Ardison dos Santos, sócia majoritária e administradora do portal, é mãe de um comissionado da mesma pasta que já foi secretário parlamentar de JHC, de acordo com a denúncia.
A ação sustenta ainda que as pesquisas foram publicadas no mesmo dia, com cerca de dois minutos de intervalo, por veículos de uma mesma rede de comunicação. Essa rede já foi punida pelo TRE-AL com suspensão da programação por publicação articulada de conteúdo favorável a JHC, o que o tribunal entendeu como uso indevido dos meios de comunicação. Segundo a coligação, as empresas responsáveis pela divulgação pertencem ao próprio candidato e ao seu pai, o ex-deputado João Caldas.
Duas das pesquisas teriam sido impulsionadas com pagamento pela página do portal Francês News, mantido pela Alagoas Comunicação Ltda, sociedade que, de acordo com a denúncia, hoje pertence a JHC e ao pai. A ação também relata que o dono do instituto foi levado ao estúdio da Agora Alagoas e a emissoras da mesma rede para anunciar a vitória de JHC no primeiro turno, e que teria declarado no ar sua preferência pela família. As mesmas pesquisas colocavam Arthur Lira, candidato da coligação Alagoas Gigante II, à frente na disputa pelo Senado.
Os autores enquadram o caso como captação e gasto ilícito de recursos, previsto no artigo 30-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e como abuso de poder econômico. Pedem a cassação do registro ou do diploma dos candidatos beneficiados e a declaração de inelegibilidade. A ação cita entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que é ilícita a pesquisa eleitoral paga com recursos de origem não identificada e sem registro nas contas de campanha.
Além dos candidatos, a ação aponta como colaboradores Beatriz Ardison dos Santos, Eduarda Nicole Sá Calheiros e Tadeu Lira. Para eles e para as empresas envolvidas, o pedido é que apresentem notas fiscais, contratos e documentos que esclareçam a origem dos recursos usados na compra das pesquisas. O TRE-AL ainda não analisou o caso.
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PF faz operação para investigar compra de votos e bloqueia R$ 4 milhões


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (1/9), a Operação Lemming, para aprofundar a investigação que apura a possível prática de corrupção eleitoral e associação criminosa no contexto das eleições de 2026.
A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e de medidas cautelares diversas da prisão.
As determinações incluem a proibição de contato entre os investigados, a vedação de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores de até R$ 4.228.100.
A operação é desdobramento da prisão em flagrante de um candidato, ocorrida na última semana, ocasião em que foram apreendidos documentos posteriormente analisados pela equipe investigativa.
As medidas têm por finalidade preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas sob apuração.
Fonte: Metrópoles
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Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico


A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota, nesta terça-feira (29), manifestando preocupação com o episódio de assédio judicial perpetrado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) contra jornalistas e diretores do Jornal Midiamax. Ao todo, são 17 ações criminais.
Na nota, a entidade lembra que o sindicato patronal já acionou o jornal na esfera cível em junho. Nas últimas semanas, a Fiems processou repórteres, editores e o sócio-fundador do Jornal Midiamax, questionando a atuação da equipe em reportagens investigativas.
“O assédio judicial é uma tentativa de silenciamento de jornalistas e comunicadores que se faz pelo uso abusivo do sistema judicial, em diversas estratégias. Tanto o uso do direito penal de modo desproporcional quanto a mobilização de ações judiciais em massa reforçam o caráter de assédio deste caso”, diz o comunicado.
Por fim, a Abraji cita jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), que proíbe a apresentação frequente de ações como forma de limitar a atuação da imprensa, e pede que o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) tome medidas para evitar a intimidação contra os jornalistas.
“A Abraji denuncia esse episódio e insta ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul para que adote as medidas cabíveis para cessar o efeito intimidatório dessas ações, reconhecendo que se trata de mais um episódio de assédio judicial. E, assim, não dê prosseguimento a esta tentativa de intimidação, evitando maiores danos à liberdade de imprensa”, conclui a nota.
A entidade, fundada em 2002, foi uma das principais articuladoras do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, rede de 24 organizações cuja pressão foi fundamental para a redação e aprovação da Lei de Acesso à Informação, em 2011.
Assédio judicial: Fiems tenta barrar denúncias de corrupção com 17 ações contra jornalistas
A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) entrou com 17 ações na Justiça estadual para interpelar repórteres do Jornal Midiamax, prática conhecida como assédio judicial.
A ofensiva da entidade, chefiada por Sérgio Longen, por meio de interpelações judiciais contra profissionais de imprensa, ocorre após a publicação de reportagens com denúncias que revelaram suspeitas de irregularidades envolvendo membros da diretoria, que estariam usando uma rede de CNPJs ‘laranjas’ para manter contratos de difícil mensuração. Vale ressaltar que a Fiems recebe recursos parafiscais de natureza pública, repassados pela Receita Federal, num montante que chega a R$ 60 milhões somente neste ano.
Em vez de responder objetivamente aos questionamentos formulados pela reportagem ou apresentar documentos que esclareçam as suspeitas de desvios, a cúpula da federação optou por mover a máquina jurídica como instrumento de pressão psicológica e financeira contra os profissionais da imprensa.
Primeiramente, o advogado da entidade apresentou 12 ações. Em outro momento, entrou com mais cinco processos. Ao Jornal Midiamax, o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que representa a Fiems, disse que não comenta processos judiciais em curso.
Entidades de jornalistas condenam assédio judicial da Fiems contra profissionais
Entidades representativas de jornalistas no Brasil manifestaram solidariedade aos repórteres do Jornal Midiamax. A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) emitiu nota de repúdio.
“A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico”, diz a Fenaj.
Na nota, assinada em conjunto com o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), as entidades avaliam que as reportagens foram produzidas “no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público”.Advogado que representa o Jornal Midiamax, Thiago Nascimento Lima classifica a ofensiva jurídica da Fiems como uma forma de cercear o direito à liberdade de imprensa. “O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que o uso reiterado do Poder Judiciário com o intuito ou o efeito de constranger jornalistas e veículos de comunicação configura assédio judicial, prática incompatível com a liberdade de expressão. O direito de ação é legítimo, mas deve servir à tutela de direitos e jamais à intimidação do trabalho jornalístico. Seguimos confiando no Judiciário e defendendo, nos autos, o direito do Midiamax de informar e o direito da sociedade de ser informada.”
Juristas criticam prática de assédio judicial contra jornalistas
A série de ações contra o Jornal Midiamax também provocou reações em outros setores da sociedade. O advogado e professor de Direito Constitucional André Borges escreveu o artigo “Imprensa livre não pode ter medo”, argumentando que a liberdade de imprensa “é uma das garantias mais importantes de uma democracia”.
O advogado defende que “sem imprensa livre, o cidadão passa a conhecer apenas aquilo que o poder deseja que ele conheça”.
No artigo, André Borges argumenta que, apesar de todo cidadão ou instituição ter o direito de recorrer à Justiça, a prática não pode “funcionar como forma de intimidação”.
O advogado cita também o caso do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que dedicou décadas de carreira a denunciar a corrupção na Amazônia e foi alvo de mais de 30 processos ao longo de sua trajetória. “O custo financeiro, o tempo gasto com advogados e o desgaste pessoal mostram como processos sucessivos podem, por si mesmos, produzir um efeito intimidatório”, diz.
Fiems se cala
Em toda a cobertura do Jornal Midiamax sobre todos os fatos envolvendo a Fiems, a reportagem sempre buscou o posicionamento da entidade, através dos canais oficiais e institucionais de comunicação, inclusive com mensagens cobrando respostas da assessoria de comunicação, tudo devidamente documentado.
No entanto, a Fiems não respondeu aos pedidos de posicionamento feitos pela reportagem e preferiu iniciar uma investida com sequência de 17 processos contra o Midiamax e jornalistas.
Procuramos novamente a Fiems para se manifestar sobre o assédio judicial usado para intimidar jornalistas e também para se posicionar sobre as notas de repúdio publicadas por entidades contra a prática adotada por Sérgio Longen. No entanto, novamente, não houve retorno. O espaço segue aberto e o texto será atualizado assim que houver manifestação.
O advogado que representa a Fiems nas interpelações contra jornalistas, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, disse apenas que não comenta processos judiciais em curso.
Fonte: Midiamax
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Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas


Nos dois dias seguintes à assinatura da Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou alvo de publicações na internet para tentar conter o impacto eleitoral positivo da medida.
Foram sete publicações que incorreram na mesma imprecisão: atribuíram a Lula a liberação das bets. Na verdade, em 2018 o ex-presidente Michel Temer (MDB) autorizou o funcionamento de sites de apostas esportivas em quota única. O problema é que as mesmas plataformas passaram a oferecer os cassinos online – o mais popular deles, o Fortune Tiger, conhecido como Jogo do Tigrinho.
Até dezembro de 2023, os cassinos online não eram regulamentados, mas funcionavam em uma “zona cinzenta” da legislação. Àquela época, o governo petista sancionou uma lei que criou regras tanto para as apostas esportivas, quanto para o Tigrinho e outros jogos do tipo. Para funcionar dentro da lei, as empresas tiveram de pagar outorga de R$ 30 milhões.
7 posts de 6 estados em 48h
Em 26 de setembro, dois anúncios oriundos dos extremos do país – um do Amazonas e outro do Rio Grande do Sul – atacam Lula pela regulação das bets.
No Amazonas, o candidato a deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos) investiu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil em uma publicação para atribuir a Lula a responsabilidade de “abrir a porta do Tigrinho”, com base na lei sancionada em dezembro de 2023. A postagem alcançou até 1 milhão de usuários do Instagram.
No mesmo dia, o candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul, Professor Cláudio Branchieri (PL), afirmou, em post no Instagram, que o governo Lula “ganhou bilhões” com o o Tigrinho e o proibiu a dez dias das eleições. A publicação teve investimento de menos de R$ 400 e alcançou até 100 mil pessoas.
Dois dias após a MP
Cinco novas publicações sobre o assunto surgem nas redes sociais em 27 de setembro. Elas vêm de quatro estados: Mato Grosso, Paraíba, Ceará e Paraná.
Candidata à presidência pelo Democracia Cristã, a mato-grossense Clariana Barão investiu entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil em uma publicação que alcançou mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram. A publicação coloca Lula como “pai do Tigrinho” e questiona “por que só agora?” e classifica a MP como uma medida provisória.
Também do Mato Grosso, o candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP-MT) investiu menos de R$ 1 mil para alcançar até 500 mil pessoas nas redes sociais. Ele chama a MP que proíbe as bets de “jogada eleitoral e hipocrisia”.
Na Paraíba, a página Blog do Milton Figueiredo replicou um vídeo da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, no qual o candidato do PL à presidência chama Lula de “pai do Tigrinho” e diz que a MP contra as bets é um “desespero” devido ao cenário eleitoral.
A publicação alcançou mais de 1 milhão de pessoas no Instagram e no Facebook, com menos de R$ 100 de investimento.
Já no Ceará, a publicação impulsionada é do Vereador PPCell (PL), que se candidatou a deputado federal. Ele alcançou mais de 1 milhão de pessoas, investindo menos de R$ 300. No vídeo, o candidato aparece de camisa preta escutando relatos de pessoas viciadas ou próximas de Lula e diz que o petista foi quem “liberou as bets”.
No Paraná, o impulsionamento vem de Reinhold Stephanes Junior (PL), candidato a deputado federal. A publicação omite parte da informação correta, diz que os sites de apostas só saem do ar no dia 6 de outubro, dois dias após as eleições – o que é fato, mas deixa de explicar que já não se pode mais depositar dinheiro em nenhuma plataforma.
A publicação do candidato paranaense alcançou até 1 milhão de contas do Instagram, com menos de R$ 700 investidos em impulsionamento.
Fonte: METRÓPOLES
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Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques


O advogado que comanda o setor jurídico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL, tem um histórico de atuação conjunta com duas pessoas diretamente ligadas ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a irmã do magistrado, Karine Nunes Marques, e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Júnior, de quem o próprio ministro afirma ser amigo.
A relação chama atenção porque Nunes Marques já informou publicamente que se declara impedido de atuar em processos nos quais Otto representa alguma das partes justamente em razão dessa amizade.
Documentos judiciais mostram, porém, que Otto trabalhou repetidas vezes ao lado de Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, hoje responsável pela estratégia jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Em algumas dessas causas, a dupla dividiu a defesa também com Karine, irmã do ministro.
Não há, por si só, irregularidade na atuação conjunta dos advogados. O caso levanta, no entanto, uma questão sobre os limites adotados pelo próprio ministro para preservar sua imparcialidade.
Tracy Reinaldet integra a coordenação jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ao lado da ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri. Segundo reportagens publicadas quando a equipe foi anunciada, cabe a Tracy centralizar demandas da campanha e orientar juridicamente os diretórios estaduais e outras áreas.
Tracy não aparece como advogado de Flávio Bolsonaro em processos no TSE, corte atualmente presidida por Nunes Marques. A atuação direta de Tracy na defesa do candidato aparece, porém, no Supremo Tribunal Federal.
Nunes Marques é atualmente relator no STF de ao menos um processo em que Flávio Bolsonaro aparece como requerente e Tracy Reinaldet como seu advogado. Trata-se da Petição 16.220, protocolada em 10 de junho deste ano e distribuída ao gabinete do ministro.
O processo, de natureza criminal, tem Flávio como requerente e o presidente Lula como requerido. Tracy aparece oficialmente entre os três advogados do candidato do PL.
O caso nasceu de uma notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula. A defesa de Flávio pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar supostos crimes de ameaça e incitação ao crime por declarações feitas por Lula em 2 de junho, durante a inauguração do campus do Instituto Federal Goiano em Catalão (GO).
A ação se baseia numa fala em que Lula chamou integrantes da família Bolsonaro de “traidores” e “vendilhões da pátria”. ANa mesma fala, Lula afirmou que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado e perguntou o que mereceriam os ‘traidores da pátria’. A defesa sustenta que a associação equivaleria a uma ameaça contra Flávio e a uma incitação à violência.
Tracy Reinaldet recebeu de Flávio procuração específica para apresentar a notícia-crime. O processo foi autuado em 10 de junho e, uma semana depois, distribuído ao ministro Nunes Marques, que se tornou seu relator.
Em julho, a defesa voltou aos autos alegando um “fato superveniente”: novas declarações de Lula sobre “traidores” durante a convenção do PDT. Pediu novamente a apuração e responsabilização do presidente, argumentando que as declarações representariam uma reiteração da conduta denunciada inicialmente. O processo permanece atualmente no gabinete de Nunes Marques, sem decisão.
A relação entre os advogados está nos autos
A proximidade profissional entre Tracy e Otto não depende apenas de relatos de terceiros. Ela aparece em documentos oficiais do Judiciário.
No Agravo em Recurso Especial 2.312.076, julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, Otto Medeiros e Tracy Reinaldet aparecem simultaneamente entre os advogados da Cervejaria Petrópolis. O acórdão do STJ registra Otto, Tracy e outros profissionais na mesma defesa.
Há casos ainda mais explícitos. Na defesa do empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, Tracy, Otto e Karine Nunes Marques atuaram conjuntamente. Documento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região registra os três nominalmente como impetrantes de um habeas corpus.
O mesmo grupo aparece em processos que chegaram ao STJ. No conflito de competência 180.895, por exemplo, os autos também registram entre os advogados de Walter Faria os nomes de Tracy, Otto e Karine.
Outro processo no STJ, o Pedido de Tutela Provisória 4.018, relativo à mesma Cervejaria Petrópolis, volta a reunir os três nomes na lista de advogados.
A parceria profissional se prolongou no tempo. Em decisão publicada em março de 2025, Otto e Tracy aparecem novamente, juntos, entre os advogados da Cervejaria Petrópolis, em recurso analisado pela ministra Nancy Andrighi, no STJ.
Karine, por sua vez, também possui histórico documentado de atuação conjunta com Otto fora das causas em que Tracy aparece. Em processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por exemplo, uma apelação de 2023 foi assinada conjuntamente pelos dois.
Nunes Marques admite amizade com Otto
A relação entre Otto Medeiros e Kassio Nunes Marques veio novamente à tona em agosto deste ano, a partir das investigações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Luchsinger afirmou que Otto seria “sócio” de Nunes Marques. O ministro negou a existência de sociedade profissional ou empresarial entre ambos. Confirmou, porém, a relação de amizade.
Mais do que isso: segundo manifestação de Nunes Marques divulgada na ocasião, a amizade é justamente a razão pela qual ele se declara impedido nos processos em que Otto representa alguma das partes.
Há registro concreto desse afastamento. Em julgamento da Petição 8.411, no STF, Otto Medeiros aparece como advogado de uma das partes e Nunes Marques consta formalmente como impedido, ao lado do ministro Cristiano Zanin.
Tracy passou a comandar o jurídico de Flávio
Tracy Reinaldet assumiu neste ano papel central na campanha de Flávio Bolsonaro. Em março, foi anunciado como responsável pela coordenação jurídica da candidatura, com a tarefa de concentrar demandas judiciais, estruturar manifestações e orientar juridicamente diretórios estaduais e outros setores da campanha. Antes disso, já havia defendido Jair Bolsonaro.
A atuação para Flávio não se restringe ao ambiente eleitoral. O próprio sistema do Supremo registra Tracy como advogado do senador em diferentes processos. Na Petição 16.307, uma queixa-crime de Flávio contra o deputado André Janones, Tracy integra a defesa ao lado de Matteus Beresa de Paula Macedo e Leonardo Castegnaro.
O advogado também representa Flávio no Inquérito 5.045, aberto neste ano no STF e relatado por Alexandre de Moraes. E aparece ainda na defesa do candidato em investigação relativa ao caso Dark Horse.
O que precisa ser esclarecido
Tracy e Otto não integram o mesmo escritório ou mantêm uma sociedade formal, e a atuação conjunta em processos passados, isoladamente, não estabelece impedimento automático de um ministro em causas futuras de qualquer um dos advogados.
O caso, no entanto, demonstra mostra uma rede profissional concreta: Tracy e Otto aparecem juntos em diferentes processos; ambos já atuaram ao lado de Karine; Otto mantém uma amizade que Nunes Marques considera suficiente para não julgar suas causas; e Tracy passou a comandar o jurídico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, inclusive representando-o em processo atualmente relatado por Nunes Marques.
A reportagem procurou Tracy Reinaldet, Otto Medeiros e Karine Nunes Marques para saber qual é a natureza atual das relações profissionais entre os três advogados; se Tracy e Otto mantêm sociedade, parceria profissional ou compartilhamento de clientes; se Tracy integra ou integrou escritório do qual Otto ou Karine façam parte.
Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: ICL
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PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção


Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram pilhas de dinheiro durante operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29/9) para apurar a negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa. A coluna apurou que o grupo se trata da Nova Okaida, que atua em comunidades da Paraíba (PB). O dinheiro foi contabilizado em R$ 220 mil.
O deputado estadual Caio Roberto (MDB) (foto em destaque) e Júnior Pires, secretário chefe do Procon de João Pessoa (PB) são alvos da operação.
Batizada de Zona de Influência, a ação policial cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.
Acordo com criminosos
Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.
Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação apura crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.
Fonte: Metrópoles
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CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na última semana de campanha antes do primeiro turno das eleições de 2026 na liderança da corrida presidencial, registrando 39% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Quaest/Globo divulgada nesta segunda-feira (28/9). Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece na sequência, com 34% da preferência do eleitorado. Nas projeções de segundo turno, ambos estão empatados, com 42%.
Segundo a pesquisa, Lula registrou uma melhora consistente em seus índices de aprovação geral. “Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo negativo caiu para -3 pontos percentuais. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, diz o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.
De acordo com Nunes, a recuperação de terreno de Lula acontece de forma mais clara entre:
- Mulheres: onde havia um empate técnico duas semanas atrás, Lula abriu uma vantagem expressiva de nove pontos percentuais.
- Eleitores de baixa renda: segmento em que o petista assegura uma frente de 26 pontos percentuais sobre o opositor.
- Beneficiários do programa Bolsa Família: faixa na qual o presidente retomou a marca de 59% das intenções de voto, contra 27% atribuídos a Flávio.
“O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família parece estar muito associada ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana”, avalia o CEO.
“As mulheres são as que mais se animaram com as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família”, completa.
Indicadores individuais
O efeito positivo sobre a avaliação da gestão também impulsionou os indicadores individuais do petista, fazendo o seu potencial de voto oscilar positivamente de 45% para 46%, enquanto a taxa de rejeição recuou de 55% para 54%. Do outro lado, o candidato Flávio Bolsonaro manteve estabilidade nos patamares anteriores, sustentando 43% de potencial de voto e 56% de rejeição.
No que tange aos cenários de eventual segundo turno, Lula e Flávio voltaram a empatar numericamente na simulação de disputa direta, ambos com 42% das intenções. Enquanto o candidato do PL manteve o mesmo percentual registrado nas últimas três rodadas, o atual chefe do Executivo avançou dois pontos percentuais no mesmo intervalo, com 3% de eleitores indecisos e 13% inclinados a votar em branco ou nulo.
Nossa Senhora
Segundo Felipe Nunes, o levantamento aponta uma recuperação do petista na base católica, ona qual Lula abriu 13 pontos de vantagem — o melhor desempenho no segmento desde agosto —, ao mesmo tempo em que a margem favorável a Flávio entre os eleitores evangélicos registrou retração.
“O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo Nossa Senhora de Aparecida foi iniciado nas redes. Mas há forte evidência de que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos”, finaliza Nunes.
O CEO da Quaest, no entanto, faz uma ressalva: “A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial”.
Fonte: Metrópoles
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Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado


Operação da Polícia Federal (PF) contra corrupção eleitoral no Pará (PA) resultou na apreensão de dinheiro, aparelhos eletrônicos, documentos e veículos no domingo (27/9). Os investigadores encontraram R$ 87 mil em espécie, divididos em sacolas e envelopes, sinalizados com nomes de pessoas, além de um celular escondido no esgoto de um endereço ligado ao deputado federal Antônio Doido (foto em destaque), conforme apurou a coluna.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) em endereços ligados ao parlamentar, que concorre à reeleição. A investigação apura a prática de crimes relacionados às Eleições 2026. Uma pessoa foi presa em flagrante sob acusação de corrupção eleitoral.
Apreensões
Nas buscas, os investigadores apreenderam R$ 87.475 em espécie. Parte do dinheiro estava em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de relação com nomes e registros de assinaturas de recebimento.
Em um dos imóveis, um aparelho celular foi encontrado escondido no sistema de esgoto, nas proximidades de duas sacolas contendo diversos maços de dinheiro em espécie.
Os materiais apreendidos serão analisados, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos valores, bem como a possível ligação dos elementos arrecadados à prática de ilícitos eleitorais.
A PF informou que as investigações seguem para o esclarecimento dos fatos e a identificação de eventuais envolvidos.
fonte: Metrópoles
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Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF


O subprocurador-geral Francisco Sanseverino votou para mantero procurador-geral da Repúplica, Paulo Gonet, à frente das investigações do caso Master e contra a abertura de uma investigação interna no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) sobre a atuação de Gonet. O caso está sendo analisado pelo colegiado após diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro citarem o procurador-geral, além de uma foto de Vorcaro e Gonet em um evento em Londres.
Sanseverino alegou que uma decisão sobre eventual impedimento ou suspeição de Gonet no caso Master caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF), não ao Conselho do MPF.
— Quanto ao afastamento da atuação do PGR nas petições em decorrência de causa processual de impedimento ou suspeição nos autos eu não conheço do pedido — disse Sanseverino. — Eventual questão processual de impedimento ou suspeição do PGR não se situa na esfera de competência deste conselho superior. A questão das suspeição do PGR deveria ser arguida no STF e avaliada pelo juiz, portanto não conheço da arguição.
Na sequência do voto, ele acrescentou que é contra uma investigação interna por não existirem conversas diretamente entre Gonet e Vorcaro. As mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o contato ocorreria por meio do advogado Ciro Soares, próximo ao dono do Banco Master.
A notícia de fato analisada pelo Conselho foi aberta a partir de uma representação apresentada por deputados do Novo. Os parlamentares pediram que Gonet fosse afastado da condução das investigações relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro e que um subprocurador-geral da República fosse designado para atuar nesses casos, sob o argumento de que as menções ao chefe da PGR nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal poderiam comprometer sua imparcialidade.
Ao tratar desse ponto, Sanseverino segue na análise dos pedidos formulados pelo partido na notícia de fato. O voto do relator, no entanto, não se encerra nessa questão. Ele ainda precisa se manifestar sobre os demais pontos levantados na representação e sobre a existência, ou não, de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação a respeito da atuação de Gonet nos procedimentos relacionados ao Master.
A expectativa entre integrantes da instituição é que o procedimento não resulte na abertura de uma investigação contra o chefe da PGR.
A avaliação feita por integrantes do Ministério Público ouvidos pelo GLOBO às vésperas da sessão é que, apesar do desgaste sofrido por Gonet nas últimas semanas, não há, até o momento, uma sinalização de maioria no colegiado favorável ao aprofundamento da apuração. O cenário, contudo, só será definido durante a sessão, a partir do voto do relator e das manifestações dos demais conselheiros.
O Conselho vai decidir se há elementos suficientes para que um subprocurador-geral da República seja designado para investigar eventual prática de crime comum atribuída a Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master. O procedimento se concentra sobretudo na atuação da PGR em processos envolvendo o Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Como o procedimento envolve o próprio Gonet, a sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino. Depois da apresentação do voto do relator, os demais integrantes votarão em ordem reversa de antiguidade.
A expectativa de que o resultado seja favorável a Gonet ocorre mesmo depois de uma piora no ambiente interno em relação ao procurador-geral. Como mostrou o GLOBO, a divulgação, na sexta-feira passada, de uma fotografia na qual Gonet aparece ao lado de Vorcaro, em Londres, fumando charuto, provocou indignação entre integrantes da carreira e aumentou o desgaste.
Até a publicação da imagem, as críticas eram mais isoladas e Gonet ainda encontrava uma defesa mais ampla dentro da instituição, apesar do constrangimento provocado pelas mensagens encontradas pela Polícia Federal.
A fotografia tornou o ambiente mais desfavorável ao procurador-geral, inclusive entre integrantes do MPF que até então vinham defendendo sua atuação.
O incômodo também chegou a integrantes do próprio Conselho. Nos últimos dias, conselheiros relataram surpresa e desconforto com o conteúdo das mensagens divulgadas. Ainda assim, esse mal-estar não se traduziu, até agora em uma sinalização de votos suficientes para a abertura de uma investigação.
Em nota divulgada após a revelação da imagem, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e afirmou que o próprio Gonet já havia admitido publicamente ter participado do evento em Londres, ao lado de outras autoridades.
A Procuradoria ressaltou ainda que o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo, afirmou durante o julgamento da semana passada que não havia identificado nada de grave nas menções feitas ao procurador-geral nas mensagens encontradas no celular de Vorcaro.
Gonet também se manifestou no procedimento em tramitação no Conselho. O procurador-geral negou manter relação de amizade com Vorcaro e afirmou não possuir interesse pessoal nos processos relacionados ao ex-banqueiro. Sustentou ainda que não há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração sobre sua conduta.
O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e tem dez integrantes: o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, que são membros natos, além de oito subprocuradores-gerais eleitos. O corregedor-geral também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.
As menções a Gonet
O procedimento analisado pelo Conselho tem como pano de fundo mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Parte das conversas ocorreu entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que já atuou para o Banco Master e aparece como intermediário de contatos entre Gonet e Vorcaro.
As mensagens abrangem o período entre 2024 e 2025. Em abril de 2024, Ciro disse a Vorcaro que “Gonet é firme” e acrescentou que “amizade é tudo”. Já em março de 2025, o advogado enviou ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral e escreveu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Na sequência, aparecem registros de chamadas telefônicas, uma delas com duração de três minutos e 49 segundos. A PF não identificou o conteúdo das ligações.
Em outros momentos, Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui a Gonet. Em uma delas, o procurador-geral teria dito estar “na torcida” pelo banqueiro. Em outra, o advogado afirma que Gonet iria a Londres com o grupo. As conversas também fazem referências a charutos e uísque e registram uma pergunta sobre a possibilidade de o filho do procurador-geral participar da viagem.
Gonet nega manter relação de proximidade com Vorcaro. Durante a sessão do Supremo da semana passada, afirmou que encontrou o ex-banqueiro uma única vez, em Londres, na presença de outras autoridades, e classificou o contato entre os dois como “brevíssimo e banal”. Em manifestação encaminhada ao Conselho Superior, também afirmou se considerar plenamente apto a continuar atuando nos procedimentos relacionados ao Master.
Como será a sessão
Embora seja presidente do Conselho, Gonet não participará da deliberação sobre o próprio caso. Com isso, nove dos dez integrantes do colegiado estarão aptos a votar.
O primeiro a se manifestar será o relator do procedimento, o subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, que apresentará o relatório. Pelo regimento, após essa etapa poderão ocorrer sustentações orais, caso tenham sido requeridas, com duração de até 15 minutos. Sanseverino então apresentará seu voto e, na sequência, os demais conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade. Nicolao Dino, por presidir a sessão, votará por último.
A sessão desta sexta-feira não decidirá diretamente se Gonet cometeu alguma irregularidade. O que estará em discussão é se existem elementos suficientes para designar um subprocurador-geral da República para investigar eventual prática de crime comum atribuída ao chefe da PGR. Essa atribuição do Conselho está prevista na Lei Complementar 75, que organiza o Ministério Público da União.
Se prevalecer o entendimento de que não há elementos para avançar, o procedimento poderá ser arquivado. Caso o Conselho entenda que os fatos merecem aprofundamento, será designado um subprocurador para conduzir a apuração. Um pedido de vista de qualquer conselheiro também pode interromper o julgamento.
Não há, até o momento, indicação oficial de que Gonet fará uma manifestação durante a sessão. Sua posição já foi apresentada por escrito ao Conselho. Por ser diretamente interessado no procedimento, ele não participará da deliberação, que será conduzida por Nicolao Dino.
Fonte: OGLOBO
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Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira


Publicações que comentam uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil ganharam centenas de milhares de visualizações nas redes sociais entre a noite desta quinta-feira (24) e a manhã desta sexta (25). No Google Trends, buscas por Nossa Senhora Aparecida chegaram ao maior patamar dos últimos 3 meses.
O assunto ganhou força depois que publicações passaram a recuperar um projeto apresentado no Congresso em 2007, relacioná-lo ao bolsonarismo e transformar. A participação da jornalista Maria Cristina Fernandes, na Globonews, comentando uma reação de católicos a uma possível retomada do projeto, turbinou o assunto nas redes. A emissora fez uma errata e desmentiu a informação.
Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo – aparentemente a bordo de um jatinho – para negar qualquer intenção de promover a mudança.
Um dos posts de maior alcance foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.
O projeto exibido na publicação existe, mas foi apresentado há quase duas décadas pelo então deputado Professor Victório Galli, pastor evangélico que na época era filiado ao PMDB de Mato Grosso e que hoje é aliado da família Bolsonaro. Ele chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro.
O texto propunha alterar a lei que instituiu 12 de outubro como feriado nacional para trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada na Câmara e arquivada em agosto de 2008.
De projeto antigo a argumento eleitoral
A recuperação da proposta de 2007 rapidamente passou a ser usada para estabelecer uma ligação entre o episódio e o bolsonarismo.
A passagem de Galli pelo governo Bolsonaro, porém, não transforma a proposta de 2007 em um projeto de Flávio nem comprova a existência de uma articulação atual para aprová-la.
Outras publicações avançaram diretamente sobre o terreno eleitoral.
Já o perfil Jef publicou: “Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil”. O conteúdo chegou a cerca de 54 mil visualizações e 8 mil curtidas.
A discussão ganhou ainda outras derivações. Bic Müller afirmou que, se grupos evangélicos retirassem o título de Padroeira do Brasil, “o próximo passo” poderia ser acabar com feriados católicos.
Cássio Oliveira, por sua vez, recuperou uma declaração anterior de Flávio na qual o senador afirmou que, caso eleito presidente, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus”. O autor do post relacionou a frase à atual discussão sobre Aparecida.
A declaração recuperada pelo perfil não contém proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A associação foi feita pelo autor da publicação.
Post de padre
A repercussão não ficou restrita aos perfis que relacionaram diretamente o assunto à eleição.
O padre Sandro Rogério publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada de uma mensagem curta: “Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, rogai por nós!”.
A publicação ultrapassou 3 mil compartilhamentos e ganhou forte repercussão justamente nas horas em que a discussão sobre o título de Padroeira do Brasil se espalhava pelas redes.
O padre não mencionou Flávio Bolsonaro nem fez referência direta ao projeto de lei. O engajamento da publicação, no entanto, ajuda a dimensionar como a discussão sobre Aparecida mobilizou as redes.
A ministra Anielle Franco (PT-RJ) também entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que “a fé não é moeda de troca eleitoral”.
Bispo que chutou imagem fez campanha por Bolsonaro
Entre os “indícios” citados nas redes está o fato de que o pastor Sérgio Von Helder, que ficou nacionalmente conhecido após chutar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão, em 1995, fez campanha por Jair Bolsonaro em 2018 e chegou a chamar o 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, de “feriado satânico”.
Naquele ano, Von Helder declarou apoio à candidatura de Bolsonaro e afirmou que o então presidenciável estava “revolucionando o mundo”. O apoio político continuou em 2022, quando o pastor voltou a defender Bolsonaro nas redes e publicou ataques a Lula e alegações sem provas sobre o sistema eleitoral.
Flávio reage à repercussão
Com o assunto ganhando força, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo para negar que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“Não existe esse projeto”, afirmou.
Na publicação, o senador acusou adversários de espalharem uma “grande mentira” e declarou respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião”.
A resposta de Flávio também ganhou forte repercussão e acumulava cerca de 170 mil visualizações na manhã desta sexta, além de milhares de curtidas e compartilhamentos.
Disputa pelo eleitor católico
A velocidade com que o assunto se espalhou ocorre num momento em que o voto religioso ocupa espaço importante na eleição presidencial.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra comportamentos distintos entre católicos e evangélicos. Entre os eleitores católicos, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 33% de Flávio. Entre os evangélicos, a situação se inverte: Flávio registra 47%, contra 27% do presidente.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro nos segmentos religiosos é maior que a da amostra geral.
A polêmica também surge depois de manifestações recentes de bispos católicos sobre soberania, democracia e as eleições de 2026. Em 7 de setembro, por exemplo, o arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, defendeu a soberania nacional durante missa no Santuário e pediu aos eleitores que votem pensando no “bem comum”.
Não há evidência de que essas manifestações estejam relacionadas à história que viralizou nesta quinta-feira ou de uma ação institucional da Igreja Católica contra Flávio.
Nas redes, porém, a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida rapidamente deixou de se limitar ao antigo projeto de lei e passou a integrar a disputa política, com publicações de grande alcance dirigidas diretamente ao eleitorado católico.
Fonte: ICL
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“Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, revelou, em entrevista exclusiva a este colunista, no programa Agora Metrópoles, como atravessou a crise das liminares que afastaram e depois recolocaram Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal. Perguntado se havia conseguido dormir durante o episódio, respondeu: “Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente.”
A crise expôs divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal e provocou reação entre delegados da PF. Wellington afirmou que a corporação manteve suas atividades durante o afastamento de Andrei e disse que as instituições brasileiras foram capazes de superar o episódio.
Na entrevista, o ministro também falou sobre o combate às facções criminosas, a atuação do governo no sistema prisional e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A entrevista foi feita junto com Rafael Campos, meu companheiro de bancada no Agora Metrópoles.
Coluna – Ministro, o senhor enfrentou um momento delicado com decisões judiciais que chegaram a afastar temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal. Como avalia esse período e o que ele revelou sobre as instituições brasileiras?
Wellington César Lima e Silva – Eu tenho por base analisar essas questões na perspectiva da rigidez e do bom funcionamento das instituições. Obviamente, o ideal de uma democracia é que tenhamos o fluxo das relações sem nenhuma trepidação. Mas, no mundo real, muitas tensões ocorrem, algumas mais agudas, outras menos agudas.
Esse episódio proporcionou muita mobilização de todos nós que tínhamos de acompanhar seus desdobramentos. Mas a institucionalidade brasileira tem se revelado muito resiliente, muito forte, capaz de fazer a gestão das crises de modo adequado. No final, chegamos a um bom termo.
O importante a frisar é que, apesar desses eventos, a Polícia Federal não sofreu nenhuma solução de continuidade em seu funcionamento. Houve o andamento normal das atividades operacionais e da gestão durante o pequeno intervalo em que o diretor-geral esteve afastado. Seu substituto imediato desempenhou as tarefas com absoluta tranquilidade e sobriedade, com o apoio do Ministério da Justiça. Superamos bem esse desafio.
Coluna – O governo tem prometido adotar uma postura mais firme contra o crime organizado. Como o senhor avalia a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelo Escudo das Américas? O que isso representa para o combate às facções?
Wellington César Lima e Silva – Sua pergunta é uma excelente oportunidade para esclarecer um ponto que considero fundamental: este é um momento de extrema maturidade na condução da política de combate ao crime organizado.
É o momento institucional de maior interação entre os entes da Federação. O governo federal tem estabelecido uma parceria muito profícua e promissora com estados e municípios. Tivemos operações integradas com a prisão de mais de uma centena de infratores; operações contra o furto e o roubo de celulares; e acordos de cooperação no Rio de Janeiro para treinar guardas municipais e reforçar as divisas com a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal.
No que diz respeito às designações e classificações, há uma dimensão mais restrita aos especialistas que trabalham com nomenclaturas ou rótulos. Mas a população brasileira não está interessada no rótulo, e sim no conteúdo das medidas adotadas. O dia a dia do cidadão depende da efetividade do combate, com inteligência policial, inteligência financeira, tecnologia e operações no sistema prisional.
Além disso, a nossa Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, constitui um remédio fortíssimo. As penas e a severidade do tratamento dado às facções criminosas no Brasil são superiores às previstas na legislação brasileira para o terrorismo. A Lei Antifacção é mais severa do que a lei antiterrorismo.
Quanto às iniciativas de outros países, cada nação tem soberania e liberdade para tratar o tema como entender melhor. O Brasil continuará colaborando internacionalmente por meio da experiência da Polícia Federal e de seus órgãos de inteligência, sempre com foco em aumentar a efetividade do combate ao crime organizado.
Coluna – O Ministério da Justiça tem apoiado operações de retomada de territórios no Rio de Janeiro e investido em equipamentos para os sistemas penitenciários estaduais. Qual é a estratégia do governo nessa área?
Wellington César Lima e Silva – Quando apresentamos ao presidente a proposta do programa Brasil Contra o Crime Organizado, ouvimos as polícias, secretários de Segurança, procuradores e especialistas. Definimos quatro eixos fundamentais: asfixia financeira das organizações criminosas, com inteligência para seguir o dinheiro; aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico ilícito de armas; e fortalecimento do sistema prisional.
No eixo prisional, decidimos dotar 138 unidades prisionais estaduais de capacidades semelhantes às do Sistema Penitenciário Federal. Mapeamos que cerca de 80% das lideranças do crime organizado estão concentradas nesses 138 presídios, espalhados pelas 27 unidades da Federação. Treze deles ficam no Rio de Janeiro.
Atuamos com a entrega de equipamentos, a formação de policiais penais e operações constantes para cortar o sinal de celulares e neutralizar ordens que venham de dentro das cadeias. Entregamos recentemente mais de R$ 12 milhões em equipamentos no Rio de Janeiro. Dos cerca de 2.500 celulares apreendidos recentemente, 53% foram retirados de dentro dos presídios.
Coluna – Agora, ministro, antes de passar a última pergunta para o Rafael Campos, meu companheiro aqui do Agora Metrópoles, eu queria fazer uma provocação ao senhor. Me fale a verdade: o senhor chegou a dormir durante a guerra das liminares? Fale só para nós três aqui, não tem mais ninguém ouvindo. O senhor chegou a dormir enquanto o diretor da Polícia Federal, que é seu subordinado, caía e voltava, caía e voltava para o cargo?
Wellington César Lima e Silva – Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente. Todos que me conhecem podem confirmar isso. Essa provocação ficou mais fácil de responder.
Quero registrar, Matheus, a satisfação de estar aqui e dizer que, apesar da nossa agenda atribulada, a qualidade do jornalismo que você conduz me fez sentir à vontade para participar. Queria registrar isso e abraçar toda a comunidade do Metrópoles.
Coluna – Agradeço pelas palavras, ministro. O Ministério da Justiça lançou medidas para o ambiente digital, desde a proteção de crianças até o combate a golpes e fraudes online. Qual é a principal mensagem dessas iniciativas?
Wellington César Lima e Silva – A principal mensagem é que a internet não pode ser uma terra sem lei. Temos de estabelecer critérios e regras claras que protejam as crianças, os adolescentes e outros segmentos vulnerabilizados.
O Ministério da Justiça conta com uma equipe altamente qualificada. O ECA Digital, por exemplo, é um dos diplomas legais sobre o tema mais reconhecidos internacionalmente. Atuamos fortemente no combate ao cambismo digital, na regulação de plataformas e na proteção das mulheres no ambiente digital.
Estamos batendo recordes na redução de homicídios, roubos de carga e furtos de celular. A intervenção que estamos realizando no sistema prisional e na segurança digital é uma das mais significativas já feitas pelo governo federal. Agradeço a oportunidade e o espaço aqui no Agora Metrópoles.
Fonte: Metrópoles
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Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína


A operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra policiais civis, na manhã desta quinta-feira (24), cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal foram presos durante a ação. Entre os alvos, estão um delegado, que não foi encontrado, investigadores e um ex-investigador, além dos PMs.
As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.
Desvio de droga
O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.
A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.
Os policiais que integram a organização criminosa se valiam de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.
fONTE: midiamax
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‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro


Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.
Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.
Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.
Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis.
Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.
Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou.
Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa pela mansão em Angra dos Reis.
Após a publicação da reportagem, Lídia mudou sua versão. Admitiu ser ela, e disse que nunca exerceu a profissão de empregada doméstica. Ela afirmou que respondeu desta forma porque ficou assustada e queria encerrar a conversa. A íntegra da manifestação está reproduzida ao final no texto.
Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.
Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.
Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.
De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.
Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.
Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium, Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.
Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra
Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.
Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.
Fonte: ICL
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MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno


Belo Horizonte — Líder nas pesquisas que medem a disputa pelo Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) intensificou os movimentos para ampliar sua base eleitoral e tentar vencer a eleição no primeiro turno. A estratégia combina apelos aos indecisos, aproximação com eleitores de Lula (PT), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e adesões de integrantes do PL mineiro. O movimento mais recente foi ganhar o apoio do candidato ao Senado Domingos Sávio (PL), que oficialmente está na chapa de Flávio Roscoe (também do PL).
O esforço ganhou força após pesquisas mostrarem que Cleitinho tem chances de ser eleito sem a necessidade de segunda rodada.
Risco no segundo turno
A ofensiva para encerrar a disputa no primeiro turno também ocorre quando Patrus Ananias, o candidato do PT, começa a mostrar maior competitividade em eventual segundo turno. De acordo com o Real Time Big Data, Cleitinho teria 43% contra 42% do petista, em empate técnico.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. A possibilidade será novamente testada pelas pesquisas Quaest e Datafolha, que serão divulgadas nesta quarta (23/9) e quinta-feira (24/9), respectivamente.
Fonte: Metrópoles
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AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º


A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, contra 43,4% de Flávio.
Em um eventual segundo turno, o presidente volta a aparecer na frente e tem 47,7%, enquanto o senador aparece com 47,4%. As diferença é de 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos. Empate técnico, portanto.
No cenário de primeiro turno, Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 4,5%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos representam 0,7%, enquanto 0,5% não soube responder.
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, contra 43,9% de Flávio. Renan Santos registra 4,6%; Augusto Cury, 2,1%; Caiado, 1,4%; Zema, 0,9%; e os demais candidatos, somados, 0,8%.
Flávio reduziu distância para Lula nas últimas pesquisas
A série histórica da AtlasIntel mostra uma redução da distância entre os dois principais candidatos ao longo dos últimos meses. Em abril, Lula tinha 44,2%, contra 39,3% de Flávio. Em junho, o presidente chegou a 46,3%, enquanto o senador marcou 36,6%. Em julho, eram 44,9% para Lula e 35,8% para Flávio.
Em agosto, Lula aparecia com 43,4%, contra 33,7% de Flávio. O quadro começou a mudar de forma mais acentuada em setembro. Na pesquisa divulgada no dia 10, Lula tinha 43%, contra 37,4% do senador.
Na rodada seguinte, divulgada em 17 de setembro, Lula avançou para 44,1%, enquanto Flávio chegou a 41,7%, deixando a diferença em 2,4 pontos. Agora, a pesquisa divulgada nesta quarta aponta Lula com 45,8% e Flávio com 43,4%.
Lula volta a aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo turno
A disputa permanece apertada em um eventual segundo turno. Lula registra 47,7%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 47,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,9%. A diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro. Nos votos válidos, o resultado corresponde a 50,2% para Lula e 49,8% para Flávio.
O resultado representa uma inversão numérica em relação às duas pesquisas anteriores da Atlas. Na rodada divulgada em 10 de setembro, Flávio tinha 46,4%, contra 46,2% de Lula.
Uma semana depois, em 17 de setembro, o senador havia ampliado ligeiramente a diferença: 47,2% contra 46,8% do presidente. Agora, Lula passa numericamente à frente, com 47,7% contra 47,4%.
A série histórica mostra que a distância já foi significativamente maior. Em agosto, por exemplo, Lula tinha 47,1%, contra 42,6% de Flávio. Em julho, o placar era de 49,2% a 42,9%.
A Atlas também testou Lula contra outros quatro candidatos. No confronto com Romeu Zema, o presidente registra 47,6%, contra 42,2% do candidato do Novo. Brancos, nulos e indecisos somam 10,2%.
Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 46,6%, e o candidato do PSD, 44%. Outros 9,4% não escolheriam nenhum dos dois ou não souberam responder.
A diferença aumenta nos outros cenários. Lula marca 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury, enquanto, diante de Renan Santos, registra 46,5% contra 31,2%.
Desaprovação de Lula cai para 53%
A pesquisa também mostra uma melhora na avaliação pessoal do presidente em comparação com a rodada anterior. Lula é desaprovado por 53% dos entrevistados e aprovado por 45,4%. Outros 1,6% não souberam responder.
Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, a desaprovação estava em 53,6%, enquanto a aprovação era a mesma, de 45,4%. Assim, a desaprovação oscilou 0,6 ponto para baixo entre as duas rodadas. No fim de agosto, 52,9% desaprovavam o desempenho de Lula e 45,4% aprovavam.
Avaliação negativa do governo também recua
Quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a administração federal, 50,9% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo. Outros 40,4% avaliam a gestão como ótima ou boa, enquanto 8,7% a consideram regular.
Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, o grupo que considerava a gestão ruim ou péssima correspondia a 51,5%, enquanto 40,9% avaliavam o governo como ótimo ou bom e 7,6% como regular.
Entre as duas rodadas, a avaliação ruim ou péssima oscilou 0,6 ponto para baixo, enquanto a avaliação ótima ou boa variou 0,5 ponto negativamente.
Lula e Flávio têm rejeição acima de 50%
O levantamento também mostra proximidade nos índices de rejeição dos dois principais candidatos. Questionados sobre em qual dos políticos não votariam de jeito nenhum, 51,6% citam Lula e 50,6% apontam Flávio Bolsonaro. A diferença é de um ponto percentual.
Na pesquisa anterior, Lula tinha rejeição de 52%, contra 50,2% de Flávio. Isso significa que a rejeição ao presidente oscilou 0,4 ponto para baixo, enquanto a do senador variou 0,4 ponto para cima.
Jair Bolsonaro aparece como o terceiro nome mais rejeitado no levantamento atual, com 39%. Renan Santos tem 33,5%; Romeu Zema, 30,4%; Ronaldo Caiado, 23,7%; e Augusto Cury, 21,4%. Apenas 0,6% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
Fonte: ICL
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Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle


Folhapress) – Uma assessora de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou, em 2023, da liberação de emendas parlamentares enviadas pelo senador com o miliciano Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que foi condenado em fevereiro deste ano pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).
O montante de R$ 199 mil foi enviado por Flávio a um projeto de futebol do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio), no Rio. A entidade fica localizada no bairro Taquara, uma área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão –condenados como mandantes da morte de Marielle.
A Polícia Federal vê indícios de desvios de recursos no envio dos repasses. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em diálogos obtidos pela PF entre Calixto e a assessora de Flávio, Maria de Fátima Bezerra Castro. A Folha de S.Paulo também teve acesso às conversas.
Em nota, a assessoria de Flávio, atualmente candidato à Presidência pelo PL, disse que os repasses foram feitos dentro da lei e seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte.
“A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, afirma.
Os irmãos Brazão foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão pelo STF em fevereiro por terem sido os mandantes da morte de Marielle e chefiarem de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Calixto recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar o grupo.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Robson Calixto, Gabriel Habib, por mensagem e por ligação nesta segunda-feira (21), mas não houve resposta. Cleber Lopes, que representa Chiquinho, disse que não se manifestaria. A defesa de Domingos Brazão no caso Marille informou que não cuida desse tema relacionado a emendas. O espaço segue aberto para os demais citados.
Conversas
Nos diálogos, coletados de um celular de Calixto em março de 2024, quando ele foi alvo de busca e apreensão no caso Marielle, o miliciano afirma ao contato salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar”.
A assessora do candidato do PL pede que ele mande um email ou um ofício com a solicitação, o que é feito por Calixto. Ela, então, pergunta quando o miliciano iria a Brasília. “Vou em Novembro, será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”, respondeu.
Os diálogos entre eles se estenderam até março de 2024, com cobranças de Calixto por “notícias boas” e um pedido para que Flávio Bolsonaro não esquecesse o Ifop. “Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, diz ele em uma conversa de novembro. “Pode deixar”, afirma a assessora. Dias depois, Mária de Fátima declara que ligaria para Calixto.
“Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo”, escreveu o miliciano em 22 de março de 2024.
Além da negociação envolvendo as mensagens, os registros mostram a funcionária do senador pedindo ingressos para um desfile na Sapucaí. “Joinha!!! Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?”, enviou a assessora de Flávio a Calixto.
A solicitação foi classificada pelos investigadores como vantagem indevida.
Em outra troca de mensagens, de outubro de 2023, Maria de Fátima convida o assessor de Chiquinho Brazão para ir a uma cerimônia de entrega de coletes para a Polícia Militar do Rio e cobrar pessoalmente Flávio pela liberação dos recursos. “Leva o deputado”, diz ela a Calixto.
Em julho, a PF deflagrou uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão a ONGs no Rio, para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação, diz a polícia, identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.
Fonte: ICL
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Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP


Os candidatos Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas de São Paulo para o Senado, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (22/9).
No cenário estimulado, Tebet registra 29,6% das intenções de voto, enquanto Derrite tem 29,3% e Marina marca 28,3%. A diferença entre o primeiro e o terceiro nome é de 1,3 ponto percentual, inferior à margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos.
André do Prado (PL) aparece na sequência, com 25%. Ricardo Salles (Novo) registra 10,6%, e Geraldo Rufino (Podemos) soma 5,4%.
Soninha Francine (Cidadania) tem 3,5%; Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 2%; Maíra de Souza (UP), 1,8%; Guto Schiavetto (Missão), 1,2%; e Márcio Alves (UP), 1,1%.
William Teixeira (Agir) aparece com 0,8%; Ednelson Cesaretti (PCO) registra 0,7%; Weller Gonçalves (PSTU) contabiliza 0,6%; e Petter Maahs (PCB) soma 0,4%.
Como São Paulo elege dois senadores em 2026, cada entrevistado pôde escolher até dois candidatos. Por isso, os percentuais somam mais de 100%.
Veja:
- Simone Tebet (PSB): 29,6%
- Guilherme Derrite (PP): 29,3%
- Marina Silva (Rede): 28,3%
- André do Prado (PL): 25%
- Ricardo Salles (Novo): 10,6%
- Geraldo Rufino (Podemos): 5,4%
- Soninha Francine (Cidadania): 3,5%
- Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2%
- Maíra de Souza (UP): 1,8%
- Guto Schiavetto (Missão): 1,2%
- Márcio Alves (UP): 1,1%
- William Teixeira (Agir): 0,8%
- Ednelson Cesaretti (PCO): 0,7%
- Weller Gonçalves (PSTU): 0,6%
- Petter Maahs (PCB): 0,4%
- Branco, nulo ou nenhum: 10,4%
- Não sabe/não opinou: 6,6%
Na comparação com a sondagem anterior do Paraná Pesquisas, André do Prado teve a maior variação numérica entre os cinco primeiros colocados.
O deputado estadual aparecia com 19,3% na rodada anterior e agora registra 25%, diferença de 5,7 pontos percentuais entre os dois levantamentos.
Tebet passou numericamente de 29,5% para 29,6%, enquanto Derrite foi de 28,9% para 29,3%. Marina oscilou de 30,4% para 28,3%.
Salles, por sua vez, passou de 16,4% para 10,6%, diferença numérica de 5,8 pontos percentuais.
Na rodada anterior, realizada entre 7 e 10 de setembro, Marina tinha 30,4%, Tebet contabilizava 29,5% e Derrite somava 28,9%, e os três também apareciam tecnicamente empatados.
O Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios de São Paulo entre 19 e 21 de setembro. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.
Fonte: Metrópoles
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Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro


Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro, e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, que beneficiou o banco.
O argumentação foi feita por meio de uma petição apresentada em junho, na qual a defesa de Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o banqueiro determinadas pelo ministro do STF André Mendonça.
Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) teria beneficiado o Master.
Segundo banqueiro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente.
“Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro.
Lima argumenta que a emenda de Jaques na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha.
“A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição.
Jaques não votou
Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima.
Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação.
A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista.
“O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF.
Fonte: Metrópoles
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Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints


O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teria enviado mensagens ao banqueiro Daniel Vorcaro entre 2024 e 2025. Segundo prints revelados pelo site Fatos Online, Ibaneis encaminhou a Vorcaro decisão liminar e publicação de lei que tratava da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
No primeiro diálogo, em 19 de setembro de 2024, o então governador diz: “Excelente almoço. Obrigado”. O banqueiro teria afirmado que “gostou muito” e sugerido jantar para a semana seguinte, e Ibaneis concorda: “Vou deixar reservado”.
O segundo print é referente ao período de março e maio de 2025. O diálogo registra três chamadas de voz perdidas. Depois, em 10 de maio de 2025, Ibaneis encaminha decisão judicial que derrubou liminar que proibia assinatura do contrato definitivo de aquisição do Banco Master pelo BRB. A decisão foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) João Egmont.
Em agosto de 2025, segundo os prints, houve ao menos três chamadas de voz efetuadas, que duraram 1 minuto e 42 segundos; 1 minuto e 04 segundos; e 51 segundos.
Horas depois da última ligação, Ibaneis mandou edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de 20 de agosto, que trouxe a publicação da Lei nº 7.739, que autorizou a aquisição pelo BRB de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.
Ibaneis afirmou à reportagem que a mensagem é um print de uma conversa que teve com terceira pessoa, e não com Daniel Vorcaro. “Demonstra uma atuação institucional no campo político e jurídico em uma época que estávamos todos convencidos pelo Paulo Henrique que seria um excelente negócio para o BRB e para Brasília”, declarou o ex-governador, em referência ao ex-presidente do BRB preso por suspeita de receber propina de Vorcaro para atuar a favor do Master.
Veja os prints:

Ibaneis deixou o cargo de governador no fim de março de 2026, com objetivo de se candidatar ao Senado. Pouco depois, porém, desistiu do projeto político.
Fonte:Metrópoles
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R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro


O arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques.
O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça focara apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.
A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. A coluna procurou o ministro e o desembargador. O posicionamento será incluído assim que for encaminhado.
O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES
Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato obtido pelo Metrópoles revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões).
Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar.
Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que sempre votara contra esse tipo de ação, mudou para uma posição favorável.
“É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro.
Em outra mensagem, ela marca uma reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente.
Sobre esse tema, Kassio Nunes já disse o seguinte:
“Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”
DIÁRIAS NO FASANO PARA O MINISTRO E CAMAROTE PARA O DESEMBARGADOR
Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval.
Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado uma reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.
Em outra troca, a identidade de “KN” se revela.
Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton:
“Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”
Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”.
A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher.
“Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”
Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?”
Vorcaro respondeu: “Ok”.
O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES


O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito.
As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.
O acordo abrangia não apenas as ações nas instâncias inferiores, mas também todos os recursos e incidentes delas decorrentes. Os honorários deveriam ser pagos até cinco dias depois da obtenção dos ganhos.
O documento também autorizava o escritório da mulher do desembargador Newton Ramos a receber diretamente da União a parcela correspondente aos honorários e a inscrever precatórios em seu próprio nome.
MINISTRO VIAJOU DE JATINHO PARA ANIVERSÁRIO DE CAMILLA RAMOS
A relação entre Vorcaro e Kassio Nunes Marques aparece em uma série de benefícios e pedidos registrados nas mensagens: hospedagem no Fasano, reserva de uma mansão durante o Carnaval no Rio de Janeiro, ajuda na organização de uma viagem de dez dias para cinco pessoas e deslocamento em jato particular para o aniversário da mulher do desembargador em Maceió.
Durante o Carnaval de 2025, uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro, foi reservada para receber o ministro, identificado nas mensagens como “KN”, como revelou o Metrópoles. O imóvel, pertencente ao ator Márcio Garcia e anunciado por R$ 250 milhões, foi alugado por R$ 1,45 milhão durante uma semana.
A casa tem mais de 6 mil metros quadrados, sete suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, cinema, boate, minigolfe e vista para o mar e para a Pedra da Gávea.
As mensagens mostram que a estadia foi organizada com bebidas de luxo, passeios de helicóptero, acesso a camarotes e uma feijoada para cerca de 40 convidados.
Há ainda uma conversa sobre um encontro com mulheres. Em uma das mensagens, revelada pela coluna, uma delas afirma que uma garota “ficou com o Kassio”. Na sequência, cobra do banqueiro R$ 10 mil que teriam ficado pendentes pelo encontro.
O IMPEDIMENTO
Na última semana, Kassio Nunes se declarou impedido para julgar o colega Alexandre de Moraes por suas relações com Vorcaro. A decisão ocorreu após o Metrópoles revelar mensagens de Vorcaro nas quais consentia um assessor a seguir com o pagamento mensal de R$ 500 mil para o filho do ministro.
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A coluna também revelou que as conversas indicavam o pagamento para uma garota que havia servido “KN”.
Presidente do TSE, o ministro alegou que sua participação no julgamento de Moraes poderia impactar seus trabalhos na Corte eleitoral.
Fonte: Metrópoles
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Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site


Uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro indica que Vorcaro demonstrava preocupação com o possível vazamento de um encontro com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no fim de 2024. As conversa foram trocadas pelo WhatsApp em dezembro daquele ano e são analisadas no âmbito das investigações sobre o caso Master. As informações são dos repórteres Rodrigo Martins e Sergio Lirio, do site Carta Capital.
O assunto foi levantado inicialmente por Carneiro em 8 de dezembro de 2024. Ele perguntou a Vorcaro se o banqueiro participaria de um jantar com Flávio Bolsonaro e o pai dele, após receber uma cobrança de um interlocutor identificado como Thiago. “Thiago está cobrando se você vai num jantar com meu xará e com o pai dele, pelo que entendi, você está ciente disso?”, escreveu o empresário. Vorcaro respondeu inicialmente que não sabia do que se tratava.
Carneiro insistiu e disse ter imaginado que o banqueiro já tivesse sido informado sobre o encontro. Em seguida, Vorcaro respondeu: “Temos que pensar nisso. Vamos nos falar primeiro”. No dia seguinte, foi o próprio banqueiro quem retomou a conversa. “Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”, escreveu. Depois, acrescentou: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”.
As mensagens não permitem concluir se o jantar mencionado chegou de fato a ocorrer.
Segundo fontes ligadas à investigação do Caso Master, o “xará” citado por Carneiro seria Flávio Bolsonaro, enquanto a referência ao “pai dele” corresponderia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro ainda não estava preso, mas cumpria medidas cautelares determinadas pela Justiça no processo que investigava a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre as restrições estavam a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e limitações de contato com outros investigados.
Ainda de acordo com fontes relacionadas às apurações, o “Thiago” mencionado na conversa seria o publicitário e lobista Thiago Miranda, proprietário da Agência MiThi e, naquele período, sócio do Grupo Léo Dias de Comunicação.
A sociedade foi encerrada em maio de 2026, depois de Miranda ser alvo da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter participado da articulação do chamado “Projeto DV”, que teria como objetivo contratar influenciadores para questionar a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.
Fonte: ICL
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Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros


Em comemoração ao aniversário de 97 anos de Rio Brilhante, a Câmara Municipal realiza no dia 21 de setembro de 2026, às 19h, no Plenário Senador Ramez Tebet, a tradicional Sessão Solene em Homenagem aos Pioneiros do Município. O evento é promovido pelo presidente da Casa de Leis, vereador José Maria Caetano de Sousa (Nô), juntamente com os demais vereadores e vereadoras.
A solenidade vai reconhecer a trajetória de personalidades que representam diversos segmentos da sociedade e contribuíram para o desenvolvimento local, com indicação direta dos parlamentares.
Homenageados:
❖ Aldérico Centenaro
❖ Altamiro Nogueira Barbosa
❖ Arcênio Gomes Thomáz
❖ Biaggio Meazza
❖ Celeide Sampaio Panta
❖ Dom Ramon
❖ Hisae Matsunaka das Neves
❖ Juarez Kalife
❖ Márcia Solange Rosa Azambuja
❖ Manoel Corrêa
❖ Marta Herichs
❖ Sônia Rejane Zemolin Migotto
❖ Walter Beck
Momento Cultural Histórico
A programação começa às 19h com uma atração artística marcante: o sanfoneiro Dom Ramon fará uma apresentação inédita ao tocar o Hino de Rio Brilhante na sanfona pela primeira vez. A abertura cultural contará ainda com o radialista e jornalista João Carlos Toniazzo, que declamará trechos da composição que simboliza a história do município.
A partir das 19h20, terá início a entrega oficial das homenagens aos pioneiros no plenário.
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Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR


Três candidatos estão tecnicamente empatados na primeira posição ao Senado no Paraná, indica a Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18/9). O levantamento mostra a liderança numérica de Deltan Dallagnol (Novo), com 31,6%; seguido de Alexandre Curi (Republicanos), com 30,4%, e Filipe Barros (PL), com 26,3%.
Gleisi (PT) tem 25,9%, empatando tecnicamente com Alexandre Curi e Filipe Barros, e está no limite da margem de erro com Dallagnol.
O levantamento ouviu 1.280 eleitores entre 15 e 17 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-01022/2026.
Desde a última pesquisa, no início de setembro, Filipe Barros foi o candidato com o maior crescimento. Ele saiu de 22,9% para 26,3%, retomando o patamar de agosto.
Fonte: Metrópoles
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Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro


Por Igor Mello e Flávio VM Costa
Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.
Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.
Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.
O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.
A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:
- O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
- O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
- O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
- O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
- O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;
Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.
Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.
“Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.
O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.
O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.
Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.
Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.
Proximidade com a família Bolsonaro
De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.
“O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.
A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.
De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.
“É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.
O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.
Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.
Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.
Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.
Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.
No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.
Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.
Relação com Castro e Bacellar
Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.
Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.
Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.
Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.
Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.
Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.
No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa.
Outro lado
Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.
A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.
Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.
A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.
“A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.
Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.
A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.
Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.
Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.
O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:
“A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.
Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.
O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.
É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece. No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.
fonte: ICL
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‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso


O deputado federal e candidato ao Senado Federal pelo PT em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, afirma que não há como adiar a discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para folgar em apenas um.
O presidente Lula (PT) se reuniu com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em que ficou definido que o projeto será votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal na próxima semana e irá ao plenário após as eleições.
“Não há como arrastar mais esta discussão, tendo em vista o conjunto de demonstrativos científicos e estatísticos que mostram os graves impactos que a carga horária de seis dias de trabalho por apenas um de folga provoca na saúde, na qualidade de vida dos trabalhadores e na própria economia”, alega Vander Loubet.
O relator da PEC e senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou o parecer, mantendo o texto original para ser votado na CCJ.
“Vivemos numa sociedade capitalista e esta proposta não quebra o regime, apenas modifica e humaniza sua essência. Não há prejuízo – repito – à engrenagem produtiva, pelo contrário, há perspectiva real de melhoria. Trabalhadores e trabalhadoras, satisfeitos e saudáveis, têm mais produtividade e condições para o desempenho das suas tarefas”, pontua Vander.
O candidato ao Senado Federal acrescenta que a redução da escala favorece o aumento de produção do trabalhador em meio a um ambiente com mais qualidade de vida e bem-estar. O fim da escala 6×1 também representa menos problemas de saúde mental, estresse, transtornos psíquicos, entre outros.
“Além disso, a carga excessiva gera uma consequência das mais danosas à economia: o crescimento expressivo nos afastamentos de trabalhadores por causa do esgotamento impõe custos extras, não só para os empregadores, como também para os empregados”, ressalta.
Fonte: Midiamax
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6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação


O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou, nesta quinta-feira (27/8), seu parecer pela admissibilidade da matéria. O senador rejeitou as emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a fim de acelerar a tramitação.
O senador avaliou, em seu parecer, que nenhuma das sugestões de mudança apresentadas por senadores “corrige vício, supre lacuna ou aperfeiçoa o texto” referendado pelos deputados. Com isso, a PEC fica mais perto da promulgação, uma vez que mudanças de mérito implicariam o retorno da matéria à Câmara, alongando o processo até a conclusão do debate.
O relator defendeu que a redução da jornada representa uma atualização das regras trabalhistas, diante das mudanças ocorridas desde a Constituição de 1988. Ele lembrou que o limite de 44 horas semanais está em vigor há 38 anos e afirmou que a revisão desse patamar “não é, nesse contexto, ruptura, mas atualização há muito devida”.
Aziz também argumentou que as jornadas mais longas atingem principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade.
Com base em dados do Ipea, o senador destacou que 80% dos vínculos com carga superior a 40 horas semanais recebem até dois salários mínimos. Para o relator, a redução da jornada é, por isso, uma medida de “justiça distributiva, e não apenas de política laboral”.
O parlamentar ainda comparou a proposta ao movimento adotado por outros países. Ele citou Colômbia, Chile e México, que aprovaram cronogramas de redução da jornada semanal, e argumentou que o Brasil mantém hoje um limite superior ao padrão de 40 horas defendido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No parecer, o senador ressaltou que a substituição da escala 6×1 pela 5×2 pode ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e a outras atividades, como estudo e lazer. Para Aziz, jornadas extensas aumentam o desgaste físico e psicológico.
“Não é a quantidade de dias trabalhados que assegura maior produção: os estudos disponíveis indicam que a saúde mental e a produtividade decaem sob jornadas extensas e concentradas, de modo que o trabalhador descansado rende mais e erra menos”, destacou.
O relator reconheceu, porém, que a redução da jornada sem corte de salários exigirá adaptação das empresas. Aziz afirmou que a mudança demanda “reorganização produtiva”, mas pontuou que o texto prevê uma transição e mantém espaço para negociações coletivas sobre compensação de horários e organização da jornada.
Na avaliação dele, as medidas aprovadas pela Câmara evitam que a alteração seja implementada de forma “abrupta e incondicionada”.
O que diz a PEC
- O texto reduz o atual teto de jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, e estabelece dois dias de descanso – um deles, preferencialmente, aos domingos.
- A transição ocorrerá de forma escalonada: as duas primeiras horas serão reduzidas 60 dias após a promulgação, e as duas restantes, 12 meses depois, totalizando 14 meses de processo.
- A redução da jornada não poderá acarretar redução salarial nem a proporcional remuneração em razão da nova carga horária.
- Serão permitidos acordos coletivos para casos específicos de cada categoria.
- Ficam fora das regras de controle de jornada empregados que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, à exceção do funcionalismo público.
- Contratos públicos que dependam da mão de obra deverão ser revisados em até 12 meses, valendo a redução após aditamento.
- A PEC prevê uma lei complementar para medidas transitórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e a permissão para contratar mais de um funcionário.
A redução da jornada de trabalho foi uma das quatro prioridades elencadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O trio se reuniu na quarta-feira (26/8), em mais um gesto de aproximação.
Também tramita na CCJ a PEC da Segurança Pública. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto aprovado na Câmara para acelerar a tramitação. Assim, a matéria pode ser votada na CCJ na próxima semana.
Alcolumbre, porém, não se comprometeu a levar a redução da jornada de trabalho ao plenário e encerrar a tramitação na próxima semana. O presidente do Senado disse à imprensa, após a reunião e ao lado de Lula, que as PECs estão recebendo o tratamento “regimentalmente adequado” na CCJ.
Fonte: Metrópoles
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Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas


Belo Horizonte – A volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa por uma vaga no Senado, a ser confirmada nesta sexta (28/9), mexe nos cálculos das campanhas em Minas Gerais. Embora Aécio ainda não tenha oficializado a candidatura, interlocutores do tucano garantem que ele voltou ao jogo.
A ideia é anunciar a candidatura em uma coletiva nesta sexta. Ele faria parte da coligação em torno da candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo.
A entrada de Aécio tem potencial para congestionar a corrida pelas duas vagas mineiras no Senado. Hoje, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem praticamente embolados nas pesquisas, atrás da petista Marília Campos.
No levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27/8), Marília aparece com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos. Viana e Domingos têm 13% cada, enquanto Aro registra 12%. A pesquisa não incluiu Aécio entre os nomes apresentados aos eleitores.
O cenário ajuda a explicar por que uma eventual candidatura do ex-governador passou a ser observada com atenção pelos demais postulantes.
Em julho, quando a Quaest incluiu Aécio, o tucano apareceu competitivo. Ele marcou 16%, atrás apenas de Marília Campos, com 18%, e à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.
Os levantamentos indicam que o ex-governador entraria na disputa com um nível de intenção de voto capaz de alterar o equilíbrio atual.
Direita tem disputa apertada
Sem Aécio na lista do Real Time Big Data, os três principais nomes à direita e ao centro-direita aparecem separados por apenas um ponto percentual: Viana e Domingos, com 13%, e Aro, com 12%.
Aécio tem rejeição
Aécio foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e exerce mandato de deputado federal.
Esse grau de conhecimento faz com que ele não precise partir do mesmo estágio de candidatos menos conhecidos, mas também traz uma rejeição elevada.
Na Quaest divulgada em julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Ao mesmo tempo, 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de voto.
O cenário transforma o tucano em um candidato com elevado potencial eleitoral, mas também com um teto que deverá ser enfrentado.
Fonte: Metrópoles
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Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa nesta terça-feira (25) em Cuiabá, durante a Operação Bóreas deflagrada pela Polícia Federal, que investiga organização criminosa atuante na logística de transporte aéreo internacional de drogas e de armas de fogo.
As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, pela utilização de aeronaves e de pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de cocaína e de armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.

O Primeira Página entrou em contato com o advogado Fernando Faria, que patrocina a defesa de Thatiana, que informou à reportagem que a prisão da cliente, que também é advogada e membro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) é considerada por ele ilegal.
Para o defensor, a detenção não seguiu os protocolos exigidos quando envolve um membro da Ordem e acredita que ao ser examinada a prisão preventiva não preencherá os quesitos necessários para sua manutenção.
“A condução foi ruim, fora do protocolo, fora da lei, portanto, ilegal. E se examinada a prisão, superada essa questão, a prisão é ilegal também porque não preenche os requisitos, é desnecessária e não é adequada”, mencionou.
Já a OAB-MT manifestou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência, para garantia das prerrogativas. “Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, diz trecho da nota.
Prisão e apreensão de carro de luxo e mais de R$ 80 mil
O mandado de prisão preventiva em desfavor de Thatiana foi expedido pela 4ª Vara Federal da Justiça de Tocantins. Com ela foram apreendidos um celular Iphone, R$ 9.800 reais em dinheiro que estavam na mesa de cabeceira da investigada, além de outros R$ 75 mil em uma gaveta da sala do apartamento, totalizando R$ 84.800. Um veículo VWT CRoss também foi apreendido.
Segundo o auto circunstanciado de busca acompanharam a busca e apreensão os advogados Patrícia Alves de Carvalho, Pedro Rodrigues da Silva Neto e ainda Lucas André de Carvalho Teles Figueiredo, do Tribunal de Prerrogativas da OAB-MT. O documento cita ainda que o advogado dela Fernando Faria também acompanhou a busca e apreensão.
Após o procedimento, Thatiana foi recolhida nas dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, em Cuiabá.
“Cumpre informar que a referida unidade não dispõe de instalação especificamente disposta ou denominada como “Sala de Estado Maior”. Contudo, a fim de assegurar integralmente a dignidade, a segurança e as prerrogativas da advogada, o recolhimento está sendo cumprido em cela individual”, diz trecho.
Durante audiência de custódia a prisão foi mantida pelo juiz plantonista da Justiça Federal Jeferson Schneider. Na sessão, a advogada chorou e disse que não sabia porque estava sendo presa e que foi tratada como uma “criminosa federal”
“Eu tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá, não sei do que se trata, eu tenho um irmão que está preso fora, imagino que seja algo ligado a ele, pelo mandado de Tocantins. Eu tô me sentindo totalmente fora da minha realidade, eu não faço ideia do fundamento disso. Eu nunca pisei numa delegacia, nunca tive o nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”, comentou a advogada.
Operação Bóreas
Segundo a PF, a ação contou com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO). A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.
Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Se comprovadas as participações nos supostos crimes, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
Fonte: Primeira Página
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Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade


A postulante a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que se envolveu em polêmica na última semana, após apuração do Metrópoles revelar que ela era beneficiária do Bolsa Família desde 2018, declarou possuir ensino superior completo no ato de registro da candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o documento enviado para comprovar a escolaridade não condiz com o grau de instrução assinalado.
De acordo com dados obtidos pelo Consulta Pública Unificada, o documento encaminhado à Justiça Eleitoral pela candidata trata-se de um histórico escolar do ensino fundamental II, que comprova apenas a conclusão da 7ª série por Barclay, em 2014. O documento foi emitido em abril de 2021.
O que diz a candidata?
Questionada inicialmente, a assessoria da candidata não desmentiu a informação e reafirmou que todos os documentos comprobatórios referentes ao grau de instrução haviam sido entregues à Justiça Eleitoral.
“Toda a documentação apresentada pela candidata referente à sua escolaridade foi devidamente encaminhada e protocolada junto à Justiça Eleitoral, integrando a documentação apresentada para o registro de sua candidatura”, escreveu.
Contudo, em uma segunda abordagem, após a equipe de reportagem informar que havia obtido acesso ao documento, a assessoria confirmou que Sophia Barclay não possui ensino superior e justificou a informação prestada no sistema como equívoco cometido no registro da candidatura.
“A informação referente à escolaridade superior constante no cadastro eleitoral foi identificada como um equívoco, e a equipe jurídica, juntamente com o partido, já foi acionada para providenciar a devida correção.”
Ao Metrópoles, a equipe ressaltou ainda que a candidata abandonou os estudos aos 15 anos, após ser expulsa de casa. Segundo a nota, Barclay retornou à escola, em 2023, e concluiu o ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Até o momento de publicação desta matéria, não havia sido feita nenhuma solicitação para alterar a informação, e o grau de instrução ainda consta como “Superior Completo” no site do TSE.
Bolsa Família
Na última semana, a candidata, que já criticou programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Com exceção de 2024, ela teria recebido cerca de R$ 21 mil dos programas nos últimos oito anos.
Fonte: Metrópoles
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Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE


A taxa de desemprego se manteve nas mínimas históricas, com 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE, ao divulgar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa para o mês desde 2012, mas o rendimento ficou estável.
Houve queda na taxa. No trimestre móvel imediatamente anterior, terminado em abril, o indicador foi de 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%.
É a menor taxa para os trimestres móveis terminados em julho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa ficou em linha com o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa do jornal Valor, a projeção de analistas era exatamente de 5,3%.
Geração de vagas, com recorde de ocupados
A ligeira queda no desemprego foi puxada pela geração de postos de trabalho, formais e informais.
Em um ano, foram criadas 899 mil vagas de trabalho no trimestre móvel até julho, quando se considera a variação da população ocupada.
No total, 103,3 milhões estavam empregados, em trabalhos formais e informais, em todo o país, renovando o recorde da série histórica do IBGE.
Na passagem de um trimestre móvel para o outro, foram criadas 1 milhão de vagas, com um avanço de 1% na população ocupada.
Com isso, o total de desempregados — pelo critério global das pesquisas sobre mercado de trabalho, seguido pelo IBGE, são as pessoas que estão procurando emprego, mas não acham — ficou em 5,8 milhões, queda de 8% (503 mil pessoas a menos) ante o trimestre móvel imediatamente anterior. No período de um ano, foi uma queda de 4,9%, ou 299 mil desempregados a menos.
Rendimento tem ligeira queda, sinal de desaceleração
Ao longo do primeiro semestre do ano, a taxa de desemprego veio registrando níveis abaixo dos vistos na primeira metade de 2025, mas com leituras muito próximas na comparação mês a mês.
Especialistas têm visto aí um sinal de estabilização, após sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Como a estabilização ocorre com a taxa de desemprego nas mínimas, ainda é um sinal de aquecimento do mercado de trabalho.
A desaceleração aparece nos dados de renda. Na passagem do trimestre móvel terminado em abril para o encerrado em julho, houve ligeira queda, de 0,7%, no rendimento real habitual de todos os trabalhos, para R$ 3.762.
Para o IBGE, a pequena variação significa estabilidade. Na comparação com um ano antes, o rendimento médio do trabalho ainda cresceu 3,3%.
Ao longo deste segundo semestre, especialistas esperam que a estabilização seja convertida numa piora. Em parte, por causa da desaceleração da economia.
Após o crescimento econômico de 2,3% registrado em 2025, analistas esperam avanço de 1,9% este ano, conforme a mais recente edição do Boletim Focus, pesquisa de estimativas feita pelo Banco Central (BC).
Fonte: Globo.com
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PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas


A Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal (DF) pelo PSD, com R$ 510 mil em espécie, na tarde dessa terça-feira (25/8), no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo.
Segundo a autoridade, Valéria tentava embarcar em um voo por volta das 15h, quando inspetores de raio-x do aeroporto constataram que a bagagem estava cheia de dinheiro. A mulher foi encaminhada ao plantão da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos.
Valéria declarou ter comprovação de que o dinheiro em espécie foi obtido de forma lícita na sua declaração de imposto de renda. No entanto, como não houve a comprovação imediata, a PF apreendeu os valores.
A mulher assegurou que vai apresentar a prova em 48 horas e, caso não cumpra o tempo estipulado, o processo correrá na Justiça. Procurado pela reportagem, o advogado de Valéria afirmou que será requerida a devolução de todos os valores ainda nesta quarta-feira (26/8).
“Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em lei”, explicou em nota.
Procurada pela reportagem, a Diretoria Nacional do PSD afirmou que desconhece o caso. A direção do PSD-DF esclareceu que a mulher não tem participação nas atividades partidárias.
fonte: Metrópoles
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Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC


Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações.
O processo, acolhido em março, corre em segredo de Justiça por ter sua origem em denúncia de violência política contra mulher, pelo que ele também é réu. Avalanche ainda é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes correlatos.
Duas pessoas conseguiram medidas protetivas contra Avalanche, que está proibido de chegar a menos de 500m e de se comunicar com elas. Uma testemunha, que trabalhava para ele, está sob proteção da Polícia Federal depois de relatar ter presenciado diversos crimes, incluindo o encaminhamento da vice-presidente do partido, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.
A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), após investigação a cargo da Polícia Federal, cita que, em 16 de março de 2024, dia do seu aniversário, Rachel foi atraída ao escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, onde foi submetida a uma “rodada de ameaças e pressões”, depois de o político dissolver arbitrariamente o diretório paulista, que era comandado por ela – depois, passou à mão de um membro do PCC e, em seguida, de Joaquim.
“Na ocasião, os denunciados disseram à vítima o seguinte: ‘Não é um acordo, nem uma proposta, nós vamos pegar o Estado de São Paulo de vocês, e olha nos meus olhos, se você não se comportar, você nunca mais vai olhar nos olhos de ninguém, nem nos meus, nem no de ninguém’”, relata o MPE, com base no depoimento de Rachel.
A pressão seguiu e, em 3 de abril, Rachel estava em uma loja do McDonald’s, de luto pela morte do pai, ocorrida um dia antes, quando capangas de Avalanche apareceram. Ela relatou à polícia ter sido levada a uma espécie de tribunal do crime, na presença de membros declarados do PCC, onde todos os celulares foram tomados.
Ali, teria ouvido de Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB e sócia de Joaquim, que “poderia ir visitar o cemitério muitas vezes” caso não assinasse a renúncia.
De acordo com a denúncia do MPE, Patrícia teria declarado ser integrante do PCC e que a organização criminosa estaria no controle do partido (o próprio Avalanche disse, em um áudio tornado público em 2024, que era vinculado ao PCC). Em seguida, teria passado o celular de Rachel para a secretária de Avalanche, que havia lhe encaminhado um termo de renúncia para que ela assinasse digitalmente. Patrícia teria tirado a selfie de Rachel e consolidado a renúncia forçada.
Antes, em 12 de março, em um restaurante em São Paulo, Leonardo já havia dito a Rachel, sempre de acordo com a denúncia do MPE, que, se ela recebesse ligação dizendo “pega tua vara e vai pescar”, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta. Duas testemunhas confirmaram à polícia terem ouvido a declaração.
Avalanche tinha como estratégia controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito pelo partido e, novamente segundo o MPE, cobrar propina para entregar a presidência de diretórios municipais a políticos de todo o país. Para chegar lá, valeu-se de fraudes das mais diversas.
Filiações fraudulentas decidiram destino do partido
O PRTB foi fundado em 1994 por Levy Fidelix e pessoas então próximas ao folclórico político, que seguiu à frente do partido até sua morte, em abril de 2021, de Covid. Três grupos passaram, então, a disputar o comando da agremiação, capitaneados pela viúva Aldineia Fidelix, pelo irmão Júlio Cezar Fidelix e pela ex-assessora Rachel de Carvalho.
fONTE: METRÓPOLES
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PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância


A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância. Lulinha é o filho mais velho do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está em campanha pela reeleição.
Segundo a PGR, não há, nos autos dos inquéritos que apuram as suspeitas relacionadas à Dataprev e à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.
Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau.
O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.
A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação. O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. O GLOBO mostrou nesta semana que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu de Roberta uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.
Além disso, O GLOBO também mostrou que Lulinha e Roberta utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal, para realizar reuniões discretas.
Fonte: OGLOBO
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Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande


O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), participou de um encontro com mais de 70 prefeitos de diferentes municípios do Estado nesta terça-feira (18), em Campo Grande. O evento também contou com a presença da senadora Tereza Cristina (PP) e de candidatos ao Senado Federal.
Realizado na sede do PL, na Capital, o encontro reuniu representantes do grupo político formado por partidos como União Progressista, Republicanos, PL, Avante e PSDB, que manifestaram apoio à candidatura de Riedel.
Os prefeitos participaram anteriormente de um evento promovido pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na tarde desta terça-feira, e depois seguiram para a reunião política.
Riedel definiu o encontro como um momento de alinhamento político. “Estamos reunindo as lideranças políticas que estão participando do projeto para falar das plataformas de governo, da nossa proposta”, explicou.
O governador enfatizou uma palavra: gratidão. Agradeceu aos prefeitos e prefeitas pelo empenho desde 2022 e pela parceria construída ao longo do mandato. Reforçou que o Governo tem a construção contínua junto aos municípios, com uma agenda intensa de entregas em dezenas de cidades.
“O meu compromisso com os municípios está fechado, está feito. A gente não tem obra acabada, tem construção no dia a dia, junto com vocês, trabalho diário para equacionar programas e melhorar a vida das pessoas. O que a gente entregou e tem para entregar é o melhor para Mato Grosso do Sul”, disse Riedel, que encerrou sua fala convocando os prefeitos e prefeitas para essa caminhada.
“Vamos arregaçar as mangas, ir para a rua e pedir o voto. Nós precisamos de vocês na porta, representando e convencendo, com o orgulho do nosso estado e dos municípios de vocês. O melhor ainda está por vir. Está dada a largada e vamos pro trecho MS”, convidou o candidato.
A senadora Tereza Cristina também esteve no encontro para engrossar o coro do municipalismo. Em tom de mobilização, ela exaltou a união, apontou Mato Grosso do Sul como exemplo para o Brasil e convocou prefeitos e prefeitas para estarem imbuídos da campanha.
Fonte: Midiamax
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Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018


A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que usou as redes sociais para criticar programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Nos últimos oito anos, com exceção de 2024, Barclay teria recebido cerca de R$ 21 mil das iniciativas sociais.
A influenciadora política, também conhecida como “Trans de Direita”, começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro. Os pagamentos eram vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado pelo governo para reunir informações de famílias de baixa renda.
Mas, a partir de 2025, quando passou a produzir conteúdos voltados à direita na internet, logo começaram as críticas ao funcionamento dos programas. Barclay insinuou que as iniciativas eram ineficientes e chegou a ofender os beneficiários. Em 11 de setembro de 2025, ela criticou o programa em publicação no X.
“Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco”, escreveu.
Dias depois, no mesmo mês, a então influenciadora política recebeu R$ 600 do Bolsa Família, segundo os dados oficiais. As críticas continuaram neste ano. No mês de julho, ela publicou vídeo em seu perfil do Instagram em que questionou o programa Gás do Povo:
“Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo”.
O documento, obtido pela reportagem, mostrou que ela havia recebido o benefício relacionado ao gás em março deste ano.
Fonte: Metrópoles
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Michelle lidera intenções de voto ao Senado; Leila, Bia e Erika estão empatadas, diz Real Time


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera pesquisa Real Time Big Data, com 25% das intenções de voto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (19/8), indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%.
Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro.
Tiago Tarsis (Agir) soma 1%. Já Zanata (PSTU) e Professor Guilherme Amorim (UP) não pontuaram.
Entre os entrevistados no levantamento do Real Time Big Data, 8% declararam que vão votar nulo ou branco e 9% ainda estão indecisos. A pesquisa consolidou primeiro e segundo votos.
O levantamento Real Time Big Data foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07849/2026. Foram ouvidos 1,6 mil eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.
Cenário embolado
Nas eleições de outubro de 2026, o DF vai eleger dois candidatos ao Senado. Outras pesquisas também indicam Michelle Bolsonaro na dianteira, enquanto as outras três candidatas aparecem emboladas.
O Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), em levantamento divulgado na segunda-feira (17/8), perguntou aos eleitores sobre o primeiro e segundo voto ao Senado.
No caso do primeiro voto, segundo a pesquisa Igape, Michelle soma 22,5%. Logo atrás, outras três candidatas estão tecnicamente empatadas: Leila do Vôlei (PDT), com 10,5%; Erika Kokay (PT), preferida de 10,1%; e Bia Kicis (PL), escolhida por 8,8% dos eleitores.
Já no cenário do segundo voto ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL) tem 11,5%, seguida de Bia Kicis (PL), com 8,6%, e Leila do Vôlei (PDT), que soma 6,7%. Sebastião Coelho (Novo) tem 3,5% e Erika Kokay (PT) foi escolhida por 2,1% dos entrevistados.
Fonte: Metrópoles
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Professores denunciam distorção do Ideb por governo de SC


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) alertou para uma distorção na apresentação dos dados do Ideb – a avaliação do ensino básico – por parte do governo do estado. O governador Jorginho Mello e a secretária de Educação Luciane Ceretta utilizaram em suas redes sociais números que somam notas das escolas municipais e privadas com as da rede estadual, o que fez os indicadores subirem e darem destaque ao desempenho catarinense.
Tanto Jorginho quanto a secretária divulgaram que Santa Catarina estava em terceiro lugar no indicador para os Anos Iniciais. Jorginho Mello não destacou que o desempenho era apenas em um dos níveis de ensino. Já Ceretta comemorou o que seria um quarto lugar nos Anos Finais e sétimo lugar no Ensino Médio. Porém, se a métrica utilizada for somente o desempenho da rede estadual, gerida pelo governo, as posições mudam para décimo primeiro, nono e décimo lugar.
Além disso, a rede estadual catarinense não bateu a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) em nenhum dos níveis, ficando até um ponto distante da nota estipulada para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.
Em seu perfil no Instagram, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Giuliana Mordente criticou a ênfase no ranqueamento e na divulgação das notas do Ideb. “E desde quando nota no Ideb é sinônimo de qualidade? Porque o Ideb só mede duas coisas: o desempenho em Português e Matemática e o fluxo de aprovação. E aí, se virou competição, vale tudo, inclusive fraude, porque aí basta você não reprovar ninguém”.
Segundo o Sinte, além da distorção dos números no marketing, o desempenho de Santa Catarina também pode ser questionado pela taxa de aprovação. Um estudo feito pelo sindicato e obtido com exclusividade pela coluna indica que, no Ensino Médio, a taxa de aprovação subiu de 83,6%, em 2023, para 90,1%, em 2025. A entidade registrou um “crescimento atípico” na série histórica.
No Ensino Fundamental, a métrica das aprovações também aumentou e puxou o desempenho da rede estadual, que mesmo assim está abaixo da média nacional e da região sul. Nos Anos Iniciais, o Estado conseguiu atingir a média nacional, mas no início da década de 2010 mantinha posição sempre acima deste número.
“Quando o governo divulga os resultados do Ideb das redes privada, federal e municipal, de forma conjunta, tenta mascarar a deterioração da educação pública estadual e a falta de investimentos na valorização do magistério catarinense”, pontuou a presidente do Sinte, Elivane Secchi, em texto no portal do sindicato.
Questões estruturais
O estudo do sindicato revela que o desempenho no Ideb vem sendo afetado por questões estruturais. Ainda que os indicadores tenham de fato aumentado, Santa Catarina deixou de ser referência nacional em educação ao longo dos últimos anos, com perdas acumuladas que o órgão atribui a métricas que o Ideb não mostra.
A proporção de docentes concursados na rede estadual é a terceira menor do país e o investimento em educação está entre os dez mais baixos, assim como o salário do professor, cuja carreira está entre as mais compactas e o rendimento está entre os menores do Brasil. A proporção de jovens estudando, em Santa Catarina, também preocupa a organização sindical.
“Hoje, Santa Catarina tem a terceira menor participação de docentes efetivos entre os estados brasileiros e, quando desconsideramos os recursos destinados às bolsas em universidades privadas, também está entre os dez estados que menos investem em educação”, pontua Elivane.
Em seu Instagram, a secretária de Educação Luciane Ceretta disse que a conquista do Ideb “reflete o trabalho realizado para fortalecer a aprendizagem dos estudantes”. Também destacou os tópicos que, segundo ela, teriam feito Santa Catarina avançar, entre os quais “investimentos em infraestrutura escolar”, um dos motes das campanhas de marketing do governador por meio do “Programa Escola Boa”.
Já o governador, que constantemente recorre a comparação entre estados para “vender” a imagem de Santa Catarina, escolheu um dado de destaque e ocultou os demais. “Estamos em terceiro lugar no Brasil”, disse, sem registrar que o ranking escolhido envolvia as médias até das instituições particulares e se referia somente a uma etapa de ensino.
A abordagem escolhida pelo governo, cuja rede estadual melhorou o desempenho, mas sem destaque como o propagado pelos gestores, também omitiu o desempenho de outra “vitrine” da gestão: as escolas cívico-militar. Mantidas pelo governo estadual mesmo com a descontinuidade do programa federal, há indicativos de queda no Ideb de 2025 em comparação a 2023 em algumas unidades da rede.
Nos Anos Iniciais, por exemplo, a Henrique Fontes, em Tubarão, perdeu 0,8 na nota final, caindo de 7,3 para 6,5. Já a Pedro Christiano Feddersen, de Blumenau, perdeu 0,5 nos Anos Finais. No Ensino Médio, a Jaldyr Bhering F. da Silva, de São Miguel do Oeste, oscilou 0,3 para baixo.
O que diz a secretaria
A Secretaria de Educação, por meio da assessoria de imprensa, disse que divulgou os dados conforme o padrão do Ministério da Educação, “tanto da rede pública estadual, como do estado como um todo”. As postagens dos gestores, entretanto, não trazem as notas isoladas, mas somadas. “O Ideb é do Estado de Santa Catarina. O Governo de Santa Catarina tem um regime de colaboração com os municípios e ressalta que as médias são muito próximas entre o Estado de Santa Catarina e a rede pública estadual”.
Sobre a discussão levantada pelo Sinte a respeito do fluxo de aprovação, o governo considera equivocada. A secretaria informa que no Ensino Médio o Estado chega a ter a terceira maior taxa de reprovação do país. “O resultado do Ideb é resultado do esforço dos professores e professoras da escola pública, somado à grande mobilização dos estudantes e suas famílias para participação, que passou de 703 unidades participantes em 2023 para 921 em 2025, um crescimento de 31%”.
A respeito das escolas cívico-militar, o órgão assegura que os resultados “mostram uma trajetória predominantemente de melhora nos indicadores em todas as etapas de ensino, com destaque para os anos finais do Ensino Fundamental”, e acrescenta que o trabalho desenvolvido nessas escolas vai além da dimensão pedagógica.
O governo também respondeu os questionamentos da coluna sobre o não cumprimento de nenhuma das metas do MEC para o ciclo de avaliação, destacando que o Estado atingiu sua melhor avaliação da série histórica. “O Estado segue desenvolvendo diversas iniciativas, com foco na aprendizagem dos estudantes, para que os índices sejam ainda melhores nos próximos indicadores”.
Etapa Ideb da rede estadual Como o Estado divulgou Anos Iniciais 6,3 (11º lugar) 6,7 (3º lugar) Anos Finais 5,0 (9º lugar) 5,4 (4º lugar) Ensino Médio 4,3 (1
Fonte: ICL -
Governo Lula refaz cálculo e estima salário mínimo de R$ 1.741 em 2027


A nova previsão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o salário mínimo no ano de 2027 é de R$ 1.741. A projeção representa acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa feita em abril, que era de R$ 1.717. O novo valor constará do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano, a ser enviado ao Congresso até o próximo dia 31 de agosto.
Caso seja confirmado, o novo valor representará aumento de 7,4% (R$ 120 a mais) em relação ao piso atual, que é de R$ 1.621. O novo salário mínimo passa a valer em 1º de janeiro de 2027 e, até lá, ainda pode sofrer variações.
A estimativa segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (neste caso, 2025).
Variação
A projeção atual da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda é de que a inflação em 12 meses até novembro fique em 4,93%, mais do que o inicialmente calculado pelos técnicos.
A estimativa subiu em razão dos possíveis impactos negativos do fenômeno El Niño sobre o preço de alimentos. Já a atividade econômica cresceu 2,3% no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O salário mínimo é um marco para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A correção interfere diretamente em algumas das despesas mais relevantes do Orçamento Federal.
Conforme as estimativas do governo feitas em abril, cada R$ 1 adicional no salário mínimo gera despesa extra de R$ 413,2 milhões. Ou seja, só a revisão do piso vai gerar pressão extra de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias no Orçamento de 2027.
Arcabouço fiscal
Em decorrência da influência que o salário mínimo tem sobre as despesas públicas, o governo decidiu, no fim de 2024, limitar o ganho real do piso ao mesmo ritmo da expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano.
A medida, aprovada pelo Congresso, busca evitar que o crescimento acelerado dos gastos obrigatórios indexados ao piso tire espaço das ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.
O ganho real previsto para 2027 fica dentro do limite de 2,5%, que valerá para o aumento das despesas acima da inflação no próximo ano.
Fonte: Metrópoles
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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit


O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo de buscas, nesta sexta-feira (14), da 2ª fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Desta vez, o foco da PF é apurar supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para o complexo petroquímico.
Castro já tinha sofrido buscas na 1ª etapa da Sem Refino, em maio — quando o STF mandou prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Magro, considerado um dos maiores devedores de impostos do país, está foragido desde então.
Outro alvo de buscas nesta sexta é Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ e ex-deputado estadual. Agentes da PF saíram para cumprir, no total, 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os endereços estão condomínios na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Petrópolis, na Região Serrana.
“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF.
Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit.
Alvos de busca
- Ana Carolina Godinho Motta Miranda, empresária;
- Antonio Carlos Santos, o Pipo, advogado;
- Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente;
- Cláudio Castro, ex-governador;
- José Mauro Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital;
- Luiz Fernando Gomes, empresário da construção civil;
- Mauricio Castro de Jesus Leite, empresário e marido de Ana Carolina.
Os alvos podem responder por gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.
O que dizem os investigados
Nota de Cláudio Castro
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclarece que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses. Atualmente, não há nenhum endereço ligado ao ex-governador na região.
A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.
Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão.
Além disso, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com diversas ações contra a empresa ao longo da gestão, demonstrando que o Estado atuou para cobrar os valores devidos e defender o interesse público.”
O g1 tenta contato com os demais investigados.
Relembre a 1ª fase
A 1ª etapa da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio. O empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como Magro mora em Miami, nos Estados Unidos, é considerado foragido.
Fonte: Globo.com
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Reinaldo lidera; Vander e Contar estão empatados na corrida por 2 vagas no Senado, diz pesquisa


Os candidatos Vander Loubet (PT) e Capitão Contar (PL) aparecem tecnicamente empatados na disputa ao Senado Federal, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento é o primeiro a ser publicado após o fim das convenções partidárias e o anúncio da desistência de Nelsinho Trad (PSD) da reeleição.
A pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência ouviu 2 mil pessoas, de 16 anos ou mais, entre 7 e 12 de agosto, em 30 municípios. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-governador Reinaldo Azambuja aparece na liderança na pesquisa espontânea, quando não é dada nenhuma opção, com 18% das intenções de voto. Em seguida, vêm Capitão Contar e Vander Loubet tecnicamente empatados, com intenções de voto de 10% e 9,2%, respectivamente.
A senadora Soraya Thronicke (PSB) vem em seguida, com 3,4%; depois, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 1%; Daniel Júnior (Agir), com 0,6%; Roberto Oshiro (Novo), com 0,4%; Luiz Lemos (DC), com 0,1%; e Sidney Vargas (PRD), com 0,1%. Foram citados outros nomes por 0,8%; 27% votariam em branco ou nulo e 29,4% não sabem ou não responderam.
Pesquisa estimulada
A pesquisa estimulada para o primeiro voto — quando são dadas opções aos eleitores — mostra que as intenções de voto em Vander Loubet e Reinaldo Azambuja cresceram após a desistência de Nelsinho Trad, enquanto Capitão Contar se manteve estável. Na pesquisa anterior, antes da desistência, Nelsinho Trad aparecia com 20,2% das intenções de voto.
O levantamento, divulgado nesta quinta, mostra que a intenção de voto para Reinaldo Azambuja saiu de 22% na pesquisa anterior para 34% na pesquisa mais recente. Já Vander Loubet subiu de 11% para 17,8%. Capitão Contar também cresceu, mas dentro da margem de erro, de 18% para 20%.
Na pesquisa recente, a senadora Soraya Thronicke aparece com 9% das intenções de voto, seguida por Beto, com 2%; Daniel, com 1%; Oshiro, com 0,8%; Luiz, com 0,2%; Vargas, com 0,15%; e Valderir Garcia (PCO), com 0,05%, sendo que 7% vão votar em branco ou nulo e 8% não sabem ou não responderam.
Segundo voto
Neste ano, os eleitores votam duas vezes para o Senado Federal. Na pesquisa estimulada para o segundo voto, o ex-governador Azambuja vem em primeiro, com 30%, seguido por Contar, com 25%, e Vander Loubet, com 16,7%.
Na pesquisa anterior, Nelsinho Trad aparecia em primeiro lugar nas intenções para o segundo voto, com 20%.
Na consulta mais recente sobre o segundo cenário, Soraya aparece com 8%; Beto, com 2,2%; Daniel, com 1,2%; Oshiro, com 0,4%; Luiz, com 0,1%; Vargas, com 0,1%; e Garcia, com 0,10%, sendo que 8% vão votar em branco ou nulo e 8,2% não sabem ou não responderam.
Na pesquisa estimulada anterior, Nelsinho liderava, com 20%, seguido por Azambuja, com 19%; Contar, com 18,2%; Vander, com 11,6%; Soraya, com 8,6%; Fernando, com 1%; Daniel, com 0,8%; Beto, com 0,6%; e Oshiro, com 0,4%, sendo que 10% iriam votar em branco ou nulo e 9,8% não sabiam ou não responderam.
A pesquisa foi registrada sob os números MS-09590/2026 e BR-03493/2026 e adotou metodologia quantitativa, combinando entrevistas presenciais e abordagens pelo sistema CAT. Foi aplicado um questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Midiamax
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Julgamento de ação contra Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político começa na quinta-feira (22/6)


Após apurações, recebimento de provas, oitivas com testemunhas, recolhimento de material probatório e manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar, nesta quinta-feira (22/6), Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pode deixar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu vice nas eleições de 2022, Walter Braga Netto, inelegíveis por oito anos.
O ex-mandatário é investigado pelos ataques que fez ao sistema eleitoral brasileiro durante reunião com embaixadores, em julho de 2022.
Quando marcou o julgamento, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, previu três dias de discussões. A análise da ação que pode impedir Bolsonaro de participar das eleições por oito anos começa dia 22, mas deve se estender durante as sessões de 27 e 29 de junho.
O plenário do TSE deve ter quórum completo para o julgamento, após as nomeações de Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares. O primeiro dia será de leitura do parecer do corregedor-geral Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, relator do caso. O relatório foi disponibilizado para consulta pública em 1º de junho. O documento tem 43 páginas.
Considerado um “resumo” do caso, o parecer detalha a tramitação da ação no TSE, as diligências solicitadas, os depoimentos, além de perícias e as providências requeridas pelo relator.
Logo após a leitura, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, concederá a palavra aos advogados de acusação e de defesa. Cada parte terá 15 minutos para sustentação oral.
Em seguida, o representante do MPE fala na sessão. Em maio deste ano, o Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado a favor de que o ex-mandatário da República seja impedido de concorrer às eleições de 2024, 2026, 2028 e 2030, por entender que houve abuso de poder político.
Na sequência, votam: os ministros Raul Araújo Filho, Floriano de Azevedo Marques, Ramos Tavares, ministra Cármen Lúcia (vice-presidente do TSE), ministro Nunes Marques e, por último, Alexandre de Moraes, presidente do tribunal.

Veja o passo a passo do julgamento que será iniciado nesta quinta-feira, dia 22:
Pedido de vista
Segundo o Regimento Interno do TSE, qualquer ministro pode solicitar vista do processo. Se um dos sete em plenário fizer o pedido para ter mais tempo de análise, os autos da Aije devem ser devolvidos para retomada do julgamento no prazo de 30 dias, renovável pelo mesmo período, contado da data da sessão em que o pedido de vista foi formulado.
O caso concreto
Na Aije em julgamento, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) pede que o TSE declare inelegíveis Jair Bolsonaro e Walter Souza Braga Netto, candidatos à Presidência da República em 2022. A legenda os acusa de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião do então presidente, Jair Bolsonaro (PL), com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022.
Segundo o partido, o ex-presidente atacou, no evento, as Cortes do TSE e do STF e afirmou, novamente sem apresentar nenhuma prova, que os resultados das eleições gerais de 2022 proclamados pela Justiça Eleitoral não seriam confiáveis.
Além disso, o PDT também afirma que houve violação ao princípio da isonomia entre as candidaturas, configurando abuso de poder político o fato de a reunião ter ocorrido na residência oficial da Presidência da República e ter sido organizada por meio do aparato oficial do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores.
“Ato de governo”
A defesa dos acusados argumenta que, no encontro com os embaixadores estrangeiros em julho de 2022, foi praticado “ato de governo”, insuscetível de controle jurisdicional sob a ótica do “fim político” e da soberania. De acordo com a defesa, não existe ato eleitoral a ser apurado, uma vez que, na reunião, não se cuidou de eleições, não houve pedido de votos, ataque a oponentes, bem como não houve apresentação comparativa de candidaturas.
Os advogados afirmam que o evento constou de agenda oficial do presidente da República, previamente informada ao público, e que a má-fé de determinados setores da imprensa fez com que a cobertura da reunião fosse tratada como “uma proposta de aprimoramento do processo democrático como se se tratasse de ataque direto à democracia”. Segundo a defesa, o evento, na verdade, foi “um convite ao diálogo público continuado para o aprimoramento permanente e progressivo do sistema eleitoral e das instituições republicanas”.
Conduta ilegal
O abuso de poder político é uma conduta ilegal praticada durante a campanha eleitoral, que ocorre nas situações em que o investigado se aproveita do cargo para tentar influenciar o eleitorado.
Em caso de o TSE concluir que houve a prática de abuso de poder, com violação grave a alguns dos bens jurídicos, a Aije será julgada procedente.
Como consequência, os candidatos, no caso, Jair Bolsonaro e Walter Souza Braga Netto, que se beneficiaram do ilícito, serão declarados inelegíveis, por oito anos após o pleito em que foi praticado o ato. Ou seja, 8 anos, a partir de 2022.
A inelegibilidade é uma sanção chamada “personalíssima”, ou seja, somente quem é pessoalmente responsável pela conduta fica impedido de se candidatar por oito anos.
Fonte: Metrópoles.
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Bolsa Família começa a ser pago com maior valor; veja calendário e quem pode receber

Parte dos beneficiários do Bolsa Família vão receber um adicional de R$ 50. Valor do tíquete médio vai chegar a maior valor do benefício

O adicional de R$ 50 para gestantes e famílias com crianças e adolescentes de 7 a 18 anos beneficiárias do Bolsa Família começa a ser pago a partir desta segunda-feira (19/6).
Isso vai permitir que o tíquete médio chegue a R$ 705,40, maior valor da história do programa.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome relançou o programa no começo de março, com o valor mínimo de R$ 600 e um adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos.
A liberação do Bolsa Família vai acontecer de acordo com o dígito final do Número de Identificação Social (NIS).
Veja o calendário dos pagamentos do Bolsa família em junho:
- NIS final 1: pagamento em 19 de junho;
- NIS final 2: pagamento em 20 de junho;
- NIS final 3: pagamento em 21 de junho;
- NIS final 4: pagamento em 22 de junho;
- NIS final 5: pagamento em 23 de junho;
- NIS final 6: pagamento em 26 de junho;
- NIS final 7: pagamento em 27 de junho;
- NIS final 8: pagamento em 28 de junho;
- NIS final 9: pagamento em 29 de junho;
- NIS final 0: pagamento em 30 de junho.
Podem receber o Bolsa Família:
- Famílias inscritas no CadÚnico, com dados corretos e atualizados;
- Famílias com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a R$ 218;
- Famílias que já recebem o Bolsa Família, mas têm valor inferior a um salário mínimo (R$ 660) por pessoa, continuarão recebendo metade do benefício por 2 anos. Ao fim do período, serão desligadas do programa.
A inscrição pode ser feita em um posto de cadastramento ou atendimento da assistência social no município. Para encontrar o posto de atendimento mais próximo, saber as documentações necessárias ou para outras informações, acesse a página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e encontre a aba Serviços – Carta de Serviços.
Benefício de Primeira Infância
Desde março, famílias com dependentes de até 7 anos recebem o Benefício de Primeira Infância, equivalente a um adicional de R$ 150 por criança nessa faixa etária. A partir de 19 de junho, os demais grupos que têm direito ao extra começam a receber.
O benefício variável é pago de acordo com a composição familiar, e é dividido em três modalidades:
- Benefício Variável Familiar Criança: voltado para crianças que tenham entre 7 e 12 anos incompletos;
- Benefício Variável Familiar Adolescente: para famílias que têm dependentes com idade entre 12 e 17 anos incompletos;
- Benefício Variável Familiar Gestante: que beneficia tanto gestantes quanto lactantes.
Auxílio Gás
O Auxílio Gás também entra no pagamento das famílias inscritas

no CadÚnico com NIS final 1. Por causa da redução no preço do botijão, o valor deve ser menor que os R$ 110 pagos até agora. A Emenda Constitucional da Transição e a medida provisória do Novo Bolsa Família fizeram com que o benefício fosse mantido até o fim do ano.No entanto, só quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pode receber o Auxílio Gás. De acordo com a lei, a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Fonte: Metrópoles.
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Negócios do filho reduzem chances de Lira no Ministério da Saúde


Em dezembro último, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atrapalhou o anúncio que Lula faria do nome de Nísia Trindade Lima, então presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), para ministra da Saúde do seu governo.
Em troca do comando do ministério, Lira garantia o voto do que chamou de “consórcio” de 150 deputados para aprovar a PEC 32/22, que permitiria ao novo governo aumentar em R$ 145 bilhões o teto de gastos no Orçamento de 2023.
Uma vez aprovada a PEC, Lula confirmou Nísia como ministra da Saúde, e Lira ficou na dele. Há poucas semanas, vendo as dificuldades do governo em contar com uma base que o sustente na Câmara, Lira voltou a cobiçar o lugar de Nísia.
O Orçamento do Ministério da Saúde é um dos maiores da República. E Lira até teria um nome do seu partido para administrá-lo: o médico e deputado pelo Rio, Luiz Antonio Teixeira Junior, conhecido pelo nome de Doutor Luizinho.
Ocorre que um ex-assessor e aliado político de Lira, Luciano Cavalcante, foi alvo de operação da Polícia Federal sobre a venda superfaturada de kits de robótica a prefeituras de Alagoas. E um filho de Lira e uma filha de Cavalcante são sócios.
Arthur Lira Filho, 23 anos, e Maria Cavalcante, 25, são sócios da Omnia 360, empresa que negocia com agências de publicidade contratadas pelo governo federal a distribuição de campanhas para veículos de mídia —por exemplo, outdoors ou internet.
E, segundo a Folha de S. Paulo, as empresas de mídia que a Omnia representa receberam cerca de R$ 6,5 milhões em campanhas publicitárias do Ministério da Saúde. Lira diz que nada tem a ver com os negócios do filho nem com os de Cavalcante. Sim, mas…
Fonte: Metrópoles.
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Gaeco mira organização criminosa que fraudou locação R$ 300 milhões em Campo Grande

Operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão em relação a contratos para manutenção de vias não pavimentadas
Durante a manhã desta quinta-feira (15), o Gaeco deflagrou a Operação Cascalhos de Areia com o intuito de apurar a atuação de uma organização criminosa que fraudava contratos de vias não pavimentadas e locações de maquinário em Campo Grande, com um valor superior aos R$ 300 milhões.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos por meio da 31ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social. A operação se deu depois de investigação que tramita na Promotoria de Justiça que apurou a lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Conforme a nota divulgada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na cidade, mas não foi informado os locais que são alvos.
Contudo agentes foram até a sede da empresa ALS, localizada no Jardim Monumento, em Campo Grande.
O Gaeco conta com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar para concluir o cumprimento dos documentos que são decorrentes da decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras) também foi alvo da operação e agentes do Gaeco estiveram no prédio, e conversaram com o secretário municipal de Obras, Domingos Sahib Neto, mas nada foi levado.
Ainda segundo o órgão, a organização criminosa cometia crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Fonte: Folha de Campo Grande.
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Vídeos mostram relator e presidente da CPI do MST invadindo casas em assentamento

Ricardo Salles e Tenente Coronel Zucco entraram sem autorização em assentamento no interior paulista, veja

Vídeos divulgados nesta terça-feira (13/6) mostram o presidente Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) e o relator da CPI do MST, Ricardo Salles (PL-SP), entrando sem autorização nas casas de militantes da FNL (Frente Nacional de Luta), em São Paulo. As filmagens ocorreram em 29 de maio, durante uma visita dos congressistas ao assentamento do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista.
Os vídeos mostram Salles violando as residências ao fotografar o interior delas com o celular. O deputado e um dos seus assessores puxam a lona de um dos barracos para espiar o que há dentro.
Um assessor de Salles chega a entrar em uma das casas e fotografar objetos pessoais, mas é retirado por um militante da FNL.
https://content.jwplatform.com/players/mnOQxshA-HdA8q6gX.html
Em outro vídeo, é possível ver o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) acompanhando a visita. O petista alerta Zucco de que os deputados não podem “invadir a residência dos trabalhadores”. O presidente da CPI do MST afirma que a “instrução processual” é de Salles, e o relator completa: “Isso não é uma residência”.
Assista:
https://content.jwplatform.com/previews/8vZsKK33Entenda o caso
A comitiva da CPI do MST visitou o assentamento de Pontal do Paranapanema em 29 de maio. Aproximadamente 2.500 famílias vivem nesse local.
Segundo os próprios congressistas, a entrada não autorizada teve como objetivo “coletar informações para a investigação”. Além de Salles, Zucco e Tatto, estavam presentes os deputados Rodolfo Nogueira (PL-MS), Capitão Alden (PL-BA), Caroline De Toni (PL-SC), Magda Molfatto (PL-GO) e Messias Donato (Republicanos-ES).
A fazenda visitada pelos deputados é a de Santa Mônica e está ocupada pela Frente Nacional de Luta, que possui apenas semelhança com o MST em termos de operação.
Durante uma sessão da CPI do MST em 30 de maio (no dia seguinte à visita), a deputada Sâmia Bomfim afirmou que na verdade a área foi invadida por uma mulher chamada Maria Nanci. Essa senhora acompanhou a diligência e foi acusada de assediar os acampados com o incentivo de Ricardo Salles. De acordo com a deputada do PSol, a mulher solicitou a reintegração de posse, mas o pedido foi negado por falta de documentação comprovando a posse.
Sâmia também ironizou Salles em relação à sua disputa pela prefeitura de São Paulo, ressaltando que ele não conta com o apoio de seu próprio partido. Salles interrompeu a deputada e cortou seu microfone.
Nesta terça-feira, a CPI do MST se reúne para votar seis requerimentos de convocação, incluindo o do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Cesar Fernando Schiavon Aldrighi.
Fonte: Metrópoles.
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Justiça de SP manda soltar José Rainha, líder de movimentos por reforma agrária

Acusado de extorsão, ele estava preso há pouco mais de três meses no Centro de Detenção Provisória de Caiuá

A Justiça de São Paulo revogou, na segunda-feira (12), a prisão preventiva de José Rainha, líder de movimentos por reforma agrária, e de outros dois integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), Luciano de Lima e Cláudio Ribeiro. Eles estavam presos há pouco mais de três meses no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, em São Paulo.
Os desembargadores da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo atenderam aos pedidos de habeas corpus da defesa dos acusados.
Os advogados de José Rainha alegaram que seu cliente trabalha como agricultor, possui endereço fixo, colabora com a justiça e não tentou fugir das autoridades. Eles também destacaram que a prisão foi decretada este ano, mas é referente a supostos atos ilícitos cometidos em 2021 e 2022.
O desembargador Marcelo Semer, relator do caso, expressou que as condições pessoais de José Rainha e as circunstâncias do crime analisado não justificam a manutenção da prisão preventiva.
“É preciso o máximo de cautela para que não se utilize a prisão preventiva como mecanismo de julgamento antecipado da acusação formulada, e ao mesmo tempo, que não se acoime como ilegais ações que podem ter avaliações diversas no campo político”, argumentou o relator.
A polícia civil de São Paulo havia prendido preventivamente os líderes da FNL, com autorização judicial, em operações realizadas entre os dias 03 e 04 de março deste ano, em Mirante do Paranapanema, município do interior paulista.
Os militantes são acusados de extorquirem donos de propriedades rurais. Eles teriam exigido vantagens financeiras de pelo menos seis vítimas, sob ameaças de não cessarem as ocupações na região e de proibir a entrada dos donos das propriedades em seus imóveis.
De acordo com a investigação, o dinheiro arrecadado não era remetido ao movimento, mas ficava para os líderes presos preventivamente. José Rainha e Luciano de Lima foram apontados como responsáveis por decidir quem seria cobrado e o valor a ser pedido.
Os advogados de defesa dos acusados, Raul Marcelo e Rodrigo Chizolini comemoraram a recente decisão e disseram, em nota, que “eles foram presos injustamente por estarem envolvidos em uma luta justa e necessária que é a reforma agrária”.
Fonte: CNN.
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Ministro das Relações Institucionais defende “tesourada” no Fundo Constitucional

Alexandre Padilha quer manter teto do Fundo Constitucional em texto do marco fiscal no Senado; relator vê como prejuízo a Brasília

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Alexandre Padilha, defendeu o teto do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) ao afirmar que vai trabalhar para que o texto do marco fiscal se mantenha sem alterações no Senado. A declaração feita à imprensa na segunda-feira (12/6) vai contra a avaliação de toda a bancada política do Distrito Federal, a qual trabalha para a retirada do trecho que estabelece o limite de crescimento à proposta.
Segundo Padilha, a proposição, como está, permite o crescimento do Fundo. “Vamos trabalhar para que se mantenha o texto no Senado. Consideramos que o Fundo Constitucional e o marco fiscal garantem crescimento que combine responsabilidade social com responsabilidade fiscal”, opinou.
O ministro ainda avaliou que a aprovação seria uma sinalização de que o país vai “continuar crescendo em investimentos”, mas em “parâmetros que garantam a responsabilidade fiscal”. O próprio relator do texto no Senado levantou, porém, que essa proposta prejudica Brasília.
“Não há como. Nós não temos como prejudicar Brasília. Essa regra hoje é estabelecida para que Brasília garanta o custeio [de serviços públicos]. Como o Distrito Federal vai fazer para ter esse recurso? Vai cortar onde para manter esse recurso, caso haja uma queda de repasse?”, questionou o senador Omar Aziz (PSD-AM), na segunda-feira (12/6), em entrevista à Rádio CBN.
Também no mesmo dia, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse acreditar que o trecho com estabelecimento de teto ao FCDF ainda pode sair do texto do marco fiscal. “Temos tido conversas com diversos senadores da República, e todos eles compreendem a situação do DF. Conversamos com o relator, que, inclusive, deu uma declaração no sentido de que eles [os senadores] pretendem retirar do arcabouço essa questão do Fundo Constitucional. Estamos muito confiantes”, reforçou o emedebista.
O governador conta com duas linhas de ação. “Tanto a retirada [do trecho da proposta] quanto o veto do presidente da República [caso o texto seja aprovado como está]. O senador Izalci Lucas [PSDB-DF] conversou com o presidente Lula [PT], e ele disse que não há problema em relação a isso [se necessário]”, adiantou, em evento no Palácio do Planalto.
Novo marco fiscal
O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 93/2023, conhecido como novo marco fiscal, tramita no Senado e prevê medidas para a condução da política fiscal do país, inclusive com limitação do FCDF.
Por meio do fundo, a União custeia a segurança pública, bem como parte da saúde e da educação do DF, unidade da Federação que tem mais de 3 milhões de habitantes e abriga as sedes dos Três Poderes, além de representações diplomáticas.
O arcabouço fiscal, aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, estabelece limite anual de 2,5% para crescimento dos recursos do FCDF. Cálculos do Governo do Distrito Federal (GDF) preveem que, se a medida passar pelo Senado e for sancionada pela Presidência da República, a capital do país poderá perder R$ 87 bilhões em 10 anos.
Movimentação política
Já houve movimento na Câmara para tentar a derrubada do trecho sobre o Fundo Constitucional do projeto. Deputados federais e até distritais fizeram pressão pelo tema. Mas um destaque da bancada do DF que previa a retirada do Fundo do texto do relator foi rejeitado por 316 deputados.
Após o texto avançar na Casa e chegar ao Senado, Aziz disse, em reunião com o governador do DF, que é uma “injustiça” a forma como o Fundo Constitucional da capital foi incluído no teto de crescimento previsto no novo regime aprovado pela Câmara dos Deputados.
Na última semana, a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou uma frente pela manutenção do FCDF. Em ato público, um grupo de autoridades reforçou os entendimentos de notas técnicas da Ordem que avaliam um cenário de “absoluta calamidade financeira” sem o FCDF.
O evento reuniu até mesmo opostos políticos. A bolsonarista Bia Kicis (PL) e a petista Erika Kokay (PT), ambas deputadas federais da bancada do DF, compuseram a mesa da OAB pela defesa do Fundo. Também estiveram presentes ex-governadores, ex-presidentes da Seccional, deputados federais, deputados distritais, integrantes da sociedade civil e as direções de entidades, como Sebrae, Sesc, Sindjus, Sindilegis, Instituto Geográfico do DF, Sinduscon, Fecomércio, Fibra, Sindhobar, Abrasel, Asbraco, Ademi, Conselhos de Classe, entre outras representações.
Fonte: Metrópoles.
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Desenrola: programa vai renegociar dívidas de até R$ 5 mil; entenda

Ministro da Fazenda anunciou que 30 milhões de famílias serão beneficiadas

Em elaboração desde o início do ano para aliviar a situação de pessoas endividadas, o Programa Desenrola terá a medida provisória (MP) publicada ainda esta semana, disse nesta segunda-feira (5) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a MP será editada agora para permitir a entrada em vigor do programa em julho.
O programa de renegociação de pequenas dívidas, explicou Haddad, será limitado a famílias que ganhem até dois salários mínimos e estejam devendo até R$ 5 mil. O Desenrola, informou o ministro, deverá beneficiar cerca de 30 milhões de pessoas.
Segundo o ministro, o Desenrola levará cerca de um mês para entrar em vigor por causa de burocracias. Nos últimos meses, o lançamento do programa foi adiado sucessivas vezes porque a B3, a bolsa de valores brasileira, estava elaborando o sistema informático para os credores aderirem às renegociações. “Tem uma série de providências burocráticas a serem tomadas até abertura do sistema dos credores”, justificou o ministro.
Apesar de o programa estar atrelado à vontade das empresas credoras, o ministro se disse otimista em relação ao Desenrola. “O programa depende da adesão dos credores, uma vez que a dívida é privada. Mas nós entendemos que muitos credores quererão participar do programa dando bons descontos justamente em virtude da liquidez que vão obter, porque vai ter garantia do Tesouro [Nacional]”, comentou Haddad.
Em troca de participar da negociação, a empresa credora terá garantia do Tesouro caso o devedor não consiga honrar os compromissos. Para Haddad, o fato de o Tesouro cobrir eventuais calotes incentivará os credores a oferecerem o máximo de desconto possível aos devedores.
“O programa funcionará como um leilão. A ideia é que o credor dê o maior desconto possível, porque ele tem um estímulo para isso [a garantia do Tesouro Nacional]”, explicou o ministro.
Segundo Haddad, bancos oficiais, como o Banco do Brasil, participarão do programa. Ele disse que a instituição financeira considerou positiva a modelagem do Desenrola e estimou que o programa terá sucesso. O ministro afirmou que bancos privados também estão interessados em aderir ao Desenrola.
fonte:ig.
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‘Tchau, querido’: Jornalista diz que comemoração e denúncias podem ter motivado agressões de PMs

Ex-comandante rebateu acusações e afirmou que jornalista terá que ‘provar’ que seria o mandante das agressões

As agressões sofridas por jornalista de Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande, podem ter sido motivadas por denúncias feitas contra supostas irregularidades cometidas por policiais militares. O profissional da imprensa foi abordado pelo grupo de PMs cerca de 20 minutos antes de solenidade de passagem de comando do batalhão responsável pelo município. O jornalista teria comemorado a saída do ex-comandante nas redes sociais.
Em entrevista ao Jornal Midiamax, o jornalista tentou elencar os motivos que fizeram com que ele despertasse a ‘inimizade’ com alguns militares, incluindo o ex-comandante do batalhão. “Toda denúncia que tinha contra a PM achavam que era eu. Teve uma vez que uma leitora disse ter tido a casa arrombada e ligado no 190 diversas vezes, mas nenhuma guarnição atendeu. Ao invés do comandante ir perguntar o porquê o 190 não atendeu, foi às emissoras de rádio e disse que era fake news e chamou a vítima de mentirosa”, afirma.
Outra denúncia, também a pedido de leitores, segundo ele, teria sido a onda de furtos na cidade, enquanto uma “escala particular” havia sido montada para policiais vigiarem uma obra. “Teve furto em uma obra que pertence a um assessor do governo. Ele pediu para a PM dar uma olhada e montaram um ponto-base na construção, onde os PMs ficaram mais de 15 dias, por 20 minutos, ali. Eu filmei os caras parados e ele [o ex-comandante] abriu um processo contra mim e contra outros 15 PMs”, afirma.
O jornalista explica que teve acesso à escala em que os policiais deveriam ficar no local da obra. “Fui acusado de adulterar documento público. Mas eu não adulterei, só tirei a parte que interessava para não expor os outros PMs escalados”, explica.
Quando soube da transferência, o jornalista explica que chegou a postar em sua conta particular de uma rede social, a frase “tchau, querido!” “Não dei nomes, só falei que ia soltar fogos no dia 2 de junho. Se uma pessoa que não gosta de você vai embora, você não pode comemorar? Eu andava nas ruas e era abordado do nada”, afirma.
Informações obtidas pelo Jornal Midiamax também dão conta de que o jornalista teria encomendado fogos em um comércio da cidade, para o dia da passagem de comando. Um vídeo gravado no interior da loja mostra um dos funcionários expondo a “encomenda” de fogos que teria chegado. Na legenda da publicação, feita na rede social do jornalista, ele escreve “muita festa dia 2. Tchau, querido! (sic)”.
O jornalista afirmou que acredita que, apesar do veículo que é editor-chefe não ser o único a publicar as denúncias, pode ter sido alvo por ter grande quantidade de leitura diária. “Uma vez recebemos no jornal vídeo de leitores falando que tinha uma perseguição em Batayporã, que fica a 10 km daqui, e mostrava que a viatura bateu em um poste. Fizeram um boletim de ocorrência contra mim, mas o processo foi arquivado”, explica.
Ainda conforme explicado pelo jornalista, no dia em que as agressões ocorreram, os policiais teriam dito que precisavam levá-lo para a delegacia. “Não sei exatamente para onde queriam me levar, mas eles chegaram falando: ‘Estamos cumprindo ordem você sabe de quem’, mas não tinham mandado de prisão e nem de busca no meu carro”, afirma o jornalista.
“Declarações infundadas”, diz ex-comandante
O Jornal Midiamax também entrevistou o ex-comandante do 8º BPM, Tenente Coronel J. Roberto. Segundo ele, na época em que foram veiculadas as matérias sobre os militares ‘fiscalizando’ obras, já tinha sido emitida uma nota de esclarecimento. “A obra em questão não pertencia a ninguém ligado ao governo e o local já havia sido alvo de crimes pelo menos quatro vezes. As rondas no local foram intensificadas, pois além de ser uma avenida movimentada, havia várias obras naquela região. Vários locais têm essa sistemática, como escolas, bancos, praças e comércios”, afirma.
Já em relação à viatura envolvida na perseguição em Batayporã, o tenente-coronel explicou que teria sido repassado ilegalmente uma foto ao jornal. “O que aconteceu na verdade foi uma publicação de fotos protegidas por lei, com sigilo funcional. O policial foi punido administrativamente pelo fato, e no inquérito absolvido por falta de provas”, explica.
O ex-comandante afirma que o jornalista teria dado declarações falsas. “Em virtude dele ter dado declarações falsas, foi representado junto à Polícia Civil por falso testemunho”, alega.
O militar também afirma que as acusações feitas pela imprensa local “são infundadas”. Sobre os policiais que aparecem no vídeo das agressões terem dito “estamos cumprindo ordem você sabe de quem”, se referindo a ele, o ex-comandante negou.
“Sobre esse fato, cabe a ele provar, tendo em vista que não só o jornal dele, como também outro blogueiro da cidade, têm feito diversas acusações infundadas”, afirma.
Processo na Corregedoria da PMMS
Conforme informado pela assessoria de imprensa da PMMS, foi aberta investigação na Corregedoria para apurar as agressões contra o jornalista. O tenente-coronel J. Roberto havia sido transferido de Nova Andradina para a Casa Militar, do Comando Geral, em Campo Grande, no dia 23 de maio.
Contudo, nesta segunda-feira (5), foi publicada no Diário Oficial do Estado a revogação da ocupação dele no cargo de confiança na Casa Militar. A decisão é assinada pelo Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica Pedro Caravina, e datada da sexta-feira (2).

Foto: Reprodução/ Diário Oficial de MS Segundo explicado pela assessoria da PM, ele foi transferido provisoriamente para a Ajudância Geral, também no Comando Geral em Campo Grande. “Quando o policial militar é transferido de cidade, ele tem direito a afastamento por trânsito e instalação de 40 dias ao todo. Nesse interim, ele deve ser designado para uma outra função”, diz a nota.

Foto: Reprodução/ Diário Oficial de MS Transferência dos 4 PMs
Os quatro policiais militares envolvidos nas agressões foram transferidos e irão trabalhar em outra cidade, que ficará a critério do comandante da unidade decidir, se ficarão em serviços internos ou nas ruas. Um PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) será instaurado para apurar os fatos. O PAD deve durar 30 dias tendo a possibilidade de ser prorrogado por mais 30 dias.
Fonte:Midiamax.
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Mensagens e compra de passagem: entenda provas contra Lira em denúncia analisada pelo STF nesta terça

Presidente da Câmara foi acusado de corrupção passiva em caso de assessor detido com dinheiro vivo; PGR voltou atrás depois e pediu arquivamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a analisar nesta terça-feira um recurso do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), contra uma denúncia apresentada contra ele por corrupção passiva. Em 2019, a Primeira Turma do STF decidiu receber, por unanimidade, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entretanto, a defesa de Lira apresentou recurso contra a decisão. O pedido começou a ser analisado em 2020, e já havia maioria para manter o entendimento, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista.
O ponto central do inquérito é a apreensão, ocorrida em 2012, de R$ 106 mil com Jaymerson José Gomes de Amorim, assessor da Câmara dos Deputados. Amorim tentava embarcar em um voo de São Paulo para Brasília com a quantia.
Em 2018, a PGR afirmou que o dinheiro era destinado a Lira, em troca de uma indicação na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), órgão vinculado ao Ministério das Cidades. Em abril deste ano, sob nova gestão, a PGR mudou sua posição e pediu o arquivamento do caso. Os ministros que já votaram podem optar por manter ou alterar sua posição.
Na denúncia, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, citou pontos que ligariam Lira à entrega do dinheiro, como ligações e mensagens trocadas com Amorim no dia da entrega e o fato das passagens aéreas terem sido compradas com um cartão do deputado. Na época dos fatos, o comando do Ministério das Cidades era de indicação do PP. O doleiro Alberto Youssef, que prestava serviços para o partido, afirmou em seu acordo de delação premiada que indicou Francisco Colombo para a presidência da CBTU.
De acordo com Youssef, a indicação foi chancelada por Lira e por seu pai, o então senador Benedito de Lira, hoje prefeito de Barra de São Miguel (AL), que já teriam influência no órgão. Colombo esteve 61 vezes em duas empresas de Youssef, entre 2011 e 2013.
Em uma ocasião, em fevereiro de 2011, Lira entrou no local pouco antes do então presidente da CBTU. Uma servidora do gabinete de Lira também relatou que Colombo esteve algumas vezes no gabinete do deputado.
Amorim estava empregado no gabinete do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Contudo, Lira reconheceu que ele também prestava serviços para seu gabinete. No dia da apreensão do dinheiro, Amorim admite que encontrou Colombo em São Paulo, mas apresentou explicações divergentes sobre o motivo da reunião.
As passagens aéreas utilizadas por ele foram compradas com um cartão de crédito de Lira. Além disso, no dia da viagem, o assessor enviou mensagem ao deputado informando que o voo para São Paulo estava atrasado e fazendo referência a alguém que buscaria ele no aeroporto — para a PGR, seria Colombo. Em resposta, Lira diz que ele deveria ligar para essa pessoa. No mesmo dia, houve seis contatos por telefone entre Lira e Amorim, incluindo logo depois do pouso da aeronave.
Contradição em depoimentos
Amorim foi detido ao tentar embarcar de volta para Brasília. O dinheiro estava escondido em diversos pontos do seu corpo. No dia da apreensão, Amorim afirmou que não conhecia Lira e que estava levando o dinheiro de São Paulo para Brasília, e que os valores teriam sido pagos por uma consultoria que ele fez para a compra de um imóvel.
Posteriormente, em depoimento, admitiu que trabalhava com Lira e que comprou a passagem com seu cartão. Dessa vez, no entanto, declarou que já saiu de Brasília com o dinheiro e que iria utilizá-lo para comprar um carro em São Paulo de um amigo de Colombo. Contudo, o presidente da CBTU não teria levado o veículo, e por isso ele voltou com o dinheiro.
No depoimento, o assessor também disse que só havia falado de Lira sobre a viagem dias depois. Entretanto, questionado sobre a mensagem que enviou dizendo que o voo estava atrasado, disse que não se lembrava do diálogo. Também disse que não se recordava de uma ligação feita para o deputado no mesmo dia, logo após chegar a São Paulo.
Ao depor, Lira afirmou que não tinha conhecimento de que as passagens aéreas foram compradas em seu nome e disse que não sabia do motivo da viagem de Amorim a São Paulo. Em resposta à denúncia apresentada ao STF, a defesa de Lira afirmou que “não há uma mensagem, e-mail ou conversa que indique” que ele solicitou alguma vantagem indevida, assim como “não existe qualquer descritivo” que mostre que ele seria o destinatário dos recursos levados por Amorim. Os advogados também afirmaram que Lira não teve participação nem na nomeação nem na permanência de Colombo na CBTU.
Fonte:Oglobo.

