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Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico


A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota, nesta terça-feira (29), manifestando preocupação com o episódio de assédio judicial perpetrado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) contra jornalistas e diretores do Jornal Midiamax. Ao todo, são 17 ações criminais.
Na nota, a entidade lembra que o sindicato patronal já acionou o jornal na esfera cível em junho. Nas últimas semanas, a Fiems processou repórteres, editores e o sócio-fundador do Jornal Midiamax, questionando a atuação da equipe em reportagens investigativas.
“O assédio judicial é uma tentativa de silenciamento de jornalistas e comunicadores que se faz pelo uso abusivo do sistema judicial, em diversas estratégias. Tanto o uso do direito penal de modo desproporcional quanto a mobilização de ações judiciais em massa reforçam o caráter de assédio deste caso”, diz o comunicado.
Por fim, a Abraji cita jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), que proíbe a apresentação frequente de ações como forma de limitar a atuação da imprensa, e pede que o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) tome medidas para evitar a intimidação contra os jornalistas.
“A Abraji denuncia esse episódio e insta ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul para que adote as medidas cabíveis para cessar o efeito intimidatório dessas ações, reconhecendo que se trata de mais um episódio de assédio judicial. E, assim, não dê prosseguimento a esta tentativa de intimidação, evitando maiores danos à liberdade de imprensa”, conclui a nota.
A entidade, fundada em 2002, foi uma das principais articuladoras do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, rede de 24 organizações cuja pressão foi fundamental para a redação e aprovação da Lei de Acesso à Informação, em 2011.
Assédio judicial: Fiems tenta barrar denúncias de corrupção com 17 ações contra jornalistas
A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) entrou com 17 ações na Justiça estadual para interpelar repórteres do Jornal Midiamax, prática conhecida como assédio judicial.
A ofensiva da entidade, chefiada por Sérgio Longen, por meio de interpelações judiciais contra profissionais de imprensa, ocorre após a publicação de reportagens com denúncias que revelaram suspeitas de irregularidades envolvendo membros da diretoria, que estariam usando uma rede de CNPJs ‘laranjas’ para manter contratos de difícil mensuração. Vale ressaltar que a Fiems recebe recursos parafiscais de natureza pública, repassados pela Receita Federal, num montante que chega a R$ 60 milhões somente neste ano.
Em vez de responder objetivamente aos questionamentos formulados pela reportagem ou apresentar documentos que esclareçam as suspeitas de desvios, a cúpula da federação optou por mover a máquina jurídica como instrumento de pressão psicológica e financeira contra os profissionais da imprensa.
Primeiramente, o advogado da entidade apresentou 12 ações. Em outro momento, entrou com mais cinco processos. Ao Jornal Midiamax, o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que representa a Fiems, disse que não comenta processos judiciais em curso.
Entidades de jornalistas condenam assédio judicial da Fiems contra profissionais
Entidades representativas de jornalistas no Brasil manifestaram solidariedade aos repórteres do Jornal Midiamax. A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) emitiu nota de repúdio.
“A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico”, diz a Fenaj.
Na nota, assinada em conjunto com o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), as entidades avaliam que as reportagens foram produzidas “no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público”.Advogado que representa o Jornal Midiamax, Thiago Nascimento Lima classifica a ofensiva jurídica da Fiems como uma forma de cercear o direito à liberdade de imprensa. “O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que o uso reiterado do Poder Judiciário com o intuito ou o efeito de constranger jornalistas e veículos de comunicação configura assédio judicial, prática incompatível com a liberdade de expressão. O direito de ação é legítimo, mas deve servir à tutela de direitos e jamais à intimidação do trabalho jornalístico. Seguimos confiando no Judiciário e defendendo, nos autos, o direito do Midiamax de informar e o direito da sociedade de ser informada.”
Juristas criticam prática de assédio judicial contra jornalistas
A série de ações contra o Jornal Midiamax também provocou reações em outros setores da sociedade. O advogado e professor de Direito Constitucional André Borges escreveu o artigo “Imprensa livre não pode ter medo”, argumentando que a liberdade de imprensa “é uma das garantias mais importantes de uma democracia”.
O advogado defende que “sem imprensa livre, o cidadão passa a conhecer apenas aquilo que o poder deseja que ele conheça”.
No artigo, André Borges argumenta que, apesar de todo cidadão ou instituição ter o direito de recorrer à Justiça, a prática não pode “funcionar como forma de intimidação”.
O advogado cita também o caso do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que dedicou décadas de carreira a denunciar a corrupção na Amazônia e foi alvo de mais de 30 processos ao longo de sua trajetória. “O custo financeiro, o tempo gasto com advogados e o desgaste pessoal mostram como processos sucessivos podem, por si mesmos, produzir um efeito intimidatório”, diz.
Fiems se cala
Em toda a cobertura do Jornal Midiamax sobre todos os fatos envolvendo a Fiems, a reportagem sempre buscou o posicionamento da entidade, através dos canais oficiais e institucionais de comunicação, inclusive com mensagens cobrando respostas da assessoria de comunicação, tudo devidamente documentado.
No entanto, a Fiems não respondeu aos pedidos de posicionamento feitos pela reportagem e preferiu iniciar uma investida com sequência de 17 processos contra o Midiamax e jornalistas.
Procuramos novamente a Fiems para se manifestar sobre o assédio judicial usado para intimidar jornalistas e também para se posicionar sobre as notas de repúdio publicadas por entidades contra a prática adotada por Sérgio Longen. No entanto, novamente, não houve retorno. O espaço segue aberto e o texto será atualizado assim que houver manifestação.
O advogado que representa a Fiems nas interpelações contra jornalistas, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, disse apenas que não comenta processos judiciais em curso.
Fonte: Midiamax
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Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas


Nos dois dias seguintes à assinatura da Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou alvo de publicações na internet para tentar conter o impacto eleitoral positivo da medida.
Foram sete publicações que incorreram na mesma imprecisão: atribuíram a Lula a liberação das bets. Na verdade, em 2018 o ex-presidente Michel Temer (MDB) autorizou o funcionamento de sites de apostas esportivas em quota única. O problema é que as mesmas plataformas passaram a oferecer os cassinos online – o mais popular deles, o Fortune Tiger, conhecido como Jogo do Tigrinho.
Até dezembro de 2023, os cassinos online não eram regulamentados, mas funcionavam em uma “zona cinzenta” da legislação. Àquela época, o governo petista sancionou uma lei que criou regras tanto para as apostas esportivas, quanto para o Tigrinho e outros jogos do tipo. Para funcionar dentro da lei, as empresas tiveram de pagar outorga de R$ 30 milhões.
7 posts de 6 estados em 48h
Em 26 de setembro, dois anúncios oriundos dos extremos do país – um do Amazonas e outro do Rio Grande do Sul – atacam Lula pela regulação das bets.
No Amazonas, o candidato a deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos) investiu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil em uma publicação para atribuir a Lula a responsabilidade de “abrir a porta do Tigrinho”, com base na lei sancionada em dezembro de 2023. A postagem alcançou até 1 milhão de usuários do Instagram.
No mesmo dia, o candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul, Professor Cláudio Branchieri (PL), afirmou, em post no Instagram, que o governo Lula “ganhou bilhões” com o o Tigrinho e o proibiu a dez dias das eleições. A publicação teve investimento de menos de R$ 400 e alcançou até 100 mil pessoas.
Dois dias após a MP
Cinco novas publicações sobre o assunto surgem nas redes sociais em 27 de setembro. Elas vêm de quatro estados: Mato Grosso, Paraíba, Ceará e Paraná.
Candidata à presidência pelo Democracia Cristã, a mato-grossense Clariana Barão investiu entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil em uma publicação que alcançou mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram. A publicação coloca Lula como “pai do Tigrinho” e questiona “por que só agora?” e classifica a MP como uma medida provisória.
Também do Mato Grosso, o candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP-MT) investiu menos de R$ 1 mil para alcançar até 500 mil pessoas nas redes sociais. Ele chama a MP que proíbe as bets de “jogada eleitoral e hipocrisia”.
Na Paraíba, a página Blog do Milton Figueiredo replicou um vídeo da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, no qual o candidato do PL à presidência chama Lula de “pai do Tigrinho” e diz que a MP contra as bets é um “desespero” devido ao cenário eleitoral.
A publicação alcançou mais de 1 milhão de pessoas no Instagram e no Facebook, com menos de R$ 100 de investimento.
Já no Ceará, a publicação impulsionada é do Vereador PPCell (PL), que se candidatou a deputado federal. Ele alcançou mais de 1 milhão de pessoas, investindo menos de R$ 300. No vídeo, o candidato aparece de camisa preta escutando relatos de pessoas viciadas ou próximas de Lula e diz que o petista foi quem “liberou as bets”.
No Paraná, o impulsionamento vem de Reinhold Stephanes Junior (PL), candidato a deputado federal. A publicação omite parte da informação correta, diz que os sites de apostas só saem do ar no dia 6 de outubro, dois dias após as eleições – o que é fato, mas deixa de explicar que já não se pode mais depositar dinheiro em nenhuma plataforma.
A publicação do candidato paranaense alcançou até 1 milhão de contas do Instagram, com menos de R$ 700 investidos em impulsionamento.
Fonte: METRÓPOLES
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Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques


O advogado que comanda o setor jurídico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL, tem um histórico de atuação conjunta com duas pessoas diretamente ligadas ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a irmã do magistrado, Karine Nunes Marques, e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Júnior, de quem o próprio ministro afirma ser amigo.
A relação chama atenção porque Nunes Marques já informou publicamente que se declara impedido de atuar em processos nos quais Otto representa alguma das partes justamente em razão dessa amizade.
Documentos judiciais mostram, porém, que Otto trabalhou repetidas vezes ao lado de Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, hoje responsável pela estratégia jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Em algumas dessas causas, a dupla dividiu a defesa também com Karine, irmã do ministro.
Não há, por si só, irregularidade na atuação conjunta dos advogados. O caso levanta, no entanto, uma questão sobre os limites adotados pelo próprio ministro para preservar sua imparcialidade.
Tracy Reinaldet integra a coordenação jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ao lado da ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri. Segundo reportagens publicadas quando a equipe foi anunciada, cabe a Tracy centralizar demandas da campanha e orientar juridicamente os diretórios estaduais e outras áreas.
Tracy não aparece como advogado de Flávio Bolsonaro em processos no TSE, corte atualmente presidida por Nunes Marques. A atuação direta de Tracy na defesa do candidato aparece, porém, no Supremo Tribunal Federal.
Nunes Marques é atualmente relator no STF de ao menos um processo em que Flávio Bolsonaro aparece como requerente e Tracy Reinaldet como seu advogado. Trata-se da Petição 16.220, protocolada em 10 de junho deste ano e distribuída ao gabinete do ministro.
O processo, de natureza criminal, tem Flávio como requerente e o presidente Lula como requerido. Tracy aparece oficialmente entre os três advogados do candidato do PL.
O caso nasceu de uma notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula. A defesa de Flávio pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar supostos crimes de ameaça e incitação ao crime por declarações feitas por Lula em 2 de junho, durante a inauguração do campus do Instituto Federal Goiano em Catalão (GO).
A ação se baseia numa fala em que Lula chamou integrantes da família Bolsonaro de “traidores” e “vendilhões da pátria”. ANa mesma fala, Lula afirmou que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado e perguntou o que mereceriam os ‘traidores da pátria’. A defesa sustenta que a associação equivaleria a uma ameaça contra Flávio e a uma incitação à violência.
Tracy Reinaldet recebeu de Flávio procuração específica para apresentar a notícia-crime. O processo foi autuado em 10 de junho e, uma semana depois, distribuído ao ministro Nunes Marques, que se tornou seu relator.
Em julho, a defesa voltou aos autos alegando um “fato superveniente”: novas declarações de Lula sobre “traidores” durante a convenção do PDT. Pediu novamente a apuração e responsabilização do presidente, argumentando que as declarações representariam uma reiteração da conduta denunciada inicialmente. O processo permanece atualmente no gabinete de Nunes Marques, sem decisão.
A relação entre os advogados está nos autos
A proximidade profissional entre Tracy e Otto não depende apenas de relatos de terceiros. Ela aparece em documentos oficiais do Judiciário.
No Agravo em Recurso Especial 2.312.076, julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, Otto Medeiros e Tracy Reinaldet aparecem simultaneamente entre os advogados da Cervejaria Petrópolis. O acórdão do STJ registra Otto, Tracy e outros profissionais na mesma defesa.
Há casos ainda mais explícitos. Na defesa do empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, Tracy, Otto e Karine Nunes Marques atuaram conjuntamente. Documento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região registra os três nominalmente como impetrantes de um habeas corpus.
O mesmo grupo aparece em processos que chegaram ao STJ. No conflito de competência 180.895, por exemplo, os autos também registram entre os advogados de Walter Faria os nomes de Tracy, Otto e Karine.
Outro processo no STJ, o Pedido de Tutela Provisória 4.018, relativo à mesma Cervejaria Petrópolis, volta a reunir os três nomes na lista de advogados.
A parceria profissional se prolongou no tempo. Em decisão publicada em março de 2025, Otto e Tracy aparecem novamente, juntos, entre os advogados da Cervejaria Petrópolis, em recurso analisado pela ministra Nancy Andrighi, no STJ.
Karine, por sua vez, também possui histórico documentado de atuação conjunta com Otto fora das causas em que Tracy aparece. Em processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por exemplo, uma apelação de 2023 foi assinada conjuntamente pelos dois.
Nunes Marques admite amizade com Otto
A relação entre Otto Medeiros e Kassio Nunes Marques veio novamente à tona em agosto deste ano, a partir das investigações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Luchsinger afirmou que Otto seria “sócio” de Nunes Marques. O ministro negou a existência de sociedade profissional ou empresarial entre ambos. Confirmou, porém, a relação de amizade.
Mais do que isso: segundo manifestação de Nunes Marques divulgada na ocasião, a amizade é justamente a razão pela qual ele se declara impedido nos processos em que Otto representa alguma das partes.
Há registro concreto desse afastamento. Em julgamento da Petição 8.411, no STF, Otto Medeiros aparece como advogado de uma das partes e Nunes Marques consta formalmente como impedido, ao lado do ministro Cristiano Zanin.
Tracy passou a comandar o jurídico de Flávio
Tracy Reinaldet assumiu neste ano papel central na campanha de Flávio Bolsonaro. Em março, foi anunciado como responsável pela coordenação jurídica da candidatura, com a tarefa de concentrar demandas judiciais, estruturar manifestações e orientar juridicamente diretórios estaduais e outros setores da campanha. Antes disso, já havia defendido Jair Bolsonaro.
A atuação para Flávio não se restringe ao ambiente eleitoral. O próprio sistema do Supremo registra Tracy como advogado do senador em diferentes processos. Na Petição 16.307, uma queixa-crime de Flávio contra o deputado André Janones, Tracy integra a defesa ao lado de Matteus Beresa de Paula Macedo e Leonardo Castegnaro.
O advogado também representa Flávio no Inquérito 5.045, aberto neste ano no STF e relatado por Alexandre de Moraes. E aparece ainda na defesa do candidato em investigação relativa ao caso Dark Horse.
O que precisa ser esclarecido
Tracy e Otto não integram o mesmo escritório ou mantêm uma sociedade formal, e a atuação conjunta em processos passados, isoladamente, não estabelece impedimento automático de um ministro em causas futuras de qualquer um dos advogados.
O caso, no entanto, demonstra mostra uma rede profissional concreta: Tracy e Otto aparecem juntos em diferentes processos; ambos já atuaram ao lado de Karine; Otto mantém uma amizade que Nunes Marques considera suficiente para não julgar suas causas; e Tracy passou a comandar o jurídico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, inclusive representando-o em processo atualmente relatado por Nunes Marques.
A reportagem procurou Tracy Reinaldet, Otto Medeiros e Karine Nunes Marques para saber qual é a natureza atual das relações profissionais entre os três advogados; se Tracy e Otto mantêm sociedade, parceria profissional ou compartilhamento de clientes; se Tracy integra ou integrou escritório do qual Otto ou Karine façam parte.
Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: ICL
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PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção


Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram pilhas de dinheiro durante operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29/9) para apurar a negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa. A coluna apurou que o grupo se trata da Nova Okaida, que atua em comunidades da Paraíba (PB). O dinheiro foi contabilizado em R$ 220 mil.
O deputado estadual Caio Roberto (MDB) (foto em destaque) e Júnior Pires, secretário chefe do Procon de João Pessoa (PB) são alvos da operação.
Batizada de Zona de Influência, a ação policial cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.
Acordo com criminosos
Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.
Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação apura crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.
Fonte: Metrópoles
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CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na última semana de campanha antes do primeiro turno das eleições de 2026 na liderança da corrida presidencial, registrando 39% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Quaest/Globo divulgada nesta segunda-feira (28/9). Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece na sequência, com 34% da preferência do eleitorado. Nas projeções de segundo turno, ambos estão empatados, com 42%.
Segundo a pesquisa, Lula registrou uma melhora consistente em seus índices de aprovação geral. “Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo negativo caiu para -3 pontos percentuais. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, diz o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.
De acordo com Nunes, a recuperação de terreno de Lula acontece de forma mais clara entre:
- Mulheres: onde havia um empate técnico duas semanas atrás, Lula abriu uma vantagem expressiva de nove pontos percentuais.
- Eleitores de baixa renda: segmento em que o petista assegura uma frente de 26 pontos percentuais sobre o opositor.
- Beneficiários do programa Bolsa Família: faixa na qual o presidente retomou a marca de 59% das intenções de voto, contra 27% atribuídos a Flávio.
“O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família parece estar muito associada ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana”, avalia o CEO.
“As mulheres são as que mais se animaram com as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família”, completa.
Indicadores individuais
O efeito positivo sobre a avaliação da gestão também impulsionou os indicadores individuais do petista, fazendo o seu potencial de voto oscilar positivamente de 45% para 46%, enquanto a taxa de rejeição recuou de 55% para 54%. Do outro lado, o candidato Flávio Bolsonaro manteve estabilidade nos patamares anteriores, sustentando 43% de potencial de voto e 56% de rejeição.
No que tange aos cenários de eventual segundo turno, Lula e Flávio voltaram a empatar numericamente na simulação de disputa direta, ambos com 42% das intenções. Enquanto o candidato do PL manteve o mesmo percentual registrado nas últimas três rodadas, o atual chefe do Executivo avançou dois pontos percentuais no mesmo intervalo, com 3% de eleitores indecisos e 13% inclinados a votar em branco ou nulo.
Nossa Senhora
Segundo Felipe Nunes, o levantamento aponta uma recuperação do petista na base católica, ona qual Lula abriu 13 pontos de vantagem — o melhor desempenho no segmento desde agosto —, ao mesmo tempo em que a margem favorável a Flávio entre os eleitores evangélicos registrou retração.
“O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo Nossa Senhora de Aparecida foi iniciado nas redes. Mas há forte evidência de que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos”, finaliza Nunes.
O CEO da Quaest, no entanto, faz uma ressalva: “A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial”.
Fonte: Metrópoles
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Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado


Operação da Polícia Federal (PF) contra corrupção eleitoral no Pará (PA) resultou na apreensão de dinheiro, aparelhos eletrônicos, documentos e veículos no domingo (27/9). Os investigadores encontraram R$ 87 mil em espécie, divididos em sacolas e envelopes, sinalizados com nomes de pessoas, além de um celular escondido no esgoto de um endereço ligado ao deputado federal Antônio Doido (foto em destaque), conforme apurou a coluna.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) em endereços ligados ao parlamentar, que concorre à reeleição. A investigação apura a prática de crimes relacionados às Eleições 2026. Uma pessoa foi presa em flagrante sob acusação de corrupção eleitoral.
Apreensões
Nas buscas, os investigadores apreenderam R$ 87.475 em espécie. Parte do dinheiro estava em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de relação com nomes e registros de assinaturas de recebimento.
Em um dos imóveis, um aparelho celular foi encontrado escondido no sistema de esgoto, nas proximidades de duas sacolas contendo diversos maços de dinheiro em espécie.
Os materiais apreendidos serão analisados, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos valores, bem como a possível ligação dos elementos arrecadados à prática de ilícitos eleitorais.
A PF informou que as investigações seguem para o esclarecimento dos fatos e a identificação de eventuais envolvidos.
fonte: Metrópoles
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Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF


O subprocurador-geral Francisco Sanseverino votou para mantero procurador-geral da Repúplica, Paulo Gonet, à frente das investigações do caso Master e contra a abertura de uma investigação interna no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) sobre a atuação de Gonet. O caso está sendo analisado pelo colegiado após diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro citarem o procurador-geral, além de uma foto de Vorcaro e Gonet em um evento em Londres.
Sanseverino alegou que uma decisão sobre eventual impedimento ou suspeição de Gonet no caso Master caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF), não ao Conselho do MPF.
— Quanto ao afastamento da atuação do PGR nas petições em decorrência de causa processual de impedimento ou suspeição nos autos eu não conheço do pedido — disse Sanseverino. — Eventual questão processual de impedimento ou suspeição do PGR não se situa na esfera de competência deste conselho superior. A questão das suspeição do PGR deveria ser arguida no STF e avaliada pelo juiz, portanto não conheço da arguição.
Na sequência do voto, ele acrescentou que é contra uma investigação interna por não existirem conversas diretamente entre Gonet e Vorcaro. As mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o contato ocorreria por meio do advogado Ciro Soares, próximo ao dono do Banco Master.
A notícia de fato analisada pelo Conselho foi aberta a partir de uma representação apresentada por deputados do Novo. Os parlamentares pediram que Gonet fosse afastado da condução das investigações relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro e que um subprocurador-geral da República fosse designado para atuar nesses casos, sob o argumento de que as menções ao chefe da PGR nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal poderiam comprometer sua imparcialidade.
Ao tratar desse ponto, Sanseverino segue na análise dos pedidos formulados pelo partido na notícia de fato. O voto do relator, no entanto, não se encerra nessa questão. Ele ainda precisa se manifestar sobre os demais pontos levantados na representação e sobre a existência, ou não, de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação a respeito da atuação de Gonet nos procedimentos relacionados ao Master.
A expectativa entre integrantes da instituição é que o procedimento não resulte na abertura de uma investigação contra o chefe da PGR.
A avaliação feita por integrantes do Ministério Público ouvidos pelo GLOBO às vésperas da sessão é que, apesar do desgaste sofrido por Gonet nas últimas semanas, não há, até o momento, uma sinalização de maioria no colegiado favorável ao aprofundamento da apuração. O cenário, contudo, só será definido durante a sessão, a partir do voto do relator e das manifestações dos demais conselheiros.
O Conselho vai decidir se há elementos suficientes para que um subprocurador-geral da República seja designado para investigar eventual prática de crime comum atribuída a Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master. O procedimento se concentra sobretudo na atuação da PGR em processos envolvendo o Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Como o procedimento envolve o próprio Gonet, a sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino. Depois da apresentação do voto do relator, os demais integrantes votarão em ordem reversa de antiguidade.
A expectativa de que o resultado seja favorável a Gonet ocorre mesmo depois de uma piora no ambiente interno em relação ao procurador-geral. Como mostrou o GLOBO, a divulgação, na sexta-feira passada, de uma fotografia na qual Gonet aparece ao lado de Vorcaro, em Londres, fumando charuto, provocou indignação entre integrantes da carreira e aumentou o desgaste.
Até a publicação da imagem, as críticas eram mais isoladas e Gonet ainda encontrava uma defesa mais ampla dentro da instituição, apesar do constrangimento provocado pelas mensagens encontradas pela Polícia Federal.
A fotografia tornou o ambiente mais desfavorável ao procurador-geral, inclusive entre integrantes do MPF que até então vinham defendendo sua atuação.
O incômodo também chegou a integrantes do próprio Conselho. Nos últimos dias, conselheiros relataram surpresa e desconforto com o conteúdo das mensagens divulgadas. Ainda assim, esse mal-estar não se traduziu, até agora em uma sinalização de votos suficientes para a abertura de uma investigação.
Em nota divulgada após a revelação da imagem, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e afirmou que o próprio Gonet já havia admitido publicamente ter participado do evento em Londres, ao lado de outras autoridades.
A Procuradoria ressaltou ainda que o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo, afirmou durante o julgamento da semana passada que não havia identificado nada de grave nas menções feitas ao procurador-geral nas mensagens encontradas no celular de Vorcaro.
Gonet também se manifestou no procedimento em tramitação no Conselho. O procurador-geral negou manter relação de amizade com Vorcaro e afirmou não possuir interesse pessoal nos processos relacionados ao ex-banqueiro. Sustentou ainda que não há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração sobre sua conduta.
O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e tem dez integrantes: o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, que são membros natos, além de oito subprocuradores-gerais eleitos. O corregedor-geral também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.
As menções a Gonet
O procedimento analisado pelo Conselho tem como pano de fundo mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Parte das conversas ocorreu entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que já atuou para o Banco Master e aparece como intermediário de contatos entre Gonet e Vorcaro.
As mensagens abrangem o período entre 2024 e 2025. Em abril de 2024, Ciro disse a Vorcaro que “Gonet é firme” e acrescentou que “amizade é tudo”. Já em março de 2025, o advogado enviou ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral e escreveu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Na sequência, aparecem registros de chamadas telefônicas, uma delas com duração de três minutos e 49 segundos. A PF não identificou o conteúdo das ligações.
Em outros momentos, Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui a Gonet. Em uma delas, o procurador-geral teria dito estar “na torcida” pelo banqueiro. Em outra, o advogado afirma que Gonet iria a Londres com o grupo. As conversas também fazem referências a charutos e uísque e registram uma pergunta sobre a possibilidade de o filho do procurador-geral participar da viagem.
Gonet nega manter relação de proximidade com Vorcaro. Durante a sessão do Supremo da semana passada, afirmou que encontrou o ex-banqueiro uma única vez, em Londres, na presença de outras autoridades, e classificou o contato entre os dois como “brevíssimo e banal”. Em manifestação encaminhada ao Conselho Superior, também afirmou se considerar plenamente apto a continuar atuando nos procedimentos relacionados ao Master.
Como será a sessão
Embora seja presidente do Conselho, Gonet não participará da deliberação sobre o próprio caso. Com isso, nove dos dez integrantes do colegiado estarão aptos a votar.
O primeiro a se manifestar será o relator do procedimento, o subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, que apresentará o relatório. Pelo regimento, após essa etapa poderão ocorrer sustentações orais, caso tenham sido requeridas, com duração de até 15 minutos. Sanseverino então apresentará seu voto e, na sequência, os demais conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade. Nicolao Dino, por presidir a sessão, votará por último.
A sessão desta sexta-feira não decidirá diretamente se Gonet cometeu alguma irregularidade. O que estará em discussão é se existem elementos suficientes para designar um subprocurador-geral da República para investigar eventual prática de crime comum atribuída ao chefe da PGR. Essa atribuição do Conselho está prevista na Lei Complementar 75, que organiza o Ministério Público da União.
Se prevalecer o entendimento de que não há elementos para avançar, o procedimento poderá ser arquivado. Caso o Conselho entenda que os fatos merecem aprofundamento, será designado um subprocurador para conduzir a apuração. Um pedido de vista de qualquer conselheiro também pode interromper o julgamento.
Não há, até o momento, indicação oficial de que Gonet fará uma manifestação durante a sessão. Sua posição já foi apresentada por escrito ao Conselho. Por ser diretamente interessado no procedimento, ele não participará da deliberação, que será conduzida por Nicolao Dino.
Fonte: OGLOBO
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Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira


Publicações que comentam uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil ganharam centenas de milhares de visualizações nas redes sociais entre a noite desta quinta-feira (24) e a manhã desta sexta (25). No Google Trends, buscas por Nossa Senhora Aparecida chegaram ao maior patamar dos últimos 3 meses.
O assunto ganhou força depois que publicações passaram a recuperar um projeto apresentado no Congresso em 2007, relacioná-lo ao bolsonarismo e transformar. A participação da jornalista Maria Cristina Fernandes, na Globonews, comentando uma reação de católicos a uma possível retomada do projeto, turbinou o assunto nas redes. A emissora fez uma errata e desmentiu a informação.
Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo – aparentemente a bordo de um jatinho – para negar qualquer intenção de promover a mudança.
Um dos posts de maior alcance foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.
O projeto exibido na publicação existe, mas foi apresentado há quase duas décadas pelo então deputado Professor Victório Galli, pastor evangélico que na época era filiado ao PMDB de Mato Grosso e que hoje é aliado da família Bolsonaro. Ele chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro.
O texto propunha alterar a lei que instituiu 12 de outubro como feriado nacional para trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada na Câmara e arquivada em agosto de 2008.
De projeto antigo a argumento eleitoral
A recuperação da proposta de 2007 rapidamente passou a ser usada para estabelecer uma ligação entre o episódio e o bolsonarismo.
A passagem de Galli pelo governo Bolsonaro, porém, não transforma a proposta de 2007 em um projeto de Flávio nem comprova a existência de uma articulação atual para aprová-la.
Outras publicações avançaram diretamente sobre o terreno eleitoral.
Já o perfil Jef publicou: “Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil”. O conteúdo chegou a cerca de 54 mil visualizações e 8 mil curtidas.
A discussão ganhou ainda outras derivações. Bic Müller afirmou que, se grupos evangélicos retirassem o título de Padroeira do Brasil, “o próximo passo” poderia ser acabar com feriados católicos.
Cássio Oliveira, por sua vez, recuperou uma declaração anterior de Flávio na qual o senador afirmou que, caso eleito presidente, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus”. O autor do post relacionou a frase à atual discussão sobre Aparecida.
A declaração recuperada pelo perfil não contém proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A associação foi feita pelo autor da publicação.
Post de padre
A repercussão não ficou restrita aos perfis que relacionaram diretamente o assunto à eleição.
O padre Sandro Rogério publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada de uma mensagem curta: “Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, rogai por nós!”.
A publicação ultrapassou 3 mil compartilhamentos e ganhou forte repercussão justamente nas horas em que a discussão sobre o título de Padroeira do Brasil se espalhava pelas redes.
O padre não mencionou Flávio Bolsonaro nem fez referência direta ao projeto de lei. O engajamento da publicação, no entanto, ajuda a dimensionar como a discussão sobre Aparecida mobilizou as redes.
A ministra Anielle Franco (PT-RJ) também entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que “a fé não é moeda de troca eleitoral”.
Bispo que chutou imagem fez campanha por Bolsonaro
Entre os “indícios” citados nas redes está o fato de que o pastor Sérgio Von Helder, que ficou nacionalmente conhecido após chutar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão, em 1995, fez campanha por Jair Bolsonaro em 2018 e chegou a chamar o 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, de “feriado satânico”.
Naquele ano, Von Helder declarou apoio à candidatura de Bolsonaro e afirmou que o então presidenciável estava “revolucionando o mundo”. O apoio político continuou em 2022, quando o pastor voltou a defender Bolsonaro nas redes e publicou ataques a Lula e alegações sem provas sobre o sistema eleitoral.
Flávio reage à repercussão
Com o assunto ganhando força, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo para negar que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“Não existe esse projeto”, afirmou.
Na publicação, o senador acusou adversários de espalharem uma “grande mentira” e declarou respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião”.
A resposta de Flávio também ganhou forte repercussão e acumulava cerca de 170 mil visualizações na manhã desta sexta, além de milhares de curtidas e compartilhamentos.
Disputa pelo eleitor católico
A velocidade com que o assunto se espalhou ocorre num momento em que o voto religioso ocupa espaço importante na eleição presidencial.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra comportamentos distintos entre católicos e evangélicos. Entre os eleitores católicos, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 33% de Flávio. Entre os evangélicos, a situação se inverte: Flávio registra 47%, contra 27% do presidente.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro nos segmentos religiosos é maior que a da amostra geral.
A polêmica também surge depois de manifestações recentes de bispos católicos sobre soberania, democracia e as eleições de 2026. Em 7 de setembro, por exemplo, o arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, defendeu a soberania nacional durante missa no Santuário e pediu aos eleitores que votem pensando no “bem comum”.
Não há evidência de que essas manifestações estejam relacionadas à história que viralizou nesta quinta-feira ou de uma ação institucional da Igreja Católica contra Flávio.
Nas redes, porém, a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida rapidamente deixou de se limitar ao antigo projeto de lei e passou a integrar a disputa política, com publicações de grande alcance dirigidas diretamente ao eleitorado católico.
Fonte: ICL
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“Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, revelou, em entrevista exclusiva a este colunista, no programa Agora Metrópoles, como atravessou a crise das liminares que afastaram e depois recolocaram Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal. Perguntado se havia conseguido dormir durante o episódio, respondeu: “Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente.”
A crise expôs divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal e provocou reação entre delegados da PF. Wellington afirmou que a corporação manteve suas atividades durante o afastamento de Andrei e disse que as instituições brasileiras foram capazes de superar o episódio.
Na entrevista, o ministro também falou sobre o combate às facções criminosas, a atuação do governo no sistema prisional e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A entrevista foi feita junto com Rafael Campos, meu companheiro de bancada no Agora Metrópoles.
Coluna – Ministro, o senhor enfrentou um momento delicado com decisões judiciais que chegaram a afastar temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal. Como avalia esse período e o que ele revelou sobre as instituições brasileiras?
Wellington César Lima e Silva – Eu tenho por base analisar essas questões na perspectiva da rigidez e do bom funcionamento das instituições. Obviamente, o ideal de uma democracia é que tenhamos o fluxo das relações sem nenhuma trepidação. Mas, no mundo real, muitas tensões ocorrem, algumas mais agudas, outras menos agudas.
Esse episódio proporcionou muita mobilização de todos nós que tínhamos de acompanhar seus desdobramentos. Mas a institucionalidade brasileira tem se revelado muito resiliente, muito forte, capaz de fazer a gestão das crises de modo adequado. No final, chegamos a um bom termo.
O importante a frisar é que, apesar desses eventos, a Polícia Federal não sofreu nenhuma solução de continuidade em seu funcionamento. Houve o andamento normal das atividades operacionais e da gestão durante o pequeno intervalo em que o diretor-geral esteve afastado. Seu substituto imediato desempenhou as tarefas com absoluta tranquilidade e sobriedade, com o apoio do Ministério da Justiça. Superamos bem esse desafio.
Coluna – O governo tem prometido adotar uma postura mais firme contra o crime organizado. Como o senhor avalia a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelo Escudo das Américas? O que isso representa para o combate às facções?
Wellington César Lima e Silva – Sua pergunta é uma excelente oportunidade para esclarecer um ponto que considero fundamental: este é um momento de extrema maturidade na condução da política de combate ao crime organizado.
É o momento institucional de maior interação entre os entes da Federação. O governo federal tem estabelecido uma parceria muito profícua e promissora com estados e municípios. Tivemos operações integradas com a prisão de mais de uma centena de infratores; operações contra o furto e o roubo de celulares; e acordos de cooperação no Rio de Janeiro para treinar guardas municipais e reforçar as divisas com a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal.
No que diz respeito às designações e classificações, há uma dimensão mais restrita aos especialistas que trabalham com nomenclaturas ou rótulos. Mas a população brasileira não está interessada no rótulo, e sim no conteúdo das medidas adotadas. O dia a dia do cidadão depende da efetividade do combate, com inteligência policial, inteligência financeira, tecnologia e operações no sistema prisional.
Além disso, a nossa Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, constitui um remédio fortíssimo. As penas e a severidade do tratamento dado às facções criminosas no Brasil são superiores às previstas na legislação brasileira para o terrorismo. A Lei Antifacção é mais severa do que a lei antiterrorismo.
Quanto às iniciativas de outros países, cada nação tem soberania e liberdade para tratar o tema como entender melhor. O Brasil continuará colaborando internacionalmente por meio da experiência da Polícia Federal e de seus órgãos de inteligência, sempre com foco em aumentar a efetividade do combate ao crime organizado.
Coluna – O Ministério da Justiça tem apoiado operações de retomada de territórios no Rio de Janeiro e investido em equipamentos para os sistemas penitenciários estaduais. Qual é a estratégia do governo nessa área?
Wellington César Lima e Silva – Quando apresentamos ao presidente a proposta do programa Brasil Contra o Crime Organizado, ouvimos as polícias, secretários de Segurança, procuradores e especialistas. Definimos quatro eixos fundamentais: asfixia financeira das organizações criminosas, com inteligência para seguir o dinheiro; aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico ilícito de armas; e fortalecimento do sistema prisional.
No eixo prisional, decidimos dotar 138 unidades prisionais estaduais de capacidades semelhantes às do Sistema Penitenciário Federal. Mapeamos que cerca de 80% das lideranças do crime organizado estão concentradas nesses 138 presídios, espalhados pelas 27 unidades da Federação. Treze deles ficam no Rio de Janeiro.
Atuamos com a entrega de equipamentos, a formação de policiais penais e operações constantes para cortar o sinal de celulares e neutralizar ordens que venham de dentro das cadeias. Entregamos recentemente mais de R$ 12 milhões em equipamentos no Rio de Janeiro. Dos cerca de 2.500 celulares apreendidos recentemente, 53% foram retirados de dentro dos presídios.
Coluna – Agora, ministro, antes de passar a última pergunta para o Rafael Campos, meu companheiro aqui do Agora Metrópoles, eu queria fazer uma provocação ao senhor. Me fale a verdade: o senhor chegou a dormir durante a guerra das liminares? Fale só para nós três aqui, não tem mais ninguém ouvindo. O senhor chegou a dormir enquanto o diretor da Polícia Federal, que é seu subordinado, caía e voltava, caía e voltava para o cargo?
Wellington César Lima e Silva – Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente. Todos que me conhecem podem confirmar isso. Essa provocação ficou mais fácil de responder.
Quero registrar, Matheus, a satisfação de estar aqui e dizer que, apesar da nossa agenda atribulada, a qualidade do jornalismo que você conduz me fez sentir à vontade para participar. Queria registrar isso e abraçar toda a comunidade do Metrópoles.
Coluna – Agradeço pelas palavras, ministro. O Ministério da Justiça lançou medidas para o ambiente digital, desde a proteção de crianças até o combate a golpes e fraudes online. Qual é a principal mensagem dessas iniciativas?
Wellington César Lima e Silva – A principal mensagem é que a internet não pode ser uma terra sem lei. Temos de estabelecer critérios e regras claras que protejam as crianças, os adolescentes e outros segmentos vulnerabilizados.
O Ministério da Justiça conta com uma equipe altamente qualificada. O ECA Digital, por exemplo, é um dos diplomas legais sobre o tema mais reconhecidos internacionalmente. Atuamos fortemente no combate ao cambismo digital, na regulação de plataformas e na proteção das mulheres no ambiente digital.
Estamos batendo recordes na redução de homicídios, roubos de carga e furtos de celular. A intervenção que estamos realizando no sistema prisional e na segurança digital é uma das mais significativas já feitas pelo governo federal. Agradeço a oportunidade e o espaço aqui no Agora Metrópoles.
Fonte: Metrópoles
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Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína


A operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra policiais civis, na manhã desta quinta-feira (24), cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal foram presos durante a ação. Entre os alvos, estão um delegado, que não foi encontrado, investigadores e um ex-investigador, além dos PMs.
As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.
Desvio de droga
O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.
A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.
Os policiais que integram a organização criminosa se valiam de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.
fONTE: midiamax
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‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro


Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.
Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.
Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.
Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis.
Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.
Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou.
Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa pela mansão em Angra dos Reis.
Após a publicação da reportagem, Lídia mudou sua versão. Admitiu ser ela, e disse que nunca exerceu a profissão de empregada doméstica. Ela afirmou que respondeu desta forma porque ficou assustada e queria encerrar a conversa. A íntegra da manifestação está reproduzida ao final no texto.
Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.
Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.
Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.
De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.
Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.
Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium, Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.
Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra
Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.
Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.
Fonte: ICL
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MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno


Belo Horizonte — Líder nas pesquisas que medem a disputa pelo Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) intensificou os movimentos para ampliar sua base eleitoral e tentar vencer a eleição no primeiro turno. A estratégia combina apelos aos indecisos, aproximação com eleitores de Lula (PT), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e adesões de integrantes do PL mineiro. O movimento mais recente foi ganhar o apoio do candidato ao Senado Domingos Sávio (PL), que oficialmente está na chapa de Flávio Roscoe (também do PL).
O esforço ganhou força após pesquisas mostrarem que Cleitinho tem chances de ser eleito sem a necessidade de segunda rodada.
Risco no segundo turno
A ofensiva para encerrar a disputa no primeiro turno também ocorre quando Patrus Ananias, o candidato do PT, começa a mostrar maior competitividade em eventual segundo turno. De acordo com o Real Time Big Data, Cleitinho teria 43% contra 42% do petista, em empate técnico.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. A possibilidade será novamente testada pelas pesquisas Quaest e Datafolha, que serão divulgadas nesta quarta (23/9) e quinta-feira (24/9), respectivamente.
Fonte: Metrópoles
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AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º


A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, contra 43,4% de Flávio.
Em um eventual segundo turno, o presidente volta a aparecer na frente e tem 47,7%, enquanto o senador aparece com 47,4%. As diferença é de 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos. Empate técnico, portanto.
No cenário de primeiro turno, Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 4,5%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos representam 0,7%, enquanto 0,5% não soube responder.
Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, contra 43,9% de Flávio. Renan Santos registra 4,6%; Augusto Cury, 2,1%; Caiado, 1,4%; Zema, 0,9%; e os demais candidatos, somados, 0,8%.
Flávio reduziu distância para Lula nas últimas pesquisas
A série histórica da AtlasIntel mostra uma redução da distância entre os dois principais candidatos ao longo dos últimos meses. Em abril, Lula tinha 44,2%, contra 39,3% de Flávio. Em junho, o presidente chegou a 46,3%, enquanto o senador marcou 36,6%. Em julho, eram 44,9% para Lula e 35,8% para Flávio.
Em agosto, Lula aparecia com 43,4%, contra 33,7% de Flávio. O quadro começou a mudar de forma mais acentuada em setembro. Na pesquisa divulgada no dia 10, Lula tinha 43%, contra 37,4% do senador.
Na rodada seguinte, divulgada em 17 de setembro, Lula avançou para 44,1%, enquanto Flávio chegou a 41,7%, deixando a diferença em 2,4 pontos. Agora, a pesquisa divulgada nesta quarta aponta Lula com 45,8% e Flávio com 43,4%.
Lula volta a aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo turno
A disputa permanece apertada em um eventual segundo turno. Lula registra 47,7%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 47,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,9%. A diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro. Nos votos válidos, o resultado corresponde a 50,2% para Lula e 49,8% para Flávio.
O resultado representa uma inversão numérica em relação às duas pesquisas anteriores da Atlas. Na rodada divulgada em 10 de setembro, Flávio tinha 46,4%, contra 46,2% de Lula.
Uma semana depois, em 17 de setembro, o senador havia ampliado ligeiramente a diferença: 47,2% contra 46,8% do presidente. Agora, Lula passa numericamente à frente, com 47,7% contra 47,4%.
A série histórica mostra que a distância já foi significativamente maior. Em agosto, por exemplo, Lula tinha 47,1%, contra 42,6% de Flávio. Em julho, o placar era de 49,2% a 42,9%.
A Atlas também testou Lula contra outros quatro candidatos. No confronto com Romeu Zema, o presidente registra 47,6%, contra 42,2% do candidato do Novo. Brancos, nulos e indecisos somam 10,2%.
Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 46,6%, e o candidato do PSD, 44%. Outros 9,4% não escolheriam nenhum dos dois ou não souberam responder.
A diferença aumenta nos outros cenários. Lula marca 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury, enquanto, diante de Renan Santos, registra 46,5% contra 31,2%.
Desaprovação de Lula cai para 53%
A pesquisa também mostra uma melhora na avaliação pessoal do presidente em comparação com a rodada anterior. Lula é desaprovado por 53% dos entrevistados e aprovado por 45,4%. Outros 1,6% não souberam responder.
Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, a desaprovação estava em 53,6%, enquanto a aprovação era a mesma, de 45,4%. Assim, a desaprovação oscilou 0,6 ponto para baixo entre as duas rodadas. No fim de agosto, 52,9% desaprovavam o desempenho de Lula e 45,4% aprovavam.
Avaliação negativa do governo também recua
Quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a administração federal, 50,9% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo. Outros 40,4% avaliam a gestão como ótima ou boa, enquanto 8,7% a consideram regular.
Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, o grupo que considerava a gestão ruim ou péssima correspondia a 51,5%, enquanto 40,9% avaliavam o governo como ótimo ou bom e 7,6% como regular.
Entre as duas rodadas, a avaliação ruim ou péssima oscilou 0,6 ponto para baixo, enquanto a avaliação ótima ou boa variou 0,5 ponto negativamente.
Lula e Flávio têm rejeição acima de 50%
O levantamento também mostra proximidade nos índices de rejeição dos dois principais candidatos. Questionados sobre em qual dos políticos não votariam de jeito nenhum, 51,6% citam Lula e 50,6% apontam Flávio Bolsonaro. A diferença é de um ponto percentual.
Na pesquisa anterior, Lula tinha rejeição de 52%, contra 50,2% de Flávio. Isso significa que a rejeição ao presidente oscilou 0,4 ponto para baixo, enquanto a do senador variou 0,4 ponto para cima.
Jair Bolsonaro aparece como o terceiro nome mais rejeitado no levantamento atual, com 39%. Renan Santos tem 33,5%; Romeu Zema, 30,4%; Ronaldo Caiado, 23,7%; e Augusto Cury, 21,4%. Apenas 0,6% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
Fonte: ICL
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Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle


Folhapress) – Uma assessora de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou, em 2023, da liberação de emendas parlamentares enviadas pelo senador com o miliciano Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que foi condenado em fevereiro deste ano pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).
O montante de R$ 199 mil foi enviado por Flávio a um projeto de futebol do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio), no Rio. A entidade fica localizada no bairro Taquara, uma área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão –condenados como mandantes da morte de Marielle.
A Polícia Federal vê indícios de desvios de recursos no envio dos repasses. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em diálogos obtidos pela PF entre Calixto e a assessora de Flávio, Maria de Fátima Bezerra Castro. A Folha de S.Paulo também teve acesso às conversas.
Em nota, a assessoria de Flávio, atualmente candidato à Presidência pelo PL, disse que os repasses foram feitos dentro da lei e seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte.
“A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, afirma.
Os irmãos Brazão foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão pelo STF em fevereiro por terem sido os mandantes da morte de Marielle e chefiarem de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Calixto recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar o grupo.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Robson Calixto, Gabriel Habib, por mensagem e por ligação nesta segunda-feira (21), mas não houve resposta. Cleber Lopes, que representa Chiquinho, disse que não se manifestaria. A defesa de Domingos Brazão no caso Marille informou que não cuida desse tema relacionado a emendas. O espaço segue aberto para os demais citados.
Conversas
Nos diálogos, coletados de um celular de Calixto em março de 2024, quando ele foi alvo de busca e apreensão no caso Marielle, o miliciano afirma ao contato salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar”.
A assessora do candidato do PL pede que ele mande um email ou um ofício com a solicitação, o que é feito por Calixto. Ela, então, pergunta quando o miliciano iria a Brasília. “Vou em Novembro, será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”, respondeu.
Os diálogos entre eles se estenderam até março de 2024, com cobranças de Calixto por “notícias boas” e um pedido para que Flávio Bolsonaro não esquecesse o Ifop. “Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, diz ele em uma conversa de novembro. “Pode deixar”, afirma a assessora. Dias depois, Mária de Fátima declara que ligaria para Calixto.
“Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo”, escreveu o miliciano em 22 de março de 2024.
Além da negociação envolvendo as mensagens, os registros mostram a funcionária do senador pedindo ingressos para um desfile na Sapucaí. “Joinha!!! Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?”, enviou a assessora de Flávio a Calixto.
A solicitação foi classificada pelos investigadores como vantagem indevida.
Em outra troca de mensagens, de outubro de 2023, Maria de Fátima convida o assessor de Chiquinho Brazão para ir a uma cerimônia de entrega de coletes para a Polícia Militar do Rio e cobrar pessoalmente Flávio pela liberação dos recursos. “Leva o deputado”, diz ela a Calixto.
Em julho, a PF deflagrou uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão a ONGs no Rio, para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação, diz a polícia, identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.
Fonte: ICL
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Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP


Os candidatos Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas de São Paulo para o Senado, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (22/9).
No cenário estimulado, Tebet registra 29,6% das intenções de voto, enquanto Derrite tem 29,3% e Marina marca 28,3%. A diferença entre o primeiro e o terceiro nome é de 1,3 ponto percentual, inferior à margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos.
André do Prado (PL) aparece na sequência, com 25%. Ricardo Salles (Novo) registra 10,6%, e Geraldo Rufino (Podemos) soma 5,4%.
Soninha Francine (Cidadania) tem 3,5%; Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 2%; Maíra de Souza (UP), 1,8%; Guto Schiavetto (Missão), 1,2%; e Márcio Alves (UP), 1,1%.
William Teixeira (Agir) aparece com 0,8%; Ednelson Cesaretti (PCO) registra 0,7%; Weller Gonçalves (PSTU) contabiliza 0,6%; e Petter Maahs (PCB) soma 0,4%.
Como São Paulo elege dois senadores em 2026, cada entrevistado pôde escolher até dois candidatos. Por isso, os percentuais somam mais de 100%.
Veja:
- Simone Tebet (PSB): 29,6%
- Guilherme Derrite (PP): 29,3%
- Marina Silva (Rede): 28,3%
- André do Prado (PL): 25%
- Ricardo Salles (Novo): 10,6%
- Geraldo Rufino (Podemos): 5,4%
- Soninha Francine (Cidadania): 3,5%
- Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2%
- Maíra de Souza (UP): 1,8%
- Guto Schiavetto (Missão): 1,2%
- Márcio Alves (UP): 1,1%
- William Teixeira (Agir): 0,8%
- Ednelson Cesaretti (PCO): 0,7%
- Weller Gonçalves (PSTU): 0,6%
- Petter Maahs (PCB): 0,4%
- Branco, nulo ou nenhum: 10,4%
- Não sabe/não opinou: 6,6%
Na comparação com a sondagem anterior do Paraná Pesquisas, André do Prado teve a maior variação numérica entre os cinco primeiros colocados.
O deputado estadual aparecia com 19,3% na rodada anterior e agora registra 25%, diferença de 5,7 pontos percentuais entre os dois levantamentos.
Tebet passou numericamente de 29,5% para 29,6%, enquanto Derrite foi de 28,9% para 29,3%. Marina oscilou de 30,4% para 28,3%.
Salles, por sua vez, passou de 16,4% para 10,6%, diferença numérica de 5,8 pontos percentuais.
Na rodada anterior, realizada entre 7 e 10 de setembro, Marina tinha 30,4%, Tebet contabilizava 29,5% e Derrite somava 28,9%, e os três também apareciam tecnicamente empatados.
O Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios de São Paulo entre 19 e 21 de setembro. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.
Fonte: Metrópoles
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Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro


Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro, e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, que beneficiou o banco.
O argumentação foi feita por meio de uma petição apresentada em junho, na qual a defesa de Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o banqueiro determinadas pelo ministro do STF André Mendonça.
Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) teria beneficiado o Master.
Segundo banqueiro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente.
“Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro.
Lima argumenta que a emenda de Jaques na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha.
“A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição.
Jaques não votou
Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima.
Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação.
A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista.
“O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF.
Fonte: Metrópoles
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Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints


O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teria enviado mensagens ao banqueiro Daniel Vorcaro entre 2024 e 2025. Segundo prints revelados pelo site Fatos Online, Ibaneis encaminhou a Vorcaro decisão liminar e publicação de lei que tratava da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
No primeiro diálogo, em 19 de setembro de 2024, o então governador diz: “Excelente almoço. Obrigado”. O banqueiro teria afirmado que “gostou muito” e sugerido jantar para a semana seguinte, e Ibaneis concorda: “Vou deixar reservado”.
O segundo print é referente ao período de março e maio de 2025. O diálogo registra três chamadas de voz perdidas. Depois, em 10 de maio de 2025, Ibaneis encaminha decisão judicial que derrubou liminar que proibia assinatura do contrato definitivo de aquisição do Banco Master pelo BRB. A decisão foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) João Egmont.
Em agosto de 2025, segundo os prints, houve ao menos três chamadas de voz efetuadas, que duraram 1 minuto e 42 segundos; 1 minuto e 04 segundos; e 51 segundos.
Horas depois da última ligação, Ibaneis mandou edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de 20 de agosto, que trouxe a publicação da Lei nº 7.739, que autorizou a aquisição pelo BRB de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.
Ibaneis afirmou à reportagem que a mensagem é um print de uma conversa que teve com terceira pessoa, e não com Daniel Vorcaro. “Demonstra uma atuação institucional no campo político e jurídico em uma época que estávamos todos convencidos pelo Paulo Henrique que seria um excelente negócio para o BRB e para Brasília”, declarou o ex-governador, em referência ao ex-presidente do BRB preso por suspeita de receber propina de Vorcaro para atuar a favor do Master.
Veja os prints:

Ibaneis deixou o cargo de governador no fim de março de 2026, com objetivo de se candidatar ao Senado. Pouco depois, porém, desistiu do projeto político.
Fonte:Metrópoles
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R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro


O arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques.
O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça focara apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.
A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. A coluna procurou o ministro e o desembargador. O posicionamento será incluído assim que for encaminhado.
O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES
Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato obtido pelo Metrópoles revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões).
Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar.
Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que sempre votara contra esse tipo de ação, mudou para uma posição favorável.
“É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro.
Em outra mensagem, ela marca uma reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente.
Sobre esse tema, Kassio Nunes já disse o seguinte:
“Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”
DIÁRIAS NO FASANO PARA O MINISTRO E CAMAROTE PARA O DESEMBARGADOR
Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval.
Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado uma reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.
Em outra troca, a identidade de “KN” se revela.
Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton:
“Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”
Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”.
A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher.
“Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”
Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?”
Vorcaro respondeu: “Ok”.
O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES


O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito.
As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.
O acordo abrangia não apenas as ações nas instâncias inferiores, mas também todos os recursos e incidentes delas decorrentes. Os honorários deveriam ser pagos até cinco dias depois da obtenção dos ganhos.
O documento também autorizava o escritório da mulher do desembargador Newton Ramos a receber diretamente da União a parcela correspondente aos honorários e a inscrever precatórios em seu próprio nome.
MINISTRO VIAJOU DE JATINHO PARA ANIVERSÁRIO DE CAMILLA RAMOS
A relação entre Vorcaro e Kassio Nunes Marques aparece em uma série de benefícios e pedidos registrados nas mensagens: hospedagem no Fasano, reserva de uma mansão durante o Carnaval no Rio de Janeiro, ajuda na organização de uma viagem de dez dias para cinco pessoas e deslocamento em jato particular para o aniversário da mulher do desembargador em Maceió.
Durante o Carnaval de 2025, uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro, foi reservada para receber o ministro, identificado nas mensagens como “KN”, como revelou o Metrópoles. O imóvel, pertencente ao ator Márcio Garcia e anunciado por R$ 250 milhões, foi alugado por R$ 1,45 milhão durante uma semana.
A casa tem mais de 6 mil metros quadrados, sete suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, cinema, boate, minigolfe e vista para o mar e para a Pedra da Gávea.
As mensagens mostram que a estadia foi organizada com bebidas de luxo, passeios de helicóptero, acesso a camarotes e uma feijoada para cerca de 40 convidados.
Há ainda uma conversa sobre um encontro com mulheres. Em uma das mensagens, revelada pela coluna, uma delas afirma que uma garota “ficou com o Kassio”. Na sequência, cobra do banqueiro R$ 10 mil que teriam ficado pendentes pelo encontro.
O IMPEDIMENTO
Na última semana, Kassio Nunes se declarou impedido para julgar o colega Alexandre de Moraes por suas relações com Vorcaro. A decisão ocorreu após o Metrópoles revelar mensagens de Vorcaro nas quais consentia um assessor a seguir com o pagamento mensal de R$ 500 mil para o filho do ministro.
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A coluna também revelou que as conversas indicavam o pagamento para uma garota que havia servido “KN”.
Presidente do TSE, o ministro alegou que sua participação no julgamento de Moraes poderia impactar seus trabalhos na Corte eleitoral.
Fonte: Metrópoles
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Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site


Uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro indica que Vorcaro demonstrava preocupação com o possível vazamento de um encontro com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no fim de 2024. As conversa foram trocadas pelo WhatsApp em dezembro daquele ano e são analisadas no âmbito das investigações sobre o caso Master. As informações são dos repórteres Rodrigo Martins e Sergio Lirio, do site Carta Capital.
O assunto foi levantado inicialmente por Carneiro em 8 de dezembro de 2024. Ele perguntou a Vorcaro se o banqueiro participaria de um jantar com Flávio Bolsonaro e o pai dele, após receber uma cobrança de um interlocutor identificado como Thiago. “Thiago está cobrando se você vai num jantar com meu xará e com o pai dele, pelo que entendi, você está ciente disso?”, escreveu o empresário. Vorcaro respondeu inicialmente que não sabia do que se tratava.
Carneiro insistiu e disse ter imaginado que o banqueiro já tivesse sido informado sobre o encontro. Em seguida, Vorcaro respondeu: “Temos que pensar nisso. Vamos nos falar primeiro”. No dia seguinte, foi o próprio banqueiro quem retomou a conversa. “Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”, escreveu. Depois, acrescentou: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”.
As mensagens não permitem concluir se o jantar mencionado chegou de fato a ocorrer.
Segundo fontes ligadas à investigação do Caso Master, o “xará” citado por Carneiro seria Flávio Bolsonaro, enquanto a referência ao “pai dele” corresponderia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro ainda não estava preso, mas cumpria medidas cautelares determinadas pela Justiça no processo que investigava a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre as restrições estavam a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e limitações de contato com outros investigados.
Ainda de acordo com fontes relacionadas às apurações, o “Thiago” mencionado na conversa seria o publicitário e lobista Thiago Miranda, proprietário da Agência MiThi e, naquele período, sócio do Grupo Léo Dias de Comunicação.
A sociedade foi encerrada em maio de 2026, depois de Miranda ser alvo da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter participado da articulação do chamado “Projeto DV”, que teria como objetivo contratar influenciadores para questionar a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.
Fonte: ICL
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Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros


Em comemoração ao aniversário de 97 anos de Rio Brilhante, a Câmara Municipal realiza no dia 21 de setembro de 2026, às 19h, no Plenário Senador Ramez Tebet, a tradicional Sessão Solene em Homenagem aos Pioneiros do Município. O evento é promovido pelo presidente da Casa de Leis, vereador José Maria Caetano de Sousa (Nô), juntamente com os demais vereadores e vereadoras.
A solenidade vai reconhecer a trajetória de personalidades que representam diversos segmentos da sociedade e contribuíram para o desenvolvimento local, com indicação direta dos parlamentares.
Homenageados:
❖ Aldérico Centenaro
❖ Altamiro Nogueira Barbosa
❖ Arcênio Gomes Thomáz
❖ Biaggio Meazza
❖ Celeide Sampaio Panta
❖ Dom Ramon
❖ Hisae Matsunaka das Neves
❖ Juarez Kalife
❖ Márcia Solange Rosa Azambuja
❖ Manoel Corrêa
❖ Marta Herichs
❖ Sônia Rejane Zemolin Migotto
❖ Walter Beck
Momento Cultural Histórico
A programação começa às 19h com uma atração artística marcante: o sanfoneiro Dom Ramon fará uma apresentação inédita ao tocar o Hino de Rio Brilhante na sanfona pela primeira vez. A abertura cultural contará ainda com o radialista e jornalista João Carlos Toniazzo, que declamará trechos da composição que simboliza a história do município.
A partir das 19h20, terá início a entrega oficial das homenagens aos pioneiros no plenário.
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Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR


Três candidatos estão tecnicamente empatados na primeira posição ao Senado no Paraná, indica a Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18/9). O levantamento mostra a liderança numérica de Deltan Dallagnol (Novo), com 31,6%; seguido de Alexandre Curi (Republicanos), com 30,4%, e Filipe Barros (PL), com 26,3%.
Gleisi (PT) tem 25,9%, empatando tecnicamente com Alexandre Curi e Filipe Barros, e está no limite da margem de erro com Dallagnol.
O levantamento ouviu 1.280 eleitores entre 15 e 17 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-01022/2026.
Desde a última pesquisa, no início de setembro, Filipe Barros foi o candidato com o maior crescimento. Ele saiu de 22,9% para 26,3%, retomando o patamar de agosto.
Fonte: Metrópoles
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Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro


Por Igor Mello e Flávio VM Costa
Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.
Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.
Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.
O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.
A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:
- O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
- O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
- O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
- O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
- O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;
Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.
Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.
“Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.
O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.
O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.
Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.
Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.
Proximidade com a família Bolsonaro
De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.
“O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.
A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.
De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.
“É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.
O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.
Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.
Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.
Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.
Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.
No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.
Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.
Relação com Castro e Bacellar
Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.
Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.
Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.
Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.
Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.
Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.
No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa.
Outro lado
Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.
A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.
Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.
A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.
“A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.
Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.
A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.
Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.
Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.
O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:
“A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.
Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.
O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.
É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece. No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.
fonte: ICL
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‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso


O deputado federal e candidato ao Senado Federal pelo PT em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, afirma que não há como adiar a discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para folgar em apenas um.
O presidente Lula (PT) se reuniu com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em que ficou definido que o projeto será votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal na próxima semana e irá ao plenário após as eleições.
“Não há como arrastar mais esta discussão, tendo em vista o conjunto de demonstrativos científicos e estatísticos que mostram os graves impactos que a carga horária de seis dias de trabalho por apenas um de folga provoca na saúde, na qualidade de vida dos trabalhadores e na própria economia”, alega Vander Loubet.
O relator da PEC e senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou o parecer, mantendo o texto original para ser votado na CCJ.
“Vivemos numa sociedade capitalista e esta proposta não quebra o regime, apenas modifica e humaniza sua essência. Não há prejuízo – repito – à engrenagem produtiva, pelo contrário, há perspectiva real de melhoria. Trabalhadores e trabalhadoras, satisfeitos e saudáveis, têm mais produtividade e condições para o desempenho das suas tarefas”, pontua Vander.
O candidato ao Senado Federal acrescenta que a redução da escala favorece o aumento de produção do trabalhador em meio a um ambiente com mais qualidade de vida e bem-estar. O fim da escala 6×1 também representa menos problemas de saúde mental, estresse, transtornos psíquicos, entre outros.
“Além disso, a carga excessiva gera uma consequência das mais danosas à economia: o crescimento expressivo nos afastamentos de trabalhadores por causa do esgotamento impõe custos extras, não só para os empregadores, como também para os empregados”, ressalta.
Fonte: Midiamax
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6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação


O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou, nesta quinta-feira (27/8), seu parecer pela admissibilidade da matéria. O senador rejeitou as emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a fim de acelerar a tramitação.
O senador avaliou, em seu parecer, que nenhuma das sugestões de mudança apresentadas por senadores “corrige vício, supre lacuna ou aperfeiçoa o texto” referendado pelos deputados. Com isso, a PEC fica mais perto da promulgação, uma vez que mudanças de mérito implicariam o retorno da matéria à Câmara, alongando o processo até a conclusão do debate.
O relator defendeu que a redução da jornada representa uma atualização das regras trabalhistas, diante das mudanças ocorridas desde a Constituição de 1988. Ele lembrou que o limite de 44 horas semanais está em vigor há 38 anos e afirmou que a revisão desse patamar “não é, nesse contexto, ruptura, mas atualização há muito devida”.
Aziz também argumentou que as jornadas mais longas atingem principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade.
Com base em dados do Ipea, o senador destacou que 80% dos vínculos com carga superior a 40 horas semanais recebem até dois salários mínimos. Para o relator, a redução da jornada é, por isso, uma medida de “justiça distributiva, e não apenas de política laboral”.
O parlamentar ainda comparou a proposta ao movimento adotado por outros países. Ele citou Colômbia, Chile e México, que aprovaram cronogramas de redução da jornada semanal, e argumentou que o Brasil mantém hoje um limite superior ao padrão de 40 horas defendido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No parecer, o senador ressaltou que a substituição da escala 6×1 pela 5×2 pode ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e a outras atividades, como estudo e lazer. Para Aziz, jornadas extensas aumentam o desgaste físico e psicológico.
“Não é a quantidade de dias trabalhados que assegura maior produção: os estudos disponíveis indicam que a saúde mental e a produtividade decaem sob jornadas extensas e concentradas, de modo que o trabalhador descansado rende mais e erra menos”, destacou.
O relator reconheceu, porém, que a redução da jornada sem corte de salários exigirá adaptação das empresas. Aziz afirmou que a mudança demanda “reorganização produtiva”, mas pontuou que o texto prevê uma transição e mantém espaço para negociações coletivas sobre compensação de horários e organização da jornada.
Na avaliação dele, as medidas aprovadas pela Câmara evitam que a alteração seja implementada de forma “abrupta e incondicionada”.
O que diz a PEC
- O texto reduz o atual teto de jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, e estabelece dois dias de descanso – um deles, preferencialmente, aos domingos.
- A transição ocorrerá de forma escalonada: as duas primeiras horas serão reduzidas 60 dias após a promulgação, e as duas restantes, 12 meses depois, totalizando 14 meses de processo.
- A redução da jornada não poderá acarretar redução salarial nem a proporcional remuneração em razão da nova carga horária.
- Serão permitidos acordos coletivos para casos específicos de cada categoria.
- Ficam fora das regras de controle de jornada empregados que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, à exceção do funcionalismo público.
- Contratos públicos que dependam da mão de obra deverão ser revisados em até 12 meses, valendo a redução após aditamento.
- A PEC prevê uma lei complementar para medidas transitórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e a permissão para contratar mais de um funcionário.
A redução da jornada de trabalho foi uma das quatro prioridades elencadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O trio se reuniu na quarta-feira (26/8), em mais um gesto de aproximação.
Também tramita na CCJ a PEC da Segurança Pública. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto aprovado na Câmara para acelerar a tramitação. Assim, a matéria pode ser votada na CCJ na próxima semana.
Alcolumbre, porém, não se comprometeu a levar a redução da jornada de trabalho ao plenário e encerrar a tramitação na próxima semana. O presidente do Senado disse à imprensa, após a reunião e ao lado de Lula, que as PECs estão recebendo o tratamento “regimentalmente adequado” na CCJ.
Fonte: Metrópoles
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Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas


Belo Horizonte – A volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa por uma vaga no Senado, a ser confirmada nesta sexta (28/9), mexe nos cálculos das campanhas em Minas Gerais. Embora Aécio ainda não tenha oficializado a candidatura, interlocutores do tucano garantem que ele voltou ao jogo.
A ideia é anunciar a candidatura em uma coletiva nesta sexta. Ele faria parte da coligação em torno da candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo.
A entrada de Aécio tem potencial para congestionar a corrida pelas duas vagas mineiras no Senado. Hoje, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem praticamente embolados nas pesquisas, atrás da petista Marília Campos.
No levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27/8), Marília aparece com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos. Viana e Domingos têm 13% cada, enquanto Aro registra 12%. A pesquisa não incluiu Aécio entre os nomes apresentados aos eleitores.
O cenário ajuda a explicar por que uma eventual candidatura do ex-governador passou a ser observada com atenção pelos demais postulantes.
Em julho, quando a Quaest incluiu Aécio, o tucano apareceu competitivo. Ele marcou 16%, atrás apenas de Marília Campos, com 18%, e à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.
Os levantamentos indicam que o ex-governador entraria na disputa com um nível de intenção de voto capaz de alterar o equilíbrio atual.
Direita tem disputa apertada
Sem Aécio na lista do Real Time Big Data, os três principais nomes à direita e ao centro-direita aparecem separados por apenas um ponto percentual: Viana e Domingos, com 13%, e Aro, com 12%.
Aécio tem rejeição
Aécio foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e exerce mandato de deputado federal.
Esse grau de conhecimento faz com que ele não precise partir do mesmo estágio de candidatos menos conhecidos, mas também traz uma rejeição elevada.
Na Quaest divulgada em julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Ao mesmo tempo, 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de voto.
O cenário transforma o tucano em um candidato com elevado potencial eleitoral, mas também com um teto que deverá ser enfrentado.
Fonte: Metrópoles
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Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa nesta terça-feira (25) em Cuiabá, durante a Operação Bóreas deflagrada pela Polícia Federal, que investiga organização criminosa atuante na logística de transporte aéreo internacional de drogas e de armas de fogo.
As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, pela utilização de aeronaves e de pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de cocaína e de armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.

O Primeira Página entrou em contato com o advogado Fernando Faria, que patrocina a defesa de Thatiana, que informou à reportagem que a prisão da cliente, que também é advogada e membro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) é considerada por ele ilegal.
Para o defensor, a detenção não seguiu os protocolos exigidos quando envolve um membro da Ordem e acredita que ao ser examinada a prisão preventiva não preencherá os quesitos necessários para sua manutenção.
“A condução foi ruim, fora do protocolo, fora da lei, portanto, ilegal. E se examinada a prisão, superada essa questão, a prisão é ilegal também porque não preenche os requisitos, é desnecessária e não é adequada”, mencionou.
Já a OAB-MT manifestou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência, para garantia das prerrogativas. “Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, diz trecho da nota.
Prisão e apreensão de carro de luxo e mais de R$ 80 mil
O mandado de prisão preventiva em desfavor de Thatiana foi expedido pela 4ª Vara Federal da Justiça de Tocantins. Com ela foram apreendidos um celular Iphone, R$ 9.800 reais em dinheiro que estavam na mesa de cabeceira da investigada, além de outros R$ 75 mil em uma gaveta da sala do apartamento, totalizando R$ 84.800. Um veículo VWT CRoss também foi apreendido.
Segundo o auto circunstanciado de busca acompanharam a busca e apreensão os advogados Patrícia Alves de Carvalho, Pedro Rodrigues da Silva Neto e ainda Lucas André de Carvalho Teles Figueiredo, do Tribunal de Prerrogativas da OAB-MT. O documento cita ainda que o advogado dela Fernando Faria também acompanhou a busca e apreensão.
Após o procedimento, Thatiana foi recolhida nas dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, em Cuiabá.
“Cumpre informar que a referida unidade não dispõe de instalação especificamente disposta ou denominada como “Sala de Estado Maior”. Contudo, a fim de assegurar integralmente a dignidade, a segurança e as prerrogativas da advogada, o recolhimento está sendo cumprido em cela individual”, diz trecho.
Durante audiência de custódia a prisão foi mantida pelo juiz plantonista da Justiça Federal Jeferson Schneider. Na sessão, a advogada chorou e disse que não sabia porque estava sendo presa e que foi tratada como uma “criminosa federal”
“Eu tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá, não sei do que se trata, eu tenho um irmão que está preso fora, imagino que seja algo ligado a ele, pelo mandado de Tocantins. Eu tô me sentindo totalmente fora da minha realidade, eu não faço ideia do fundamento disso. Eu nunca pisei numa delegacia, nunca tive o nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”, comentou a advogada.
Operação Bóreas
Segundo a PF, a ação contou com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO). A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.
Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Se comprovadas as participações nos supostos crimes, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.
Fonte: Primeira Página
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Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade


A postulante a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que se envolveu em polêmica na última semana, após apuração do Metrópoles revelar que ela era beneficiária do Bolsa Família desde 2018, declarou possuir ensino superior completo no ato de registro da candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o documento enviado para comprovar a escolaridade não condiz com o grau de instrução assinalado.
De acordo com dados obtidos pelo Consulta Pública Unificada, o documento encaminhado à Justiça Eleitoral pela candidata trata-se de um histórico escolar do ensino fundamental II, que comprova apenas a conclusão da 7ª série por Barclay, em 2014. O documento foi emitido em abril de 2021.
O que diz a candidata?
Questionada inicialmente, a assessoria da candidata não desmentiu a informação e reafirmou que todos os documentos comprobatórios referentes ao grau de instrução haviam sido entregues à Justiça Eleitoral.
“Toda a documentação apresentada pela candidata referente à sua escolaridade foi devidamente encaminhada e protocolada junto à Justiça Eleitoral, integrando a documentação apresentada para o registro de sua candidatura”, escreveu.
Contudo, em uma segunda abordagem, após a equipe de reportagem informar que havia obtido acesso ao documento, a assessoria confirmou que Sophia Barclay não possui ensino superior e justificou a informação prestada no sistema como equívoco cometido no registro da candidatura.
“A informação referente à escolaridade superior constante no cadastro eleitoral foi identificada como um equívoco, e a equipe jurídica, juntamente com o partido, já foi acionada para providenciar a devida correção.”
Ao Metrópoles, a equipe ressaltou ainda que a candidata abandonou os estudos aos 15 anos, após ser expulsa de casa. Segundo a nota, Barclay retornou à escola, em 2023, e concluiu o ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Até o momento de publicação desta matéria, não havia sido feita nenhuma solicitação para alterar a informação, e o grau de instrução ainda consta como “Superior Completo” no site do TSE.
Bolsa Família
Na última semana, a candidata, que já criticou programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Com exceção de 2024, ela teria recebido cerca de R$ 21 mil dos programas nos últimos oito anos.
Fonte: Metrópoles
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Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE


A taxa de desemprego se manteve nas mínimas históricas, com 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE, ao divulgar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa para o mês desde 2012, mas o rendimento ficou estável.
Houve queda na taxa. No trimestre móvel imediatamente anterior, terminado em abril, o indicador foi de 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%.
É a menor taxa para os trimestres móveis terminados em julho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa ficou em linha com o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa do jornal Valor, a projeção de analistas era exatamente de 5,3%.
Geração de vagas, com recorde de ocupados
A ligeira queda no desemprego foi puxada pela geração de postos de trabalho, formais e informais.
Em um ano, foram criadas 899 mil vagas de trabalho no trimestre móvel até julho, quando se considera a variação da população ocupada.
No total, 103,3 milhões estavam empregados, em trabalhos formais e informais, em todo o país, renovando o recorde da série histórica do IBGE.
Na passagem de um trimestre móvel para o outro, foram criadas 1 milhão de vagas, com um avanço de 1% na população ocupada.
Com isso, o total de desempregados — pelo critério global das pesquisas sobre mercado de trabalho, seguido pelo IBGE, são as pessoas que estão procurando emprego, mas não acham — ficou em 5,8 milhões, queda de 8% (503 mil pessoas a menos) ante o trimestre móvel imediatamente anterior. No período de um ano, foi uma queda de 4,9%, ou 299 mil desempregados a menos.
Rendimento tem ligeira queda, sinal de desaceleração
Ao longo do primeiro semestre do ano, a taxa de desemprego veio registrando níveis abaixo dos vistos na primeira metade de 2025, mas com leituras muito próximas na comparação mês a mês.
Especialistas têm visto aí um sinal de estabilização, após sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Como a estabilização ocorre com a taxa de desemprego nas mínimas, ainda é um sinal de aquecimento do mercado de trabalho.
A desaceleração aparece nos dados de renda. Na passagem do trimestre móvel terminado em abril para o encerrado em julho, houve ligeira queda, de 0,7%, no rendimento real habitual de todos os trabalhos, para R$ 3.762.
Para o IBGE, a pequena variação significa estabilidade. Na comparação com um ano antes, o rendimento médio do trabalho ainda cresceu 3,3%.
Ao longo deste segundo semestre, especialistas esperam que a estabilização seja convertida numa piora. Em parte, por causa da desaceleração da economia.
Após o crescimento econômico de 2,3% registrado em 2025, analistas esperam avanço de 1,9% este ano, conforme a mais recente edição do Boletim Focus, pesquisa de estimativas feita pelo Banco Central (BC).
Fonte: Globo.com
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PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas


A Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal (DF) pelo PSD, com R$ 510 mil em espécie, na tarde dessa terça-feira (25/8), no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo.
Segundo a autoridade, Valéria tentava embarcar em um voo por volta das 15h, quando inspetores de raio-x do aeroporto constataram que a bagagem estava cheia de dinheiro. A mulher foi encaminhada ao plantão da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos.
Valéria declarou ter comprovação de que o dinheiro em espécie foi obtido de forma lícita na sua declaração de imposto de renda. No entanto, como não houve a comprovação imediata, a PF apreendeu os valores.
A mulher assegurou que vai apresentar a prova em 48 horas e, caso não cumpra o tempo estipulado, o processo correrá na Justiça. Procurado pela reportagem, o advogado de Valéria afirmou que será requerida a devolução de todos os valores ainda nesta quarta-feira (26/8).
“Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em lei”, explicou em nota.
Procurada pela reportagem, a Diretoria Nacional do PSD afirmou que desconhece o caso. A direção do PSD-DF esclareceu que a mulher não tem participação nas atividades partidárias.
fonte: Metrópoles
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Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC


Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações.
O processo, acolhido em março, corre em segredo de Justiça por ter sua origem em denúncia de violência política contra mulher, pelo que ele também é réu. Avalanche ainda é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes correlatos.
Duas pessoas conseguiram medidas protetivas contra Avalanche, que está proibido de chegar a menos de 500m e de se comunicar com elas. Uma testemunha, que trabalhava para ele, está sob proteção da Polícia Federal depois de relatar ter presenciado diversos crimes, incluindo o encaminhamento da vice-presidente do partido, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.
A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), após investigação a cargo da Polícia Federal, cita que, em 16 de março de 2024, dia do seu aniversário, Rachel foi atraída ao escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, onde foi submetida a uma “rodada de ameaças e pressões”, depois de o político dissolver arbitrariamente o diretório paulista, que era comandado por ela – depois, passou à mão de um membro do PCC e, em seguida, de Joaquim.
“Na ocasião, os denunciados disseram à vítima o seguinte: ‘Não é um acordo, nem uma proposta, nós vamos pegar o Estado de São Paulo de vocês, e olha nos meus olhos, se você não se comportar, você nunca mais vai olhar nos olhos de ninguém, nem nos meus, nem no de ninguém’”, relata o MPE, com base no depoimento de Rachel.
A pressão seguiu e, em 3 de abril, Rachel estava em uma loja do McDonald’s, de luto pela morte do pai, ocorrida um dia antes, quando capangas de Avalanche apareceram. Ela relatou à polícia ter sido levada a uma espécie de tribunal do crime, na presença de membros declarados do PCC, onde todos os celulares foram tomados.
Ali, teria ouvido de Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB e sócia de Joaquim, que “poderia ir visitar o cemitério muitas vezes” caso não assinasse a renúncia.
De acordo com a denúncia do MPE, Patrícia teria declarado ser integrante do PCC e que a organização criminosa estaria no controle do partido (o próprio Avalanche disse, em um áudio tornado público em 2024, que era vinculado ao PCC). Em seguida, teria passado o celular de Rachel para a secretária de Avalanche, que havia lhe encaminhado um termo de renúncia para que ela assinasse digitalmente. Patrícia teria tirado a selfie de Rachel e consolidado a renúncia forçada.
Antes, em 12 de março, em um restaurante em São Paulo, Leonardo já havia dito a Rachel, sempre de acordo com a denúncia do MPE, que, se ela recebesse ligação dizendo “pega tua vara e vai pescar”, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta. Duas testemunhas confirmaram à polícia terem ouvido a declaração.
Avalanche tinha como estratégia controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito pelo partido e, novamente segundo o MPE, cobrar propina para entregar a presidência de diretórios municipais a políticos de todo o país. Para chegar lá, valeu-se de fraudes das mais diversas.
Filiações fraudulentas decidiram destino do partido
O PRTB foi fundado em 1994 por Levy Fidelix e pessoas então próximas ao folclórico político, que seguiu à frente do partido até sua morte, em abril de 2021, de Covid. Três grupos passaram, então, a disputar o comando da agremiação, capitaneados pela viúva Aldineia Fidelix, pelo irmão Júlio Cezar Fidelix e pela ex-assessora Rachel de Carvalho.
fONTE: METRÓPOLES
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PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância


A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância. Lulinha é o filho mais velho do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está em campanha pela reeleição.
Segundo a PGR, não há, nos autos dos inquéritos que apuram as suspeitas relacionadas à Dataprev e à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.
Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau.
O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.
A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação. O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. O GLOBO mostrou nesta semana que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu de Roberta uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.
Além disso, O GLOBO também mostrou que Lulinha e Roberta utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal, para realizar reuniões discretas.
Fonte: OGLOBO
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Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande


O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), participou de um encontro com mais de 70 prefeitos de diferentes municípios do Estado nesta terça-feira (18), em Campo Grande. O evento também contou com a presença da senadora Tereza Cristina (PP) e de candidatos ao Senado Federal.
Realizado na sede do PL, na Capital, o encontro reuniu representantes do grupo político formado por partidos como União Progressista, Republicanos, PL, Avante e PSDB, que manifestaram apoio à candidatura de Riedel.
Os prefeitos participaram anteriormente de um evento promovido pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na tarde desta terça-feira, e depois seguiram para a reunião política.
Riedel definiu o encontro como um momento de alinhamento político. “Estamos reunindo as lideranças políticas que estão participando do projeto para falar das plataformas de governo, da nossa proposta”, explicou.
O governador enfatizou uma palavra: gratidão. Agradeceu aos prefeitos e prefeitas pelo empenho desde 2022 e pela parceria construída ao longo do mandato. Reforçou que o Governo tem a construção contínua junto aos municípios, com uma agenda intensa de entregas em dezenas de cidades.
“O meu compromisso com os municípios está fechado, está feito. A gente não tem obra acabada, tem construção no dia a dia, junto com vocês, trabalho diário para equacionar programas e melhorar a vida das pessoas. O que a gente entregou e tem para entregar é o melhor para Mato Grosso do Sul”, disse Riedel, que encerrou sua fala convocando os prefeitos e prefeitas para essa caminhada.
“Vamos arregaçar as mangas, ir para a rua e pedir o voto. Nós precisamos de vocês na porta, representando e convencendo, com o orgulho do nosso estado e dos municípios de vocês. O melhor ainda está por vir. Está dada a largada e vamos pro trecho MS”, convidou o candidato.
A senadora Tereza Cristina também esteve no encontro para engrossar o coro do municipalismo. Em tom de mobilização, ela exaltou a união, apontou Mato Grosso do Sul como exemplo para o Brasil e convocou prefeitos e prefeitas para estarem imbuídos da campanha.
Fonte: Midiamax
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Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018


A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que usou as redes sociais para criticar programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Nos últimos oito anos, com exceção de 2024, Barclay teria recebido cerca de R$ 21 mil das iniciativas sociais.
A influenciadora política, também conhecida como “Trans de Direita”, começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro. Os pagamentos eram vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado pelo governo para reunir informações de famílias de baixa renda.
Mas, a partir de 2025, quando passou a produzir conteúdos voltados à direita na internet, logo começaram as críticas ao funcionamento dos programas. Barclay insinuou que as iniciativas eram ineficientes e chegou a ofender os beneficiários. Em 11 de setembro de 2025, ela criticou o programa em publicação no X.
“Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco”, escreveu.
Dias depois, no mesmo mês, a então influenciadora política recebeu R$ 600 do Bolsa Família, segundo os dados oficiais. As críticas continuaram neste ano. No mês de julho, ela publicou vídeo em seu perfil do Instagram em que questionou o programa Gás do Povo:
“Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo”.
O documento, obtido pela reportagem, mostrou que ela havia recebido o benefício relacionado ao gás em março deste ano.
Fonte: Metrópoles
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Michelle lidera intenções de voto ao Senado; Leila, Bia e Erika estão empatadas, diz Real Time


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera pesquisa Real Time Big Data, com 25% das intenções de voto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (19/8), indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%.
Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro.
Tiago Tarsis (Agir) soma 1%. Já Zanata (PSTU) e Professor Guilherme Amorim (UP) não pontuaram.
Entre os entrevistados no levantamento do Real Time Big Data, 8% declararam que vão votar nulo ou branco e 9% ainda estão indecisos. A pesquisa consolidou primeiro e segundo votos.
O levantamento Real Time Big Data foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07849/2026. Foram ouvidos 1,6 mil eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.
Cenário embolado
Nas eleições de outubro de 2026, o DF vai eleger dois candidatos ao Senado. Outras pesquisas também indicam Michelle Bolsonaro na dianteira, enquanto as outras três candidatas aparecem emboladas.
O Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), em levantamento divulgado na segunda-feira (17/8), perguntou aos eleitores sobre o primeiro e segundo voto ao Senado.
No caso do primeiro voto, segundo a pesquisa Igape, Michelle soma 22,5%. Logo atrás, outras três candidatas estão tecnicamente empatadas: Leila do Vôlei (PDT), com 10,5%; Erika Kokay (PT), preferida de 10,1%; e Bia Kicis (PL), escolhida por 8,8% dos eleitores.
Já no cenário do segundo voto ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL) tem 11,5%, seguida de Bia Kicis (PL), com 8,6%, e Leila do Vôlei (PDT), que soma 6,7%. Sebastião Coelho (Novo) tem 3,5% e Erika Kokay (PT) foi escolhida por 2,1% dos entrevistados.
Fonte: Metrópoles
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Professores denunciam distorção do Ideb por governo de SC


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) alertou para uma distorção na apresentação dos dados do Ideb – a avaliação do ensino básico – por parte do governo do estado. O governador Jorginho Mello e a secretária de Educação Luciane Ceretta utilizaram em suas redes sociais números que somam notas das escolas municipais e privadas com as da rede estadual, o que fez os indicadores subirem e darem destaque ao desempenho catarinense.
Tanto Jorginho quanto a secretária divulgaram que Santa Catarina estava em terceiro lugar no indicador para os Anos Iniciais. Jorginho Mello não destacou que o desempenho era apenas em um dos níveis de ensino. Já Ceretta comemorou o que seria um quarto lugar nos Anos Finais e sétimo lugar no Ensino Médio. Porém, se a métrica utilizada for somente o desempenho da rede estadual, gerida pelo governo, as posições mudam para décimo primeiro, nono e décimo lugar.
Além disso, a rede estadual catarinense não bateu a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) em nenhum dos níveis, ficando até um ponto distante da nota estipulada para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.
Em seu perfil no Instagram, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Giuliana Mordente criticou a ênfase no ranqueamento e na divulgação das notas do Ideb. “E desde quando nota no Ideb é sinônimo de qualidade? Porque o Ideb só mede duas coisas: o desempenho em Português e Matemática e o fluxo de aprovação. E aí, se virou competição, vale tudo, inclusive fraude, porque aí basta você não reprovar ninguém”.
Segundo o Sinte, além da distorção dos números no marketing, o desempenho de Santa Catarina também pode ser questionado pela taxa de aprovação. Um estudo feito pelo sindicato e obtido com exclusividade pela coluna indica que, no Ensino Médio, a taxa de aprovação subiu de 83,6%, em 2023, para 90,1%, em 2025. A entidade registrou um “crescimento atípico” na série histórica.
No Ensino Fundamental, a métrica das aprovações também aumentou e puxou o desempenho da rede estadual, que mesmo assim está abaixo da média nacional e da região sul. Nos Anos Iniciais, o Estado conseguiu atingir a média nacional, mas no início da década de 2010 mantinha posição sempre acima deste número.
“Quando o governo divulga os resultados do Ideb das redes privada, federal e municipal, de forma conjunta, tenta mascarar a deterioração da educação pública estadual e a falta de investimentos na valorização do magistério catarinense”, pontuou a presidente do Sinte, Elivane Secchi, em texto no portal do sindicato.
Questões estruturais
O estudo do sindicato revela que o desempenho no Ideb vem sendo afetado por questões estruturais. Ainda que os indicadores tenham de fato aumentado, Santa Catarina deixou de ser referência nacional em educação ao longo dos últimos anos, com perdas acumuladas que o órgão atribui a métricas que o Ideb não mostra.
A proporção de docentes concursados na rede estadual é a terceira menor do país e o investimento em educação está entre os dez mais baixos, assim como o salário do professor, cuja carreira está entre as mais compactas e o rendimento está entre os menores do Brasil. A proporção de jovens estudando, em Santa Catarina, também preocupa a organização sindical.
“Hoje, Santa Catarina tem a terceira menor participação de docentes efetivos entre os estados brasileiros e, quando desconsideramos os recursos destinados às bolsas em universidades privadas, também está entre os dez estados que menos investem em educação”, pontua Elivane.
Em seu Instagram, a secretária de Educação Luciane Ceretta disse que a conquista do Ideb “reflete o trabalho realizado para fortalecer a aprendizagem dos estudantes”. Também destacou os tópicos que, segundo ela, teriam feito Santa Catarina avançar, entre os quais “investimentos em infraestrutura escolar”, um dos motes das campanhas de marketing do governador por meio do “Programa Escola Boa”.
Já o governador, que constantemente recorre a comparação entre estados para “vender” a imagem de Santa Catarina, escolheu um dado de destaque e ocultou os demais. “Estamos em terceiro lugar no Brasil”, disse, sem registrar que o ranking escolhido envolvia as médias até das instituições particulares e se referia somente a uma etapa de ensino.
A abordagem escolhida pelo governo, cuja rede estadual melhorou o desempenho, mas sem destaque como o propagado pelos gestores, também omitiu o desempenho de outra “vitrine” da gestão: as escolas cívico-militar. Mantidas pelo governo estadual mesmo com a descontinuidade do programa federal, há indicativos de queda no Ideb de 2025 em comparação a 2023 em algumas unidades da rede.
Nos Anos Iniciais, por exemplo, a Henrique Fontes, em Tubarão, perdeu 0,8 na nota final, caindo de 7,3 para 6,5. Já a Pedro Christiano Feddersen, de Blumenau, perdeu 0,5 nos Anos Finais. No Ensino Médio, a Jaldyr Bhering F. da Silva, de São Miguel do Oeste, oscilou 0,3 para baixo.
O que diz a secretaria
A Secretaria de Educação, por meio da assessoria de imprensa, disse que divulgou os dados conforme o padrão do Ministério da Educação, “tanto da rede pública estadual, como do estado como um todo”. As postagens dos gestores, entretanto, não trazem as notas isoladas, mas somadas. “O Ideb é do Estado de Santa Catarina. O Governo de Santa Catarina tem um regime de colaboração com os municípios e ressalta que as médias são muito próximas entre o Estado de Santa Catarina e a rede pública estadual”.
Sobre a discussão levantada pelo Sinte a respeito do fluxo de aprovação, o governo considera equivocada. A secretaria informa que no Ensino Médio o Estado chega a ter a terceira maior taxa de reprovação do país. “O resultado do Ideb é resultado do esforço dos professores e professoras da escola pública, somado à grande mobilização dos estudantes e suas famílias para participação, que passou de 703 unidades participantes em 2023 para 921 em 2025, um crescimento de 31%”.
A respeito das escolas cívico-militar, o órgão assegura que os resultados “mostram uma trajetória predominantemente de melhora nos indicadores em todas as etapas de ensino, com destaque para os anos finais do Ensino Fundamental”, e acrescenta que o trabalho desenvolvido nessas escolas vai além da dimensão pedagógica.
O governo também respondeu os questionamentos da coluna sobre o não cumprimento de nenhuma das metas do MEC para o ciclo de avaliação, destacando que o Estado atingiu sua melhor avaliação da série histórica. “O Estado segue desenvolvendo diversas iniciativas, com foco na aprendizagem dos estudantes, para que os índices sejam ainda melhores nos próximos indicadores”.
Etapa Ideb da rede estadual Como o Estado divulgou Anos Iniciais 6,3 (11º lugar) 6,7 (3º lugar) Anos Finais 5,0 (9º lugar) 5,4 (4º lugar) Ensino Médio 4,3 (1
Fonte: ICL -
Governo Lula refaz cálculo e estima salário mínimo de R$ 1.741 em 2027


A nova previsão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o salário mínimo no ano de 2027 é de R$ 1.741. A projeção representa acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa feita em abril, que era de R$ 1.717. O novo valor constará do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano, a ser enviado ao Congresso até o próximo dia 31 de agosto.
Caso seja confirmado, o novo valor representará aumento de 7,4% (R$ 120 a mais) em relação ao piso atual, que é de R$ 1.621. O novo salário mínimo passa a valer em 1º de janeiro de 2027 e, até lá, ainda pode sofrer variações.
A estimativa segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (neste caso, 2025).
Variação
A projeção atual da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda é de que a inflação em 12 meses até novembro fique em 4,93%, mais do que o inicialmente calculado pelos técnicos.
A estimativa subiu em razão dos possíveis impactos negativos do fenômeno El Niño sobre o preço de alimentos. Já a atividade econômica cresceu 2,3% no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O salário mínimo é um marco para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A correção interfere diretamente em algumas das despesas mais relevantes do Orçamento Federal.
Conforme as estimativas do governo feitas em abril, cada R$ 1 adicional no salário mínimo gera despesa extra de R$ 413,2 milhões. Ou seja, só a revisão do piso vai gerar pressão extra de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias no Orçamento de 2027.
Arcabouço fiscal
Em decorrência da influência que o salário mínimo tem sobre as despesas públicas, o governo decidiu, no fim de 2024, limitar o ganho real do piso ao mesmo ritmo da expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano.
A medida, aprovada pelo Congresso, busca evitar que o crescimento acelerado dos gastos obrigatórios indexados ao piso tire espaço das ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.
O ganho real previsto para 2027 fica dentro do limite de 2,5%, que valerá para o aumento das despesas acima da inflação no próximo ano.
Fonte: Metrópoles
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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit


O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo de buscas, nesta sexta-feira (14), da 2ª fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Desta vez, o foco da PF é apurar supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para o complexo petroquímico.
Castro já tinha sofrido buscas na 1ª etapa da Sem Refino, em maio — quando o STF mandou prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Magro, considerado um dos maiores devedores de impostos do país, está foragido desde então.
Outro alvo de buscas nesta sexta é Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ e ex-deputado estadual. Agentes da PF saíram para cumprir, no total, 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os endereços estão condomínios na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Petrópolis, na Região Serrana.
“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF.
Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit.
Alvos de busca
- Ana Carolina Godinho Motta Miranda, empresária;
- Antonio Carlos Santos, o Pipo, advogado;
- Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente;
- Cláudio Castro, ex-governador;
- José Mauro Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital;
- Luiz Fernando Gomes, empresário da construção civil;
- Mauricio Castro de Jesus Leite, empresário e marido de Ana Carolina.
Os alvos podem responder por gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.
O que dizem os investigados
Nota de Cláudio Castro
“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclarece que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses. Atualmente, não há nenhum endereço ligado ao ex-governador na região.
A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.
Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão.
Além disso, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com diversas ações contra a empresa ao longo da gestão, demonstrando que o Estado atuou para cobrar os valores devidos e defender o interesse público.”
O g1 tenta contato com os demais investigados.
Relembre a 1ª fase
A 1ª etapa da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio. O empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como Magro mora em Miami, nos Estados Unidos, é considerado foragido.
Fonte: Globo.com
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Reinaldo lidera; Vander e Contar estão empatados na corrida por 2 vagas no Senado, diz pesquisa


Os candidatos Vander Loubet (PT) e Capitão Contar (PL) aparecem tecnicamente empatados na disputa ao Senado Federal, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento é o primeiro a ser publicado após o fim das convenções partidárias e o anúncio da desistência de Nelsinho Trad (PSD) da reeleição.
A pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência ouviu 2 mil pessoas, de 16 anos ou mais, entre 7 e 12 de agosto, em 30 municípios. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-governador Reinaldo Azambuja aparece na liderança na pesquisa espontânea, quando não é dada nenhuma opção, com 18% das intenções de voto. Em seguida, vêm Capitão Contar e Vander Loubet tecnicamente empatados, com intenções de voto de 10% e 9,2%, respectivamente.
A senadora Soraya Thronicke (PSB) vem em seguida, com 3,4%; depois, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 1%; Daniel Júnior (Agir), com 0,6%; Roberto Oshiro (Novo), com 0,4%; Luiz Lemos (DC), com 0,1%; e Sidney Vargas (PRD), com 0,1%. Foram citados outros nomes por 0,8%; 27% votariam em branco ou nulo e 29,4% não sabem ou não responderam.
Pesquisa estimulada
A pesquisa estimulada para o primeiro voto — quando são dadas opções aos eleitores — mostra que as intenções de voto em Vander Loubet e Reinaldo Azambuja cresceram após a desistência de Nelsinho Trad, enquanto Capitão Contar se manteve estável. Na pesquisa anterior, antes da desistência, Nelsinho Trad aparecia com 20,2% das intenções de voto.
O levantamento, divulgado nesta quinta, mostra que a intenção de voto para Reinaldo Azambuja saiu de 22% na pesquisa anterior para 34% na pesquisa mais recente. Já Vander Loubet subiu de 11% para 17,8%. Capitão Contar também cresceu, mas dentro da margem de erro, de 18% para 20%.
Na pesquisa recente, a senadora Soraya Thronicke aparece com 9% das intenções de voto, seguida por Beto, com 2%; Daniel, com 1%; Oshiro, com 0,8%; Luiz, com 0,2%; Vargas, com 0,15%; e Valderir Garcia (PCO), com 0,05%, sendo que 7% vão votar em branco ou nulo e 8% não sabem ou não responderam.
Segundo voto
Neste ano, os eleitores votam duas vezes para o Senado Federal. Na pesquisa estimulada para o segundo voto, o ex-governador Azambuja vem em primeiro, com 30%, seguido por Contar, com 25%, e Vander Loubet, com 16,7%.
Na pesquisa anterior, Nelsinho Trad aparecia em primeiro lugar nas intenções para o segundo voto, com 20%.
Na consulta mais recente sobre o segundo cenário, Soraya aparece com 8%; Beto, com 2,2%; Daniel, com 1,2%; Oshiro, com 0,4%; Luiz, com 0,1%; Vargas, com 0,1%; e Garcia, com 0,10%, sendo que 8% vão votar em branco ou nulo e 8,2% não sabem ou não responderam.
Na pesquisa estimulada anterior, Nelsinho liderava, com 20%, seguido por Azambuja, com 19%; Contar, com 18,2%; Vander, com 11,6%; Soraya, com 8,6%; Fernando, com 1%; Daniel, com 0,8%; Beto, com 0,6%; e Oshiro, com 0,4%, sendo que 10% iriam votar em branco ou nulo e 9,8% não sabiam ou não responderam.
A pesquisa foi registrada sob os números MS-09590/2026 e BR-03493/2026 e adotou metodologia quantitativa, combinando entrevistas presenciais e abordagens pelo sistema CAT. Foi aplicado um questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Midiamax
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Operação do Gecoc mira fraude em contratos da saúde em Mato Grosso do Sul


O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco realizam na manhã desta quinta-feira (13) operação que mira fraude em contratos públicos da saúde em municípios de Mato Grosso do Sul.
Conforme apurado pela reportagem, o foco são contratos nos municípios de Jardim, Nioaque e Guia Lopes da . No entanto, as equipes cumprem mandado em um condomínio de luxo na região norte de Campo Grande.
As informações são de que há cumprimento de mandados na casa da ex-secretária de saúde de Nioaque, Márcia Jara.
A ação desta quinta-feira seria um desdobramento da Operação Auditus, realizada há um ano e que teve como objeto de investigação fraudes consistentes em cobranças indevidas de inúmeros exames que não eram de fato realizados.
Naquela ocasião, a investigação havia identificado a ocorrência de fraudes em licitações que tiveram como objeto a contratação de empresa para a prestação de serviços de especialidade médica por meio de consultas, realização de exames e procedimentos médicos, bem como na execução dos respectivos contratos, sendo estimado um potencial dano de mais de três milhões de reais, entre os anos de 2019 e 2024.
“Auditus” dá nome à operação e quer dizer ‘audição’ em latim, já que um dos exames fraudados era o de triagem auditiva neonatal, conhecido como teste da orelhinha.
Ao Jornal Midiamax, o prefeito de Nioaque, André Guimarães (PP) disse que não há cumprimento de mandados no prédio da prefeitura.
Para a reportagem, o prefeito Guga (PSDB), de Jardim, confirmou que não há ação no âmbito da atual administração ou buscas em nenhum prédio da prefeitura.
Fonte: Midiamax
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Volta de Cleitinho à disputa em MG desanima campanha do PL


Belo Horizonte – Apesar do Partido Liberal (PL) manter a candidatura do empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL) ao Executivo estadual, mesmo com a campanha do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), integrantes do partido afirmaram à reportagem que não vão “gastar energia” com o correligionário, pois estão seguros da vitória do outro aliado.
“Contra o Cleitinho, nós não temos viabilidade de campanha, já tem total consciência”, afirmou o assessor de um candidato forte ao legislativo.
Outra fonte afirmou que, com improváveis chances de avançar para o segundo turno, o candidato a deputado federal Charlles Evangelista (PL-MG) teria avaliado que valia mais a pena seguir na disputa ao Legislativo. A assessoria do parlamentar nega que a desistência ocorra devido a candidatura do senador, mas com uma justificativa que vai ao encontro da afirmação.
“O partido nos vê com condições reais de representar a bancada de Minas no Congresso Nacional”, afirmou Evangelista por meio de nota.
Indicado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Roscoe é visto como um aliado leal e confiável pelo membro da família Bolsonaro. A manutenção de sua candidatura garante a Flávio um palanque seguro, coisa que Cleitinho não vinha garantindo.
O senador, porém, lidera as pesquisas em Minas com folga e sempre foi o palanque favorito de Flávio Bolsonaro. A ideia da campanha do candidato do PL é buscar dois palanques em Minas, mas o Republicanos de Cleitinho não gosta desse acerto.
Mulher para vice
Com o recuo de Charlles Evangelista de assumir a disputa a vice governador, o Partido Liberal acabou escolhendo a presidente do PL Mulher de Minas Gerais, a vereadora de Uberaba, Ellen Miziara.
A parlamentar fazia parte de uma lista com outros quatro candidatos, entre eles a Coronel Cláudia Romualdo (PL-MG), que foi candidata a vice-prefeita de Belo Horizonte em 2024.
Fonte: Metrópoles
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PF mira esquema de apostas, lavagem e evasão no valor de R$ 1 bilhão


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Arena para investigar grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior a fim de ocultar a origem e o destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas.
O advogado Nelson Wilians está entre os alvos da operação. Ele é dono de grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros caros e viagens. Além do advogado, a PF mira a empresa paraibana Pixbet.
A operação também envolve medidas de quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Ao todo, são cumpridos, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba.
As medidas são cumpridas nos seguintes estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.
Em nota, Santiago Schunck, advogado de Wilians, afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.
“O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, disse.
A defesa afirmou, ainda, que é preciso “ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa.”
Investigação
Segundo a Receita Federal, empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.
De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.
A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.
A Receita ressaltou que embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.
Quem é Nelson Wilians
Nelson Wilians é dono de grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros caros e viagens.
Em julho deste ano, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). Nelson também é investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.
Em setembro do ano passado, a casa e o escritório do advogado também foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no âmbito da Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto, sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
Fonte: Metrópoles
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Vereadores de Rio Brilhante repudiam aumento do pedágio


A Câmara Municipal de Rio Brilhante aprovou, por unanimidade, a Moção de Repúdio nº 58/2026contra o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, administrada pela concessionária Motiva Pantanal. A iniciativa foi apresentada pelo vice-presidente da Casa, vereador Rodrigo Labôicier, e recebeu o apoio do presidente José Maria Caetano de Souza, o Nô, e dos demais parlamentares.
A manifestação reúne os 13 vereadores do município, que decidiram unir forças diante de um reajuste que, na avaliação do Legislativo, pesa diretamente no bolso de quem depende da BR-163 para trabalhar, produzir, transportar mercadorias ou simplesmente se deslocar entre os municípios.
A tarifa, que anteriormente custava R$ 9,10, passou para R$ 12,70, uma elevação de aproximadamente 39,6%. Para quem utiliza a rodovia com frequência, o impacto deixa de ser pontual e passa a representar uma despesa significativa no orçamento ao longo do mês.
Para o vereador Rodrigo Labôisier, autor da moção, a discussão vai além do valor pago individualmente por cada motorista. Trata-se, segundo a preocupação apresentada pelo parlamentar e compartilhada pelos demais vereadores, de uma questão que alcança toda a população que depende da BR-163, especialmente trabalhadores, produtores rurais, transportadores e empresas.
A posição adotada pela Câmara também demonstra uma atuação conjunta dos parlamentares na defesa dos interesses da comunidade. Ao aprovar a moção por unanimidade, os vereadores sinalizam que o Legislativo pretende acompanhar de perto questões que possam gerar impacto econômico para Rio Brilhante e para os usuários da rodovia.
A preocupação não se restringe, portanto, aos moradores do município. A BR-163 é um importante corredor de circulação de pessoas e cargas em Mato Grosso do Sul, e qualquer alteração significativa no custo do pedágio pode repercutir sobre o transporte, a logística e, consequentemente, sobre o consumidor final.
Nesse cenário, a Moção de Repúdio nº 58/2026 representa uma cobrança pública por atenção ao impacto do reajuste e reforça o papel fiscalizador e representativo da Câmara Municipal. A manifestação dos 13 vereadores mostra que, independentemente de posição partidária, o tema conseguiu unir o Legislativo em torno de uma preocupação comum: o peso que os novos valores representam para quem precisa utilizar a BR-163 diariamente.
A expectativa agora é de que a manifestação do Legislativo de Rio Brilhante contribua para ampliar o debate sobre as tarifas e sobre a relação entre os valores cobrados dos usuários e os serviços oferecidos pela concessionária responsável pela rodovia.
A Câmara se posicionou. E a mensagem dos vereadores é clara: o usuário da BR-163 precisa ser ouvido e o impacto desses aumentos não pode ser ignorado.
Fonte: RB INFORMA
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Motta cria oficialmente comissão da PEC que reduz maioridade penal


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta terça-feira (11/8) a criação da comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
A reunião de instalação do colegiado e eleição do comando foi marcada para esta quarta-feira (12/8), às 14h. A constituição da comissão consta de ato assinado por Motta nesta terça e foi publicada no Diário da Câmara.
O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) deve assumir a presidência do colegiado. O nome já havia sido anunciado por Motta em julho, ao lado do deputado Mendonça Filho (PL-PE), escolhido para a relatoria da proposta. A instalação havia sido prevista pelo presidente da Câmara para a segunda semana de agosto.
A comissão ficará responsável por analisar a PEC nº 32/2015, de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota, e outras duas propostas apensadas.
O texto principal altera os artigos 14 e 228 da Constituição para estabelecer a maioridade civil e penal aos 16 anos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da proposta em junho, por 44 votos a 18.
Apesar da instalação do colegiado, a expectativa entre líderes da Câmara é de que a PEC tenha dificuldades para avançar até o plenário antes das eleições de outubro.
Como mostrou o Metrópoles, Motta tem adotado a estratégia de permitir o avanço de pautas defendidas por diferentes bancadas nas comissões sem assumir compromisso com a votação definitiva de temas considerados sensíveis em ano eleitoral.
Mendonça Filho já afirmou que pretende promover um debate amplo antes de apresentar o parecer. Entre as possibilidades em discussão está restringir a redução da maioridade penal a adolescentes a partir dos 16 anos envolvidos em crimes hediondos, em vez de aplicar a mudança de forma geral.
A discussão sobre a maioridade penal chegou a aparecer durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. Mendonça, que também relatou aquela proposta, chegou a prever um referendo sobre a redução da idade penal, mas o dispositivo foi retirado do texto por acordo antes da votação no plenário da Câmara.
Fonte: Metrópoles
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Flávio planeja motociata até onde pai levou facada em Juiz de Fora


O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) planeja realizar motociatas durante a campanha eleitoral de 2026 ao Palácio do Planalto, assim como seu pai, Jair Bolsonaro, fez em 2022.
Uma das primeiras motociatas está prevista para acontecer no dia 17 de setembro em Juiz de Fora (MG), cidade onde o ex-presidente levou a facada durante a campanha eleitoral de 2018.
Segundo aliados de Flávio, a motociata deve partir do aeroporto de Juiz de Fora e seguir até o local onde Bolsonaro levou a facada, no centro da cidade. Lá, o senador deve fazer um comício.
De Juiz de Fora, Flávio deve seguir para Belo Horizonte, onde cumprirá outras agendas. Além da capital mineira, ele planeja visitar cidades da região metropolitana. Entre elas, Betim e Contagem.
Nas agendas em Minas Gerais, o candidato do PL ao Palácio do Planalto deve estar acompanhado de lideranças do partido no estado. Entre elas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Fonte: Metrópoles
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INSS amplia lista de doenças que garantem auxílio ou aposentadoria sem pagamento mínimo


(Folhapress) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ampliou a lista de doenças que dão direito ao auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) ou à aposentadoria por incapacidade permanente —antiga aposentadoria por invalidez— sem que seja necessário pagar o mínimo de 12 contribuições à Previdência.
O rol passou a incluir gestação de alto risco desde 24 de julho, quando foi publicada a portaria interministerial 15, assinada pelos ministros Wolney Queiroz, da Previdência Social, e Alexandre Padilha, da Saúde. Com isso, o número de doenças que dispensa a carência —pagamento mínimo— subiu para 18.
Em 2022, o rol de enfermidades já havia sido ampliado, quando passaram a integrar o grupo acidente vascular encefálico agudo e abdome agudo cirúrgico, quando considerados graves. A lei que instituiu o rol é a 8.213, de 1991, e só foi modificada, até agora, nessas duas ocasiões.
Segundo a Previdência, nesses casos, o benefício pode ser concedido sem que o pagamento mínimo de 12 contribuições tenha sido feito. No entanto, o cidadão precisa ter a qualidade de segurado, que é ser considerado segurado do INSS, e comprovar que tem a enfermidade há ao menos 15 dias.
Também estão isentos de carências os profissionais —sejam autônomos ou contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)— que sofrem acidente de qualquer natureza ou causa, ou doença profissional, ou do trabalho.
Nos demais casos, o segurado precisa ter, no mínimo, 12 pagamentos ao INSS para conseguir o benefício por incapacidade temporária ou permanente.
Veja a lista de doenças que garantem benefício por incapacidade sem carência
- Tuberculose ativa
- Hanseníase
- Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental
- Neoplasia maligna
- Cegueira
- Paralisia irreversível e incapacitante
- Cardiopatia grave
- Doença de Parkinson
- Espondilite anquilosante
- Nefropatia grave
- Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
- Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids)
- Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada
- Hepatopatia grave
- Esclerose múltipla
- Acidente vascular encefálico (agudo)
- Abdome agudo cirúrgico
- Gestação de alto risco
Como conseguir o benefício?
O segurado não faz o pedido da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença. Ele precisa solicitar uma perícia médica para ter direito aos benefícios. Quem determina se o pagamento será de auxílio ou aposentadoria é o médico.
No caso do auxílio-doença, quando a doença não é permanente, o segurado pode fazer o pedido pelo Atestmed, sistema da Previdência que libera o benefício sem que seja necessária a perícia presencial, apenas com o envio do atestado médico pela internet, no aplicativo ou site Meu INSS.
O pedido de agendamento da perícia também pode ser feito por telefone, pelo 135.
Confira o passo a passo:
- Acesse o app ou site Meu INSS
- Informe CPF e senha do portal Gov.br
- Na página inicial, escolha “Novo pedido” ou vá em “Do que você precisa?”, onde há uma lupa; digite a palavra “incapacidade” e selecione a opção “Pedir Benefício por incapacidade”
- Siga o passo a passo do sistema e envie a documentação solicitada
- O pedido de auxílio é analisado a distância, sem necessidade de perícia
- Se for preciso passar por exame médico, ele será marcado e o segurado, informado sobre essa necessidade
- No dia da perícia, leve toda a documentação que prove a incapacidade
- Acompanhe todo o andamento de seu pedido pelo Meu INSS, em “Consultar Pedidos”
O que é o auxílio-doença?
É um benefício pago ao segurado incapacitado de forma temporária para o trabalho. Se a doença for permanente, é paga a aposentadoria por invalidez, chamada hoje de benefício por incapacidade permanente.
Como deve ser o atestado para ter o auxílio-doença pela internet?
O atestado médico ou odontológico deve ser em papel sem rasuras, e conter as seguintes informações:
- Nome completo
- Data de emissão (que não pode ser igual ou superior a 90 dias da data de entrada do requerimento)
- Diagnóstico por extenso ou código da CID (Classificação Internacional de Doenças)
- Assinatura do profissional, que pode ser eletrônica e deve respeitar as regras vigentes
- Identificação do médico, com nome e registro no conselho de classe (Conselho Regional de Medicina ou Conselho Regional de Odontologia), no Ministério da Saúde (Registro do Ministério da Saúde), ou carimbo
- Data de início do repouso ou de afastamento das atividades habituais
- Prazo necessário para a recuperação, de preferência em dias (essa data pode ser uma estimativa)
Fonte: ICL
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Homem que relatou “armação” contra vice de Flávio é filiado ao PL


Autor do depoimento que apontou uma suposta “armação” contra o candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL), o comerciante carioca Luis Antonio Lopes é filiado ao PL, partido do senador.
Segundo registros obtidos pela coluna, Luis Antonio se filiou ao PL no dia 30 de abril de 2026, exatamente uma semana após prestar o depoimento à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.
O depoente, de acordo com registros da Justiça Eleitoral, filiou-se ao PL em Nilópolis, município da Baixada Fluminense que fica na Região Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.
Como revelou a coluna, Luis Antônio prestou depoimento, em 23 de abril, dizendo que a acusação por crime de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio, teria sido uma “armação”.
O relato foi colhido pela Polícia Legislativa após a corporação ser acionada pelo próprio Gaspar. O parlamentar relatou que o depoente teria ligado para seu gabinete funcional a fim de denunciar a possível trama.
O material foi enviado pela Câmara ao STF em 5 de maio. O caso precisou ser remetido à Corte após o comerciante citar que a “armação” teria sido feita por pessoas ligadas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que tem foro.
Juntamente à senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), Lindbergh apresentou, em 27 de março, uma denúncia de que Gaspar teria estuprado uma adolescente e seria pai de uma filha fruto da suposta violência sexual.
O depoimento
No relatório enviado ao STF, a Polícia Legislativa informou que Luis Antonio Lopes tinha, à época, 62 anos de idade e seria dono de um quiosque no shopping Jardim Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro.
No depoimento, Luis Antonio relatou aos policiais legislativos que a suposta “armação” teria envolvido o recrutamento de uma jovem chamada “Marcela Maria Mendes”, que prestava serviços em seu quiosque.
O plano, de acordo com o depoente, previa que Marcela Mendes concederia entrevistas fingindo se chamar “Jailma” e se apresentaria como vítima do suposto estupro de Alfredo Gaspar.
“Em determinada ocasião, Marcela se reuniu com uma mulher jornalista e com um indivíduo de nome Lucas, o qual se apresentava como assessor do Legislativo, conhecido do prefeito de Nova Iguaçu e, posteriormente, como ligado ao contexto político de Lindbergh Farias; […] tomou conhecimento, por intermédio de um colaborador do seu estabelecimento, senhor Rodrigo Freitas, morador da comunidade do Acari e vizinho de Marcela, de que ela havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa, utilizando o nome fictício de ‘Jailma’, afirmando falsamente ser oriunda de Maceió/AL e sustentando narrativa segundo a qual teria sido abusada sexualmente, ainda adolescente, por um político, fato do qual teria resultado uma criança“, diz o boletim de ocorrência, ao qual a coluna teve acesso.
A suposta reunião com Lindbergh
Na oitiva, Luis Antonio afirmou ainda que Lindbergh teria participado de uma reunião virtual com Marcela e outras pessoas. Disse também que o petista “parecia ter plena ciência do contexto fraudulento tratado nas reuniões”.
“Segundo sua percepção, o declarante acredita que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integraria o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa. […] O indivíduo Lucas foi apontado por Marcela e também percebido pelo declarante como o mentor inicial da ideia daquela simulação. […] Lucas se vangloriava de ter sido ele quem apresentou a proposta a Carlos Roberto Lopes e outros personagens políticos”, diz o boletim de ocorrência.
Fonte: Metrópoles
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Justiça do Rio determina que Garotinho cumpra sentença e informa suspensão de direitos políticos a tribunais eleitorais


A Justiça do Rio determinou, nesta segunda-feira, que o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) cumpra a sentença relacionada a uma condenação por improbidade administrativa. Na decisão, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, impõe ainda a comunicação da suspensão dos direitos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio — eventuais deliberações sobre inelegibilidade cabem aos tribunais eleitorais. Garotinho é candidato ao governo do Rio.
Procurada, a defesa do ex-governador informou que “contesta, com veemência”, o teor do despacho. O texto assinado pelo advogado Admar Gonzada reitera que Garotinho estaria em “pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura” pela Justiça Eleitoral.
Na decisão, Cyfer argumenta que o trânsito em julgado do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que negou os últimos recursos de Garotinho, impôs o início do cumprimento da sentença. Na semana passada, como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, o Ministério Público do Rio, pela mesma razão, havia pedido urgência na execução da condenação, bem como a comunicação do fato ao TSE e ao TRE-RJ.
“Encontra-se, portanto, exaurida a via recursal, estando o título apto ao cumprimento definitivo”, escreve o juiz no despacho. “Oficie-se, com urgência, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e o Tribunal Superior Eleitoral, comunicando o trânsito em julgado da condenação e a suspensão dos direitos políticos do executado pelo prazo de oito anos, contado do trânsito em julgado”, completa o magistrado.
Cyfer, no entanto, comunica que os ofícios direcionados às cortes eleitorais “terão natureza meramente informativa e comunicarão a suspensão dos direitos políticos fixada no título, sem declaração deste juízo acerca da elegibilidade ou inelegibilidade do executado”. “A aferição de eventual causa de inelegibilidade compete à Justiça Eleitoral, não constituindo objeto desta decisão”, reforça o juiz.
A condenação é referente a um caso julgado em 2018 envolvendo o programa Saúde em Movimento da Secretaria Estadual de Saúde, entre 2005 e 2006 — período em que o Estado do Rio era governado pela mulher do político, Rosinha Matheus, e Garotinho era secretário de Estado de Governo. Na ocasião, os desembargadores concluíram que houve contratação irregular da Fundação Pró-Cefet pelo governo e desvio de recursos públicos, além de responsabilizarem Garotinho por atuar para viabilizar a substituição do contrato anterior.
A investigação concluiu que Garotinho teria intercedido para que fosse rompido o então vigente contrato com a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), que administrava o programa estadual, abrindo caminho para o acordo com a Pró-Cefet. A decisão determinou, à época, o ressarcimento integral do valor que teria sido desviado entre 2005 e 2006 (R$ 234,4 milhões), a proibição de contratar com o poder público por cinco anos e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Essa mesma condenação já havia servido de fundamento para a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de Garotinho a vereador, em 2024, com base na Lei da Ficha Limpa.
Garotinho foi oficializado candidato ao governo do Rio pelo Republicanos no mês passado. Na rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, Garotinho somou 10% das intenções de voto. Ele aparece distante do líder, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), que marca 38% no cenário de primeiro turno, mas em empate técnico com Douglas Ruas (PL), com os mesmos 10%.
Em março, o ex-governador conseguiu anular no STF, por decisão do ministro Cristiano Zanin, uma outra condenação eleitoral. A medida afastou, de forma provisória, a inelegibilidade do político no caso, enquanto a Corte analisa um habeas corpus apresentado pela defesa. O processo questiona um acórdão do TSE que manteve a condenação de Garotinho por crimes como corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo cometidos nas eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes (RJ), nos fatos investigados na Operação Chequinho.
Esta é a quarta vez que Garotinho se candidata a governador do Rio nos últimos 30 anos. Antes de ser eleito para o cargo em 1998 pelo PDT, Garotinho havia perdido a eleição de quatro anos antes para o tucano Marcello Alencar. Em 2002, pelo PSB, acabou não concorrendo à reeleição porque se candidatou à Presidência da República, mas emplacou a mulher Rosinha Garotinho no Palácio Guanabara.
Em 2014, pelo antigo PR (que depois se tornaria PL), viu os adversários Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella irem para o segundo turno e amargou um terceiro lugar na disputa. Quatro anos depois, na eleição vencida por Wilson Witzel, teve a candidatura pelo PRP impugnada pela Justiça Eleitoral durante a campanha devido à condenação por improbidade administrativa na segunda instância.
Fonte: Globo.com
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TJMS define data para julgar pedido de liberdade do ex-deputado Neno Razuk


Pedido de habeas corpus de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, será julgado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em sessão do dia 20 de agosto.
A defesa do ex-deputado havia entrado com o pedido enquanto Neno ainda estava foragido na Bolívia. O HC já teve liminar (decisão provisória) negada e, agora, será o julgamento do colegiado da 1ª Câmara Criminal.
Enquanto isso, o ex-parlamentar também aguarda um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar se livrar da prisão.
Neno Razuk foi detido no dia 2 de agosto na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil e um pedido em análise para inclusão de seu nome na lista da Interpol (Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal).
Desde então, permanece recolhido em uma cela no Centro de Triagem de Campo Grande.
O advogado visitou Neno na prisão e disse que seu cliente está “firme no sentido de tentar demonstrar sua tese defensiva e estamos aguardando o momento oportuno para demonstrar isso [no processo]”.
A defesa alegou quatro teses para tentar a liberdade do ex-deputado:
- Incompetência do juízo para decretar a prisão;
- Ausência de pressupostos da prisão preventiva;
- Confusão entre a modificação da situação de fato e fato novo a justificar a prisão preventiva;
- Inexistência de elementos autorizadores da segregação cautelar.
Clã Razuk denunciado por liderar jogo do bicho
Além de Neno, já estavam presos seus dois irmãos Rafael e Jorge Razuk, além do pai, Roberto Razuk, que está em prisão domiciliar devido ao seu delicado estado de saúde.
Eles foram denunciados pelo Gaeco como os líderes de organização criminosa que explorava o jogo do bicho em MS, cada um com um papel de liderança dentro do grupo.
Documentos obtidos pela reportagem mostram que o patriarca do clã Razuk é quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.
O papel de Roberto pai era decidir sobre questões como expansão do grupo, investimentos e articulações importantes.
Já Neno é apontado pelo Gaeco como o líder operacional do grupo. No entanto, a investigação reforça que tudo tinha que passar pelo aval do pai.
Jorge exercia papel de gerente e articulador da ‘jogatina’, como classificou o Gaeco. Assim, ele teria participação efetiva na organização criminosa, mas estava se dedicando à expansão dos negócios da família.
Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.
Fonte: Midiamax
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Donos de imóveis rurais já podem declarar ITR 2026; prazo vai até setembro


Proprietários e responsáveis por imóveis rurais já podem enviar, a partir desta segunda-feira (10), a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. O prazo segue aberto até 30 de setembro.
O documento é usado pela Receita Federal para reunir os dados do imóvel e do contribuinte e calcular o valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).
A entrega pode ser feita pela internet, inclusive pelo celular. Quem deixar para depois do prazo estará sujeito a multa.
Quem precisa prestar contas
A obrigação vale para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, possuidoras ou titulares do domínio útil de imóveis rurais. Usufrutuários também estão incluídos.
A dispensa ocorre apenas nas situações de imunidade ou isenção previstas na legislação.
Declaração pode ser feita pelo celular
A principal opção neste ano é o serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal.
O contribuinte pode acessar a plataforma pelo computador ou pelo celular, utilizando uma conta gov.br Prata ou Ouro.
Entre os recursos disponíveis estão a recuperação de informações cadastrais já registradas e a possibilidade de organizar, em um mesmo ambiente, declarações referentes a diferentes imóveis.
Pessoas físicas com propriedades rurais de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026 para preencher e transmitir o documento.
Quem possui imóvel inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar o número do recibo de inscrição, salvo nos casos previstos de imunidade ou isenção.
Atraso pode pesar no bolso
Após 30 de setembro, a declaração será considerada entregue fora do prazo e poderá gerar multa.
O valor corresponde a 1% ao mês ou fração sobre o total do imposto devido, com cobrança mínima de R$ 50.
Se o contribuinte descobrir alguma informação incorreta depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora. O novo documento passa a substituir o anterior, desde que não exista procedimento de fiscalização já iniciado.
Imposto pode ser parcelado
O ITR pode ser dividido em até quatro parcelas mensais, desde que cada uma tenha valor mínimo de R$ 50.
Já quem tiver imposto inferior a R$ 100 deverá quitar todo o valor de uma vez.
A primeira parcela ou o pagamento integral vence no próprio dia 30 de setembro.
Com informações do Globo Rural.
📅 Anote as datas
10 de agosto
Início do prazo para entrega da declaração
30 de setembro, às 23h59
Fim do prazo para envio da DITR 2026
30 de setembro
Vencimento da primeira parcela ou da quota única do ITR
Fonte: Primeira Página
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BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno e empata com Flávio e Caiado no 2º


Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10/8) aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no primeiro turno e empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República.
No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 35%. A diferença entre os dois está fora da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento mostra estabilidade, dentro da margem de erro, entre os principais candidatos na comparação com a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando estavam tecnicamente empatados.
Naquela ocasião, Lula tinha 41% das intenções de voto (oscilou 1 ponto percentual para baixo na pesquisa desta segunda), contra 37% de Flávio Bolsonaro (2 pontos percentuais para baixo).
Na sequência da sondagem atual, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 3%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
Fonte: Metrópoles
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Fachin se reúne com Mendonça para discutir caso Master


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na noite desta segunda-feira (9) com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master.
O encontro não estava na agenda de Fachin e acontece após Mendonça ter autorizado a Terceira Fase da Operação Compliance Zero e de o jornal O Globo revelar que Daniel Vorcaro mandou mensagens para o ministro do Supremo Alexandre de Moraes no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.
Ao longo do dia, o presidente do Supremo também conversou com outros ministros sobre a crise. O assunto também já foi tratado por Fachin com o ministro Alexandre de Moraes, que é o vice-presidente da Corte.
Na última quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso pela Polícia Federal em São Paulo na terceira fase da Operação Compliance Zero, uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.
O banqueiro foi transferido nesta sexta-feira (6) para o Penitenciária Federal de Brasília.
Nos bastidores, ministros do Supremo estão reclamando da postura da Polícia Federal na condução do caso Master e também há cobranças para que Fachin se posicione publicamente sobre as mensagens envolvendo Moraes.
Na noite desta segunda, o presidente do Supremo também se reuniu com a diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Avogados do Brasil (OAB). No encontro, a investigação sobre o Banco Master também foi discutida.
Fachin teria defendido as investigações e reiterou que tudo será investigado “doa a quem doer” para preservar a instituição STF.
Ao final da reunião, o presidente da OAB, Beto Simonetti, disse que a ordem dos advogados decidiu que irá pedir acesso irrestrito ao material já produzido na apuração. Além disso, afirmou que há pedido de reunião com André Mendonça, relator do caso, ainda sem data.
Mensagens atribuídas a Moraes
Dias após a nova prisão, na sexta-feira (6), uma reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.
Segundo a reportagem, as mensagens foram obtidas pelo sistema de perícia da Polícia Federal (PF), que apreendeu celulares e outros dispositivos eletrônicos de Vorcaro.
Após a publicação, a comunicação do STF divulgou uma nota, na qual o ministro Alexandre de Moraes nega que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para ele.
Fonte: Globo.com
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STF julga na terça-feira (10/3) deputados do PL por desvio de emendas


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta terça-feira (10/3), o julgamento dos deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) por desvio de emendas parlamentares. No total, a ação penal envolve oito pessoas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos envolvidos alegando que eles faziam parte do “núcleo central”, focado em irregularidades dos recursos públicos. Foram apontados crimes de corrupção passiva e organização criminosa.
O órgão também solicitou a perda de funções públicas e a fixação de indenização mínima por danos morais coletivos.
Foram agendadas três sessões para a análise do caso. A primeira será na terça-feira (10/3), às 9h. A segunda ocorrerá no mesmo dia, às 14h. O colegiado também reservou uma sessão para as 9h de quarta-feira (11/3).
Essa é a primeira denúncia por desvio de emendas a ser julgada pela Corte. O relator é o ministro Cristiano Zanin. Ele será o primeiro a votar.
Na sequência, votam Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino. Antes, a Procuradoria e as defesas dos réus se manifestam na Corte.
O resultado deve servir como base para processos semelhantes.
Desvios
Segundo a investigação da Polícia Federal, o deputado Josimar Maranhãozinho foi apontado como o líder do esquema, que contava até com homens armados que ameaçavam prefeitos.
O objetivo era conseguir a devolução de parte dos recursos. Eles teriam exigido propina de R$ 1,66 milhão para destinar R$ 6 milhões ao município de São José de Ribamar (MA).
Entre as provas estão conversas de WhatsApp com os deputados e outros participantes do esquema, depoimentos testemunhais e documentos apreendidos pela PF. Nas mensagens, os investigados definiam quais municípios seriam priorizados e combinavam a devolução dos valores.
“O núcleo central da organização era composto pelos deputados Josimar, Pastor Gil e Bosco Costa, responsáveis pelo envio das emendas”, ressaltou a PGR.
De acordo Procuradoria, as provas reunidas durante as investigações “corroboram a acusação de que os réus constituíram organização criminosa voltada à destinação de emendas parlamentares para municípios em troca de propina”.
Além dos deputados, o órgão pede a condenação de Abraão Nunes Martins Neto, Adones Nunes Martins, Antônio José Silva Rocha e Thalles Andrade Costa.
Fonte: Metrópoles
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Agência investigada recrutou e pagou cabos eleitorais para Nunes


Pivô de uma crise que derrubou o presidente da SPTuris e o secretário-adjunto de Turismo na Prefeitura de São Paulo, a agência MM Quarter mobilizou sua equipe permanente e recrutou guias turísticos terceirizados pela gestão Ricardo Nunes (MDB) para trabalharem como cabos eleitorais na campanha à reeleição do prefeito da capital, em 2024.
A coluna colheu depoimentos e comprovantes de depósito que mostram cabos eleitorais de Nunes sendo pagos pela Quarter, sem nota fiscal. A agência não aparece na lista de fornecedores apresentada pela campanha do prefeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na prestação de contas, a contratação de pessoal foi concentrada em uma cooperativa que recebeu R$ 7,3 milhões para “prestação de serviço de cooperados”.
À coluna o diretório municipal do MDB afirmou que a campanha de Nunes “cumpriu integralmente as exigências da legislação vigente, com prestação de contas apresentada nos termos da lei e devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral, sem qualquer ressalva”. O partido do prefeito disse, ainda, que “não houve relação contratual entre a campanha e a empresa mencionada na reportagem”. A Quarter negou ter atuado na campanha (leia a íntegra dos posicionamentos ao final da reportagem).
Durante o período eleitoral, a Quarter firmou um contrato de R$ 67 milhões com a SPTuris, empresa municipal de eventos e turismo, além de ter recebido R$ 1,6 milhão da prefeitura para fornecer guias turísticos bilíngues e recepcionistas para o Aquático SP, um serviço de transporte público hidroviário na Represa Billings, utilizado por moradores dos bairros Pedreira e Grajaú, na zona sul paulistana.
A Quarter, como já mostrou a coluna, tem R$ 232 milhões em contratos vigentes com a SPTuris e com a Secretaria Municipal de Turismo. Após a reportagem revelar que a empresa estava no nome de uma laranja, o prefeito Ricardo Nunes enviou o caso à Controladoria Geral do Município (CGM), que encontrou duas procurações da dona da Quarter dando “amplos poderes” para que Rodolfo Marinho, então secretário de Turismo, e o empresário Victor Correia Moraes, gerissem tudo em seu nome.
Após a descoberta, Marinho foi demitido por Nunes, junto com Gustavo Pires, presidente da SPTuris. O prefeito prometeu investigar o caso e punir os responsáveis.
Contratos e campanha
Na época da campanha eleitoral de 2024, a Quarter tinha nove contratos de terceirização de mão de obra com a SPTuris, para fornecer guias de turismo, carregadores e outros profissionais. Um décimo acordo, no valor de R$ 67 milhões, foi assinado durante o segundo turno, em outubro daquele ano.
Os depoimentos e registros obtidos pela coluna (veja na galeria abaixo) mostram que a agência recrutava terceirizados a partir de grupos de WhatsApp após ser acionada pela SPTuris. No caso dos guias de turismo, isso era feito pelo grupo “Guias de Turismo Quarter”, que, até o mês passado, tinha 547 membros.
Só administradores da Quarter podem mandar mensagens no grupo e foi por ali que a agência recrutou, por exemplo, profissionais para o “maior Carnaval de Rua que São Paulo já teve”, em janeiro deste ano.
Em 28 de setembro de 2024, Giselle Souza, que é coordenadora da Quarter, enviou a seguinte mensagem no grupo, avisando de vagas para campanha eleitoral: “Boa tarde, pessoal. Vaga para tendas para fazer divulgação de campanha política. Cachê R$ 250. Não precisa emitir nota. Contratante: cooperativa. Data: 29/9 a 5/10. Horário: 9:00 às 18:00″.
Em seguida, ela enviou uma enquete questionando quem teria disponibilidade e avisou: “Preciso que todos respondam”. Avisou também que a “vaga é só para os guias que estão no grupo“. Votaram “sim” na enquete 34 pessoas.
A coluna acessou o link enviado, que seguia válido até às 16h do dia 27/2 e saiu do ar logo depois do questionamento feito pela coluna à assessoria de imprensa da Quarter.
A planilha enviada pela Quarter no grupo dos guias estava nomeada como “CAMPANHA RN – 2024” e informava: “Este formulário foi criado em Agencia Quarter“. RN são as iniciais de Ricardo Nunes.
Atuação de Rodolfo Marinho
Os interessados foram convidados a comparecerem ao QG da campanha de Nunes, no Edifício Joelma, no centro de São Paulo, no dia 29 de setembro, às 8h30. Reunidos em um auditório, assistiram a apresentações sobre a plataforma eleitoral de Nunes.
Imagens obtidas pela coluna mostram que, entre as pessoas que palestraram sobre como convencer eleitores a votarem em Nunes, estavam Rodolfo Marinho, então adjunto do Turismo e agora investigado pela CGM como sendo sócio oculto da Quarter, e Marcelo Correia Moraes, que a coluna vem mostrando ser o operador da Quarter. Ele é o “contato institucional” entre Quarter e SPTuris, segundo a própria empresa municipal de Turismo.
Os guias turísticos, que são treinados para dar informações a populares nas ruas, foram divididos em grupos e enviados, de ônibus, para os bairros, onde atuaram como cabos eleitorais. Uma equipe ficava no centro sob a coordenação de Gilberto Félix, o Giba. Ele era o principal coordenador da equipe de guias da Quarter e até então protagonista de vídeos publicados nas redes sociais da agência, que atende exclusivamente a Prefeitura de São Paulo.
Após a vitória de Nunes sobre Guilherme Boulos (PSol), Giba postou um vídeo em que o secretário de Cultura, Totó Parente (MDB), elogia o trabalho dele na campanha. Na legenda, o coordenador da Quarter agradece à confiança depositada nele por Marinho, Marcelo Ribeiro (coordenador de Turismo), SPTuris e Quarter.
Evento com chefe da SPTuris
A participação da Quarter na campanha havia começado antes, em meados de setembro, quando a coordenadora Claudete Santos convidou os guias para uma “acolhida” no Clube Esperia, na zona norte da capital, a “quem sempre batalhou pelo turismo em São Paulo”.
Guias ouvidos pela coluna relataram terem entendido ser uma confraternização entre os colaboradores que trabalham para a Quarter. Acharam estranho, porém, que Claudete tivesse pedido, no grupo, que todos mandassem fotos comprovando a presença, protocolo para justificar pagamentos em dias trabalhados. Ao todo, 114 guias confirmaram presença.
Ao chegarem lá, descobriram tratar-se de um evento de campanha de Ricardo Nunes, uma recepção organizada por Gustavo Pires e Tomás Covas (PSDB), filho do ex-prefeito Bruno Covas (morto em 2021), ao candidato à reeleição. Na plateia, trabalhadores de empresas que prestam serviços terceirizados pela SPTuris, caso da Quarter.
“A nossa fala é para você, carregador, assistente de palco, técnico de som, guia, segurança (…). Por que eu mencionei todos vocês que estão na operação? Hoje, a gente preside a SPTuris pela liderança do nosso prefeito Ricardo Nunes, que nos orienta e nos acompanha de perto”, diz Gustavo Pires em vídeo publicado nas redes sociais dele.
“Como sempre, na hora que o Gustavo (Pires) da SPTuris falou dos guias, nosso lado explodiu. A festa foi muito bacana. Super contagiante unir as duas equipes em um só lado por um só objetivo, e representamos a Quarter“, escreveu, depois, Claudete da Quarter — a coluna a procurou por telefone e mensagem, sem resposta. O espaço segue aberto.
O recrutamento para trabalhar na campanha, porém, foi comandado por Giselle, que no dia 28 de setembro enviou a lista daqueles que haviam se comprometido na última semana inteira antes do primeiro turno, de 29 de setembro a 5 de outubro. A coluna comparou os nomes com a prestação de contas de Nunes e não encontrou nenhum deles. A campanha, importante citar, terceirizou grande parte da mão de obra para uma cooperativa, que recebeu R$ 7,3 milhões sem detalhar quem foram os cooperados.
Quarter pagava pelo serviço
Com as equipes já na rua, as conversas passaram a acontecer a partir de outros de grupos específicos, como o “equipe centro”, o “guias campanha” e o “documentação Ricardo Nunes”.
A coluna enviou mensagem a integrantes aleatórios de alguns desses grupos, perguntando se eles haviam de fato trabalhado na campanha de Ricardo Nunes, quem os contratou e como haviam recebido. Todos que responderam disseram terem sido recrutados pela Quarter.
Uma das pessoas enviou áudio dizendo: “Não emitimos nota. Quem nos contratou foi a Quarter, quem nos procurou foi a Quarter. Nesse trabalho em si não emitimos nota. Foi feito um Pix e acabou. Não foi feito através do CNPJ da Quarter”.
Outra enviou para a reportagem a conversa de Whatsapp em que uma coordenadora da Quarter pede que a nota fiscal seja emitida para o CNPJ da Oleiro com a descrição “serviços prestados referente ao mês de outubro”. A Oleiro é quarteirizada para gerenciar os City Tours da SPTuris. A empresa pertence a Claudete Santos, a já citada coordenadora da Quarter.
Foi a própria Claudete, pelo próprio CPF, quem fez o Pix para uma terceira guia ouvida pela coluna pelo trabalho dela na campanha de Nunes. Uma quarta pessoa afirmou que recebeu por Pix, pela Quarter, sem emitir nota fiscal. Ela enviou o comprovante.
Outro guia mostrou o Pix recebido em nome da Guetiss Eventos, empresa que recentemente fez os receptivos do Carnaval da Cidade e do Canta Nordeste, eventos apoiados pela prefeitura de São Paulo. Ele diz ter sido contratado pela Quarter. Outras cinco pessoas disseram ter trabalhado para a Quarter na campanha, mas não informaram como receberam o pagamento.
Pagamentos durante a campanha
A Quarter seguiu prestando serviços à SPTuris e a São Paulo Turismo durante a campanha. Em uma das contratações, forneceu 120 guias de turismo, cada um deles trabalhando por dois dias, durante o “Farraial”, um festival sertanejo privado que aconteceu durante um único dia – 17 de setembro – no Sambódromo.
A agência também recebeu cerca de R$ 800 mil pela “promoção da cidade” durante o jogo da NFL, liga de futebol americano, em São Paulo, em 7 de setembro, e mais de R$ 815 mil por serviço equivalente na Bienal do Livro, entre 5 e 15 de setembro.
Já o Aquático SP, transporte hidroviário na Billings, rendeu R$ 837 mil à Quarter durante 30 dias, entre 15 de setembro e 14 de outubro. A empresa foi paga para fornecer, diariamente, 30 guias de turismo e 30 recepcionistas para trabalhar no local. O Aquático é equivalente a um ônibus de transporte público e tem dois barcos que somam capacidade para 90 pessoas. A linha não é turística – o usuário paga os serviço com Bilhete Único.
O que dizem os envolvidos
A Quarter negou, na primeira vez que foi questionada, ter atuado na campanha eleitoral de Ricardo Nunes. Procurada de novo com questionamentos específicos de fatos citados nesta reportagem, enviou a seguinte nota: “A MM Quarter é uma empresa privada que atua na prestação de serviços operacionais e produção de eventos, tanto para o setor público quanto para a iniciativa privada. A atuação da empresa é pautada pelo absoluto respeito ao ordenamento jurídico. A empresa permanece à disposição das autoridades para qualquer eventual esclarecimento.”
Procurada pela coluna, a assessoria do prefeito Ricardo Nunes informou que a resposta seria enviada pelo diretório municipal do MDB, que encaminhou a seguinte nota:
“A campanha municipal de 2024 cumpriu integralmente as exigências da legislação vigente, com prestação de contas apresentada nos termos da lei e devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral, sem qualquer ressalva. A aprovação das contas atesta, de forma objetiva, a regularidade da atuação partidária.
Todas as contratações de pessoal realizadas no âmbito da campanha foram conduzidas por cooperativa responsável pelo recrutamento e pelo pagamento das equipes mobilizadas. Não houve relação contratual entre a campanha e a empresa mencionada na reportagem.
O MDB São Paulo esclarece que eventuais interpretações que busquem estabelecer vínculo comercial inexistente não encontram respaldo nos registros formais da campanha, que observou rigorosamente as regras eleitorais e manteve controles regulares de contratação e prestação de contas.
O Diretório Municipal do MDB reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às normas que regem o processo eleitoral brasileiro. A legenda permanece à disposição para prestar esclarecimentos pelos canais institucionais adequados”.
Fonte: Metrópoles
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Fotos mostram Daniel Vorcaro após prisão

Fotos vazadas mostram o banqueiro Daniel Vorcaro logo após dar entrada no sistema prisional. O empresário, dono do Banco Master, foi preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma nova fase da investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

No dia seguinte, quinta-feira (5), Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior paulista. Já nesta sexta-feira (6), ele foi levado para Brasília, no Distrito Federal, onde ficará custodiado em uma penitenciária federal.
Procedimentos no presídio
Ao chegar à unidade em Potim, Vorcaro passou pelos procedimentos padrão aplicados a todos os detentos. Entre eles estavam revista pessoal e de pertences, higienização obrigatória, corte de cabelo conforme as regras da unidade, registro fotográfico e coleta de impressões digitais.
O empresário também precisou trocar as roupas civis pelo uniforme do presídio. Ainda na quinta-feira, a Polícia Federal pediu a transferência do banqueiro para um presídio federal. No pedido, aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a corporação argumentou que havia risco à segurança pública.
Segundo a PF, existe “necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”. Vorcaro deixou a penitenciária de Potim nesta sexta-feira por volta das 11h30. O avião que transportava o banqueiro pousou no Distrito Federal durante a tarde, quando ele foi encaminhado à unidade federal.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou ter recebido com surpresa e indignação a divulgação de fotos do empresário dentro da unidade prisional.
Segundo os advogados, não parece haver limites para o vazamento de informações com o objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente.
A defesa informou ainda que pretende pedir novamente a abertura de inquérito para investigar a divulgação de informações sigilosas, na expectativa de que os responsáveis sejam responsabilizados.
Os advogados também afirmaram confiar no Estado Democrático de Direito e no respeito à integridade mínima de pessoas que estão sob custódia do Estado.
Fonte: Primeira Página
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LULA LIDERA CORRIDA ELEITORAL


A primeira pesquisa do Datafolha em 2026, divulgada neste sábado (7/3), indica um cenário de maior equilíbrio em um eventual 2º turno da eleição presidencial. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 43%.
A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores.
No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente aparecia com 51% das intenções de voto contra 36% de Flávio. Em julho de 2025, a pesquisa mostrou Lula com 48% e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe, com 37%.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre terça-feira (3/3) e quinta-feira (5/3). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.
Ao todo, o instituto simulou cinco cenários para o primeiro turno e sete para um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Fonte: Metrópoles
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União Brasil tenta manter controle da PEC 6X1 até no plenário


O União Brasil articula, nos bastidores, a manutenção do deputado federal Paulo Azi (União-BA) como relator da PEC do fim da escala 6×1 na comissão especial e no plenário da Câmara.
A sigla conseguiu emplacar Azi para relatar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agora, negocia com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para manter o deputado no posto nas demais fases de tramitação da PEC.
A aposta do União Brasil é que Azi será mantido na relatoria. A situação seria parecida com a do deputado Mendonça Filho (União-PE), que foi relator da PEC da Segurança tanto na CCJ quanto nas outras etapas de tramitação da proposta.
A coluna mostrou que integrantes do Palácio do Planalto avaliaram como “positiva” a indicação de Azi para relatar o fim da 6×1 na CCJ. O governo, no entanto, pretende tentar emplacar um nome mais alinhado à gestão petista nas demais fases.
Surfar na 6×1
Aliados de Azi disseram à coluna, sob reserva, que o relator vai tentar surfar na PEC que trata do fim da escala 6×1 durante a análise na CCJ. O colegiado analisa apenas a constitucionalidade do tema, sem alterar o mérito da proposta.
O relator, no entanto, fará audiência públicas para debater a redução da jornada de trabalho. Na semana passada, a CCJ aprovou um requerimento para realização de debates sobre o tema com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Azi ainda solicitou audiência com representantes de centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
O colegiado também deve ouvir membros da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A primeira audiência será com o ministro do Trabalho e está prevista para a tarde da terça-feira (10/3). Em entrevista à coluna, Motta sinalizou que trata a PEC 6×1 como uma das prioridades e disse que pretende votar a proposta até maio no plenario.
Fonte: Metrópoles
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Mendonça manda PF investigar vazamentos de mensagens de Vorcaro


O ministro do STF André Mendonça mandou, nesta sexta-feira (6/3), a Polícia Federal (PF) abrir um inquérito para apurar o vazamento das mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, preso por causa do escândalo do Banco Master.
Mendonça atendeu a um pedido da defesa de Vorcaro. Os advogados solicitaram a apuração dos vazamentos das mensagens do banqueiro, que mostram, por exemplo, sua relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes e com o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
“À luz dessas premissas, acolho o requerimento formulado pela defesa do investigado DANIEL BUENO VORCARO, e determino a instauração do competente inquérito policial, para a averiguação dos alegados vazamentos noticiados”, diz o ministro na decisão, à qual a coluna teve acesso.
No despacho, Mendonça afirma que a defesa de Vorcaro reclamou que, após a CPMI do INSS ter acesso aos dados, “diversas informações dos seus aparelhos celulares teriam sido ‘vazadas para a imprensa’, as quais estariam sendo ‘indevidamente dispersadas’”.
“Feitos tais esclarecimentos, a partir das alegações apresentadas pela defesa do investigado DANIEL BUENO VORCARO, deflui-se que, logo após o acesso aos dados obtidos pela CPMI do INSS, diversas informações dos seus aparelhos celulares teriam sido “vazadas para a imprensa”, as quais estariam sendo “indevidamente dispersadas para veículos midiáticos”. Diante de tal cenário, requer a instauração de inquérito policial para devida apuração dos fatos”, escreveu o ministro.
Sem investigar jornalistas
Mendonça ainda determina que as investigações devem mirar apenas nos responsáveis pelos vazamentos, e não nos jornalistas e nos veículos de mídia que divulgaram as mensagens do banqueiro obtidas pela Polícia Federal.
“O procedimento apuratório deve ter como hipótese investigativa a eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirma Mendonça.
O ministro determina que a PF instaure o inquérito no âmbito da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores. Mendonça também determina que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja intimada a se manifestar sobre o tema.
PF se pronuncia
Em nota, a Polícia Federal defendeu o conteúdo das investigações sobre Vorcaro. Disse que “nenhum relatório” feito pelo órgão “conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações” e que a CPMI recebeu os dados por ordem do relator do processo no STF, no caso, o próprio André Mendonça.
“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados”, afirma a PF.
A PF ainda diz que, por ordem do diretor-geral Andréi Rodrigues, encaminhou representação para apurar o vazamento de possíveis informações sigilosas no âmbito da entidade.
“Por fim, por orientação do diretor-geral da instituição, a equipe responsável pelas investigações encaminhou ao ministro relator representação para a abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas”, diz a nota.
Fonte: METRÓPOLES
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PREFEITO LUCAS FORONI REALIZA ENTREGA DOS KITS ESCOLARES


O prefeito de Rio Brilhante, Lucas Foroni, realizou de forma oficial a entrega de 6.500 kits escolares aos estudantes da rede municipal de ensino, contemplando alunos da creche até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com um investimento que soma aproximadamente R$ 700 mil reais, as entregas dos matérias logo nos primeiros dias de aula, demostram a prioridade da gestão municipal com a educação, com o desenvolvimento e o futuro de Rio Brilhante.
Durante o evento, o prefeito destacou que o material entregue vai muito além de itens escolares. Segundo ele, cada caderno, lápis e apontador representa dignidade, igualdade e oportunidade para os alunos. “Pode parecer simples, mas esses materiais garantem que todos tenham as mesmas condições dentro da sala de aula, fortalecendo o aprendizado e valorizando nossas crianças”, afirmou.
Lucas Foroni também ressaltou que a qualidade do ensino não está apenas nos materiais, mas na estrutura oferecida. Ele enfatizou a importância de ambientes adequados, tanto para os alunos quanto para os educadores, reforçando que a gestão segue trabalhando para garantir melhorias na infraestrutura das unidades escolares.
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Prefeito Lucas Foroni acompanha os serviços de mais de R$ 3 milhões em recapeamento em Rio Brilhante


A gestão do prefeito Lucas Foroni segue promovendo avanços importantes na infraestrutura do município. Prova disso foi o anúncio de um dos maiores investimentos da história da cidade na área de recapeamento asfáltico e mobilidade urbana, com recursos superiores a R$ 3 milhões.
O prefeito Lucas Foroni destacou que o investimento é resultado de planejamento e compromisso com o desenvolvimento do município, reforçando que a melhoria das vias urbanas impacta diretamente no dia a dia dos moradores, no comércio local e na valorização dos bairros. Além da área urbana, os serviços também estão sendo realizados no distrito de Prudêncio Thomaz, garantindo que os benefícios cheguem a todas as regiões do município.
Durante o anúncio das obras, o prefeito Lucas Foroni reforçou que o objetivo principal é melhorar o tráfego e promover mais fluidez no trânsito e garantindo mais segurança para motoristas e pedestres.
“A nossa ideia é desafogar o tráfego da principal avenida da cidade, melhorando o sistema viário e, consequentemente, a qualidade de vida da nossa população. Não é só recape jogando uma massa por cima. É um remendo profundo, com nivelamento adequado, ou seja, um serviço de qualidade e mais duradouro. É assim que a nossa gestão pensa e esse é o serviço que queremos oferecer à nossa gente de todo o município”, afirmou o prefeito.Fonte: Assessoria.
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Empresa de laranja comanda folha de pagamento secreta na prefeitura


A Agência Quarter, que a coluna já mostrou estar no nome de uma mulher que morava em um cortiço, controla uma folha salarial sigilosa na Prefeitura de São Paulo, com salários que chegam a R$ 40 mil por mês, valor de 30 diárias de um “produtor executivo”. A empresa tem mais de R$ 178 milhões em contratos vigentes de terceirização de mão de obra com a São Paulo Turismo (SPTuris), que alega que nem ela tem dados dos trabalhadores que prestaram os serviços.
A Quarter e a DKS, do mesmo grupo, receberam ao menos R$ 357 milhões entre 2020 e 2024 para terceirizar mão de obra para secretarias municipais, especialmente as de Cultura e Turismo, sempre por intermédio da SPTuris – os números de 2025 são omitidos no portal da Transparência. A situação é alvo de um inquérito do Ministério Público do Trabalho (MPT).
O inquérito investiga um processo de “quinterização” de mão de obra. Secretarias contratam a SPTuris para que esta contrate empresas (basicamente a Quarter e a DKS), que por sua vez devem contratar microempresas para estas, enfim, cederem pessoas para trabalharem para as secretarias, subordinadas a funcionários públicos. O MPT já ouviu de diversas testemunhas que esses funcionários é que escolhem quem será contratado pelas agências.
A Quarter é comandada pelos irmãos Marcelo e Victor Correia Moraes, mas está no nome de uma mulher que até recentemente morava de aluguel com a família em um cortiço na zona norte, de aluguel, apesar de ter tirado R$ 14 milhões de lucro só em 2024. Victor, conhecido como Vitinho, responde pela DKS, ainda que também não apareça formalmente como sócio.
A coluna questionou a prefeitura de São Paulo na semana retrasada sobre quantos funcionários da Quarter trabalham na secretaria de Turismo e na SPTuris, mas não obteve resposta. A gestão Ricardo Nunes (MDB) também não respondeu quanto a SPTuris pagou à agência entre 2025 e 2026, dados que estão sendo omitidos no sistema de Transparência. Só até 2024 foram R$ 129 milhões.
A Quarter defendeu a legalidade dos processos (leia mais ao final do texto) e, mais uma vez, negou que Nathália, a dona da empresa que morava em um cortiço, seja laranja. “Ela atua de forma ativa e comprovável na condução do negócio, com registros em e-mails, fotos e documentações de participação em decisões administrativas e operacionais, incluindo aprovações e acompanhamento de entregas”, disse a Quarter. A empresa negou entrevista dela e, nesta segunda, informou à Junta Comercial que ela agora mora em uma sala comercial. A Quarter também rejeitou fornecer as fotos que compravam que ela “acompanha entregas”.
Já a prefeitura destacou que pediu que a Controladoria Geral do Município (CGM) investigue as denúncias já trazidas por esta coluna. Não conseguimos contato com a DKS.
Contratos sem transparência
A função de “produtor cultural” é “indispensável” para o cotidiano da Secretaria de Cultura – conforme a gestão Nunes disse ao MPT -, mas não há previsão de realizar concurso para o cargo. Daí a necessidade de contratar produtores terceirizados.
Por uma escolha da gestão Nunes, tais contratações acontecem com intermediação da SPTuris, que cuida do processo licitatório, contratando DKS e Quarter sempre a partir de atas de registro de preço – adotando valores e condições de contratos já firmados anteriormente. Também é a SPTuris quem atesta que o serviço foi prestado e libera o pagamento.
A intermediação da SPTuris, uma sociedade de economia mista, flexibiliza significativamente a transparência do contrato. Exemplo é a contratação da mesma Quarter pela Secretaria de Turismo para administrar as Centrais de Informação Turística (CITs). Na prestação de contas, a agência é obrigada a fornecer holerite de todos os contratados. Isso torna público, por exemplo, que a Bárbara Correia Moraes, irmã dos donos da Quarter, é contratada com salário de R$ 19,2 mil como coordenadora.
Já nos processos de prestação de contas dos contratos intermediados pela SPTuris só são incluídas as notas fiscais da Quarter cobrando a SPTuris com o número de acionamentos e o valor a ser pago. A agência não informa quem trabalhou, fazendo o que, nem onde. Também não comprova que o serviço foi prestado.
Tal modelo dá uma grande abertura ao nepotismo a partir de nomeações cruzadas que não seriam aceitas no serviço público. É o caso da contratação, pela Quarter, tanto da filha quanto a ex-esposa de Marcelo Alves Ribeiro, coordenador de eventos da Secretaria de Turismo e, na prática, a pessoa responsável pela gestão do contrato com a Quarter.
A coluna teve acesso a diversas imagens mostrando Vanessa, ex-mulher de Marcelo, e a filha deles, contratadas pela Quarter para trabalhar para a área de eventos da SMTur, comandada exatamente por Marcelo. O coordenador hoje é casado com Bruna Gadelha, ex-chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Segurança. Os dois são sócios de uma construtora e recentemente terminaram a construção de quatro casas no litoral norte.
Procurada para comentar o caso, a prefeitura não respondeu. A Quarter disse que “eventuais prestações de serviço podem ocorrer de forma pontual, especialmente em funções operacionais típicas do setor de eventos, sempre com documentação fiscal regular”. A empresa citou a LGPD para não confirmar se a ex-esposa e a filha de Marcelo Ribeiro prestaram serviço para a prefeitura a partir da agência.
Atas de registro de preço
A Quarter, como já mostrou a coluna, tem oito contratos com a SPTuris para oferecer “guias turísticos”, “produtores executivos” e “recepcionistas”, entre outros postos. A DKS, que passou a ser menos acionada depois de ser alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), fornece “serviços de apoio ao trânsito para eventos” e “agente de apoio operacional”.
As contratações acontecem pelo modelo de “empreitada por preço único”. A SPTuris abre edital para contratar o serviço e, no mesmo dia, a Quarter ou a DKS apresentam uma ata de registro de preço de outro contrato com a própria SPTuris e fecham contrato para fornecer centenas de milhares de diárias por um valor fixo.
Parte destas contratações é visível. É o caso, por exemplo, dos guias de turismo que atuam uniformizados em eventos organizados ou apoiados pela prefeitura. A Quarter é acionada para fornecer determinado número de guias bilíngues e recebe R$ 1.534 pela diária de cada um deles, pagando R$ 570 para cada trabalhador, sempre como pessoa jurídica (PJ). Só no Carnaval, oficialmente, a prefeitura contratou 2,9 mil diárias, o que tem um custo de aproximadamente R$ 4,5 milhões aos cofres públicos.
A maior parte dos pagamentos da SPTuris à Quarter, porém, é relativa pelo fornecimento de “produtores”. São R$ 94 milhões só em contratos vigentes para cessão deste tipo de profissional, que tem um escopo de trabalho amplo – isso em tese, porque a coluna não encontrou nada nos processos que explique o que faz um produtor.
Isso permite que sejam “produtores” tanto os profissionais que organizavam o carnaval nas ruas de São Paulo quanto pessoas que dão expediente de forma contínua nas sedes das secretarias de Cultura e Turismo. A própria Cultura, porém, disse ao MPT que não tem como calcular quantos eram os trabalhadores nesta situação no ano passado, já que ela não tem relação com as terceirizadas, que prestam serviço à SPTuris.
Pelo mais recente contrato assinado, a SPTuris paga R$ 1.315 à Quarter por cada acionamento de um produtor. Só em um dia de pré-Carnaval foram 247 acionamentos. A documentação pública não informa quem foi contratado, para fazer o que, nem onde.
A prefeitura tem mantido os dados da SPTuris em 2025 indisponíveis no site da Transparência. Assim, é incalculável o valor pago às duas agências por esses acionamentos no ano passado. Em 2024 foram R$ 50 milhões só para a Quarter. Desde então, os contratos ficaram maiores.
Rede de empresas e investigação do MPT
O MPT abriu inquérito em abril do ano passado para investigar a terceirização na Secretaria de Cultura a partir da DKS, empresa representada por Victor Moraes junto à pasta. Ele e o irmão Marcelo Moraes são apontados como os donos, de fato, da Quarter – Marcelo responde pela agência perante a prefeitura, assinando como diretor.
Segundo a denúncia recebida pelo MPT, quem selecionava pessoas para trabalharem pela DKS eram funcionários da Secretaria de Cultura. “Em muitos casos, a pessoa vai trabalhar diretamente na secretaria, comparecendo todos os dias, com folha de ponto, férias informais, subordinação, onerosidade, enfim, cumprindo todos os requisitos da relação de emprego, mas recebendo enquanto MEI, como se prestasse uma atividade pontual externa”, diz a denúncia.
Isso foi corroborado por dezenas de depoimentos já colhidos pelo MPT. Uma das testemunhas disse que que prestou serviços à Secretaria de Cultura por meio da empresa DKS, com contrato sempre mensal, mas contínuo. Relatou também que trabalhava presencialmente na Secretaria de Cultura e respondia a uma diretora da pasta.
Outro trabalhador da secretaria relatou que prestava serviço à DKS, dentro da pasta, desde 2021, analisando documentação dos editais de premiação para casas noturnas e centros culturais. É a equipe dele, terceirizada, quem analisa prestações de contas de projetos. Outros diversos relatos apontam que era a própria secretaria que escolhia quem seria contratado. A DKS apenas recebia o dinheiro e repassava uma parte ao trabalhador, ficando com o restante.
Cobrada pela MPT em 29 de agosto do ano passado, a Secretaria de Cultura disse em novembro que a situação é “delicada”, afirmou que o contrato com a DKS estava para vencer e se comprometeu a “buscar formas de atender as exigências do MPT nos próximos contratos”. À coluna, a prefeitura disse que não utiliza os serviços da DKS desde setembro de 2025. Na verdade, ontem (23/2) mesmo a SPTuris pagou R$ 11 mil à DKS por um acionamento em janeiro.
O que dizem os envolvidos
A coluna enviou a seguintes perguntas à prefeitura de São Paulo:
- Por que a prefeitura opta pelo modelo de contratação que envolve a SPTuris? Se há necessidade de terceirizar mão de obra na Cultura e o dinheiro sai da Cultura, por que a Cultura não realiza a contratação?
- Por que as prestações de contas não envolvem qualquer necessidade de transparência sobre o que foi executado, onde e por quem?
- Reforço pergunta já feita: quantas pessoas terceirizadas a partir da DKS e da Quarter dão expediente diário nas Secretarias de Cultura e Turismo e na SPTuris?
- Reforço pergunta já feita: quanto a SPTuris pagou à DKS e à Quarter em 2025 e 2026?
A prefeitura respondeu com a seguinte nota:
A Prefeitura de São Paulo informa que desde setembro de 2025 não utiliza os serviços da DKS e não tem mais contrato com a empresa. Em relação ao que o Portal Metrópoles chama equivocadamente de terceirização, a administração informa que se trata de fornecimento de mão de obra eventual para eventos específicos promovidos por cada pasta. Vale ressaltar que todo o serviço tem estimativa de custo e sua respectiva prestação de contas. Conforme já informado ao Metrópoles, o prefeito Ricardo Nunes determinou abertura de processo investigatório na Controladoria Geral do Município para apurar a veracidade das denúncias apresentadas pelo portal.
Já a Quarter se posicionou com a nota abaixo:
É falsa a afirmação de que a sócia administradora seria “laranja”. Ela atua de forma ativa e comprovável na condução do negócio, com registros em e-mails, fotos e documentações de participação em decisões administrativas e operacionais, incluindo aprovações e acompanhamento de entregas. Há lastro patrimonial e fiscal compatível, com origem lícita e evolução coerente com os rendimentos declarados e todos os impostos pagos, o que afasta qualquer narrativa baseada em ilações.
A Agência Quarter adota uma estrutura de governança organizada por níveis de gestão com delegação clara de funções. A sócia administradora exerce atribuições de natureza estratégica e não atua na rotina operacional diária — o que é compatível com o porte e a dinâmica da empresa, sobretudo em operações que mobilizam centenas de profissionais por demanda. Sua atuação é comprovada por aprovações formais de contratos e pagamentos, participação em decisões administrativas e financeiras, registros societários, assinaturas em atos formais e plena compatibilidade patrimonial e fiscal declarada.
A Quarter executa contratos para a realização de eventos e operações sob demanda, mobilizando profissionais conforme o escopo e o cronograma de cada projeto, sem qualquer lotação permanente em secretarias ou repartições públicas. A divulgação de lista nominal de colaboradores não é pertinente, por envolver dados pessoais protegidos pela LGPD; as informações trabalhistas e previdenciárias permanecem disponíveis aos órgãos fiscalizadores competentes.
Os prestadores de serviço são contratados com base em critérios técnicos, operacionais e de disponibilidade. A empresa não possui competência legal para investigar vínculos familiares de pessoas físicas com agentes públicos ou detentores de mandato eletivo. Quando pertinente, declarações relacionadas a pessoas politicamente expostas são coletadas no momento do cadastro, sendo a verificação formal atribuição exclusiva dos órgãos de controle. Todas as contratações são formalizadas com documentação fiscal regular e permanecem disponíveis para fiscalização.
Os valores dos contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo e com a São Paulo Turismo (SPTuris) são integralmente públicos e constam nos respectivos Portais da Transparência, conforme determina a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Para uma análise precisa, é fundamental distinguir entre o valor total contratado (teto máximo autorizado), o valor empenhado e o valor efetivamente pago, uma vez que esses montantes não são equivalentes. Além disso, os valores variam anualmente conforme o volume de eventos demandados, não constituindo receita fixa.
Os processos administrativos de pagamento tramitam em sistema próprio do órgão contratante, ao qual cabe definir a instrução processual. Nos termos da legislação de contratações públicas, a liquidação exige nota fiscal e ateste do fiscal do contrato. A documentação operacional detalhada — como ordens de serviço, escalas, registros de presença e relatórios — permanece arquivada pela contratada e pelo contratante, sendo disponibilizada em caso de fiscalização formal. A ausência desses documentos no processo de pagamento não implica inexistência, mas tão somente distinção de natureza documental.
No que se refere a fornecedores específicos, a Quarter pode contratar empresas do setor de eventos para projetos determinados, sempre com formalização contratual e documentação fiscal regular, sem que isso implique vínculo societário ou empregatício permanente. Profissionais do mercado podem manter trajetórias independentes mesmo que atuem no mesmo segmento, e eventuais diretores ou gestores da empresa exercem funções com escopo contratual definido, observados critérios técnicos e experiência comprovada.
No que diz respeito a pessoas físicas mencionadas nominalmente, eventuais prestações de serviço podem ocorrer de forma pontual, especialmente em funções operacionais típicas do setor de eventos, sempre com documentação fiscal regular. Em outros casos, após verificação interna, pode não haver qualquer registro de vínculo ou contratação. Em respeito à LGPD e à proteção de dados pessoais, confirmações individualizadas dependem de base documental adequada ou de requisição formal por autoridade competente.
*Texto alterado às 14h49 para inclusão de informações, incluindo novo posicionamento da Quarter.
fONTE: mETRÓPOLES

