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  • Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico

    Associação de Jornalismo Investigativo denuncia Fiems por assédio jurídico

    A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu nota, nesta terça-feira (29), manifestando preocupação com o episódio de assédio judicial perpetrado pela Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) contra jornalistas e diretores do Jornal Midiamax. Ao todo, são 17 ações criminais.

    Na nota, a entidade lembra que o sindicato patronal já acionou o jornal na esfera cível em junho. Nas últimas semanas, a Fiems processou repórteres, editores e o sócio-fundador do Jornal Midiamax, questionando a atuação da equipe em reportagens investigativas.

    “O assédio judicial é uma tentativa de silenciamento de jornalistas e comunicadores que se faz pelo uso abusivo do sistema judicial, em diversas estratégias. Tanto o uso do direito penal de modo desproporcional quanto a mobilização de ações judiciais em massa reforçam o caráter de assédio deste caso”, diz o comunicado.

    Por fim, a Abraji cita jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), que proíbe a apresentação frequente de ações como forma de limitar a atuação da imprensa, e pede que o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) tome medidas para evitar a intimidação contra os jornalistas.

    “A Abraji denuncia esse episódio e insta ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul para que adote as medidas cabíveis para cessar o efeito intimidatório dessas ações, reconhecendo que se trata de mais um episódio de assédio judicial. E, assim, não dê prosseguimento a esta tentativa de intimidação, evitando maiores danos à liberdade de imprensa”, conclui a nota.

    A entidade, fundada em 2002, foi uma das principais articuladoras do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, rede de 24 organizações cuja pressão foi fundamental para a redação e aprovação da Lei de Acesso à Informação, em 2011.

    Assédio judicial: Fiems tenta barrar denúncias de corrupção com 17 ações contra jornalistas

    A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) entrou com 17 ações na Justiça estadual para interpelar repórteres do Jornal Midiamax, prática conhecida como assédio judicial. 

    A ofensiva da entidade, chefiada por Sérgio Longen, por meio de interpelações judiciais contra profissionais de imprensa, ocorre após a publicação de reportagens com denúncias que revelaram suspeitas de irregularidades envolvendo membros da diretoria, que estariam usando uma rede de CNPJs ‘laranjas’ para manter contratos de difícil mensuração. Vale ressaltar que a Fiems recebe recursos parafiscais de natureza pública, repassados pela Receita Federal, num montante que chega a R$ 60 milhões somente neste ano.

    Em vez de responder objetivamente aos questionamentos formulados pela reportagem ou apresentar documentos que esclareçam as suspeitas de desvios, a cúpula da federação optou por mover a máquina jurídica como instrumento de pressão psicológica e financeira contra os profissionais da imprensa. 

    Primeiramente, o advogado da entidade apresentou 12 ações. Em outro momento, entrou com mais cinco processos. Ao Jornal Midiamax, o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral, que representa a Fiems, disse que não comenta processos judiciais em curso.

    Entidades de jornalistas condenam assédio judicial da Fiems contra profissionais

    Entidades representativas de jornalistas no Brasil manifestaram solidariedade aos repórteres do Jornal Midiamax. A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) emitiu nota de repúdio.

    “A quantidade de medidas, sua concentração em curto período e, sobretudo, o direcionamento de procedimentos contra profissionais que participaram da produção das reportagens despertam preocupação quanto ao potencial uso da judicialização como mecanismo de intimidação e constrangimento do trabalho jornalístico”, diz a Fenaj.

    Na nota, assinada em conjunto com o Sindjor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), as entidades avaliam que as reportagens foram produzidas “no exercício profissional e relacionadas a temas de interesse público”.Advogado que representa o Jornal Midiamax, Thiago Nascimento Lima classifica a ofensiva jurídica da Fiems como uma forma de cercear o direito à liberdade de imprensa. “O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que o uso reiterado do Poder Judiciário com o intuito ou o efeito de constranger jornalistas e veículos de comunicação configura assédio judicial, prática incompatível com a liberdade de expressão. O direito de ação é legítimo, mas deve servir à tutela de direitos e jamais à intimidação do trabalho jornalístico. Seguimos confiando no Judiciário e defendendo, nos autos, o direito do Midiamax de informar e o direito da sociedade de ser informada.”

    Juristas criticam prática de assédio judicial contra jornalistas

    A série de ações contra o Jornal Midiamax também provocou reações em outros setores da sociedade. O advogado e professor de Direito Constitucional André Borges escreveu o artigo “Imprensa livre não pode ter medo”, argumentando que a liberdade de imprensa “é uma das garantias mais importantes de uma democracia”.

    O advogado defende que “sem imprensa livre, o cidadão passa a conhecer apenas aquilo que o poder deseja que ele conheça”.

    No artigo, André Borges argumenta que, apesar de todo cidadão ou instituição ter o direito de recorrer à Justiça, a prática não pode “funcionar como forma de intimidação”.

    O advogado cita também o caso do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que dedicou décadas de carreira a denunciar a corrupção na Amazônia e foi alvo de mais de 30 processos ao longo de sua trajetória. “O custo financeiro, o tempo gasto com advogados e o desgaste pessoal mostram como processos sucessivos podem, por si mesmos, produzir um efeito intimidatório”, diz.

    Fiems se cala

    Em toda a cobertura do Jornal Midiamax sobre todos os fatos envolvendo a Fiems, a reportagem sempre buscou o posicionamento da entidade, através dos canais oficiais e institucionais de comunicação, inclusive com mensagens cobrando respostas da assessoria de comunicação, tudo devidamente documentado.

    No entanto, a Fiems não respondeu aos pedidos de posicionamento feitos pela reportagem e preferiu iniciar uma investida com sequência de 17 processos contra o Midiamax e jornalistas.

    Procuramos novamente a Fiems para se manifestar sobre o assédio judicial usado para intimidar jornalistas e também para se posicionar sobre as notas de repúdio publicadas por entidades contra a prática adotada por Sérgio Longen. No entanto, novamente, não houve retorno. O espaço segue aberto e o texto será atualizado assim que houver manifestação.

    O advogado que representa a Fiems nas interpelações contra jornalistas, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, disse apenas que não comenta processos judiciais em curso.

    Fonte: Midiamax

  • Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas

    Posts impulsionados usam bets para atacar Lula após proibição de apostas

    Nos dois dias seguintes à assinatura da Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virou alvo de publicações na internet para tentar conter o impacto eleitoral positivo da medida.

    Foram sete publicações que incorreram na mesma imprecisão: atribuíram a Lula a liberação das bets. Na verdade, em 2018 o ex-presidente Michel Temer (MDB) autorizou o funcionamento de sites de apostas esportivas em quota única. O problema é que as mesmas plataformas passaram a oferecer os cassinos online – o mais popular deles, o Fortune Tiger, conhecido como Jogo do Tigrinho.

    Até dezembro de 2023, os cassinos online não eram regulamentados, mas funcionavam em uma “zona cinzenta” da legislação. Àquela época, o governo petista sancionou uma lei que criou regras tanto para as apostas esportivas, quanto para o Tigrinho e outros jogos do tipo. Para funcionar dentro da lei, as empresas tiveram de pagar outorga de R$ 30 milhões.

    7 posts de 6 estados em 48h

    Em 26 de setembro, dois anúncios oriundos dos extremos do país – um do Amazonas e outro do Rio Grande do Sul – atacam Lula pela regulação das bets.

    No Amazonas, o candidato a deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos) investiu entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil em uma publicação para atribuir a Lula a responsabilidade de “abrir a porta do Tigrinho”, com base na lei sancionada em dezembro de 2023. A postagem alcançou até 1 milhão de usuários do Instagram.

    No mesmo dia, o candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul, Professor Cláudio Branchieri (PL), afirmou, em post no Instagram, que o governo Lula “ganhou bilhões” com o o Tigrinho e o proibiu a dez dias das eleições.  A publicação teve investimento de menos de R$ 400 e alcançou até 100 mil pessoas.

    Dois dias após a MP

    Cinco novas publicações sobre o assunto surgem nas redes sociais em 27 de setembro. Elas vêm de quatro estados: Mato Grosso, Paraíba, Ceará e Paraná.

    Candidata à presidência pelo Democracia Cristã, a mato-grossense Clariana Barão investiu entre R$ 2 mil a R$ 2,5 mil em uma publicação que alcançou mais de 1 milhão de usuários do Facebook e do Instagram. A publicação coloca Lula como “pai do Tigrinho” e questiona “por que só agora?” e classifica a MP como uma medida provisória.

    Também do Mato Grosso, o  candidato a deputado federal Nilson Leitão (PP-MT) investiu menos de R$ 1 mil para alcançar até 500 mil pessoas nas redes sociais. Ele chama a MP que proíbe as bets de “jogada eleitoral e hipocrisia”.

    Na Paraíba, a página Blog do Milton Figueiredo replicou um vídeo da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, no qual o candidato do PL à presidência chama Lula de “pai do Tigrinho” e diz que a MP contra as bets é um “desespero” devido ao cenário eleitoral.

    A publicação alcançou mais de 1 milhão de pessoas no Instagram e no Facebook, com menos de R$ 100 de investimento.

    Já no Ceará, a publicação impulsionada é do Vereador PPCell (PL), que se candidatou a deputado federal. Ele alcançou mais de 1 milhão de pessoas, investindo menos de R$ 300. No vídeo, o candidato aparece de camisa preta escutando relatos de pessoas viciadas ou próximas de Lula e diz que o petista foi quem “liberou as bets”.

    No Paraná, o impulsionamento vem de Reinhold Stephanes Junior (PL), candidato a deputado federal. A publicação omite parte da informação correta, diz que os sites de apostas só saem do ar no dia 6 de outubro, dois dias após as eleições – o que é fato, mas deixa de explicar que já não se pode mais depositar dinheiro em nenhuma plataforma.

    A publicação do candidato paranaense alcançou até 1 milhão de contas do Instagram, com menos de R$ 700 investidos em impulsionamento.

    Fonte: METRÓPOLES

  • Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques

    Chefe jurídico de Flávio Bolsonaro dividiu defesas com irmã e amigo de Nunes Marques

    O advogado que comanda o setor jurídico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL, tem um histórico de atuação conjunta com duas pessoas diretamente ligadas ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a irmã do magistrado, Karine Nunes Marques, e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Júnior, de quem o próprio ministro afirma ser amigo.

    A relação chama atenção porque Nunes Marques já informou publicamente que se declara impedido de atuar em processos nos quais Otto representa alguma das partes justamente em razão dessa amizade.

    Documentos judiciais mostram, porém, que Otto trabalhou repetidas vezes ao lado de Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, hoje responsável pela estratégia jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Em algumas dessas causas, a dupla dividiu a defesa também com Karine, irmã do ministro.

    Não há, por si só, irregularidade na atuação conjunta dos advogados. O caso levanta, no entanto, uma questão sobre os limites adotados pelo próprio ministro para preservar sua imparcialidade.

    Tracy Reinaldet integra a coordenação jurídica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ao lado da ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri. Segundo reportagens publicadas quando a equipe foi anunciada, cabe a Tracy centralizar demandas da campanha e orientar juridicamente os diretórios estaduais e outras áreas.

    Tracy não aparece como advogado de Flávio Bolsonaro em processos no TSE, corte atualmente presidida por Nunes Marques. A atuação direta de Tracy na defesa do candidato aparece, porém, no Supremo Tribunal Federal.

    Nunes Marques é atualmente relator no STF de ao menos um processo em que Flávio Bolsonaro aparece como requerente e Tracy Reinaldet como seu advogado. Trata-se da Petição 16.220, protocolada em 10 de junho deste ano e distribuída ao gabinete do ministro.

    O processo, de natureza criminal, tem Flávio como requerente e o presidente Lula como requerido. Tracy aparece oficialmente entre os três advogados do candidato do PL.

    O caso nasceu de uma notícia-crime apresentada por Flávio Bolsonaro contra Lula. A defesa de Flávio pediu ao STF a abertura de inquérito para apurar supostos crimes de ameaça e incitação ao crime por declarações feitas por Lula em 2 de junho, durante a inauguração do campus do Instituto Federal Goiano em Catalão (GO).

    A ação se baseia numa fala em que Lula chamou integrantes da família Bolsonaro de “traidores” e “vendilhões da pátria”. ANa mesma fala, Lula afirmou que Joaquim Silvério dos Reis foi enforcado e perguntou o que mereceriam os ‘traidores da pátria’. A defesa sustenta que a associação equivaleria a uma ameaça contra Flávio e a uma incitação à violência.

    Tracy Reinaldet recebeu de Flávio procuração específica para apresentar a notícia-crime. O processo foi autuado em 10 de junho e, uma semana depois, distribuído ao ministro Nunes Marques, que se tornou seu relator.

    Em julho, a defesa voltou aos autos alegando um “fato superveniente”: novas declarações de Lula sobre “traidores” durante a convenção do PDT. Pediu novamente a apuração e responsabilização do presidente, argumentando que as declarações representariam uma reiteração da conduta denunciada inicialmente. O processo permanece atualmente no gabinete de Nunes Marques, sem decisão.

    A relação entre os advogados está nos autos

    A proximidade profissional entre Tracy e Otto não depende apenas de relatos de terceiros. Ela aparece em documentos oficiais do Judiciário.

    No Agravo em Recurso Especial 2.312.076, julgado pelo Superior Tribunal de Justiça, Otto Medeiros e Tracy Reinaldet aparecem simultaneamente entre os advogados da Cervejaria Petrópolis. O acórdão do STJ registra Otto, Tracy e outros profissionais na mesma defesa.

    Há casos ainda mais explícitos. Na defesa do empresário Walter Faria, dono da Cervejaria Petrópolis, Tracy, Otto e Karine Nunes Marques atuaram conjuntamente. Documento do Tribunal Regional Federal da 3ª Região registra os três nominalmente como impetrantes de um habeas corpus.

    O mesmo grupo aparece em processos que chegaram ao STJ. No conflito de competência 180.895, por exemplo, os autos também registram entre os advogados de Walter Faria os nomes de Tracy, Otto e Karine.

    Outro processo no STJ, o Pedido de Tutela Provisória 4.018, relativo à mesma Cervejaria Petrópolis, volta a reunir os três nomes na lista de advogados.

    A parceria profissional se prolongou no tempo. Em decisão publicada em março de 2025, Otto e Tracy aparecem novamente, juntos, entre os advogados da Cervejaria Petrópolis, em recurso analisado pela ministra Nancy Andrighi, no STJ.

    Karine, por sua vez, também possui histórico documentado de atuação conjunta com Otto fora das causas em que Tracy aparece. Em processo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por exemplo, uma apelação de 2023 foi assinada conjuntamente pelos dois.

    Nunes Marques admite amizade com Otto

    A relação entre Otto Medeiros e Kassio Nunes Marques veio novamente à tona em agosto deste ano, a partir das investigações envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

    Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Luchsinger afirmou que Otto seria “sócio” de Nunes Marques. O ministro negou a existência de sociedade profissional ou empresarial entre ambos. Confirmou, porém, a relação de amizade.

    Mais do que isso: segundo manifestação de Nunes Marques divulgada na ocasião, a amizade é justamente a razão pela qual ele se declara impedido nos processos em que Otto representa alguma das partes.

    Há registro concreto desse afastamento. Em julgamento da Petição 8.411, no STF, Otto Medeiros aparece como advogado de uma das partes e Nunes Marques consta formalmente como impedido, ao lado do ministro Cristiano Zanin.

    Tracy passou a comandar o jurídico de Flávio

    Tracy Reinaldet assumiu neste ano papel central na campanha de Flávio Bolsonaro. Em março, foi anunciado como responsável pela coordenação jurídica da candidatura, com a tarefa de concentrar demandas judiciais, estruturar manifestações e orientar juridicamente diretórios estaduais e outros setores da campanha. Antes disso, já havia defendido Jair Bolsonaro.

    A atuação para Flávio não se restringe ao ambiente eleitoral. O próprio sistema do Supremo registra Tracy como advogado do senador em diferentes processos. Na Petição 16.307, uma queixa-crime de Flávio contra o deputado André Janones, Tracy integra a defesa ao lado de Matteus Beresa de Paula Macedo e Leonardo Castegnaro.

    O advogado também representa Flávio no Inquérito 5.045, aberto neste ano no STF e relatado por Alexandre de Moraes. E aparece ainda na defesa do candidato em investigação relativa ao caso Dark Horse.

    O que precisa ser esclarecido

    Tracy e Otto não integram o mesmo escritório ou mantêm uma sociedade formal, e a atuação conjunta em processos passados, isoladamente, não estabelece impedimento automático de um ministro em causas futuras de qualquer um dos advogados.

    O caso, no entanto, demonstra mostra uma rede profissional concreta: Tracy e Otto aparecem juntos em diferentes processos; ambos já atuaram ao lado de Karine; Otto mantém uma amizade que Nunes Marques considera suficiente para não julgar suas causas; e Tracy passou a comandar o jurídico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, inclusive representando-o em processo atualmente relatado por Nunes Marques.

    A reportagem procurou Tracy Reinaldet, Otto Medeiros e Karine Nunes Marques para saber qual é a natureza atual das relações profissionais entre os três advogados; se Tracy e Otto mantêm sociedade, parceria profissional ou compartilhamento de clientes; se Tracy integra ou integrou escritório do qual Otto ou Karine façam parte.

    Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

    Fonte: ICL

  • PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção

    PF acha R$ 220 mil em operação que mira acordo entre deputado e facção

    Investigadores da Polícia Federal (PF) encontraram pilhas de dinheiro durante operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29/9) para apurar a negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa. A coluna apurou que o grupo se trata da Nova Okaida, que atua em comunidades da Paraíba (PB). O dinheiro foi contabilizado em R$ 220 mil.

    O deputado estadual Caio Roberto (MDB) (foto em destaque) e Júnior Pires, secretário chefe do Procon de João Pessoa (PB) são alvos da operação.

    Batizada de Zona de Influência, a ação policial cumpre sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, de um secretário municipal de João Pessoa.

    Acordo com criminosos

    Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.

    Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.

    A investigação apura crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.

    Fonte: Metrópoles

  • CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”

    CEO da Quaest: “Lula volta a ter probabilidade de reeleição acima de 50%”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na última semana de campanha antes do primeiro turno das eleições de 2026 na liderança da corrida presidencial, registrando 39% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa Quaest/Globo divulgada nesta segunda-feira (28/9). Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), aparece na sequência, com 34% da preferência do eleitorado. Nas projeções de segundo turno, ambos estão empatados, com 42%.

    Segundo a pesquisa, Lula registrou uma melhora consistente em seus índices de aprovação geral. “Semana passada o saldo negativo do governo era de -6 pontos percentuais. Agora, esse saldo negativo caiu para -3 pontos percentuais. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição”, diz o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.

    De acordo com Nunes, a recuperação de terreno de Lula acontece de forma mais clara entre:

    • Mulheres: onde havia um empate técnico duas semanas atrás, Lula abriu uma vantagem expressiva de nove pontos percentuais.
    • Eleitores de baixa renda: segmento em que o petista assegura uma frente de 26 pontos percentuais sobre o opositor.
    • Beneficiários do programa Bolsa Família: faixa na qual o presidente retomou a marca de 59% das intenções de voto, contra 27% atribuídos a Flávio.

    “O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do Bolsa Família parece estar muito associada ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana”, avalia o CEO.

    “As mulheres são as que mais se animaram com as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família”, completa.

    Indicadores individuais

    O efeito positivo sobre a avaliação da gestão também impulsionou os indicadores individuais do petista, fazendo o seu potencial de voto oscilar positivamente de 45% para 46%, enquanto a taxa de rejeição recuou de 55% para 54%. Do outro lado, o candidato Flávio Bolsonaro manteve estabilidade nos patamares anteriores, sustentando 43% de potencial de voto e 56% de rejeição.

    No que tange aos cenários de eventual segundo turno, Lula e Flávio voltaram a empatar numericamente na simulação de disputa direta, ambos com 42% das intenções. Enquanto o candidato do PL manteve o mesmo percentual registrado nas últimas três rodadas, o atual chefe do Executivo avançou dois pontos percentuais no mesmo intervalo, com 3% de eleitores indecisos e 13% inclinados a votar em branco ou nulo.

    Nossa Senhora

    Segundo Felipe Nunes, o levantamento aponta uma recuperação do petista na base católica, ona qual Lula abriu 13 pontos de vantagem — o melhor desempenho no segmento desde agosto —, ao mesmo tempo em que a margem favorável a Flávio entre os eleitores evangélicos registrou retração.

    “O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo Nossa Senhora de Aparecida foi iniciado nas redes. Mas há forte evidência de que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos”, finaliza Nunes.

    O CEO da Quaest, no entanto, faz uma ressalva: “A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial”.

    Fonte: Metrópoles

  • Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado

    Corrupção: PF acha celular no esgoto e R$ 87 mil em buscas contra deputado

    Operação da Polícia Federal (PF) contra corrupção eleitoral no Pará (PA) resultou na apreensão de dinheiro, aparelhos eletrônicos, documentos e veículos no domingo (27/9). Os investigadores encontraram R$ 87 mil em espécie, divididos em sacolas e envelopes, sinalizados com nomes de pessoas, além de um celular escondido no esgoto de um endereço ligado ao deputado federal Antônio Doido (foto em destaque), conforme apurou a coluna.

    Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) em endereços ligados ao parlamentar, que concorre à reeleição. A investigação apura a prática de crimes relacionados às Eleições 2026. Uma pessoa foi presa em flagrante sob acusação de corrupção eleitoral.

    Apreensões

    Nas buscas, os investigadores apreenderam R$ 87.475 em espécie. Parte do dinheiro estava em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de relação com nomes e registros de assinaturas de recebimento.

    Em um dos imóveis, um aparelho celular foi encontrado escondido no sistema de esgoto, nas proximidades de duas sacolas contendo diversos maços de dinheiro em espécie.

    Os materiais apreendidos serão analisados, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos valores, bem como a possível ligação dos elementos arrecadados à prática de ilícitos eleitorais.

    A PF informou que as investigações seguem para o esclarecimento dos fatos e a identificação de eventuais envolvidos.

    fonte: Metrópoles

  • Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF

    Relator vota para manter Gonet à frente do caso Master e contra pedido de investigação no Conselho do MPF

    O subprocurador-geral Francisco Sanseverino votou para mantero procurador-geral da Repúplica, Paulo Gonet, à frente das investigações do caso Master e contra a abertura de uma investigação interna no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) sobre a atuação de Gonet. O caso está sendo analisado pelo colegiado após diálogos do banqueiro Daniel Vorcaro citarem o procurador-geral, além de uma foto de Vorcaro e Gonet em um evento em Londres.

    Sanseverino alegou que uma decisão sobre eventual impedimento ou suspeição de Gonet no caso Master caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF), não ao Conselho do MPF.

    — Quanto ao afastamento da atuação do PGR nas petições em decorrência de causa processual de impedimento ou suspeição nos autos eu não conheço do pedido — disse Sanseverino. — Eventual questão processual de impedimento ou suspeição do PGR não se situa na esfera de competência deste conselho superior. A questão das suspeição do PGR deveria ser arguida no STF e avaliada pelo juiz, portanto não conheço da arguição.

    Na sequência do voto, ele acrescentou que é contra uma investigação interna por não existirem conversas diretamente entre Gonet e Vorcaro. As mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que o contato ocorreria por meio do advogado Ciro Soares, próximo ao dono do Banco Master.

    A notícia de fato analisada pelo Conselho foi aberta a partir de uma representação apresentada por deputados do Novo. Os parlamentares pediram que Gonet fosse afastado da condução das investigações relacionadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro e que um subprocurador-geral da República fosse designado para atuar nesses casos, sob o argumento de que as menções ao chefe da PGR nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal poderiam comprometer sua imparcialidade.

    Ao tratar desse ponto, Sanseverino segue na análise dos pedidos formulados pelo partido na notícia de fato. O voto do relator, no entanto, não se encerra nessa questão. Ele ainda precisa se manifestar sobre os demais pontos levantados na representação e sobre a existência, ou não, de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação a respeito da atuação de Gonet nos procedimentos relacionados ao Master.

    A expectativa entre integrantes da instituição é que o procedimento não resulte na abertura de uma investigação contra o chefe da PGR.

    A avaliação feita por integrantes do Ministério Público ouvidos pelo GLOBO às vésperas da sessão é que, apesar do desgaste sofrido por Gonet nas últimas semanas, não há, até o momento, uma sinalização de maioria no colegiado favorável ao aprofundamento da apuração. O cenário, contudo, só será definido durante a sessão, a partir do voto do relator e das manifestações dos demais conselheiros.

    O Conselho vai decidir se há elementos suficientes para que um subprocurador-geral da República seja designado para investigar eventual prática de crime comum atribuída a Gonet na condução das apurações relacionadas ao Banco Master. O procedimento se concentra sobretudo na atuação da PGR em processos envolvendo o Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Como o procedimento envolve o próprio Gonet, a sessão é presidida pelo vice-presidente do Conselho, Nicolao Dino. Depois da apresentação do voto do relator, os demais integrantes votarão em ordem reversa de antiguidade.

    A expectativa de que o resultado seja favorável a Gonet ocorre mesmo depois de uma piora no ambiente interno em relação ao procurador-geral. Como mostrou o GLOBO, a divulgação, na sexta-feira passada, de uma fotografia na qual Gonet aparece ao lado de Vorcaro, em Londres, fumando charuto, provocou indignação entre integrantes da carreira e aumentou o desgaste.

    Até a publicação da imagem, as críticas eram mais isoladas e Gonet ainda encontrava uma defesa mais ampla dentro da instituição, apesar do constrangimento provocado pelas mensagens encontradas pela Polícia Federal.

    A fotografia tornou o ambiente mais desfavorável ao procurador-geral, inclusive entre integrantes do MPF que até então vinham defendendo sua atuação.

    O incômodo também chegou a integrantes do próprio Conselho. Nos últimos dias, conselheiros relataram surpresa e desconforto com o conteúdo das mensagens divulgadas. Ainda assim, esse mal-estar não se traduziu, até agora em uma sinalização de votos suficientes para a abertura de uma investigação.

    Em nota divulgada após a revelação da imagem, a PGR confirmou a autenticidade da fotografia e afirmou que o próprio Gonet já havia admitido publicamente ter participado do evento em Londres, ao lado de outras autoridades.

    A Procuradoria ressaltou ainda que o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo, afirmou durante o julgamento da semana passada que não havia identificado nada de grave nas menções feitas ao procurador-geral nas mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

    Gonet também se manifestou no procedimento em tramitação no Conselho. O procurador-geral negou manter relação de amizade com Vorcaro e afirmou não possuir interesse pessoal nos processos relacionados ao ex-banqueiro. Sustentou ainda que não há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração sobre sua conduta.

    O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e tem dez integrantes: o procurador-geral e o vice-procurador-geral da República, que são membros natos, além de oito subprocuradores-gerais eleitos. O corregedor-geral também participa das reuniões, mas não tem direito a voto.

    As menções a Gonet

    O procedimento analisado pelo Conselho tem como pano de fundo mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. Parte das conversas ocorreu entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que já atuou para o Banco Master e aparece como intermediário de contatos entre Gonet e Vorcaro.

    As mensagens abrangem o período entre 2024 e 2025. Em abril de 2024, Ciro disse a Vorcaro que “Gonet é firme” e acrescentou que “amizade é tudo”. Já em março de 2025, o advogado enviou ao banqueiro uma fotografia ao lado do procurador-geral e escreveu: “Liga aqui. Ele quer falar com você”. Na sequência, aparecem registros de chamadas telefônicas, uma delas com duração de três minutos e 49 segundos. A PF não identificou o conteúdo das ligações.

    Em outros momentos, Ciro encaminha a Vorcaro mensagens que atribui a Gonet. Em uma delas, o procurador-geral teria dito estar “na torcida” pelo banqueiro. Em outra, o advogado afirma que Gonet iria a Londres com o grupo. As conversas também fazem referências a charutos e uísque e registram uma pergunta sobre a possibilidade de o filho do procurador-geral participar da viagem.

    Gonet nega manter relação de proximidade com Vorcaro. Durante a sessão do Supremo da semana passada, afirmou que encontrou o ex-banqueiro uma única vez, em Londres, na presença de outras autoridades, e classificou o contato entre os dois como “brevíssimo e banal”. Em manifestação encaminhada ao Conselho Superior, também afirmou se considerar plenamente apto a continuar atuando nos procedimentos relacionados ao Master.

    Como será a sessão

    Embora seja presidente do Conselho, Gonet não participará da deliberação sobre o próprio caso. Com isso, nove dos dez integrantes do colegiado estarão aptos a votar.

    O primeiro a se manifestar será o relator do procedimento, o subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, que apresentará o relatório. Pelo regimento, após essa etapa poderão ocorrer sustentações orais, caso tenham sido requeridas, com duração de até 15 minutos. Sanseverino então apresentará seu voto e, na sequência, os demais conselheiros votarão em ordem inversa de antiguidade. Nicolao Dino, por presidir a sessão, votará por último.

    A sessão desta sexta-feira não decidirá diretamente se Gonet cometeu alguma irregularidade. O que estará em discussão é se existem elementos suficientes para designar um subprocurador-geral da República para investigar eventual prática de crime comum atribuída ao chefe da PGR. Essa atribuição do Conselho está prevista na Lei Complementar 75, que organiza o Ministério Público da União.

    Se prevalecer o entendimento de que não há elementos para avançar, o procedimento poderá ser arquivado. Caso o Conselho entenda que os fatos merecem aprofundamento, será designado um subprocurador para conduzir a apuração. Um pedido de vista de qualquer conselheiro também pode interromper o julgamento.

    Não há, até o momento, indicação oficial de que Gonet fará uma manifestação durante a sessão. Sua posição já foi apresentada por escrito ao Conselho. Por ser diretamente interessado no procedimento, ele não participará da deliberação, que será conduzida por Nicolao Dino.

    Fonte: OGLOBO

  • Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira

    Posts sobre Aparecida bombam nas redes; Flávio Bolsonaro diz não querer ‘destituir’ padroeira

    Publicações que comentam uma tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil ganharam centenas de milhares de visualizações nas redes sociais entre a noite desta quinta-feira (24) e a manhã desta sexta (25). No Google Trends, buscas por Nossa Senhora Aparecida chegaram ao maior patamar dos últimos 3 meses.

    O assunto ganhou força depois que publicações passaram a recuperar um projeto apresentado no Congresso em 2007, relacioná-lo ao bolsonarismo e transformar. A participação da jornalista Maria Cristina Fernandes, na Globonews, comentando uma reação de católicos a uma possível retomada do projeto, turbinou o assunto nas redes. A emissora fez uma errata e desmentiu a informação.

    Diante da repercussão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gravou um vídeo – aparentemente a bordo de um jatinho – para negar qualquer intenção de promover a mudança.

    Um dos posts de maior alcance foi publicado pelo perfil Muka. Ele mostrou imagens do Projeto de Lei 2.623/2007 e afirmou: “Aqui está o projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil”. A publicação também dizia que Flávio estaria comprometido com a medida e acumulava cerca de 259 mil visualizações na manhã desta sexta.

    O projeto exibido na publicação existe, mas foi apresentado há quase duas décadas pelo então deputado Professor Victório Galli, pastor evangélico que na época era filiado ao PMDB de Mato Grosso e que hoje é aliado da família Bolsonaro. Ele chegou a ser nomeado em 2019 para atuar como assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro.

    O texto propunha alterar a lei que instituiu 12 de outubro como feriado nacional para trocar a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada na Câmara e arquivada em agosto de 2008.

    De projeto antigo a argumento eleitoral

    A recuperação da proposta de 2007 rapidamente passou a ser usada para estabelecer uma ligação entre o episódio e o bolsonarismo.

    A passagem de Galli pelo governo Bolsonaro, porém, não transforma a proposta de 2007 em um projeto de Flávio nem comprova a existência de uma articulação atual para aprová-la.

    Outras publicações avançaram diretamente sobre o terreno eleitoral.

    Já o perfil Jef publicou: “Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil”. O conteúdo chegou a cerca de 54 mil visualizações e 8 mil curtidas.

    A discussão ganhou ainda outras derivações. Bic Müller afirmou que, se grupos evangélicos retirassem o título de Padroeira do Brasil, “o próximo passo” poderia ser acabar com feriados católicos.

    Cássio Oliveira, por sua vez, recuperou uma declaração anterior de Flávio na qual o senador afirmou que, caso eleito presidente, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus”. O autor do post relacionou a frase à atual discussão sobre Aparecida.

    A declaração recuperada pelo perfil não contém proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A associação foi feita pelo autor da publicação.

    Post de padre

    A repercussão não ficou restrita aos perfis que relacionaram diretamente o assunto à eleição.

    O padre Sandro Rogério publicou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada de uma mensagem curta: “Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, rogai por nós!”.

    A publicação ultrapassou 3 mil compartilhamentos e ganhou forte repercussão justamente nas horas em que a discussão sobre o título de Padroeira do Brasil se espalhava pelas redes.

    O padre não mencionou Flávio Bolsonaro nem fez referência direta ao projeto de lei. O engajamento da publicação, no entanto, ajuda a dimensionar como a discussão sobre Aparecida mobilizou as redes.

    A ministra Anielle Franco (PT-RJ) também entrou no debate. Ela afirmou que Nossa Senhora Aparecida é “símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro” e disse que “a fé não é moeda de troca eleitoral”.

    Bispo que chutou imagem fez campanha por Bolsonaro

    Entre os “indícios” citados nas redes está o fato de que o pastor Sérgio Von Helder, que ficou nacionalmente conhecido após chutar uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão, em 1995, fez campanha por Jair Bolsonaro em 2018 e chegou a chamar o 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, de “feriado satânico”.

    Naquele ano, Von Helder declarou apoio à candidatura de Bolsonaro e afirmou que o então presidenciável estava “revolucionando o mundo”. O apoio político continuou em 2022, quando o pastor voltou a defender Bolsonaro nas redes e publicou ataques a Lula e alegações sem provas sobre o sistema eleitoral.

    Flávio reage à repercussão

    Com o assunto ganhando força, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo para negar que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

    “Não existe esse projeto”, afirmou.

    Na publicação, o senador acusou adversários de espalharem uma “grande mentira” e declarou respeitar “todas as religiões e também quem não tem religião”.

    A resposta de Flávio também ganhou forte repercussão e acumulava cerca de 170 mil visualizações na manhã desta sexta, além de milhares de curtidas e compartilhamentos.

    Disputa pelo eleitor católico

    A velocidade com que o assunto se espalhou ocorre num momento em que o voto religioso ocupa espaço importante na eleição presidencial.

    Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra comportamentos distintos entre católicos e evangélicos. Entre os eleitores católicos, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 33% de Flávio. Entre os evangélicos, a situação se inverte: Flávio registra 47%, contra 27% do presidente.

    O levantamento ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro nos segmentos religiosos é maior que a da amostra geral.

    A polêmica também surge depois de manifestações recentes de bispos católicos sobre soberania, democracia e as eleições de 2026. Em 7 de setembro, por exemplo, o arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, defendeu a soberania nacional durante missa no Santuário e pediu aos eleitores que votem pensando no “bem comum”.

    Não há evidência de que essas manifestações estejam relacionadas à história que viralizou nesta quinta-feira ou de uma ação institucional da Igreja Católica contra Flávio.

    Nas redes, porém, a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida rapidamente deixou de se limitar ao antigo projeto de lei e passou a integrar a disputa política, com publicações de grande alcance dirigidas diretamente ao eleitorado católico.

    Fonte: ICL

  •  “Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF. 

     “Não durmo dia nenhum”, diz ministro sobre crise na PF. 

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, revelou, em entrevista exclusiva a este colunista, no programa Agora Metrópoles, como atravessou a crise das liminares que afastaram e depois recolocaram Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal. Perguntado se havia conseguido dormir durante o episódio, respondeu: “Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente.”

    A crise expôs divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal e provocou reação entre delegados da PF. Wellington afirmou que a corporação manteve suas atividades durante o afastamento de Andrei e disse que as instituições brasileiras foram capazes de superar o episódio.

    Na entrevista, o ministro também falou sobre o combate às facções criminosas, a atuação do governo no sistema prisional e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A entrevista foi feita junto com Rafael Campos, meu companheiro de bancada no Agora Metrópoles.

    Coluna – Ministro, o senhor enfrentou um momento delicado com decisões judiciais que chegaram a afastar temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal. Como avalia esse período e o que ele revelou sobre as instituições brasileiras?

    Wellington César Lima e Silva – Eu tenho por base analisar essas questões na perspectiva da rigidez e do bom funcionamento das instituições. Obviamente, o ideal de uma democracia é que tenhamos o fluxo das relações sem nenhuma trepidação. Mas, no mundo real, muitas tensões ocorrem, algumas mais agudas, outras menos agudas.

    Esse episódio proporcionou muita mobilização de todos nós que tínhamos de acompanhar seus desdobramentos. Mas a institucionalidade brasileira tem se revelado muito resiliente, muito forte, capaz de fazer a gestão das crises de modo adequado. No final, chegamos a um bom termo.

    O importante a frisar é que, apesar desses eventos, a Polícia Federal não sofreu nenhuma solução de continuidade em seu funcionamento. Houve o andamento normal das atividades operacionais e da gestão durante o pequeno intervalo em que o diretor-geral esteve afastado. Seu substituto imediato desempenhou as tarefas com absoluta tranquilidade e sobriedade, com o apoio do Ministério da Justiça. Superamos bem esse desafio.

    Coluna – O governo tem prometido adotar uma postura mais firme contra o crime organizado. Como o senhor avalia a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelo Escudo das Américas? O que isso representa para o combate às facções?

    Wellington César Lima e Silva – Sua pergunta é uma excelente oportunidade para esclarecer um ponto que considero fundamental: este é um momento de extrema maturidade na condução da política de combate ao crime organizado.

    É o momento institucional de maior interação entre os entes da Federação. O governo federal tem estabelecido uma parceria muito profícua e promissora com estados e municípios. Tivemos operações integradas com a prisão de mais de uma centena de infratores; operações contra o furto e o roubo de celulares; e acordos de cooperação no Rio de Janeiro para treinar guardas municipais e reforçar as divisas com a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal.

    No que diz respeito às designações e classificações, há uma dimensão mais restrita aos especialistas que trabalham com nomenclaturas ou rótulos. Mas a população brasileira não está interessada no rótulo, e sim no conteúdo das medidas adotadas. O dia a dia do cidadão depende da efetividade do combate, com inteligência policial, inteligência financeira, tecnologia e operações no sistema prisional.

    Além disso, a nossa Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente, constitui um remédio fortíssimo. As penas e a severidade do tratamento dado às facções criminosas no Brasil são superiores às previstas na legislação brasileira para o terrorismo. A Lei Antifacção é mais severa do que a lei antiterrorismo.

    Quanto às iniciativas de outros países, cada nação tem soberania e liberdade para tratar o tema como entender melhor. O Brasil continuará colaborando internacionalmente por meio da experiência da Polícia Federal e de seus órgãos de inteligência, sempre com foco em aumentar a efetividade do combate ao crime organizado.

    Coluna – O Ministério da Justiça tem apoiado operações de retomada de territórios no Rio de Janeiro e investido em equipamentos para os sistemas penitenciários estaduais. Qual é a estratégia do governo nessa área?

    Wellington César Lima e Silva – Quando apresentamos ao presidente a proposta do programa Brasil Contra o Crime Organizado, ouvimos as polícias, secretários de Segurança, procuradores e especialistas. Definimos quatro eixos fundamentais: asfixia financeira das organizações criminosas, com inteligência para seguir o dinheiro; aumento da taxa de esclarecimento de homicídios; combate ao tráfico ilícito de armas; e fortalecimento do sistema prisional.

    No eixo prisional, decidimos dotar 138 unidades prisionais estaduais de capacidades semelhantes às do Sistema Penitenciário Federal. Mapeamos que cerca de 80% das lideranças do crime organizado estão concentradas nesses 138 presídios, espalhados pelas 27 unidades da Federação. Treze deles ficam no Rio de Janeiro.

    Atuamos com a entrega de equipamentos, a formação de policiais penais e operações constantes para cortar o sinal de celulares e neutralizar ordens que venham de dentro das cadeias. Entregamos recentemente mais de R$ 12 milhões em equipamentos no Rio de Janeiro. Dos cerca de 2.500 celulares apreendidos recentemente, 53% foram retirados de dentro dos presídios.

    Coluna – Agora, ministro, antes de passar a última pergunta para o Rafael Campos, meu companheiro aqui do Agora Metrópoles, eu queria fazer uma provocação ao senhor. Me fale a verdade: o senhor chegou a dormir durante a guerra das liminares? Fale só para nós três aqui, não tem mais ninguém ouvindo. O senhor chegou a dormir enquanto o diretor da Polícia Federal, que é seu subordinado, caía e voltava, caía e voltava para o cargo?

    Wellington César Lima e Silva – Deixa eu te dar uma notícia: eu tenho insônia. Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite. Então, meu regime de vigilância é permanente. Todos que me conhecem podem confirmar isso. Essa provocação ficou mais fácil de responder.

    Quero registrar, Matheus, a satisfação de estar aqui e dizer que, apesar da nossa agenda atribulada, a qualidade do jornalismo que você conduz me fez sentir à vontade para participar. Queria registrar isso e abraçar toda a comunidade do Metrópoles.

    Coluna – Agradeço pelas palavras, ministro. O Ministério da Justiça lançou medidas para o ambiente digital, desde a proteção de crianças até o combate a golpes e fraudes online. Qual é a principal mensagem dessas iniciativas?

    Wellington César Lima e Silva – A principal mensagem é que a internet não pode ser uma terra sem lei. Temos de estabelecer critérios e regras claras que protejam as crianças, os adolescentes e outros segmentos vulnerabilizados.

    O Ministério da Justiça conta com uma equipe altamente qualificada. O ECA Digital, por exemplo, é um dos diplomas legais sobre o tema mais reconhecidos internacionalmente. Atuamos fortemente no combate ao cambismo digital, na regulação de plataformas e na proteção das mulheres no ambiente digital.

    Estamos batendo recordes na redução de homicídios, roubos de carga e furtos de celular. A intervenção que estamos realizando no sistema prisional e na segurança digital é uma das mais significativas já feitas pelo governo federal. Agradeço a oportunidade e o espaço aqui no Agora Metrópoles.

    Fonte: Metrópoles

  • Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína

    Infiltrados: alvos de operação, delegado e policiais civis desviaram carga de cocaína

    A operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra policiais civis, na manhã desta quinta-feira (24), cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

    Nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal foram presos durante a ação. Entre os alvos, estão um delegado, que não foi encontrado, investigadores e um ex-investigador, além dos PMs.

    As investigações foram iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas Operações do Traquetos e Blindspot, que revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.

    Desvio de droga

    O modus operandi adotado pela organização criminosa consistia no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão — nos registros formais — de parte da droga efetivamente arrecadada, seja pela subtração de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.

    A droga desviada é repassada para traficantes ligados à organização criminosa, os quais são responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito.

    Os policiais que integram a organização criminosa se valiam de suas funções públicas exercidas no combate à criminalidade para, em completa subversão de seus deveres funcionais, atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.

    fONTE: midiamax

  • ‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro

    ‘Doméstica’ preside empresas de investigado na fraude do INSS ligado a Flávio Bolsonaro

    Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.

    Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.

    Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.

    Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis. 

    Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.

    Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou. 

    Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa  pela mansão em Angra dos Reis.  

    Após a publicação da reportagem, Lídia mudou sua versão. Admitiu ser ela, e disse que nunca exerceu a profissão de empregada doméstica. Ela afirmou que respondeu desta forma porque ficou assustada e queria encerrar a conversa. A íntegra da manifestação está reproduzida ao final no texto.

    Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.

    Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.

    Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.

    De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz

    O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.

    Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no  escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.

    Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium,   Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.

    Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra 

    Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.

    Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.

    Fonte: ICL

  • MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno

    MG: Cleitinho busca lulistas e esvazia o PL para tentar vitória no 1º turno

    Belo Horizonte — Líder nas pesquisas que medem a disputa pelo Governo de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) intensificou os movimentos para ampliar sua base eleitoral e tentar vencer a eleição no primeiro turno. A estratégia combina apelos aos indecisos, aproximação com eleitores de Lula (PT), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e adesões de integrantes do PL mineiro. O movimento mais recente foi ganhar o apoio do candidato ao Senado Domingos Sávio (PL), que oficialmente está na chapa de Flávio Roscoe (também do PL).

    O esforço ganhou força após pesquisas mostrarem que Cleitinho tem chances de ser eleito sem a necessidade de segunda rodada.

    Risco no segundo turno

    A ofensiva para encerrar a disputa no primeiro turno também ocorre quando Patrus Ananias, o candidato do PT, começa a mostrar maior competitividade em eventual segundo turno. De acordo com o Real Time Big Data, Cleitinho teria 43% contra 42% do petista, em empate técnico.

    Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. A possibilidade será novamente testada pelas pesquisas Quaest e Datafolha, que serão divulgadas nesta quarta (23/9) e quinta-feira (24/9), respectivamente.

    Fonte: Metrópoles

  • AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º

    AtlasIntel: Lula retoma vantagem numérica sobre Flávio no 2º turno e mantém dianteira no 1º

    A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto. No primeiro turno, Lula registra 45,8% das intenções de voto, contra 43,4% de Flávio.

    Em um eventual segundo turno, o presidente volta a aparecer na frente e tem 47,7%, enquanto o senador aparece com 47,4%. As diferença é de 0,3 ponto percentual, dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos. Empate técnico, portanto.

    No cenário de primeiro turno, Renan Santos (Missão) aparece em terceiro, com 4,5%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 2,1%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%; e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos representam 0,7%, enquanto 0,5% não soube responder.

    Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46,3%, contra 43,9% de Flávio. Renan Santos registra 4,6%; Augusto Cury, 2,1%; Caiado, 1,4%; Zema, 0,9%; e os demais candidatos, somados, 0,8%.

    Flávio reduziu distância para Lula nas últimas pesquisas

    A série histórica da AtlasIntel mostra uma redução da distância entre os dois principais candidatos ao longo dos últimos meses. Em abril, Lula tinha 44,2%, contra 39,3% de Flávio. Em junho, o presidente chegou a 46,3%, enquanto o senador marcou 36,6%. Em julho, eram 44,9% para Lula e 35,8% para Flávio.

    Em agosto, Lula aparecia com 43,4%, contra 33,7% de Flávio. O quadro começou a mudar de forma mais acentuada em setembro. Na pesquisa divulgada no dia 10, Lula tinha 43%, contra 37,4% do senador.

    Na rodada seguinte, divulgada em 17 de setembro, Lula avançou para 44,1%, enquanto Flávio chegou a 41,7%, deixando a diferença em 2,4 pontos. Agora, a pesquisa divulgada nesta quarta aponta Lula com 45,8% e Flávio com 43,4%.

    Lula volta a aparecer numericamente à frente de Flávio no segundo turno

    A disputa permanece apertada em um eventual segundo turno. Lula registra 47,7%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 47,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,9%. A diferença de 0,3 ponto está dentro da margem de erro. Nos votos válidos, o resultado corresponde a 50,2% para Lula e 49,8% para Flávio.

    O resultado representa uma inversão numérica em relação às duas pesquisas anteriores da Atlas. Na rodada divulgada em 10 de setembro, Flávio tinha 46,4%, contra 46,2% de Lula.

    Uma semana depois, em 17 de setembro, o senador havia ampliado ligeiramente a diferença: 47,2% contra 46,8% do presidente. Agora, Lula passa numericamente à frente, com 47,7% contra 47,4%.

    A série histórica mostra que a distância já foi significativamente maior. Em agosto, por exemplo, Lula tinha 47,1%, contra 42,6% de Flávio. Em julho, o placar era de 49,2% a 42,9%.

    A Atlas também testou Lula contra outros quatro candidatos. No confronto com Romeu Zema, o presidente registra 47,6%, contra 42,2% do candidato do Novo. Brancos, nulos e indecisos somam 10,2%.

    Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 46,6%, e o candidato do PSD, 44%. Outros 9,4% não escolheriam nenhum dos dois ou não souberam responder.

    A diferença aumenta nos outros cenários. Lula marca 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury, enquanto, diante de Renan Santos, registra 46,5% contra 31,2%.

    Desaprovação de Lula cai para 53%

    A pesquisa também mostra uma melhora na avaliação pessoal do presidente em comparação com a rodada anterior. Lula é desaprovado por 53% dos entrevistados e aprovado por 45,4%. Outros 1,6% não souberam responder.

    Na pesquisa divulgada em 17 de setembro, a desaprovação estava em 53,6%, enquanto a aprovação era a mesma, de 45,4%. Assim, a desaprovação oscilou 0,6 ponto para baixo entre as duas rodadas. No fim de agosto, 52,9% desaprovavam o desempenho de Lula e 45,4% aprovavam.

    Avaliação negativa do governo também recua

    Quando os entrevistados são questionados especificamente sobre a administração federal, 50,9% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo. Outros 40,4% avaliam a gestão como ótima ou boa, enquanto 8,7% a consideram regular.

    Na pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, o grupo que considerava a gestão ruim ou péssima correspondia a 51,5%, enquanto 40,9% avaliavam o governo como ótimo ou bom e 7,6% como regular.

    Entre as duas rodadas, a avaliação ruim ou péssima oscilou 0,6 ponto para baixo, enquanto a avaliação ótima ou boa variou 0,5 ponto negativamente.

    Lula e Flávio têm rejeição acima de 50%

    O levantamento também mostra proximidade nos índices de rejeição dos dois principais candidatos. Questionados sobre em qual dos políticos não votariam de jeito nenhum, 51,6% citam Lula e 50,6% apontam Flávio Bolsonaro. A diferença é de um ponto percentual.

    Na pesquisa anterior, Lula tinha rejeição de 52%, contra 50,2% de Flávio. Isso significa que a rejeição ao presidente oscilou 0,4 ponto para baixo, enquanto a do senador variou 0,4 ponto para cima.

    Jair Bolsonaro aparece como o terceiro nome mais rejeitado no levantamento atual, com 39%. Renan Santos tem 33,5%; Romeu Zema, 30,4%; Ronaldo Caiado, 23,7%; e Augusto Cury, 21,4%. Apenas 0,6% afirmam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.

    Fonte: ICL

  • Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle

    Assessora de Flávio Bolsonaro negociou emenda com miliciano condenado no caso Marielle

    Folhapress) – Uma assessora de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratou, em 2023, da liberação de emendas parlamentares enviadas pelo senador com o miliciano Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, que foi condenado em fevereiro deste ano pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

    O montante de R$ 199 mil foi enviado por Flávio a um projeto de futebol do Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio), no Rio. A entidade fica localizada no bairro Taquara, uma área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) Domingos Brazão –condenados como mandantes da morte de Marielle.

    A Polícia Federal vê indícios de desvios de recursos no envio dos repasses. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em diálogos obtidos pela PF entre Calixto e a assessora de Flávio, Maria de Fátima Bezerra Castro. A Folha de S.Paulo também teve acesso às conversas.

    Em nota, a assessoria de Flávio, atualmente candidato à Presidência pelo PL, disse que os repasses foram feitos dentro da lei e seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte.

    “A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei”, afirma.

    Os irmãos Brazão foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão pelo STF em fevereiro por terem sido os mandantes da morte de Marielle e chefiarem de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro. Calixto recebeu pena de 9 anos de reclusão por integrar o grupo.

    A reportagem entrou em contato com o advogado de Robson Calixto, Gabriel Habib, por mensagem e por ligação nesta segunda-feira (21), mas não houve resposta. Cleber Lopes, que representa Chiquinho, disse que não se manifestaria. A defesa de Domingos Brazão no caso Marille informou que não cuida desse tema relacionado a emendas. O espaço segue aberto para os demais citados.

    Conversas

    Nos diálogos, coletados de um celular de Calixto em março de 2024, quando ele foi alvo de busca e apreensão no caso Marielle, o miliciano afirma ao contato salvo como “Fafa Flávio Bolsonaro”: “Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar”.

    A assessora do candidato do PL pede que ele mande um email ou um ofício com a solicitação, o que é feito por Calixto. Ela, então, pergunta quando o miliciano iria a Brasília. “Vou em Novembro, será que consegue nos ajudar com alguma coisa?”, respondeu.

    Os diálogos entre eles se estenderam até março de 2024, com cobranças de Calixto por “notícias boas” e um pedido para que Flávio Bolsonaro não esquecesse o Ifop. “Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto”, diz ele em uma conversa de novembro. “Pode deixar”, afirma a assessora. Dias depois, Mária de Fátima declara que ligaria para Calixto.

    “Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo”, escreveu o miliciano em 22 de março de 2024.

    Além da negociação envolvendo as mensagens, os registros mostram a funcionária do senador pedindo ingressos para um desfile na Sapucaí. “Joinha!!! Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?”, enviou a assessora de Flávio a Calixto.

    A solicitação foi classificada pelos investigadores como vantagem indevida.

    Em outra troca de mensagens, de outubro de 2023, Maria de Fátima convida o assessor de Chiquinho Brazão para ir a uma cerimônia de entrega de coletes para a Polícia Militar do Rio e cobrar pessoalmente Flávio pela liberação dos recursos. “Leva o deputado”, diz ela a Calixto.

    Em julho, a PF deflagrou uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas por Chiquinho Brazão a ONGs no Rio, para apurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

    A investigação, diz a polícia, identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores.

    Fonte: ICL

  • Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP

    Paraná Pesquisas: Tebet, Derrite e Marina empatam para Senado em SP

    Os candidatos Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas de São Paulo para o Senado, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira (22/9).

    No cenário estimulado, Tebet registra 29,6% das intenções de voto, enquanto Derrite tem 29,3% e Marina marca 28,3%. A diferença entre o primeiro e o terceiro nome é de 1,3 ponto percentual, inferior à margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos para mais ou para menos.

    André do Prado (PL) aparece na sequência, com 25%. Ricardo Salles (Novo) registra 10,6%, e Geraldo Rufino (Podemos) soma 5,4%.

    Soninha Francine (Cidadania) tem 3,5%; Dra. Eliana Ferreira (PSTU), 2%; Maíra de Souza (UP), 1,8%; Guto Schiavetto (Missão), 1,2%; e Márcio Alves (UP), 1,1%.

    William Teixeira (Agir) aparece com 0,8%; Ednelson Cesaretti (PCO) registra 0,7%; Weller Gonçalves (PSTU) contabiliza 0,6%; e Petter Maahs (PCB) soma 0,4%.

    Como São Paulo elege dois senadores em 2026, cada entrevistado pôde escolher até dois candidatos. Por isso, os percentuais somam mais de 100%.

    Veja:

    • Simone Tebet (PSB): 29,6%
    • Guilherme Derrite (PP): 29,3%
    • Marina Silva (Rede): 28,3%
    • André do Prado (PL): 25%
    • Ricardo Salles (Novo): 10,6%
    • Geraldo Rufino (Podemos): 5,4%
    • Soninha Francine (Cidadania): 3,5%
    • Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2%
    • Maíra de Souza (UP): 1,8%
    • Guto Schiavetto (Missão): 1,2%
    • Márcio Alves (UP): 1,1%
    • William Teixeira (Agir): 0,8%
    • Ednelson Cesaretti (PCO): 0,7%
    • Weller Gonçalves (PSTU): 0,6%
    • Petter Maahs (PCB): 0,4%
    • Branco, nulo ou nenhum: 10,4%
    • Não sabe/não opinou: 6,6%

    Na comparação com a sondagem anterior do Paraná Pesquisas, André do Prado teve a maior variação numérica entre os cinco primeiros colocados.

    O deputado estadual aparecia com 19,3% na rodada anterior e agora registra 25%, diferença de 5,7 pontos percentuais entre os dois levantamentos.

    Tebet passou numericamente de 29,5% para 29,6%, enquanto Derrite foi de 28,9% para 29,3%. Marina oscilou de 30,4% para 28,3%.

    Salles, por sua vez, passou de 16,4% para 10,6%, diferença numérica de 5,8 pontos percentuais.

    Na rodada anterior, realizada entre 7 e 10 de setembro, Marina tinha 30,4%, Tebet contabilizava 29,5% e Derrite somava 28,9%, e os três também apareciam tecnicamente empatados.

    O Paraná Pesquisas ouviu presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios de São Paulo entre 19 e 21 de setembro. A margem de erro estimada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.

    Fonte: Metrópoles

  • Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

    Ao STF, ex-sócio de Vorcaro exime Jaques e aponta dedo para MP de Bolsonaro

    Ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima afirmou ao STF que foi uma iniciativa da gestão Jair Bolsonaro, e não uma emenda de Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula no Senado, que beneficiou o banco.

    O argumentação foi feita por meio de uma petição apresentada em junho, na qual a defesa de Lima contestou uma série de medidas restritivas contra o banqueiro determinadas pelo ministro do STF André Mendonça.

    Na petição, a defesa de Augusto Lima contesta ao Supremo uma avaliação feita pela Polícia Federal (PF) de que uma emenda apresentada por Jaques a uma medida provisória (MP) teria beneficiado o Master.

    Segundo banqueiro, houve uma “confusão” da PF entre a emenda de Jaques e o conteúdo original da MP, que foi editada pelo governo Bolsonaro em 2022, último ano do mandato do ex-presidente.

    “Acredita-se que pode ter havido uma confusão entre o conteúdo da emenda proposta pelo senador com o da própria MP nº 1.106/2022, editada pelo então presidente da República Jair Bolsonaro, cujo objeto era ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC e de outros programas de transferência de renda. Aparentemente, de fato, a MP beneficiaria operadores do mercado de crédito consignado. Contudo, ela não foi proposta pelo senador”, afirma a defesa do banqueiro.

    Lima argumenta que a emenda de Jaques na realidade, “visava proteger os tomadores de crédito, e não favorecer as instituições financeiras”, pois limitava os juros das operações de crédito com desconto automático em folha.

    “A circunstância é relevante porque o suposto benefício ao mercado de crédito consignado é o que sustenta a tese da Polícia Federal. Se a Emenda nº 30 propunha a limitação de juros, desaparece a premissa de que o agravante teria oferecido ou pago vantagem indevida ao senador para praticar ato de ofício em favor do Banco Master. Isso porque a emenda caminha em sentido contrário ao alegado interesse do agravante”, completa a defesa de Lima na petição.

    Jaques não votou

    Nas investigações, a PF aponta ainda suspeitas sobre uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre o aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

    A desconfiança da Polícia Federal é de que Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional pela aprovação da emenda de Ciro Nogueira à PEC a pedido de Augusto Lima.

    Quando Jaques foi alvo de busca e apreensão no Caso Master, a PF identificou uma troca de mensagens na qual Augusto Lima encaminhou ao senador petista o link da emenda de Ciro logo após uma ligação.

    A defesa do sócio de Daniel Vorcaro, contudo, também rechaça essa tese da PF. Segundo Augusto Lima, a única atuação de Jaques nem relação à emenda teria sido um pedido de vista.

    “O único ato praticado pelo senador Jaques Wagner em relação à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, documentado nas notas taquigráficas da 28ª Reunião Ordinária da CCJ, de 14/08/2024, foi um pedido de vista. O senador sequer chegou a votar a matéria”, diz Lima em sua defesa ao STF.

    Fonte: Metrópoles

  • Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints

    Ibaneis enviou a Vorcaro decisão liminar e lei sobre Master. Veja prints

    O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) teria enviado mensagens ao banqueiro Daniel Vorcaro entre 2024 e 2025. Segundo prints revelados pelo site Fatos Online, Ibaneis encaminhou a Vorcaro decisão liminar e publicação de lei que tratava da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

    No primeiro diálogo, em 19 de setembro de 2024, o então governador diz: “Excelente almoço. Obrigado”. O banqueiro teria afirmado que “gostou muito” e sugerido jantar para a semana seguinte, e Ibaneis concorda: “Vou deixar reservado”.

    O segundo print é referente ao período de março e maio de 2025. O diálogo registra três chamadas de voz perdidas. Depois, em 10 de maio de 2025, Ibaneis encaminha decisão judicial que derrubou liminar que proibia assinatura do contrato definitivo de aquisição do Banco Master pelo BRB. A decisão foi assinada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) João Egmont.

    Em agosto de 2025, segundo os prints, houve ao menos três chamadas de voz efetuadas, que duraram 1 minuto e 42 segundos; 1 minuto e 04 segundos; e 51 segundos.

    Horas depois da última ligação, Ibaneis mandou edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal de 20 de agosto, que trouxe a publicação da Lei nº 7.739, que autorizou a aquisição pelo BRB de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Master.

    Ibaneis afirmou à reportagem que a mensagem é um print de uma conversa que teve com terceira pessoa, e não com Daniel Vorcaro. “Demonstra uma atuação institucional no campo político e jurídico em uma época que estávamos todos convencidos pelo Paulo Henrique que seria um excelente negócio para o BRB e para Brasília”, declarou o ex-governador, em referência ao ex-presidente do BRB preso por suspeita de receber propina de Vorcaro para atuar a favor do Master.

    Veja os prints:

    Ibaneis deixou o cargo de governador no fim de março de 2026, com objetivo de se candidatar ao Senado. Pouco depois, porém, desistiu do projeto político.

    Fonte:Metrópoles

  • R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro

    R$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro

    O arquivo enviado pela Polícia Federal aos ministros do STF revela um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”. O valor seria pago em caso de êxito nas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões em precatórios. As mensagens mostram que “KN” é uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques.

    O documento e a troca de mensagens constam do HD enviado pela PF ao gabinete do ministro do Supremo André Mendonça, relator do caso Master, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do arquivo na última semana, diante de suspeitas de que Mendonça focara apenas em Alexandre de Moraes, ignorando menções a outros ministros da Corte. Mendonça nega direcionamento.

    A troca de mensagens revela que assessores de Vorcaro chamavam de “a turma do KN” o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e a mulher dele, a advogada Camilla Ramos. Newton repassava a Vorcaro pedidos de Kassio Nunes, como hospedagem no hotel Fasano, além de atualizá-lo sobre o caso dos precatórios. A coluna procurou o ministro e o desembargador. O posicionamento será incluído assim que for encaminhado.

    O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES

    Até então, já se sabia que o escritório de advocacia da mulher do desembargador (Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia) havia sido contratado pelo Master. O contrato obtido pelo Metrópoles revela agora o valor dos honorários (R$ 427 milhões em caso de êxito), quais os precatórios comprados por Vorcaro e quanto ele esperava receber pelos papéis (R$ 8,5 bilhões).

    Para obter êxito, Vorcaro precisava agilizar julgamentos e convencer juízes a concordar com os pagamentos. Foi nesse contexto que o banqueiro cercou integrantes da Segunda Turma do Supremo, onde uma decisão balizaria todos os demais julgamentos a respeito desses precatórios de usinas de cana-de-açúcar.

    Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e obtidas pelo Metrópoles, a mulher do desembargador Newton Ramos comemora o voto de Kassio Nunes no julgamento. KN, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram por reconhecer o débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça discordaram e foram vencidos na discussão. Um detalhe desse julgamento: Nunes Marques havia se declarado impedido, mas mudou de ideia. E Toffoli, que sempre votara contra esse tipo de ação, mudou para uma posição favorável.

    “É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização”, escreveu a mulher do desembargador para Vorcaro.

    Em outra mensagem, ela marca uma reunião do desembargador Newton (seu marido) com Vorcaro para falar sobre o assunto. Newton utiliza mensagem de visualização única somente quando trata do tema dos precatórios com Vorcaro. Os favores são registrados em mensagens que não apagam automaticamente.

    Sobre esse tema, Kassio Nunes já disse o seguinte:

    “Em relação ao processo citado sobre a usina, o ministro Kassio Nunes Marques estava impedido por anotação da Secretaria porque decidiu o caso como vice-presidente do TRF-1. Posteriormente compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla, pediu retificação à Secretaria e acabou votando. Votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1. Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”

    DIÁRIAS NO FASANO PARA O MINISTRO E CAMAROTE PARA O DESEMBARGADOR

    Enquanto buscava receber R$ 8,5 bilhões em precatórios, o banqueiro custeava hospedagens no Fasano, acesso a eventos no Rosewood, entradas para a Fórmula 1, viagens de avião e camarote na Sapucaí. Os pedidos estão registrados em conversas de Vorcaro com assessores que o procuravam para pedir seu aval.

    Em uma das conversas, Leo Serrano Giunchetti, auxiliar de Vorcaro, informa que Newton havia solicitado uma reserva para o ministro: “Fasano Itaim essa sexta a sábado para KN”.

    Em outra troca, a identidade de “KN” se revela.

    Uma assessora encaminha a Vorcaro uma mensagem que atribui a Newton:

    “Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?”

    Vorcaro autoriza que a hospedagem seja paga por ele: “Pode botar na minha conta”.

    A alcunha “Turma do KN” aparece nas mensagens em que os assessores buscam o aval de Vorcaro para as demandas de Newton e da mulher.

    “Dani, turma do KN (Newton) me mandou aqui 6 nomes para colocar na lista do Camarote… posso encaminhar isso lá pra lista do Camarote, né?”

    Dani, aquele Newton pediu pra ele aqui reserva de 1 noite de hoje pra amanhã no Fasano Itaim, pode fazer e faturar pra Prime?”

    Vorcaro respondeu: “Ok”.

    O CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES

    O contrato prevê a prestação de serviços por Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton, em causas do sucroalcooleiro, com honorários de 5% líquidos sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos. Segundo o valor de face de cada causa, os honorários seriam de 427 milhões de reais em caso de êxito.

    As ações discutem indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.

    O acordo abrangia não apenas as ações nas instâncias inferiores, mas também todos os recursos e incidentes delas decorrentes. Os honorários deveriam ser pagos até cinco dias depois da obtenção dos ganhos.

    O documento também autorizava o escritório da mulher do desembargador Newton Ramos a receber diretamente da União a parcela correspondente aos honorários e a inscrever precatórios em seu próprio nome.

    MINISTRO VIAJOU DE JATINHO PARA ANIVERSÁRIO DE CAMILLA RAMOS

    A relação entre Vorcaro e Kassio Nunes Marques aparece em uma série de benefícios e pedidos registrados nas mensagens: hospedagem no Fasano, reserva de uma mansão durante o Carnaval no Rio de Janeiro, ajuda na organização de uma viagem de dez dias para cinco pessoas e deslocamento em jato particular para o aniversário da mulher do desembargador em Maceió.

    Durante o Carnaval de 2025, uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro, foi reservada para receber o ministro, identificado nas mensagens como “KN”, como revelou o Metrópoles. O imóvel, pertencente ao ator Márcio Garcia e anunciado por R$ 250 milhões, foi alugado por R$ 1,45 milhão durante uma semana.

    A casa tem mais de 6 mil metros quadrados, sete suítes, 18 banheiros, piscina semiolímpica, cinema, boate, minigolfe e vista para o mar e para a Pedra da Gávea.

    As mensagens mostram que a estadia foi organizada com bebidas de luxo, passeios de helicóptero, acesso a camarotes e uma feijoada para cerca de 40 convidados.

    Há ainda uma conversa sobre um encontro com mulheres. Em uma das mensagens, revelada pela coluna, uma delas afirma que uma garota “ficou com o Kassio”. Na sequência, cobra do banqueiro R$ 10 mil que teriam ficado pendentes pelo encontro.

    O IMPEDIMENTO

    Na última semana, Kassio Nunes se declarou impedido para julgar o colega Alexandre de Moraes por suas relações com Vorcaro. A decisão ocorreu após o Metrópoles revelar mensagens de Vorcaro nas quais consentia um assessor a seguir com o pagamento mensal de R$ 500 mil para o filho do ministro.

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    A coluna também revelou que as conversas indicavam o pagamento para uma garota que havia servido “KN”.

    Presidente do TSE, o ministro alegou que sua participação no julgamento de Moraes poderia impactar seus trabalhos na Corte eleitoral.

    Fonte: Metrópoles

  • Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site

    Mensagens mostram que Vorcaro temia vazamento de jantar com Jair e Flávio Bolsonaro, diz site

    Uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro indica que Vorcaro demonstrava preocupação com o possível vazamento de um encontro com Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no fim de 2024. As conversa foram trocadas pelo WhatsApp em dezembro daquele ano e são analisadas no âmbito das investigações sobre o caso Master. As informações são dos repórteres Rodrigo Martins e Sergio Lirio, do site Carta Capital.

    O assunto foi levantado inicialmente por Carneiro em 8 de dezembro de 2024. Ele perguntou a Vorcaro se o banqueiro participaria de um jantar com Flávio Bolsonaro e o pai dele, após receber uma cobrança de um interlocutor identificado como Thiago. “Thiago está cobrando se você vai num jantar com meu xará e com o pai dele, pelo que entendi, você está ciente disso?”, escreveu o empresário. Vorcaro respondeu inicialmente que não sabia do que se tratava.

    Carneiro insistiu e disse ter imaginado que o banqueiro já tivesse sido informado sobre o encontro. Em seguida, Vorcaro respondeu: “Temos que pensar nisso. Vamos nos falar primeiro”. No dia seguinte, foi o próprio banqueiro quem retomou a conversa. “Cara. Não fala dessa reunião bolso pra ninguém”, escreveu. Depois, acrescentou: “Esse negócio acaba comigo. Fábio já veio falar”.

    As mensagens não permitem concluir se o jantar mencionado chegou de fato a ocorrer.

    Segundo fontes ligadas à investigação do Caso Master, o “xará” citado por Carneiro seria Flávio Bolsonaro, enquanto a referência ao “pai dele” corresponderia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro ainda não estava preso, mas cumpria medidas cautelares determinadas pela Justiça no processo que investigava a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre as restrições estavam a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país e limitações de contato com outros investigados.

    Ainda de acordo com fontes relacionadas às apurações, o “Thiago” mencionado na conversa seria o publicitário e lobista Thiago Miranda, proprietário da Agência MiThi e, naquele período, sócio do Grupo Léo Dias de Comunicação.

    A sociedade foi encerrada em maio de 2026, depois de Miranda ser alvo da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter participado da articulação do chamado “Projeto DV”, que teria como objetivo contratar influenciadores para questionar a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.

    Fonte: ICL

  • Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros

    Sessão Solene na Câmara Municipal Celebra os 97 Anos de Rio Brilhante e Homenageia Pioneiros

    Em comemoração ao aniversário de 97 anos de Rio Brilhante, a Câmara Municipal realiza no dia 21 de setembro de 2026, às 19h, no Plenário Senador Ramez Tebet, a tradicional Sessão Solene em Homenagem aos Pioneiros do Município. O evento é promovido pelo presidente da Casa de Leis, vereador José Maria Caetano de Sousa (Nô), juntamente com os demais vereadores e vereadoras.

    A solenidade vai reconhecer a trajetória de personalidades que representam diversos segmentos da sociedade e contribuíram para o desenvolvimento local, com indicação direta dos parlamentares.

    Homenageados:

    ❖ Aldérico Centenaro

    ❖ Altamiro Nogueira Barbosa

    ❖ Arcênio Gomes Thomáz

    ❖ Biaggio Meazza

    ❖ Celeide Sampaio Panta

    ❖ Dom Ramon

    ❖ Hisae Matsunaka das Neves

    ❖ Juarez Kalife

    ❖ Márcia Solange Rosa Azambuja

    ❖ Manoel Corrêa

    ❖ Marta Herichs

    ❖ Sônia Rejane Zemolin Migotto

    ❖ Walter Beck

    Momento Cultural Histórico

    A programação começa às 19h com uma atração artística marcante: o sanfoneiro Dom Ramon fará uma apresentação inédita ao tocar o Hino de Rio Brilhante na sanfona pela primeira vez. A abertura cultural contará ainda com o radialista e jornalista João Carlos Toniazzo, que declamará trechos da composição que simboliza a história do município.

    A partir das 19h20, terá início a entrega oficial das homenagens aos pioneiros no plenário.

  • Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR

    Paraná Pesquisas indica empate técnico na disputa ao Senado no PR

    Três candidatos estão tecnicamente empatados na primeira posição ao Senado no Paraná, indica a Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (18/9). O levantamento mostra a liderança numérica de Deltan Dallagnol (Novo), com 31,6%; seguido de Alexandre Curi (Republicanos), com 30,4%, e Filipe Barros (PL), com 26,3%.

    Gleisi (PT) tem 25,9%, empatando tecnicamente com Alexandre Curi e Filipe Barros, e está no limite da margem de erro com Dallagnol.

    O levantamento ouviu 1.280 eleitores entre 15 e 17 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-01022/2026.

    Desde a última pesquisa, no início de setembro, Filipe Barros foi o candidato com o maior crescimento. Ele saiu de 22,9% para 26,3%, retomando o patamar de agosto.

    Fonte: Metrópoles

  • Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro 

    Planilha de bicheiro indica pagamento de R$ 10 mi para aliados da família Bolsonaro 

    Por Igor Mello e Flávio VM Costa

    Planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) com um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro indicam o pagamento de mais de R$ 10 milhões em propina para aliados muito próximos da família Bolsonaro.

    Os documentos foram encontrados durante a operação contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em novembro de 2022, durante uma das fases da Operação Smoke Free, que investiga a venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro.

    Os registros foram analisados em 2026 na Operação Unha e Carne, que combate a penetração do crime organizado na política fluminense.

    O Núcleo Investigativo do ICL Notícias teve acesso a mais de quatro mil páginas de documentos relacionados ao inquérito. As planilhas de Adilsinho reproduzidas pela PF sugerem pagamentos para 61 pessoas – quase todos são políticos e partidos, mas em alguns casos o uso de codinomes impede a identificação dos destinatários de pagamentos.

    A lista de aliados da família Bolsonaro com pagamentos na planilha de Adilsinho inclui:

    • O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), com R$ 3,63 milhões;
    • O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União Brasil), R$ 5,43 milhões, identificado pelo codinome “Barba”;
    • O deputado federal Hélio Lopes (PL), R$ 323,2 mil;
    • O ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem (PL), com R$ 91,8 mil;
    • O ex-secretário do governo Castro e candidato a deputado federal Gutemberg Fonseca (PL), com R$ 727,9 mil;

    Segundo a PF, as anotações do bicheiro revelam um esquema de cooptação de autoridades no estado do Rio de Janeiro pelo crime organizado. A relação de Adilsinho reúne ao menos 61 políticos, entre eles membros do Congresso e da Alerj, entre outros órgãos.

    Os pagamentos a agentes políticos somam mais de R$ 29 milhões – a investigação não explica quando eles teriam sido feitos.

    “Das planilhas acima descritas temos que a associação em comento capturou o poder público fluminense. Os valores transacionados por ADILSINHO incluiriam o chefe do Poder Executivo, e agora ex-governador, CLAUDIO CASTRO e ainda o agora ex-chefe do Poder Legislativo RODRIGO BACELLAR. Abaixo desses diversos servidores públicos, municipais, estaduais e federais, aparecem relacionados à teia criada por ADILSINHO”, diz um dos relatórios da investigação.

    O grupo político da família Bolsonaro governa o Rio de Janeiro desde 2019, quando Wilson Witzel tomou posse como governador, tendo como principal cabo eleitoral Flávio Bolsonaro. Após o impeachment de Witzel por denúncias de corrupção em contratações na saúde durante a pandemia de Covid-19, Flávio foi o principal fiador de Cláudio Castro como governador.

    O senador era considerado dono de diversas áreas do governo Castro e foi o responsável por indicar secretários, caso de Gutemberg Fonseca (Defesa do Consumidor) e Victor Cesar dos Santos (Segurança). Flávio Bolsonaro também chancelou a candidatura de Castro à reeleição, a escolha de Bacellar como pré-candidato ao governo do estado em 2026 — o plano foi abandonado com a prisão do deputado.

    Nascido em 1970, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho era filho de um sócio de uma banca de jogo do bicho. Investigações policiais apontam que ele fabricava softwares para máquinas de videobingo adulteradas. Com o tempo, se transformou no principal contrabandista de cigarros no Rio de Janeiro.

    Entre os anos de 2015 e 2024, a quadrilha de Adilsinho movimentou cerca de R$ 5 bilhões, de acordo com investigações da PF. Ele é suspeito de ser mandante de vários homicídios e integra a nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Está preso desde fevereiro.

    Proximidade com a família Bolsonaro

    De acordo com a PF, as duas planilhas são evidências de um amplo esquema multimilionário de compra de apoio político. Os supostos pagamentos beneficiam políticos de uma ampla gama de partidos, quase todos da extrema direita e do Centrão.

    “O achado ganha relevância porque não se trata de anotação genérica ou isolada: a planilha organiza beneficiários, quantifica valores e consolida um total expressivo, compatível com uma contabilidade paralela de grande escala, circunstância que recomenda o confronto sistemático com dados bancários, fiscais, eleitorais e com as prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. A importância investigativa da Lista 1 reside, sobretudo, na possibilidade de ela representar um mapa de circulação de recursos destinados ao financiamento político, formal ou informal, por estrutura vinculada à organização criminosa investigada”, diz um trecho de um relatório elaborado pela corporação em junho deste ano.

    A presença dos nomes de Castro e Bacellar na planilha de Adilsinho já havia sido revelada em junho pelo portal G1. Em agosto, o UOL informou sobre a presença do nome de Gutemberg de Paula Fonseca. A presença dos demais aliados da família Bolsonaro na lista, no entanto, ainda era desconhecida.

    De acordo com as investigações, a menção a Bacellar foi disfarçada sob o uso do codinome “Barba”.

    “É imprescindível salientar que, ante as evidências coletadas até o presente momento, a pessoa denominada com o codinome ‘BARBA’ seja o ex-Deputado Estadual RODRIGO DA SILVA BACELLAR”, escreve a PF em relatório. A defesa de Bacellar, no entanto, nega que ele seja o destinatário do dinheiro.

    O deputado federal Hélio Lopes é um dos amigos mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem conheceu na década de 1980 quando ambos ainda estavam no Exército. A proximidade era tanta que ele disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 com o nome de Helio Bolsonaro na urna e foi eleito. Durante o mandato de Bolsonaro, ele era presença frequente nas agendas do presidente, com livre trânsito no Palácio do Planalto.

    Ramagem, por sua vez, fez parte da equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha de 2018, tornando-se íntimo da família. Ele virou amigo pessoal dos filhos de Bolsonaro, tendo inclusive passado o Réveillon de 2018 ao lado de Carlos Bolsonaro.

    Quando Jair Bolsonaro subiu a rampa do Palácio do Planalto, Ramagem foi nomeado para o comando da Abin. Entre as atribuições da agência está reunir informações e assessorar o presidente sobre temas de interesse nacional — inclusive o impacto do crime organizado, como o jogo do bicho, sobre as instituições.

    Ramagem era um dos homens de confiança de Bolsonaro. O ex-presidente tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal após afirmar, em reunião ministerial, que iria intervir na corporação para conter investigações contra familiares e amigos. A posse de Ramagem, contudo, foi barrada por decisão do STF.

    Ramagem permaneceu no comando da Abin e participou ativamente da tentativa de golpe de Estado arquitetada por Bolsonaro em 2022. Ele foi condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão, mas fugiu do país antes de ser preso. Hoje, ele está foragido nos Estados Unidos.

    No governo Cláudio Castro, foi nomeado, também por indicação de Flávio Bolsonaro, como secretário de Defesa do Consumidor. Antes dos supostos pagamentos de Adilsinho, ele já estava na mira de investigações por relação com o crime organizado. Mensagens interceptadas pela PF mostram o traficante Índio do Lixão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Grande Rio, falando de encontros e trocas de favores com Fonseca, em troca de apoio político a ele mesmo. O aliado de Flávio Bolsonaro nega as acusações.

    Mas o vínculo entre Flávio Bolsonaro e a família Fonseca vai além das alianças políticas. Pouco depois de tomar posse no Senado, Flávio tornou-se sócio do filho de Gutemberg, Yan Thierry Santos Fonseca, que na época tinha apenas 20 anos. Os dois se uniram a outros quatro sócios na empresa Kryafs Participações. O objetivo, conforme revelado à época pelo jornal Folha de S. Paulo, era instalar uma planta industrial da fabricante de sabão em pó Espumil no Rio de Janeiro. Além de sócio, Flávio era “representante comercial” da empreitada, com a previsão de receber R$ 500 mil pelo serviço.

    Relação com Castro e Bacellar

    Castro e Bacellar contavam com o apoio de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para integrarem a chapa bolsonarista na eleição deste ano.

    Bacellar seria o candidato ao governo do estado, enquanto Castro deixaria o governo para disputar uma cadeira no Senado. Contudo, ambos tiveram os planos políticos frustrados por serem alvo de uma série de denúncias de corrupção.

    Castro foi alvo de uma série de operações da PF por conta de investigações de casos de corrupção durante seu governo, como os repasses da Rioprevidência e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) para o Banco Master, assim como a acusação de favorecimento sistemático às empresas de Ricardo Magro, maior sonegador do país, em troca de supostas contrapartidas — como pagamento de despesas pessoais e uso de imóveis de luxo mantidos por empresas ligadas ao esquema.

    Já Bacellar foi preso na Operação Unha e Carne, também da PF, por participar da obstrução de uma operação contra o então deputado estadual TH Joias (MDB-RJ), apontado como braço político do Comando Vermelho.

    Durante uma das operações em que foi alvo, em dezembro de 2025, os agentes da PF encontraram uma Mercedes na garagem da casa de campo do ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ao buscarem os dados do veículo, os investigadores constataram que ele estava registrado em nome de uma empresa ligada a um dos operadores do esquema de Adilsinho.

    Outro ponto mencionado pela Polícia Federal foi a presença tanto de Castro quanto de Bacellar no Camarote Arpoador durante os desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro, no carnaval de 2024. O espaço pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilsinho e, segundo as investigações, “diálogos interceptados entre ADILSON COUTINHO e BERNARDO teriam revelado a importância deste na organização criminosa, inclusive no contexto de discussões sobre a formação de uma ‘nova cúpula’” do jogo do bicho.

    No camarote, Castro posou para fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso sob a acusação de atuar como braço político e financeiro do Comando Vermelho. Alexandre Ramagem também frequentou o espaço com a esposa.

    Outro lado

    Procurado, o ex-governador Cláudio Castro negou envolvimento com o esquema do chefe do jogo do bicho.

    “A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega categoricamente que ele tenha recebido qualquer pagamento, direto ou indireto. Cláudio Castro não reconhece os valores atribuídos a seu nome em anotações produzidas por terceiros.

    A Gráfica Editora Completa foi contratada pela campanha de 2022 para a prestação de serviços gráficos. A despesa foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e as contas da campanha foram aprovadas. À época, não havia conhecimento de qualquer eventual relação da empresa ou de seus responsáveis com os fatos atualmente investigados.

    Sobre o Camarote Arpoador, nos anos em que foi governador, Cláudio Castro visitou diversos espaços a convite dos organizadores, prestigiando os espaços como compete ao cargo de governador”, afirma em nota.

    A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-deputado seja o destinatário dos pagamentos na planilha de Adilsinho, sob o codinome “Barba”.

    “A defesa esclarece que Rodrigo Bacellar não recebeu pagamentos, direta ou indiretamente, de Adilsinho, não havendo qualquer elemento concreto apresentado pela Polícia Federal que comprove tal afirmação. A investigação aponta, como suposta comprovação dos recebimentos ilícitos, uma planilha na qual a alcunha “Barba” teria sido vinculada a Rodrigo Bacellar. Importa esclarecer, contudo, que Rodrigo Bacellar jamais foi chamado dessa forma ou utilizou o apelido “Barba” em qualquer âmbito, seja profissional, político ou pessoal.

    Quanto ao veículo Mercedes-Benz, o automóvel foi disponibilizado pela concessionária a Rodrigo Bacellar, temporariamente, para experimentação e avaliação, no contexto de tratativas comerciais para eventual aquisição. A negociação não foi concretizada, o veículo foi devolvido à concessionária e posteriormente comercializado a outro cliente. Portanto, o automóvel jamais integrou o patrimônio de Rodrigo Bacellar, inexistindo vínculo patrimonial ou qualquer relação com eventual esquema atribuído a terceiros.

    A defesa ressalta, por fim, que eventuais referências a pessoas que tenham integrado anteriormente o quadro societário da concessionária não estabelecem qualquer vínculo de Rodrigo Bacellar com essas pessoas ou com os fatos a elas atribuídos.

    Importa ressaltar, ainda, que Rodrigo Bacellar desconhecia completamente que o automóvel estivesse registrado em nome de empresa relacionada às pessoas mencionadas na investigação.
    Sobre o camarote, vale dizer se tratar do maior camarote da Sapucaí, com mais de 1.200 pessoas por dia. E seria muito leviano afirmar que estar ali sugere algo ilícito”.

    O ICL Notícias também tentou contato com a defesa do ex-deputado Alexandre Ramagem, mas não teve retorno.

    Procurado pela reportagem, Gutemberg Fonseca disse não ter relações com Adilsinho: “Não conheço e nunca estive com Adilsinho. Nunca houve qualquer tipo de pagamento deste senhor para minha campanha”, afirmou.

    O deputado federal Hélio Lopes enviou nota negando qualquer envolvimento com Adilsinho:

    “A assessoria de comunicação do deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) esclarece que o parlamentar não reconhece os valores, nem a anotação atribuída ao seu nome, constantes na suposta planilha mencionada no âmbito da investigação.

    Todas as receitas e despesas de sua campanha eleitoral de 2022 foram devidamente registradas e declaradas à Justiça Eleitoral, em estrita observância à legislação vigente. A prestação de contas foi regularmente aprovada pela Justiça Eleitoral e permanece pública, podendo ser consultada nos canais oficiais.

    O deputado também esclarece que não recebeu recursos ou apoio financeiro provenientes de Adilsinho ou de gráficas investigadas na operação.

    É importante ressaltar, ainda, que até o momento, o deputado Helio  Lopes não foi procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre os fatos mencionados que ele desconhece.  No entanto, o parlamentar informa que está à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e colaborar com as investigações”, diz o posicionamento.

    fonte: ICL

  • ‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso

    ‘Não há como arrastar mais esta discussão’, diz Vander após avanço do fim da escala 6×1 no Congresso

    O deputado federal e candidato ao Senado Federal pelo PT em Mato Grosso do Sul, Vander Loubet, afirma que não há como adiar a discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para folgar em apenas um.

    O presidente Lula (PT) se reuniu com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em que ficou definido que o projeto será votado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal na próxima semana e irá ao plenário após as eleições.

    “Não há como arrastar mais esta discussão, tendo em vista o conjunto de demonstrativos científicos e estatísticos que mostram os graves impactos que a carga horária de seis dias de trabalho por apenas um de folga provoca na saúde, na qualidade de vida dos trabalhadores e na própria economia”, alega Vander Loubet.

    O relator da PEC e senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou o parecer, mantendo o texto original para ser votado na CCJ. 

    “Vivemos numa sociedade capitalista e esta proposta não quebra o regime, apenas modifica e humaniza sua essência. Não há prejuízo – repito – à engrenagem produtiva, pelo contrário, há perspectiva real de melhoria. Trabalhadores e trabalhadoras, satisfeitos e saudáveis, têm mais produtividade e condições para o desempenho das suas tarefas”, pontua Vander.

    O candidato ao Senado Federal acrescenta que a redução da escala favorece o aumento de produção do trabalhador em meio a um ambiente com mais qualidade de vida e bem-estar. O fim da escala 6×1 também representa menos problemas de saúde mental, estresse, transtornos psíquicos, entre outros. 

    “Além disso, a carga excessiva gera uma consequência das mais danosas à economia: o crescimento expressivo nos afastamentos de trabalhadores por causa do esgotamento impõe custos extras, não só para os empregadores, como também para os empregados”, ressalta.

    Fonte: Midiamax

  • 6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação

    6×1: em parecer, relator mantém texto da Câmara para acelerar votação

    O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou, nesta quinta-feira (27/8), seu parecer pela admissibilidade da matéria. O senador rejeitou as emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a fim de acelerar a tramitação.

    O senador avaliou, em seu parecer, que nenhuma das sugestões de mudança apresentadas por senadores “corrige vício, supre lacuna ou aperfeiçoa o texto” referendado pelos deputados. Com isso, a PEC fica mais perto da promulgação, uma vez que mudanças de mérito implicariam o retorno da matéria à Câmara, alongando o processo até a conclusão do debate.

    O relator defendeu que a redução da jornada representa uma atualização das regras trabalhistas, diante das mudanças ocorridas desde a Constituição de 1988. Ele lembrou que o limite de 44 horas semanais está em vigor há 38 anos e afirmou que a revisão desse patamar “não é, nesse contexto, ruptura, mas atualização há muito devida”.

    Aziz também argumentou que as jornadas mais longas atingem principalmente trabalhadores de menor renda e escolaridade.

    Com base em dados do Ipea, o senador destacou que 80% dos vínculos com carga superior a 40 horas semanais recebem até dois salários mínimos. Para o relator, a redução da jornada é, por isso, uma medida de “justiça distributiva, e não apenas de política laboral”.

    O parlamentar ainda comparou a proposta ao movimento adotado por outros países. Ele citou Colômbia, Chile e México, que aprovaram cronogramas de redução da jornada semanal, e argumentou que o Brasil mantém hoje um limite superior ao padrão de 40 horas defendido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    No parecer, o senador ressaltou que a substituição da escala 6×1 pela 5×2 pode ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e a outras atividades, como estudo e lazer. Para Aziz, jornadas extensas aumentam o desgaste físico e psicológico.

    “Não é a quantidade de dias trabalhados que assegura maior produção: os estudos disponíveis indicam que a saúde mental e a produtividade decaem sob jornadas extensas e concentradas, de modo que o trabalhador descansado rende mais e erra menos”, destacou.

    O relator reconheceu, porém, que a redução da jornada sem corte de salários exigirá adaptação das empresas. Aziz afirmou que a mudança demanda “reorganização produtiva”, mas pontuou que o texto prevê uma transição e mantém espaço para negociações coletivas sobre compensação de horários e organização da jornada.

    Na avaliação dele, as medidas aprovadas pela Câmara evitam que a alteração seja implementada de forma “abrupta e incondicionada”.

    O que diz a PEC

    • O texto reduz o atual teto de jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, e estabelece dois dias de descanso – um deles, preferencialmente, aos domingos.
    • A transição ocorrerá de forma escalonada: as duas primeiras horas serão reduzidas 60 dias após a promulgação, e as duas restantes, 12 meses depois, totalizando 14 meses de processo.
    • A redução da jornada não poderá acarretar redução salarial nem a proporcional remuneração em razão da nova carga horária.
    • Serão permitidos acordos coletivos para casos específicos de cada categoria.
    • Ficam fora das regras de controle de jornada empregados que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, à exceção do funcionalismo público.
    • Contratos públicos que dependam da mão de obra deverão ser revisados em até 12 meses, valendo a redução após aditamento.
    • A PEC prevê uma lei complementar para medidas transitórias de auxílio a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, como o aumento do teto e a permissão para contratar mais de um funcionário.

    A redução da jornada de trabalho foi uma das quatro prioridades elencadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O trio se reuniu na quarta-feira (26/8), em mais um gesto de aproximação.

    Também tramita na CCJ a PEC da Segurança Pública. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto aprovado na Câmara para acelerar a tramitação. Assim, a matéria pode ser votada na CCJ na próxima semana.

    Alcolumbre, porém, não se comprometeu a levar a redução da jornada de trabalho ao plenário e encerrar a tramitação na próxima semana. O presidente do Senado disse à imprensa, após a reunião e ao lado de Lula, que as PECs estão recebendo o tratamento “regimentalmente adequado” na CCJ.

    Fonte: Metrópoles

  • Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas

    Volta de Aécio ao jogo embaralha disputa por vagas no Senado em Minas

    Belo Horizonte – A volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa por uma vaga no Senado, a ser confirmada nesta sexta (28/9), mexe nos cálculos das campanhas em Minas Gerais. Embora Aécio ainda não tenha oficializado a candidatura, interlocutores do tucano garantem que ele voltou ao jogo.

    A ideia é anunciar a candidatura em uma coletiva nesta sexta. Ele faria parte da coligação em torno da candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo.

    A entrada de Aécio tem potencial para congestionar a corrida pelas duas vagas mineiras no Senado. Hoje, Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem praticamente embolados nas pesquisas, atrás da petista Marília Campos.

    No levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27/8), Marília aparece com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos. Viana e Domingos têm 13% cada, enquanto Aro registra 12%. A pesquisa não incluiu Aécio entre os nomes apresentados aos eleitores.

    O cenário ajuda a explicar por que uma eventual candidatura do ex-governador passou a ser observada com atenção pelos demais postulantes.

    Em julho, quando a Quaest incluiu Aécio, o tucano apareceu competitivo. Ele marcou 16%, atrás apenas de Marília Campos, com 18%, e à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.

    Os levantamentos indicam que o ex-governador entraria na disputa com um nível de intenção de voto capaz de alterar o equilíbrio atual.

    Direita tem disputa apertada

    Sem Aécio na lista do Real Time Big Data, os três principais nomes à direita e ao centro-direita aparecem separados por apenas um ponto percentual: Viana e Domingos, com 13%, e Aro, com 12%.

    Aécio tem rejeição

    Aécio foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e exerce mandato de deputado federal.

    Esse grau de conhecimento faz com que ele não precise partir do mesmo estágio de candidatos menos conhecidos, mas também traz uma rejeição elevada.

    Na Quaest divulgada em julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Ao mesmo tempo, 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de voto.

    O cenário transforma o tucano em um candidato com elevado potencial eleitoral, mas também com um teto que deverá ser enfrentado.

    Fonte: Metrópoles

  • Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

    Advogada é presa com R$ 84,8 mil em operação da PF que investiga tráfico internacional de drogas; defesa afirma que prisão é ilegal

    A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa nesta terça-feira (25) em Cuiabá, durante a Operação Bóreas deflagrada pela Polícia Federal, que investiga organização criminosa atuante na logística de transporte aéreo internacional de drogas e de armas de fogo.

    As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, pela utilização de aeronaves e de pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de cocaína e de armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil. 

    O Primeira Página entrou em contato com o advogado Fernando Faria, que patrocina a defesa de Thatiana, que informou à reportagem que a prisão da cliente, que também é advogada e membro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) é considerada por ele ilegal.

    Para o defensor, a detenção não seguiu os protocolos exigidos quando envolve um membro da Ordem e acredita que ao ser examinada a prisão preventiva não preencherá os quesitos necessários para sua manutenção.

    “A condução foi ruim, fora do protocolo, fora da lei, portanto, ilegal. E se examinada a prisão, superada essa questão, a prisão é ilegal também porque não preenche os requisitos, é desnecessária e não é adequada”, mencionou.

    Já a OAB-MT manifestou que o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) acompanhou a ocorrência, para garantia das prerrogativas. “Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, diz trecho da nota.

    Prisão e apreensão de carro de luxo e mais de R$ 80 mil

    O mandado de prisão preventiva em desfavor de Thatiana foi expedido pela 4ª Vara Federal da Justiça de Tocantins. Com ela foram apreendidos um celular Iphone, R$ 9.800 reais em dinheiro que estavam na mesa de cabeceira da investigada, além de outros R$ 75 mil em uma gaveta da sala do apartamento, totalizando R$ 84.800. Um veículo VWT CRoss também foi apreendido.

    Segundo o auto circunstanciado de busca acompanharam a busca e apreensão os advogados Patrícia Alves de Carvalho, Pedro Rodrigues da Silva Neto e ainda Lucas André de Carvalho Teles Figueiredo, do Tribunal de Prerrogativas da OAB-MT. O documento cita ainda que o advogado dela Fernando Faria também acompanhou a busca e apreensão.

    Após o procedimento, Thatiana foi recolhida nas dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, em Cuiabá.

    “Cumpre informar que a referida unidade não dispõe de instalação especificamente disposta ou denominada como “Sala de Estado Maior”. Contudo, a fim de assegurar integralmente a dignidade, a segurança e as prerrogativas da advogada, o recolhimento está sendo cumprido em cela individual”, diz trecho.

    Durante audiência de custódia a prisão foi mantida pelo juiz plantonista da Justiça Federal Jeferson Schneider. Na sessão, a advogada chorou e disse que não sabia porque estava sendo presa e que foi tratada como uma “criminosa federal”

    “Eu tenho residência fixa, moro há 20 anos em Cuiabá, não sei do que se trata, eu tenho um irmão que está preso fora, imagino que seja algo ligado a ele, pelo mandado de Tocantins. Eu tô me sentindo totalmente fora da minha realidade, eu não faço ideia do fundamento disso. Eu nunca pisei numa delegacia, nunca tive o nome no Serasa, para hoje estar aqui na Polícia Federal”, comentou a advogada.

    Operação Bóreas

    Segundo a PF, a ação contou com participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO). A operação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

    Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. A Polícia Federal também solicitou a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

    Se comprovadas as participações nos supostos crimes, os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

    Fonte: Primeira Página

  • Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade

    Candidata do PL que recebeu Bolsa Família mentiu ao TSE sobre faculdade

    A postulante a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que se envolveu em polêmica na última semana, após apuração do Metrópoles revelar que ela era beneficiária do Bolsa Família desde 2018, declarou possuir ensino superior completo no ato de registro da candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o documento enviado para comprovar a escolaridade não condiz com o grau de instrução assinalado.

    De acordo com dados obtidos pelo Consulta Pública Unificada, o documento encaminhado à Justiça Eleitoral pela candidata trata-se de um histórico escolar do ensino fundamental II, que comprova apenas a conclusão da 7ª série por Barclay, em 2014. O documento foi emitido em abril de 2021.

    O que diz a candidata?

    Questionada inicialmente, a assessoria da candidata não desmentiu a informação e reafirmou que todos os documentos comprobatórios referentes ao grau de instrução haviam sido entregues à Justiça Eleitoral.

    “Toda a documentação apresentada pela candidata referente à sua escolaridade foi devidamente encaminhada e protocolada junto à Justiça Eleitoral, integrando a documentação apresentada para o registro de sua candidatura”, escreveu.

    Contudo, em uma segunda abordagem, após a equipe de reportagem informar que havia obtido acesso ao documento, a assessoria confirmou que Sophia Barclay não possui ensino superior e justificou a informação prestada no sistema como equívoco cometido no registro da candidatura.

    “A informação referente à escolaridade superior constante no cadastro eleitoral foi identificada como um equívoco, e a equipe jurídica, juntamente com o partido, já foi acionada para providenciar a devida correção.”

    Ao Metrópoles, a equipe ressaltou ainda que a candidata abandonou os estudos aos 15 anos, após ser expulsa de casa. Segundo a nota, Barclay retornou à escola, em 2023, e concluiu o ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    Até o momento de publicação desta matéria, não havia sido feita nenhuma solicitação para alterar a informação, e o grau de instrução ainda consta como “Superior Completo” no site do TSE.

    Bolsa Família

    Na última semana, a candidata, que já criticou programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Com exceção de 2024, ela teria recebido cerca de R$ 21 mil dos programas nos últimos oito anos.

    Fonte: Metrópoles

  • Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE

    Taxa de desemprego fica em 5,3% em julho, menor da série para o mês, mas renda fica estável, diz IBGE

    A taxa de desemprego se manteve nas mínimas históricas, com 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE, ao divulgar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). É a menor taxa para o mês desde 2012, mas o rendimento ficou estável.

    Houve queda na taxa. No trimestre móvel imediatamente anterior, terminado em abril, o indicador foi de 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%.

    É a menor taxa para os trimestres móveis terminados em julho da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A taxa ficou em linha com o esperado pelo mercado. Segundo pesquisa do jornal Valor, a projeção de analistas era exatamente de 5,3%.

    Geração de vagas, com recorde de ocupados

    A ligeira queda no desemprego foi puxada pela geração de postos de trabalho, formais e informais.

    Em um ano, foram criadas 899 mil vagas de trabalho no trimestre móvel até julho, quando se considera a variação da população ocupada.

    No total, 103,3 milhões estavam empregados, em trabalhos formais e informais, em todo o país, renovando o recorde da série histórica do IBGE.

    Na passagem de um trimestre móvel para o outro, foram criadas 1 milhão de vagas, com um avanço de 1% na população ocupada.

    Com isso, o total de desempregados — pelo critério global das pesquisas sobre mercado de trabalho, seguido pelo IBGE, são as pessoas que estão procurando emprego, mas não acham — ficou em 5,8 milhões, queda de 8% (503 mil pessoas a menos) ante o trimestre móvel imediatamente anterior. No período de um ano, foi uma queda de 4,9%, ou 299 mil desempregados a menos.

    Rendimento tem ligeira queda, sinal de desaceleração

    Ao longo do primeiro semestre do ano, a taxa de desemprego veio registrando níveis abaixo dos vistos na primeira metade de 2025, mas com leituras muito próximas na comparação mês a mês.

    Especialistas têm visto aí um sinal de estabilização, após sucessivas melhoras desde a retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Como a estabilização ocorre com a taxa de desemprego nas mínimas, ainda é um sinal de aquecimento do mercado de trabalho.

    A desaceleração aparece nos dados de renda. Na passagem do trimestre móvel terminado em abril para o encerrado em julho, houve ligeira queda, de 0,7%, no rendimento real habitual de todos os trabalhos, para R$ 3.762.

    Para o IBGE, a pequena variação significa estabilidade. Na comparação com um ano antes, o rendimento médio do trabalho ainda cresceu 3,3%.

    Ao longo deste segundo semestre, especialistas esperam que a estabilização seja convertida numa piora. Em parte, por causa da desaceleração da economia.

    Após o crescimento econômico de 2,3% registrado em 2025, analistas esperam avanço de 1,9% este ano, conforme a mais recente edição do Boletim Focus, pesquisa de estimativas feita pelo Banco Central (BC).

    Fonte: Globo.com

  • PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas

    PF apreende mala de filiada ao PSD com R$ 510 mil no Aeroporto de Congonhas

    A Polícia Federal (PF) apreendeu uma mala da advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-candidata a deputada distrital no Distrito Federal (DF) pelo PSD, com R$ 510 mil em espécie, na tarde dessa terça-feira (25/8), no Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo.

    Segundo a autoridade, Valéria tentava embarcar em um voo por volta das 15h, quando inspetores de raio-x do aeroporto constataram que a bagagem estava cheia de dinheiro. A mulher foi encaminhada ao plantão da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos.

    Valéria declarou ter comprovação de que o dinheiro em espécie foi obtido de forma lícita na sua declaração de imposto de renda. No entanto, como não houve a comprovação imediata, a PF apreendeu os valores.

    A mulher assegurou que vai apresentar a prova em 48 horas e, caso não cumpra o tempo estipulado, o processo correrá na Justiça. Procurado pela reportagem, o advogado de Valéria afirmou que será requerida a devolução de todos os valores ainda nesta quarta-feira (26/8).

    “Esclareça-se que a advogada V.L. tem a origem lícita e comprovação dos valores recebidos de cliente e, por esta razão, nesta data será requerida a devolução de todos os valores. Acresça-se que os valores foram recebidos por atividade jurídica típica de advocacia, respaldada em lei”, explicou em nota.

    Procurada pela reportagem, a Diretoria Nacional do PSD afirmou que desconhece o caso. A direção do PSD-DF esclareceu que a mulher não tem participação nas atividades partidárias.

    fonte: Metrópoles

  • Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC

    Vice de Marçal é réu por associação criminosa e vínculo com PCC

    Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato à vice-Presidência da República na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo, acusado de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de sistema público de informações.

    O processo, acolhido em março, corre em segredo de Justiça por ter sua origem em denúncia de violência política contra mulher, pelo que ele também é réu. Avalanche ainda é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos na Polícia Federal, por crimes correlatos.

    Duas pessoas conseguiram medidas protetivas contra Avalanche, que está proibido de chegar a menos de 500m e de se comunicar com elas. Uma testemunha, que trabalhava para ele, está sob proteção da Polícia Federal depois de relatar ter presenciado diversos crimes, incluindo o encaminhamento da vice-presidente do partido, Rachel de Carvalho, ao tribunal do PCC, para que fosse obrigada a renunciar.

    A denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), após investigação a cargo da Polícia Federal, cita que, em 16 de março de 2024, dia do seu aniversário, Rachel foi atraída ao escritório de Joaquim Pereira de Paulo Neto, advogado de Avalanche, onde foi submetida a uma “rodada de ameaças e pressões”, depois de o político dissolver arbitrariamente o diretório paulista, que era comandado por ela – depois, passou à mão de um membro do PCC e, em seguida, de Joaquim.

    “Na ocasião, os denunciados disseram à vítima o seguinte: ‘Não é um acordo, nem uma proposta, nós vamos pegar o Estado de São Paulo de vocês, e olha nos meus olhos, se você não se comportar, você nunca mais vai olhar nos olhos de ninguém, nem nos meus, nem no de ninguém’”, relata o MPE, com base no depoimento de Rachel.

    A pressão seguiu e, em 3 de abril, Rachel estava em uma loja do McDonald’s, de luto pela morte do pai, ocorrida um dia antes, quando capangas de Avalanche apareceram. Ela relatou à polícia ter sido levada a uma espécie de tribunal do crime, na presença de membros declarados do PCC, onde todos os celulares foram tomados.

    Ali, teria ouvido de Patrícia Reitter, consultora jurídica do PRTB e sócia de Joaquim, que “poderia ir visitar o cemitério muitas vezes” caso não assinasse a renúncia.

    De acordo com a denúncia do MPE, Patrícia teria declarado ser integrante do PCC e que a organização criminosa estaria no controle do partido (o próprio Avalanche disse, em um áudio tornado público em 2024, que era vinculado ao PCC). Em seguida, teria passado o celular de Rachel para a secretária de Avalanche, que havia lhe encaminhado um termo de renúncia para que ela assinasse digitalmente. Patrícia teria tirado a selfie de Rachel e consolidado a renúncia forçada.

    Antes, em 12 de março, em um restaurante em São Paulo, Leonardo já havia dito a Rachel, sempre de acordo com a denúncia do MPE, que, se ela recebesse ligação dizendo “pega tua vara e vai pescar”, ela deveria se despedir de seus familiares, pois seria morta. Duas testemunhas confirmaram à polícia terem ouvido a declaração.

    Avalanche tinha como estratégia controlar o PRTB para lançar Pablo Marçal como candidato a prefeito pelo partido e, novamente segundo o MPE, cobrar propina para entregar a presidência de diretórios municipais a políticos de todo o país. Para chegar lá, valeu-se de fraudes das mais diversas.

    Filiações fraudulentas decidiram destino do partido

    O PRTB foi fundado em 1994 por Levy Fidelix e pessoas então próximas ao folclórico político, que seguiu à frente do partido até sua morte, em abril de 2021, de Covid. Três grupos passaram, então, a disputar o comando da agremiação, capitaneados pela viúva Aldineia Fidelix, pelo irmão Júlio Cezar Fidelix e pela ex-assessora Rachel de Carvalho.

    fONTE: METRÓPOLES

  • PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância

    PGR pede a Mendonça que inquéritos sobre Lulinha saiam do STF e fiquem com a primeira instância

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam remetidos à Justiça de primeira instância. Lulinha é o filho mais velho do presidente Luís Inácio Lula da Silva, que está em campanha pela reeleição.

    Segundo a PGR, não há, nos autos dos inquéritos que apuram as suspeitas relacionadas à Dataprev e à venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, elementos que indiquem o envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.

    Para o órgão, também não existe conexão entre os fatos investigados nesses procedimentos e aqueles apurados na Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diante disso, o órgão se posicionou pela remessa dos dois inquéritos para a Justiça de primeiro grau.

    O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.

    A empresária recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS em cinco parcelas de R$ 300 mil, de acordo com a investigação. O trabalho dela previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, para que fosse disponibilizado no SUS. O GLOBO mostrou nesta semana que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, recebeu de Roberta uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

    Interlocutores de Marcola afirmam que ele reconheceu que o recebimento do documento foi “inadequado”, mas que não houve favorecimento no caso.

    Além disso, O GLOBO também mostrou que Lulinha e Roberta utilizavam uma casa no Lago Sul, região nobre de Brasília, durante suas visitas à capital federal, para realizar reuniões discretas.

    Fonte: OGLOBO

  • Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande

    Riedel e Tereza reúnem grupo político com 77 prefeitos de MS em Campo Grande

    O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), participou de um encontro com mais de 70 prefeitos de diferentes municípios do Estado nesta terça-feira (18), em Campo Grande. O evento também contou com a presença da senadora Tereza Cristina (PP) e de candidatos ao Senado Federal.

    Realizado na sede do PL, na Capital, o encontro reuniu representantes do grupo político formado por partidos como União Progressista, Republicanos, PL, Avante e PSDB, que manifestaram apoio à candidatura de Riedel.

    Os prefeitos participaram anteriormente de um evento promovido pela Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), na tarde desta terça-feira, e depois seguiram para a reunião política.

    Riedel definiu o encontro como um momento de alinhamento político. “Estamos reunindo as lideranças políticas que estão participando do projeto para falar das plataformas de governo, da nossa proposta”, explicou.

    O governador enfatizou uma palavra: gratidão. Agradeceu aos prefeitos e prefeitas pelo empenho desde 2022 e pela parceria construída ao longo do mandato. Reforçou que o Governo tem a construção contínua junto aos municípios, com uma agenda intensa de entregas em dezenas de cidades.

    “O meu compromisso com os municípios está fechado, está feito. A gente não tem obra acabada, tem construção no dia a dia, junto com vocês, trabalho diário para equacionar programas e melhorar a vida das pessoas. O que a gente entregou e tem para entregar é o melhor para Mato Grosso do Sul”, disse Riedel, que encerrou sua fala convocando os prefeitos e prefeitas para essa caminhada.

    “Vamos arregaçar as mangas, ir para a rua e pedir o voto. Nós precisamos de vocês na porta, representando e convencendo, com o orgulho do nosso estado e dos municípios de vocês. O melhor ainda está por vir. Está dada a largada e vamos pro trecho MS”, convidou o candidato.

    A senadora Tereza Cristina também esteve no encontro para engrossar o coro do municipalismo. Em tom de mobilização, ela exaltou a união, apontou Mato Grosso do Sul como exemplo para o Brasil e convocou prefeitos e prefeitas para estarem imbuídos da campanha.

    Fonte: Midiamax

  • Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018

    Candidata do PL que criticou Bolsa Família recebe o auxílio desde 2018

    A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL), que usou as redes sociais para criticar programas de assistência do governo federal, como o Bolsa Família e o Gás do Povo, apareceu como beneficiária dos auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência. Nos últimos oito anos, com exceção de 2024, Barclay teria recebido cerca de R$ 21 mil das iniciativas sociais.

    A influenciadora política, também conhecida como “Trans de Direita”, começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro. Os pagamentos eram vinculados ao Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado pelo governo para reunir informações de famílias de baixa renda.

    Mas, a partir de 2025, quando passou a produzir conteúdos voltados à direita na internet, logo começaram as críticas ao funcionamento dos programas. Barclay insinuou que as iniciativas eram ineficientes e chegou a ofender os beneficiários. Em 11 de setembro de 2025, ela criticou o programa em publicação no X.

    “Gostam de viver na extrema miséria, porque é nisso que vocês vivem. Vá por mim: tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco”, escreveu.

    Dias depois, no mesmo mês, a então influenciadora política recebeu R$ 600 do Bolsa Família, segundo os dados oficiais. As críticas continuaram neste ano. No mês de julho, ela publicou vídeo em seu perfil do Instagram em que questionou o programa Gás do Povo:

    “Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo”.

    O documento, obtido pela reportagem, mostrou que ela havia recebido o benefício relacionado ao gás em março deste ano.

    Fonte: Metrópoles

  • Michelle lidera intenções de voto ao Senado; Leila, Bia e Erika estão empatadas, diz Real Time

    Michelle lidera intenções de voto ao Senado; Leila, Bia e Erika estão empatadas, diz Real Time

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera pesquisa Real Time Big Data, com 25% das intenções de voto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (19/8), indica que Leila do Vôlei (PDT) tem 17% e está tecnicamente empatada com Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT), que somam, cada uma, 15%.

    Logo atrás, aparece o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), com 8%. Cristian Viana (Podemos) foi escolhido por 2%, mas ele não concorre ao cargo de senador – disputa como segundo suplente de Michelle Bolsonaro.

    Tiago Tarsis (Agir) soma 1%. Já Zanata (PSTU) e Professor Guilherme Amorim (UP) não pontuaram.

    Entre os entrevistados no levantamento do Real Time Big Data, 8% declararam que vão votar nulo ou branco e 9% ainda estão indecisos. A pesquisa consolidou primeiro e segundo votos.

    O levantamento Real Time Big Data foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07849/2026. Foram ouvidos 1,6 mil eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%.

    Cenário embolado

    Nas eleições de outubro de 2026, o DF vai eleger dois candidatos ao Senado. Outras pesquisas também indicam Michelle Bolsonaro na dianteira, enquanto as outras três candidatas aparecem emboladas.

    O Instituto Gazeta de Pesquisas (Igape), em levantamento divulgado na segunda-feira (17/8), perguntou aos eleitores sobre o primeiro e segundo voto ao Senado.

    No caso do primeiro voto, segundo a pesquisa Igape, Michelle soma 22,5%. Logo atrás, outras três candidatas estão tecnicamente empatadas: Leila do Vôlei (PDT), com 10,5%; Erika Kokay (PT), preferida de 10,1%; e Bia Kicis (PL), escolhida por 8,8% dos eleitores.

    Já no cenário do segundo voto ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL) tem 11,5%, seguida de Bia Kicis (PL), com 8,6%, e Leila do Vôlei (PDT), que soma 6,7%. Sebastião Coelho (Novo) tem 3,5% e Erika Kokay (PT) foi escolhida por 2,1% dos entrevistados.

    Fonte: Metrópoles

  • Professores denunciam distorção do Ideb por governo de SC

    Professores denunciam distorção do Ideb por governo de SC

    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) alertou para uma distorção na apresentação dos dados do Ideb – a avaliação do ensino básico – por parte do governo do estado. O governador Jorginho Mello e a secretária de Educação Luciane Ceretta utilizaram em suas redes sociais números que somam notas das escolas municipais e privadas com as da rede estadual, o que fez os indicadores subirem e darem destaque ao desempenho catarinense.

    Tanto Jorginho quanto a secretária divulgaram que Santa Catarina estava em terceiro lugar no indicador para os Anos Iniciais. Jorginho Mello não destacou que o desempenho era apenas em um dos níveis de ensino. Já Ceretta comemorou o que seria um quarto lugar nos Anos Finais e sétimo lugar no Ensino Médio. Porém, se a métrica utilizada for somente o desempenho da rede estadual, gerida pelo governo, as posições mudam para décimo primeiro, nono e décimo lugar.

    Além disso, a rede estadual catarinense não bateu a meta estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) em nenhum dos níveis, ficando até um ponto distante da nota estipulada para os Anos Finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.

    Em seu perfil no Instagram, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Giuliana Mordente criticou a ênfase no ranqueamento e na divulgação das notas do Ideb. “E desde quando nota no Ideb é sinônimo de qualidade? Porque o Ideb só mede duas coisas: o desempenho em Português e Matemática e o fluxo de aprovação. E aí, se virou competição, vale tudo, inclusive fraude, porque aí basta você não reprovar ninguém”.

    Segundo o Sinte, além da distorção dos números no marketing, o desempenho de Santa Catarina também pode ser questionado pela taxa de aprovação. Um estudo feito pelo sindicato e obtido com exclusividade pela coluna indica que, no Ensino Médio, a taxa de aprovação subiu de 83,6%, em 2023, para 90,1%, em 2025. A entidade registrou um “crescimento atípico” na série histórica.

    No Ensino Fundamental, a métrica das aprovações também aumentou e puxou o desempenho da rede estadual, que mesmo assim está abaixo da média nacional e da região sul. Nos Anos Iniciais, o Estado conseguiu atingir a média nacional, mas no início da década de 2010 mantinha posição sempre acima deste número.

    “Quando o governo divulga os resultados do Ideb das redes privada, federal e municipal, de forma conjunta, tenta mascarar a deterioração da educação pública estadual e a falta de investimentos na valorização do magistério catarinense”, pontuou a presidente do Sinte, Elivane Secchi, em texto no portal do sindicato.

    Questões estruturais

    O estudo do sindicato revela que o desempenho no Ideb vem sendo afetado por questões estruturais. Ainda que os indicadores tenham de fato aumentado, Santa Catarina deixou de ser referência nacional em educação ao longo dos últimos anos, com perdas acumuladas que o órgão atribui a métricas que o Ideb não mostra.

    A proporção de docentes concursados na rede estadual é a terceira menor do país e o investimento em educação está entre os dez mais baixos, assim como o salário do professor, cuja carreira está entre as mais compactas e o rendimento está entre os menores do Brasil. A proporção de jovens estudando, em Santa Catarina, também preocupa a organização sindical.

    “Hoje, Santa Catarina tem a terceira menor participação de docentes efetivos entre os estados brasileiros e, quando desconsideramos os recursos destinados às bolsas em universidades privadas, também está entre os dez estados que menos investem em educação”, pontua Elivane.

    Em seu Instagram, a secretária de Educação Luciane Ceretta disse que a conquista do Ideb “reflete o trabalho realizado para fortalecer a aprendizagem dos estudantes”. Também destacou os tópicos que, segundo ela, teriam feito Santa Catarina avançar, entre os quais “investimentos em infraestrutura escolar”, um dos motes das campanhas de marketing do governador por meio do “Programa Escola Boa”.

    Já o governador, que constantemente recorre a comparação entre estados para “vender” a imagem de Santa Catarina, escolheu um dado de destaque e ocultou os demais. “Estamos em terceiro lugar no Brasil”, disse, sem registrar que o ranking escolhido envolvia as médias até das instituições particulares e se referia somente a uma etapa de ensino.

    A abordagem escolhida pelo governo, cuja rede estadual melhorou o desempenho, mas sem destaque como o propagado pelos gestores, também omitiu o desempenho de outra “vitrine” da gestão: as escolas cívico-militar. Mantidas pelo governo estadual mesmo com a descontinuidade do programa federal, há indicativos de queda no Ideb de 2025 em comparação a 2023 em algumas unidades da rede.

    Nos Anos Iniciais, por exemplo, a Henrique Fontes, em Tubarão, perdeu 0,8 na nota final, caindo de 7,3 para 6,5. Já a Pedro Christiano Feddersen, de Blumenau, perdeu 0,5 nos Anos Finais. No Ensino Médio, a Jaldyr Bhering F. da Silva, de São Miguel do Oeste, oscilou 0,3 para baixo.

    O que diz a secretaria

    A Secretaria de Educação, por meio da assessoria de imprensa, disse que divulgou os dados conforme o padrão do Ministério da Educação, “tanto da rede pública estadual, como do estado como um todo”. As postagens dos gestores, entretanto, não trazem as notas isoladas, mas somadas. “O Ideb é do Estado de Santa Catarina. O Governo de Santa Catarina tem um regime de colaboração com os municípios e ressalta que as médias são muito próximas entre o Estado de Santa Catarina e a rede pública estadual”.

    Sobre a discussão levantada pelo Sinte a respeito do fluxo de aprovação, o governo considera equivocada. A secretaria informa que no Ensino Médio o Estado chega a ter a terceira maior taxa de reprovação do país. “O resultado do Ideb é resultado do esforço dos professores e professoras da escola pública, somado à grande mobilização dos estudantes e suas famílias para participação, que passou de 703 unidades participantes em 2023 para 921 em 2025, um crescimento de 31%”.

    A respeito das escolas cívico-militar, o órgão assegura que os resultados “mostram uma trajetória predominantemente de melhora nos indicadores em todas as etapas de ensino, com destaque para os anos finais do Ensino Fundamental”, e acrescenta que o trabalho desenvolvido nessas escolas vai além da dimensão pedagógica.

    O governo também respondeu os questionamentos da coluna sobre o não cumprimento de nenhuma das metas do MEC para o ciclo de avaliação, destacando que o Estado atingiu sua melhor avaliação da série histórica. “O Estado segue desenvolvendo diversas iniciativas, com foco na aprendizagem dos estudantes, para que os índices sejam ainda melhores nos próximos indicadores”.

    EtapaIdeb da rede estadualComo o Estado divulgou
    Anos Iniciais6,3 (11º lugar)6,7 (3º lugar)
    Anos Finais5,0 (9º lugar)5,4 (4º lugar)
    Ensino Médio4,3 (1




    Fonte: ICL
  • Governo Lula refaz cálculo e estima salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

    Governo Lula refaz cálculo e estima salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

    A nova previsão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o salário mínimo no ano de 2027 é de R$ 1.741. A projeção representa acréscimo de R$ 24 em relação à estimativa feita em abril, que era de R$ 1.717. O novo valor constará do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano, a ser enviado ao Congresso até o próximo dia 31 de agosto.

    Caso seja confirmado, o novo valor representará aumento de 7,4% (R$ 120 a mais) em relação ao piso atual, que é de R$ 1.621. O novo salário mínimo passa a valer em 1º de janeiro de 2027 e, até lá, ainda pode sofrer variações.

    A estimativa segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (neste caso, 2025).

    Variação

    A projeção atual da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda é de que a inflação em 12 meses até novembro fique em 4,93%, mais do que o inicialmente calculado pelos técnicos.

    A estimativa subiu em razão dos possíveis impactos negativos do fenômeno El Niño sobre o preço de alimentos. Já a atividade econômica cresceu 2,3% no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O salário mínimo é um marco para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A correção interfere diretamente em algumas das despesas mais relevantes do Orçamento Federal.

    Conforme as estimativas do governo feitas em abril, cada R$ 1 adicional no salário mínimo gera despesa extra de R$ 413,2 milhões. Ou seja, só a revisão do piso vai gerar pressão extra de R$ 9,9 bilhões em despesas obrigatórias no Orçamento de 2027.

    Arcabouço fiscal

    Em decorrência da influência que o salário mínimo tem sobre as despesas públicas, o governo decidiu, no fim de 2024, limitar o ganho real do piso ao mesmo ritmo da expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano.

    A medida, aprovada pelo Congresso, busca evitar que o crescimento acelerado dos gastos obrigatórios indexados ao piso tire espaço das ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.

    O ganho real previsto para 2027 fica dentro do limite de 2,5%, que valerá para o aumento das despesas acima da inflação no próximo ano.

    Fonte: Metrópoles

  • Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit

    Cláudio Castro é alvo de buscas da PF na Operação Sem Refino 2, sobre fraude em licenças ambientais da Refit

    O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo de buscas, nesta sexta-feira (14), da 2ª fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. Desta vez, o foco da PF é apurar supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para o complexo petroquímico.

    Castro já tinha sofrido buscas na 1ª etapa da Sem Refino, em maio — quando o STF mandou prender o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Magro, considerado um dos maiores devedores de impostos do país, está foragido desde então.

    Outro alvo de buscas nesta sexta é Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente do RJ e ex-deputado estadual. Agentes da PF saíram para cumprir, no total, 16 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Entre os endereços estão condomínios na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Petrópolis, na Região Serrana.

    “A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF.

    Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit.

    Alvos de busca

    • Ana Carolina Godinho Motta Miranda, empresária;
    • Antonio Carlos Santos, o Pipo, advogado;
    • Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Ambiente;
    • Cláudio Castro, ex-governador;
    • José Mauro Junior, ex-secretário estadual de Transformação Digital;
    • Luiz Fernando Gomes, empresário da construção civil;
    • Mauricio Castro de Jesus Leite, empresário e marido de Ana Carolina.

    Os alvos podem responder por gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.

    O que dizem os investigados

    Nota de Cláudio Castro

    “A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclarece que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses. Atualmente, não há nenhum endereço ligado ao ex-governador na região.

    A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.

    Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.

    A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão.

    Além disso, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com diversas ações contra a empresa ao longo da gestão, demonstrando que o Estado atuou para cobrar os valores devidos e defender o interesse público.”

    O g1 tenta contato com os demais investigados.

    Relembre a 1ª fase

    A 1ª etapa da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio. O empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como Magro mora em Miami, nos Estados Unidos, é considerado foragido.

    Fonte: Globo.com

  • Reinaldo lidera; Vander e Contar estão empatados na corrida por 2 vagas no Senado, diz pesquisa

    Reinaldo lidera; Vander e Contar estão empatados na corrida por 2 vagas no Senado, diz pesquisa

    Os candidatos Vander Loubet (PT) e Capitão Contar (PL) aparecem tecnicamente empatados na disputa ao Senado Federal, aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13). O levantamento é o primeiro a ser publicado após o fim das convenções partidárias e o anúncio da desistência de Nelsinho Trad (PSD) da reeleição.

    A pesquisa realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência ouviu 2 mil pessoas, de 16 anos ou mais, entre 7 e 12 de agosto, em 30 municípios. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

    O ex-governador Reinaldo Azambuja aparece na liderança na pesquisa espontânea, quando não é dada nenhuma opção, com 18% das intenções de voto. Em seguida, vêm Capitão Contar e Vander Loubet tecnicamente empatados, com intenções de voto de 10% e 9,2%, respectivamente. 

    A senadora Soraya Thronicke (PSB) vem em seguida, com 3,4%; depois, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 1%; Daniel Júnior (Agir), com 0,6%; Roberto Oshiro (Novo), com 0,4%; Luiz Lemos (DC), com 0,1%; e Sidney Vargas (PRD), com 0,1%. Foram citados outros nomes por 0,8%; 27% votariam em branco ou nulo e 29,4% não sabem ou não responderam.

    Pesquisa estimulada

    A pesquisa estimulada para o primeiro voto  — quando são dadas opções aos eleitores — mostra que as intenções de voto em Vander Loubet e Reinaldo Azambuja cresceram após a desistência de Nelsinho Trad, enquanto Capitão Contar se manteve estável. Na pesquisa anterior, antes da desistência, Nelsinho Trad aparecia com 20,2% das intenções de voto.

    O levantamento, divulgado nesta quinta, mostra que a intenção de voto para Reinaldo Azambuja saiu de 22% na pesquisa anterior para 34% na pesquisa mais recente. Já Vander Loubet subiu de 11% para 17,8%. Capitão Contar também cresceu, mas dentro da margem de erro, de 18% para 20%.

    Na pesquisa recente, a senadora Soraya Thronicke aparece com 9% das intenções de voto, seguida por Beto, com 2%; Daniel, com 1%; Oshiro, com 0,8%; Luiz, com 0,2%; Vargas, com 0,15%; e Valderir Garcia (PCO), com 0,05%, sendo que 7% vão votar em branco ou nulo e 8% não sabem ou não responderam.

    Segundo voto

    Neste ano, os eleitores votam duas vezes para o Senado Federal. Na pesquisa estimulada para o segundo voto, o ex-governador Azambuja vem em primeiro, com 30%, seguido por Contar, com 25%, e Vander Loubet, com 16,7%. 

    Na pesquisa anterior, Nelsinho Trad aparecia em primeiro lugar nas intenções para o segundo voto, com 20%. 

    Na consulta mais recente sobre o segundo cenário, Soraya aparece com 8%; Beto, com 2,2%; Daniel, com 1,2%; Oshiro, com 0,4%; Luiz, com 0,1%; Vargas, com 0,1%; e Garcia, com 0,10%, sendo que 8% vão votar em branco ou nulo e 8,2% não sabem ou não responderam.

    Na pesquisa estimulada anterior, Nelsinho liderava, com 20%, seguido por Azambuja, com 19%; Contar, com 18,2%; Vander, com 11,6%; Soraya, com 8,6%; Fernando, com 1%; Daniel, com 0,8%; Beto, com 0,6%; e Oshiro, com 0,4%, sendo que 10% iriam votar em branco ou nulo e 9,8% não sabiam ou não responderam.

    A pesquisa foi registrada sob os números MS-09590/2026 e BR-03493/2026 e adotou metodologia quantitativa, combinando entrevistas presenciais e abordagens pelo sistema CAT. Foi aplicado um questionário estruturado junto a uma amostra representativa do eleitorado de Mato Grosso do Sul.

    Fonte: Midiamax

  • Operação do Gecoc mira fraude em contratos da saúde em Mato Grosso do Sul

    Operação do Gecoc mira fraude em contratos da saúde em Mato Grosso do Sul

    O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco realizam na manhã desta quinta-feira (13) operação que mira fraude em contratos públicos da saúde em municípios de Mato Grosso do Sul.

    Conforme apurado pela reportagem, o foco são contratos nos municípios de Jardim, Nioaque e Guia Lopes da . No entanto, as equipes cumprem mandado em um condomínio de luxo na região norte de Campo Grande.

    As informações são de que há cumprimento de mandados na casa da ex-secretária de saúde de Nioaque, Márcia Jara.

    A ação desta quinta-feira seria um desdobramento da Operação Auditus, realizada há um ano e que teve como objeto de investigação fraudes consistentes em cobranças indevidas de inúmeros exames que não eram de fato realizados.

    Naquela ocasião, a investigação havia identificado a ocorrência de fraudes em licitações que tiveram como objeto a contratação de empresa para a prestação de serviços de especialidade médica por meio de consultas, realização de exames e procedimentos médicos, bem como na execução dos respectivos contratos, sendo estimado um potencial dano de mais de três milhões de reais, entre os anos de 2019 e 2024.

    “Auditus” dá nome à operação e quer dizer ‘audição’ em latim, já que um dos exames fraudados era o de triagem auditiva neonatal, conhecido como teste da orelhinha.

    Ao Jornal Midiamax, o prefeito de Nioaque, André Guimarães (PP) disse que não há cumprimento de mandados no prédio da prefeitura.

    Para a reportagem, o prefeito Guga (PSDB), de Jardim, confirmou que não há ação no âmbito da atual administração ou buscas em nenhum prédio da prefeitura.

    Fonte: Midiamax

  • Volta de Cleitinho à disputa em MG desanima campanha do PL

    Volta de Cleitinho à disputa em MG desanima campanha do PL

    Belo Horizonte – Apesar do Partido Liberal (PL) manter a candidatura do empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Flávio Roscoe (PL) ao Executivo estadual, mesmo com a campanha do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), integrantes do partido afirmaram à reportagem que não vão “gastar energia” com o correligionário, pois estão seguros da vitória do outro aliado.

    “Contra o Cleitinho, nós não temos viabilidade de campanha, já tem total consciência”, afirmou o assessor de um candidato forte ao legislativo.

    Outra fonte afirmou que, com improváveis chances de avançar para o segundo turno, o candidato a deputado federal Charlles Evangelista (PL-MG) teria avaliado que valia mais a pena seguir na disputa ao Legislativo. A assessoria do parlamentar nega que a desistência ocorra devido a candidatura do senador, mas com uma justificativa que vai ao encontro da afirmação.

    “O partido nos vê com condições reais de representar a bancada de Minas no Congresso Nacional”, afirmou Evangelista por meio de nota.

    Indicado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Roscoe é visto como um aliado leal e confiável pelo membro da família Bolsonaro. A manutenção de sua candidatura garante a Flávio um palanque seguro, coisa que Cleitinho não vinha garantindo.

    O senador, porém, lidera as pesquisas em Minas com folga e sempre foi o palanque favorito de Flávio Bolsonaro. A ideia da campanha do candidato do PL é buscar dois palanques em Minas, mas o Republicanos de Cleitinho não gosta desse acerto.

    Mulher para vice

    Com o recuo de Charlles Evangelista de assumir a disputa a vice governador, o Partido Liberal acabou escolhendo a presidente do PL Mulher de Minas Gerais, a vereadora de Uberaba, Ellen Miziara.

    A parlamentar fazia parte de uma lista com outros quatro candidatos, entre eles a Coronel Cláudia Romualdo (PL-MG), que foi candidata a vice-prefeita de Belo Horizonte em 2024.

    Fonte: Metrópoles

  • PF mira esquema de apostas, lavagem e evasão no valor de R$ 1 bilhão

    PF mira esquema de apostas, lavagem e evasão no valor de R$ 1 bilhão

    A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Arena para investigar grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior a fim de ocultar a origem e o destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas.

    O advogado Nelson Wilians está entre os alvos da operação. Ele é dono de grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros caros e viagens. Além do advogado, a PF mira a empresa paraibana Pixbet.

    A operação também envolve medidas de quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.

    Ao todo, são cumpridos, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba.

    As medidas são cumpridas nos seguintes estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

    Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.

    Em nota, Santiago Schunck, advogado de Wilians, afirmou que a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.

    “O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, disse.

    A defesa afirmou, ainda, que é preciso “ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa.”

    Investigação

    Segundo a Receita Federal, empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

    De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

    A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

    A Receita ressaltou que embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.

    Quem é Nelson Wilians

    Nelson Wilians é dono de grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros caros e viagens.

    Em julho deste ano, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). Nelson também é investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.

    Em setembro do ano passado, a casa e o escritório do advogado também foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no âmbito da Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto, sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias.

    Fonte: Metrópoles

  • Vereadores de Rio Brilhante repudiam aumento do pedágio

    Vereadores de Rio Brilhante repudiam aumento do pedágio

    A Câmara Municipal de Rio Brilhante aprovou, por unanimidade, a Moção de Repúdio nº 58/2026contra o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, administrada pela concessionária Motiva Pantanal. A iniciativa foi apresentada pelo vice-presidente da Casa, vereador Rodrigo Labôicier, e recebeu o apoio do presidente José Maria Caetano de Souza, o Nô, e dos demais parlamentares.

    A manifestação reúne os 13 vereadores do município, que decidiram unir forças diante de um reajuste que, na avaliação do Legislativo, pesa diretamente no bolso de quem depende da BR-163 para trabalhar, produzir, transportar mercadorias ou simplesmente se deslocar entre os municípios.

    A tarifa, que anteriormente custava R$ 9,10, passou para R$ 12,70, uma elevação de aproximadamente 39,6%. Para quem utiliza a rodovia com frequência, o impacto deixa de ser pontual e passa a representar uma despesa significativa no orçamento ao longo do mês.

    Para o vereador Rodrigo Labôisier, autor da moção, a discussão vai além do valor pago individualmente por cada motorista. Trata-se, segundo a preocupação apresentada pelo parlamentar e compartilhada pelos demais vereadores, de uma questão que alcança toda a população que depende da BR-163, especialmente trabalhadores, produtores rurais, transportadores e empresas.

    A posição adotada pela Câmara também demonstra uma atuação conjunta dos parlamentares na defesa dos interesses da comunidade. Ao aprovar a moção por unanimidade, os vereadores sinalizam que o Legislativo pretende acompanhar de perto questões que possam gerar impacto econômico para Rio Brilhante e para os usuários da rodovia.

    A preocupação não se restringe, portanto, aos moradores do município. A BR-163 é um importante corredor de circulação de pessoas e cargas em Mato Grosso do Sul, e qualquer alteração significativa no custo do pedágio pode repercutir sobre o transporte, a logística e, consequentemente, sobre o consumidor final.

    Nesse cenário, a Moção de Repúdio nº 58/2026 representa uma cobrança pública por atenção ao impacto do reajuste e reforça o papel fiscalizador e representativo da Câmara Municipal. A manifestação dos 13 vereadores mostra que, independentemente de posição partidária, o tema conseguiu unir o Legislativo em torno de uma preocupação comum: o peso que os novos valores representam para quem precisa utilizar a BR-163 diariamente.

    A expectativa agora é de que a manifestação do Legislativo de Rio Brilhante contribua para ampliar o debate sobre as tarifas e sobre a relação entre os valores cobrados dos usuários e os serviços oferecidos pela concessionária responsável pela rodovia.

    A Câmara se posicionou. E a mensagem dos vereadores é clara: o usuário da BR-163 precisa ser ouvido e o impacto desses aumentos não pode ser ignorado.

    Fonte: RB INFORMA

  • Motta cria oficialmente comissão da PEC que reduz maioridade penal

    Motta cria oficialmente comissão da PEC que reduz maioridade penal

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou nesta terça-feira (11/8) a criação da comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

    A reunião de instalação do colegiado e eleição do comando foi marcada para esta quarta-feira (12/8), às 14h. A constituição da comissão consta de ato assinado por Motta nesta terça e foi publicada no Diário da Câmara.

    O deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA) deve assumir a presidência do colegiado. O nome já havia sido anunciado por Motta em julho, ao lado do deputado Mendonça Filho (PL-PE), escolhido para a relatoria da proposta. A instalação havia sido prevista pelo presidente da Câmara para a segunda semana de agosto.

    A comissão ficará responsável por analisar a PEC nº 32/2015, de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota, e outras duas propostas apensadas.

    O texto principal altera os artigos 14 e 228 da Constituição para estabelecer a maioridade civil e penal aos 16 anos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da proposta em junho, por 44 votos a 18.

    Apesar da instalação do colegiado, a expectativa entre líderes da Câmara é de que a PEC tenha dificuldades para avançar até o plenário antes das eleições de outubro.

    Como mostrou o Metrópoles, Motta tem adotado a estratégia de permitir o avanço de pautas defendidas por diferentes bancadas nas comissões sem assumir compromisso com a votação definitiva de temas considerados sensíveis em ano eleitoral.

    Mendonça Filho já afirmou que pretende promover um debate amplo antes de apresentar o parecer. Entre as possibilidades em discussão está restringir a redução da maioridade penal a adolescentes a partir dos 16 anos envolvidos em crimes hediondos, em vez de aplicar a mudança de forma geral.

    A discussão sobre a maioridade penal chegou a aparecer durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. Mendonça, que também relatou aquela proposta, chegou a prever um referendo sobre a redução da idade penal, mas o dispositivo foi retirado do texto por acordo antes da votação no plenário da Câmara.

    Fonte: Metrópoles

  • Flávio planeja motociata até onde pai levou facada em Juiz de Fora

    Flávio planeja motociata até onde pai levou facada em Juiz de Fora

    O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) planeja realizar motociatas durante a campanha eleitoral de 2026 ao Palácio do Planalto, assim como seu pai, Jair Bolsonaro, fez em 2022.

    Uma das primeiras motociatas está prevista para acontecer no dia 17 de setembro em Juiz de Fora (MG), cidade onde o ex-presidente levou a facada durante a campanha eleitoral de 2018.

    Segundo aliados de Flávio, a motociata deve partir do aeroporto de Juiz de Fora e seguir até o local onde Bolsonaro levou a facada, no centro da cidade. Lá, o senador deve fazer um comício.

    De Juiz de Fora, Flávio deve seguir para Belo Horizonte, onde cumprirá outras agendas. Além da capital mineira, ele planeja visitar cidades da região metropolitana. Entre elas, Betim e Contagem.

    Nas agendas em Minas Gerais, o candidato do PL ao Palácio do Planalto deve estar acompanhado de lideranças do partido no estado. Entre elas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

    Fonte: Metrópoles

  • INSS amplia lista de doenças que garantem auxílio ou aposentadoria sem pagamento mínimo

    INSS amplia lista de doenças que garantem auxílio ou aposentadoria sem pagamento mínimo

    (Folhapress) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ampliou a lista de doenças que dão direito ao auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) ou à aposentadoria por incapacidade permanente —antiga aposentadoria por invalidez— sem que seja necessário pagar o mínimo de 12 contribuições à Previdência.

    O rol passou a incluir gestação de alto risco desde 24 de julho, quando foi publicada a portaria interministerial 15, assinada pelos ministros Wolney Queiroz, da Previdência Social, e Alexandre Padilha, da Saúde. Com isso, o número de doenças que dispensa a carência —pagamento mínimo— subiu para 18.

    Em 2022, o rol de enfermidades já havia sido ampliado, quando passaram a integrar o grupo acidente vascular encefálico agudo e abdome agudo cirúrgico, quando considerados graves. A lei que instituiu o rol é a 8.213, de 1991, e só foi modificada, até agora, nessas duas ocasiões.

    Segundo a Previdência, nesses casos, o benefício pode ser concedido sem que o pagamento mínimo de 12 contribuições tenha sido feito. No entanto, o cidadão precisa ter a qualidade de segurado, que é ser considerado segurado do INSS, e comprovar que tem a enfermidade há ao menos 15 dias.

    Também estão isentos de carências os profissionais —sejam autônomos ou contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)— que sofrem acidente de qualquer natureza ou causa, ou doença profissional, ou do trabalho.

    Nos demais casos, o segurado precisa ter, no mínimo, 12 pagamentos ao INSS para conseguir o benefício por incapacidade temporária ou permanente.

    Veja a lista de doenças que garantem benefício por incapacidade sem carência

    1. Tuberculose ativa
    2. Hanseníase
    3. Transtorno mental grave, desde que esteja cursando com alienação mental
    4. Neoplasia maligna
    5. Cegueira
    6. Paralisia irreversível e incapacitante
    7. Cardiopatia grave
    8. Doença de Parkinson
    9. Espondilite anquilosante
    10. Nefropatia grave
    11. Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante)
    12. Síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids)
    13. Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada
    14. Hepatopatia grave
    15. Esclerose múltipla
    16. Acidente vascular encefálico (agudo)
    17. Abdome agudo cirúrgico
    18. Gestação de alto risco

    Como conseguir o benefício?

    O segurado não faz o pedido da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença. Ele precisa solicitar uma perícia médica para ter direito aos benefícios. Quem determina se o pagamento será de auxílio ou aposentadoria é o médico.

    No caso do auxílio-doença, quando a doença não é permanente, o segurado pode fazer o pedido pelo Atestmed, sistema da Previdência que libera o benefício sem que seja necessária a perícia presencial, apenas com o envio do atestado médico pela internet, no aplicativo ou site Meu INSS.

    O pedido de agendamento da perícia também pode ser feito por telefone, pelo 135.

    Confira o passo a passo:
    • Acesse o app ou site Meu INSS
    • Informe CPF e senha do portal Gov.br
    • Na página inicial, escolha “Novo pedido” ou vá em “Do que você precisa?”, onde há uma lupa; digite a palavra “incapacidade” e selecione a opção “Pedir Benefício por incapacidade”
    • Siga o passo a passo do sistema e envie a documentação solicitada
    • O pedido de auxílio é analisado a distância, sem necessidade de perícia
    • Se for preciso passar por exame médico, ele será marcado e o segurado, informado sobre essa necessidade
    • No dia da perícia, leve toda a documentação que prove a incapacidade
    • Acompanhe todo o andamento de seu pedido pelo Meu INSS, em “Consultar Pedidos”

    O que é o auxílio-doença?

    É um benefício pago ao segurado incapacitado de forma temporária para o trabalho. Se a doença for permanente, é paga a aposentadoria por invalidez, chamada hoje de benefício por incapacidade permanente.

    Como deve ser o atestado para ter o auxílio-doença pela internet?

    O atestado médico ou odontológico deve ser em papel sem rasuras, e conter as seguintes informações:

    • Nome completo
    • Data de emissão (que não pode ser igual ou superior a 90 dias da data de entrada do requerimento)
    • Diagnóstico por extenso ou código da CID (Classificação Internacional de Doenças)
    • Assinatura do profissional, que pode ser eletrônica e deve respeitar as regras vigentes
    • Identificação do médico, com nome e registro no conselho de classe (Conselho Regional de Medicina ou Conselho Regional de Odontologia), no Ministério da Saúde (Registro do Ministério da Saúde), ou carimbo
    • Data de início do repouso ou de afastamento das atividades habituais
    • Prazo necessário para a recuperação, de preferência em dias (essa data pode ser uma estimativa)

    Fonte: ICL

  • Homem que relatou “armação” contra vice de Flávio é filiado ao PL

    Homem que relatou “armação” contra vice de Flávio é filiado ao PL

    Autor do depoimento que apontou uma suposta “armação” contra o candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL), o comerciante carioca Luis Antonio Lopes é filiado ao PL, partido do senador.

    Segundo registros obtidos pela coluna, Luis Antonio se filiou ao PL no dia 30 de abril de 2026, exatamente uma semana após prestar o depoimento à Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.

    O depoente, de acordo com registros da Justiça Eleitoral, filiou-se ao PL em Nilópolis, município da Baixada Fluminense que fica na Região Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro.

    Como revelou a coluna, Luis Antônio prestou depoimento, em 23 de abril, dizendo que a acusação por crime de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio, teria sido uma “armação”.

    O relato foi colhido pela Polícia Legislativa após a corporação ser acionada pelo próprio Gaspar. O parlamentar relatou que o depoente teria ligado para seu gabinete funcional a fim de denunciar a possível trama.

    O material foi enviado pela Câmara ao STF em 5 de maio. O caso precisou ser remetido à Corte após o comerciante citar que a “armação” teria sido feita por pessoas ligadas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que tem foro.

    Juntamente à senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), Lindbergh apresentou, em 27 de março, uma denúncia de que Gaspar teria estuprado uma adolescente e seria pai de uma filha fruto da suposta violência sexual.

    O depoimento

    No relatório enviado ao STF, a Polícia Legislativa informou que Luis Antonio Lopes tinha, à época, 62 anos de idade e seria dono de um quiosque no shopping Jardim Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro.

    No depoimento, Luis Antonio relatou aos policiais legislativos que a suposta “armação” teria envolvido o recrutamento de uma jovem chamada “Marcela Maria Mendes”, que prestava serviços em seu quiosque.

    O plano, de acordo com o depoente, previa que Marcela Mendes concederia entrevistas fingindo se chamar “Jailma” e se apresentaria como vítima do suposto estupro de Alfredo Gaspar.

    “Em determinada ocasião, Marcela se reuniu com uma mulher jornalista e com um indivíduo de nome Lucas, o qual se apresentava como assessor do Legislativo, conhecido do prefeito de Nova Iguaçu e, posteriormente, como ligado ao contexto político de Lindbergh Farias; […] tomou conhecimento, por intermédio de um colaborador do seu estabelecimento, senhor Rodrigo Freitas, morador da comunidade do Acari e vizinho de Marcela, de que ela havia sido preparada para conceder entrevista sob identidade falsa, utilizando o nome fictício de ‘Jailma’, afirmando falsamente ser oriunda de Maceió/AL e sustentando narrativa segundo a qual teria sido abusada sexualmente, ainda adolescente, por um político, fato do qual teria resultado uma criança“, diz o boletim de ocorrência, ao qual a coluna teve acesso.

    A suposta reunião com Lindbergh

    Na oitiva, Luis Antonio afirmou ainda que Lindbergh teria participado de uma reunião virtual com Marcela e outras pessoas. Disse também que o petista “parecia ter plena ciência do contexto fraudulento tratado nas reuniões”.

    “Segundo sua percepção, o declarante acredita que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integraria o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa. […] O indivíduo Lucas foi apontado por Marcela e também percebido pelo declarante como o mentor inicial da ideia daquela simulação. […] Lucas se vangloriava de ter sido ele quem apresentou a proposta a Carlos Roberto Lopes e outros personagens políticos”, diz o boletim de ocorrência.

    Fonte: Metrópoles

  • Justiça do Rio determina que Garotinho cumpra sentença e informa suspensão de direitos políticos a tribunais eleitorais

    Justiça do Rio determina que Garotinho cumpra sentença e informa suspensão de direitos políticos a tribunais eleitorais

    A Justiça do Rio determinou, nesta segunda-feira, que o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) cumpra a sentença relacionada a uma condenação por improbidade administrativa. Na decisão, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, impõe ainda a comunicação da suspensão dos direitos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio — eventuais deliberações sobre inelegibilidade cabem aos tribunais eleitorais. Garotinho é candidato ao governo do Rio.

    Procurada, a defesa do ex-governador informou que “contesta, com veemência”, o teor do despacho. O texto assinado pelo advogado Admar Gonzada reitera que Garotinho estaria em “pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura” pela Justiça Eleitoral.

    Na decisão, Cyfer argumenta que o trânsito em julgado do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que negou os últimos recursos de Garotinho, impôs o início do cumprimento da sentença. Na semana passada, como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, o Ministério Público do Rio, pela mesma razão, havia pedido urgência na execução da condenação, bem como a comunicação do fato ao TSE e ao TRE-RJ.

    “Encontra-se, portanto, exaurida a via recursal, estando o título apto ao cumprimento definitivo”, escreve o juiz no despacho. “Oficie-se, com urgência, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e o Tribunal Superior Eleitoral, comunicando o trânsito em julgado da condenação e a suspensão dos direitos políticos do executado pelo prazo de oito anos, contado do trânsito em julgado”, completa o magistrado.

    Cyfer, no entanto, comunica que os ofícios direcionados às cortes eleitorais “terão natureza meramente informativa e comunicarão a suspensão dos direitos políticos fixada no título, sem declaração deste juízo acerca da elegibilidade ou inelegibilidade do executado”. “A aferição de eventual causa de inelegibilidade compete à Justiça Eleitoral, não constituindo objeto desta decisão”, reforça o juiz.

    A condenação é referente a um caso julgado em 2018 envolvendo o programa Saúde em Movimento da Secretaria Estadual de Saúde, entre 2005 e 2006 — período em que o Estado do Rio era governado pela mulher do político, Rosinha Matheus, e Garotinho era secretário de Estado de Governo. Na ocasião, os desembargadores concluíram que houve contratação irregular da Fundação Pró-Cefet pelo governo e desvio de recursos públicos, além de responsabilizarem Garotinho por atuar para viabilizar a substituição do contrato anterior.

    A investigação concluiu que Garotinho teria intercedido para que fosse rompido o então vigente contrato com a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), que administrava o programa estadual, abrindo caminho para o acordo com a Pró-Cefet. A decisão determinou, à época, o ressarcimento integral do valor que teria sido desviado entre 2005 e 2006 (R$ 234,4 milhões), a proibição de contratar com o poder público por cinco anos e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Essa mesma condenação já havia servido de fundamento para a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de Garotinho a vereador, em 2024, com base na Lei da Ficha Limpa.

    Garotinho foi oficializado candidato ao governo do Rio pelo Republicanos no mês passado. Na rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, Garotinho somou 10% das intenções de voto. Ele aparece distante do líder, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), que marca 38% no cenário de primeiro turno, mas em empate técnico com Douglas Ruas (PL), com os mesmos 10%.

    Em março, o ex-governador conseguiu anular no STF, por decisão do ministro Cristiano Zanin, uma outra condenação eleitoral. A medida afastou, de forma provisória, a inelegibilidade do político no caso, enquanto a Corte analisa um habeas corpus apresentado pela defesa. O processo questiona um acórdão do TSE que manteve a condenação de Garotinho por crimes como corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo cometidos nas eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes (RJ), nos fatos investigados na Operação Chequinho.

    Esta é a quarta vez que Garotinho se candidata a governador do Rio nos últimos 30 anos. Antes de ser eleito para o cargo em 1998 pelo PDT, Garotinho havia perdido a eleição de quatro anos antes para o tucano Marcello Alencar. Em 2002, pelo PSB, acabou não concorrendo à reeleição porque se candidatou à Presidência da República, mas emplacou a mulher Rosinha Garotinho no Palácio Guanabara.

    Em 2014, pelo antigo PR (que depois se tornaria PL), viu os adversários Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella irem para o segundo turno e amargou um terceiro lugar na disputa. Quatro anos depois, na eleição vencida por Wilson Witzel, teve a candidatura pelo PRP impugnada pela Justiça Eleitoral durante a campanha devido à condenação por improbidade administrativa na segunda instância.

    Fonte: Globo.com

  • TJMS define data para julgar pedido de liberdade do ex-deputado Neno Razuk

    TJMS define data para julgar pedido de liberdade do ex-deputado Neno Razuk

    Pedido de habeas corpus de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, será julgado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em sessão do dia 20 de agosto.

    A defesa do ex-deputado havia entrado com o pedido enquanto Neno ainda estava foragido na Bolívia. O HC já teve liminar (decisão provisória) negada e, agora, será o julgamento do colegiado da 1ª Câmara Criminal.

    Enquanto isso, o ex-parlamentar também aguarda um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar se livrar da prisão.

    Neno Razuk foi detido no dia 2 de agosto na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil e um pedido em análise para inclusão de seu nome na lista da Interpol (Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal).

    Desde então, permanece recolhido em uma cela no Centro de Triagem de Campo Grande.

    O advogado visitou Neno na prisão e disse que seu cliente está “firme no sentido de tentar demonstrar sua tese defensiva e estamos aguardando o momento oportuno para demonstrar isso [no processo]”.

    A defesa alegou quatro teses para tentar a liberdade do ex-deputado:

    • Incompetência do juízo para decretar a prisão;
    • Ausência de pressupostos da prisão preventiva;
    • Confusão entre a modificação da situação de fato e fato novo a justificar a prisão preventiva;
    • Inexistência de elementos autorizadores da segregação cautelar.

    Clã Razuk denunciado por liderar jogo do bicho

    Além de Neno, já estavam presos seus dois irmãos Rafael e Jorge Razuk, além do pai, Roberto Razuk, que está em prisão domiciliar devido ao seu delicado estado de saúde.

    Eles foram denunciados pelo Gaeco como os líderes de organização criminosa que explorava o jogo do bicho em MS, cada um com um papel de liderança dentro do grupo.

    Documentos obtidos pela reportagem mostram que o patriarca do clã Razuk é quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.

    O papel de Roberto pai era decidir sobre questões como expansão do grupo, investimentos e articulações importantes.

    Já Neno é apontado pelo Gaeco como o líder operacional do grupo. No entanto, a investigação reforça que tudo tinha que passar pelo aval do pai.

    Jorge exercia papel de gerente e articulador da ‘jogatina’, como classificou o Gaeco. Assim, ele teria participação efetiva na organização criminosa, mas estava se dedicando à expansão dos negócios da família.

    Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.

    Fonte: Midiamax

  • Donos de imóveis rurais já podem declarar ITR 2026; prazo vai até setembro

    Donos de imóveis rurais já podem declarar ITR 2026; prazo vai até setembro

    Proprietários e responsáveis por imóveis rurais já podem enviar, a partir desta segunda-feira (10), a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. O prazo segue aberto até 30 de setembro.

    O documento é usado pela Receita Federal para reunir os dados do imóvel e do contribuinte e calcular o valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

    A entrega pode ser feita pela internet, inclusive pelo celular. Quem deixar para depois do prazo estará sujeito a multa.

    Quem precisa prestar contas

    A obrigação vale para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, possuidoras ou titulares do domínio útil de imóveis rurais. Usufrutuários também estão incluídos.

    A dispensa ocorre apenas nas situações de imunidade ou isenção previstas na legislação.

    Declaração pode ser feita pelo celular

    A principal opção neste ano é o serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal.

    O contribuinte pode acessar a plataforma pelo computador ou pelo celular, utilizando uma conta gov.br Prata ou Ouro.

    Entre os recursos disponíveis estão a recuperação de informações cadastrais já registradas e a possibilidade de organizar, em um mesmo ambiente, declarações referentes a diferentes imóveis.

    Pessoas físicas com propriedades rurais de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026 para preencher e transmitir o documento.

    Quem possui imóvel inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve informar o número do recibo de inscrição, salvo nos casos previstos de imunidade ou isenção.

    Atraso pode pesar no bolso

    Após 30 de setembro, a declaração será considerada entregue fora do prazo e poderá gerar multa.

    O valor corresponde a 1% ao mês ou fração sobre o total do imposto devido, com cobrança mínima de R$ 50.

    Se o contribuinte descobrir alguma informação incorreta depois do envio, poderá apresentar uma declaração retificadora. O novo documento passa a substituir o anterior, desde que não exista procedimento de fiscalização já iniciado.

    Imposto pode ser parcelado

    O ITR pode ser dividido em até quatro parcelas mensais, desde que cada uma tenha valor mínimo de R$ 50.

    Já quem tiver imposto inferior a R$ 100 deverá quitar todo o valor de uma vez.

    A primeira parcela ou o pagamento integral vence no próprio dia 30 de setembro.

    Com informações do Globo Rural.

    📅 Anote as datas

    10 de agosto

    Início do prazo para entrega da declaração

    30 de setembro, às 23h59

    Fim do prazo para envio da DITR 2026

    30 de setembro

    Vencimento da primeira parcela ou da quota única do ITR

    Fonte: Primeira Página

  • BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno e empata com Flávio e Caiado no 2º

    BTG/Nexus: Lula lidera 1º turno e empata com Flávio e Caiado no 2º

    Nova rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (10/8) aponta vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto no primeiro turno e empate técnico entre ambos os candidatos no segundo turno, na disputa pela Presidência da República.

    No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 35%. A diferença entre os dois está fora da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

    O levantamento mostra estabilidade, dentro da margem de erro, entre os principais candidatos na comparação com a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando estavam tecnicamente empatados.

    Naquela ocasião, Lula tinha 41% das intenções de voto (oscilou 1 ponto percentual para baixo na pesquisa desta segunda), contra 37% de Flávio Bolsonaro (2 pontos percentuais para baixo).

    Na sequência da sondagem atual, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 3%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

    Fonte: Metrópoles

  • Apoio da direita a Flávio não está certo, diz líder dos Republicanos

    Apoio da direita a Flávio não está certo, diz líder dos Republicanos

    O deputado federal e presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos-SP) (foto em destaque), afirmou, na sexta-feira (23/1), que o apoio da direita ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda é incerto.

    “Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, avaliou o republicano.

    A declaração é feita em meio a ataques de figuras da direita, como o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao partido de centro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

    Na semana passada, Cavalcante chegou a dizer que Tarcísio não é o sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para concorrer à vaga mais alta do Executivo e criticou a falta de apoio público do governador de SP ao senador Flávio.

    Flávio Bolsonaro afirmou, em pronunciamentos recentes, que deve buscar apoio do Centrão nos próximos meses para dar força à candidatura. Até o momento, o único apoio público que o senador tem é o da própria sigla, o Partido Liberal.

    Resposta a Eduardo

    Pereira também rebateu uma fala de Eduardo Bolsonaro referente ao chefe do Executivo estadual de São Paulo. “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”, afirmou Eduardo.

    O deputado federal Marcos Pereira respondeu com a seguinte declaração: “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”.

    fonte:metropoles

  • Fundos da Reag declaram R$ 4,1 bilhões em ações com “CNPJ fantasma”

    Fundos da Reag declaram R$ 4,1 bilhões em ações com “CNPJ fantasma”

    Fundos administrados pela Reag Trust utilizaram um CNPJ inválido para registrar participações avaliadas em cerca de R$ 4,1 bilhões em ações, segundo documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As informações indicam que a própria Reag apontou um CNPJ como emissor dos ativos declarados, embora o cadastro não exista nos registros da Receita Federal, aparecendo nos informes identificado apenas de forma genérica como “emitente geral”.

    A coluna identificou 16 fundos geridos pela Reag que registraram participações em ações associadas ao mesmo CNPJ. A corretora teve a liquidação extrajudicial anunciada pelo Banco Central em 15 de janeiro, em meio a investigações sobre sua atuação no mercado financeiro, especialmente a fraudes ligadas ao Banco Master.

    Os documentos analisados têm como base informes de maio e junho de 2025, que correspondem aos últimos balanços disponibilizados à CVM pela própria Reag.

    Nos fundos analisados, as participações foram classificadas como “ações”, o que indica investimentos diretos em empresas – em geral companhias privadas, holdings ou sociedades de propósito específico (SPEs), estrutura comum em fundos de investimento em participações (FIPs).

    Nesse tipo de operação, a regulamentação exige que o emissor do ativo seja identificado de forma precisa, com CNPJ válido e denominação social correspondente, ainda que a empresa não seja listada em bolsa.

    Nos documentos enviados à CVM, porém, diversas dessas participações aparecem vinculadas a um cadastro genérico, identificado como ‘emitente geral’, associado a um CNPJ inexistente. O mesmo identificador é utilizado para registrar investimentos em empresas distintas, com nomes diferentes, o que dificulta a verificação pública sobre quem são os emissores das ações declaradas.

    Veja o nome dos 16 fundos que têm como emitente de ações CNPJ inexistente:

    • Benevento Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Abrantes Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Revolution Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Mapi Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Touring Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Mercado Municipal de SP – Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia
    • Termopilas Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Northuldra fundo de Investimento em Participações Multiestratégia de Responsabilidade Ilimitad
    • Hockenheim Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia de Responsabilidade Ilimitada
    • 964 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Abbiamo Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Flora Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Horeb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Alpine Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia
    • New Meta Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia

    Oficialmente, esses fundos não são citados nas investigações da Polícia Federal (PF) nas linhas de apuração que envolvem a Reag, seja na operação que aponta ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), seja nas investigações que tratam das relações da corretora com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

    Embora a maior concentração de participações com emissor não identificável esteja em fundos administrados pela Reag, a coluna identificou o mesmo padrão em fundos geridos por outras administradoras.

    Em ao menos três fundos administrados pela Qore Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, participações relevantes aparecem registradas sob o mesmo CNPJ inválido, identificado como “emitente geral”.

    Em um desses casos, um fundo ligado à Qore declarou à CVM ter praticamente a totalidade de seu patrimônio aplicada em ações vinculadas a esse cadastro genérico. Segundo o informe mais recente, o fundo atribuiu valor de mercado de aproximadamente R$ 54,3 milhões a ações de empresas sem indicação de um emissor juridicamente identificável.

    Os outros dois fundos registram, sob o mesmo CNPJ inexistente, participações em ações descritas de forma semelhante àquelas informadas por fundos administrados pela Reag. Nesses casos, os investimentos somam cerca de R$ 49 milhões, também sem identificação válida dos emissores.

    Em todos os três casos, as participações são classificadas como “ações”, o que indica investimentos diretos em empresas.

    O que diz a CVM

    Por meio de nota, a CVM informou que é de responsabilidade dos administradores informar os dados: “No que se refere aos informes periódicos encaminhados por fundos de investimento, as áreas técnicas responsáveis tornam públicas as informações remetidas pelos administradores, nos termos da regulamentação vigente. A elaboração e o envio corretos desses documentos constituem dever regulatório dos administradores”.

    A CVM afirmou ainda que inconsistências dessa natureza, quando identificadas no âmbito das atividades de supervisão, podem ensejar a adoção das “providências cabíveis pelas áreas técnicas competentes, observadas as circunstâncias de cada situação”.

    “A identificação dos emissores de ativos nos informes deve ser realizada por meio de CNPJ válido ou, no caso de emissores estrangeiros, do identificador equivalente, inclusive em situações envolvendo empresas privadas, não listadas ou estrangeiras”, acrescentou a CVM.

    Fonte: Metrópoles

  • Empresário investigado por corrupção tenta reaver iPhone apreendido há mais de um ano

    Empresário investigado por corrupção tenta reaver iPhone apreendido há mais de um ano

    O empresário Sansão Inácio Rezende — alvo das operações Velatus e Spotless, em Terenos — tenta reaver seu iPhone 13 apreendido pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ainda na Velatus, em agosto de 2024.

    Naquela ocasião, Rezende foi alvo de busca e apreensão na operação que revelou esquema da “farra das empresas convidadas” que faziam “rodízio” para fraudar licitações de obras em Terenos, administrado pelo prefeito Henrique Budke (PSDB).

    Entretanto, pouco mais de uma ano após a Velatus, Sansão foi preso na Spotless, deflagrada em setembro de 2025 — e que também prendeu Budke. Agora, o empreiteiro quer de volta o aparelho celular, periciado pela investigação em busca de indícios do esquema.

    “Já houve a extração dos dados telemáticos, de modo que os dados e metadados constantes no objeto apreendido já se encontram em disposição do MPMS e da Polícia, não havendo necessidade de manutenção do aparelho apreendido, uma vez que a finalidade da apreensão já foi completamente alcançada”, diz a peça da defesa, que ainda espera uma devolutiva da Justiça.

    Licitações fraudadas pelo grupo, segundo o Gaeco

    Conforme a denúncia, as empresas de Genilton da Silva Moreira e do empreiteiro Sansão Inácio Rezende venceram licitação para construção de quatro pontes de madeira no município, em que Genilton receberia R$ 126 mil pelo serviço.

    Porém, conforme dados extraídos de celulares do próprio Genilton, o MP aponta que eles teriam ajustado as propostas juntamente com outro empreiteiro, a fim de vencer o certame.

    Na conversa, Isaac Cardoso Bisneto, ex-secretário de obras do Município, trata com Genilton supostamente sobre a licitação que ocorreria no mesmo dia, 11 de abril de 2022. O ex-secretário pergunta quem mais está com “vocês”, o que, segundo a denúncia, indica um ajuste prévio entre os empreiteiros.

    Então, Genilton cita o nome dos colegas que acabaram participando da licitação, reforçando, segundo a denúncia, o conluio entre o grupo.

    Outros diálogos reforçam ainda mais o acordo entre as partes. Por exemplo, conforme as investigações, o empreiteiro Sansão Inácio Rezende diz a Genilton que, no dia seguinte, seria publicada uma licitação “sua”, dando a entender que já estava tudo acertado entre o grupo.

    Quanto a essas acusações, a defesa de Genilton minimiza, dizendo que “as provas apresentadas se concentram em termos utilizados em troca de mensagens, interpretadas em favor da acusação, sem qualquer respaldo fático para indicar a veracidade do suposto conluio”.

    Prefeito afastado e mais 25 são denunciados à Justiça

    O MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) denunciou o prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), e mais 25 pessoas envolvidas no suposto esquema de corrupção na prefeitura.

    Licitações de obras públicas eram direcionadas e empresas se revezavam nos serviços, garantindo que o grupo se beneficiasse do esquema, que incluía pagamento de propina ao prefeito e a outros citados.

    “O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos, um verdadeiro balcão de negócios comandado pelo prefeito municipal [Henrique Budke]”, pontuou o procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior.

    Fonte: Midiamax

  • Patriotas vão à praça onde bandeira de Bolsonaro e Nikolas custa R$ 50

    Patriotas vão à praça onde bandeira de Bolsonaro e Nikolas custa R$ 50

    Patriotas e ambulantes chegaram cedo à Praça do Cruzeiro para o ato de encerramento da “Caminhada pela Liberdade“. Os primeiros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Papudinha cumprindo pena de 27 anos por tentativa golpe, começaram a se reunir no local por volta das 7h deste domingo (25/1).

    A manifestação está prevista para começar às 12h. Nas proximidades da Praça do Cruzeiro, vendedores estenderam camisetas com as cores verde e amarela, além de bandeiras do Brasil, algumas com a foto de Bolsonaro e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro. Os itens custam, em média, R$ 50.

    Nikolas iniciou o trajeto de 230 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília na segunda-feira (19/1), reunindo apoiadores de Bolsonaro no caminho. Eles protestam pela soltura do ex-presidente e dos demais condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

    “Vultoso contingente”

    Em documento obtido pelo Metrópoles, a Superintendência da PRF no DF comunica autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre o planejamento para execução de um desvio operacional no tráfego neste domingo.

    A Superintendência da PRF no DF afirma, no documento, que há previsão da chegada de “vultoso contingente de manifestantes e veículos à zona limítrofe do Distrito Federal, o que poderá comprometer a fluidez e a segurança viária no eixo principal da BR-040”.

    Segundo a PRF, o monitoramento dos manifestantes será contínuo, no entanto, não houve aviso para os órgãos de segurança viária se organizarem e garantirem a proteção dos manifestantes.

    Em Brasília, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) optou por instalar grades de proteção ao redor do Palácio do Planalto em razão da manifestação.

    O Metrópoles apurou que, apesar da medida adotada pelo Planalto, as forças de segurança do Distrito Federal rechaçam a possibilidade de qualquer tentativa de invasão ou de ação violenta do tipo, garantindo a segurança da capital federal.

    fONTE: Metrópoles

  • MP-SC denuncia dois prefeitos bolsonaristas e empresário confessa pagamento de propina

    MP-SC denuncia dois prefeitos bolsonaristas e empresário confessa pagamento de propina

    O último prefeito bolsonarista preso de Santa Catarina, Júnior de Abreu Bento (Progressistas), de Garopaba, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-SC) de liderar uma organização criminosa para incorrer em corrupção ativa e passiva, fraude ao caráter competitivo da licitação, fraude à execução de contrato administrativo e obstrução da atuação do Ministério Público. Além dele, mais um prefeito é alvo da denúncia: Luiz Henrique Castro de Souza, de Pescaria Brava, que atuou como secretário em sua gestão.

    Outros cinco nomes estão entre os denunciados que foram alvos da Operação Coleta Seletiva, que levou à prisão preventiva do prefeito no último dia 8 de janeiro. Entre eles está o empresário Joaquim da Silva Pacheco, que confessou, na presença dos advogados, um esquema de propinas mensais pagas a diferentes agentes públicos, dentre eles os prefeitos.

    Esse pagamento, segundo investigações da Diretoria Estadual de investigações criminais, na2ª Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR), ocorria ao mesmo tempo dos saques feitos pelo empresário e mensagens trocadas com os agentes públicos com códigos da maçonaria. A troca de mensagens tinha o objetivo de acertar a entrega dos valores.

    De acordo com as investigações, palavras como “livros”, “material”, “rito” e “ritual” eram utilizadas para designar o dinheiro em espécie da propina, enquanto o termo “GOSC” referia-se aos pagamentos oficiais liberados pelo município. GOSC é a sigla de “Grande Oriente de Santa Catarina”. As transações teriam continuado mesmo após investigações terem começado com o conhecimento dos agentes envolvido.

    Na denúncia do MP, há a descrição detalhada de 114 fatos em que foi possível identificar algum tipo de crime, em ocorrências que começaram em 2021. Conforme as investigações, foram cerca de R$ 1,4 milhões em propinas de valores que chegaram aos R$ 40 mil e que eram distribuídos sempre após o pagamento do contrato da prefeitura de Garopaba com a empresa de coleta de lixo, a Resamb. Desde pelo menos 2023 os pagamentos se tornaram estáveis, na ordem de R$ 20 mil por agente envolvido.

    O atual prefeito de Pescaria Brava, eleito em 2024, seria o responsável por recolher o montante até pelo menos o ano de 2022. Depois, a atribuição passou a Marcos André Cascaes, secretário de Infraestrutura afastado da gestão de Garopaba.

    A denúncia do MP marca uma etapa importante do processo, pois, se aceita pelo Tribunal de Justiça, pode tornar Júnior Bento réu pela segunda vez, em menos de um ano. Em 2025 ele passou a responder criminalmente na Justiça por corrupção em contratos da saúde e da educação descortinados na Operação Maestro.

    Segundo as investigações, o grupo fraudava licitações e acatava termos da concorrência do empresário contratado, impedindo que outras empresas vencessem a disputa pela coleta seletiva em Garopaba. Além disso, documentos teriam sido alterados para atrapalhar as investigações em curso.

    Alem de Júnior Bento, o pregoeiro Silas Gonçalves e o empresário Joaquim da Silva Pacheco estão presos preventivamente. Os três, o atual prefeito de Pescaria Brava, Marcos André Cascaes, Jair Pereira e Ricardo Luiz Pereira são implicados na denúncia como agentes desta organização.

    A defesa de Junior Bento foi contactada, mas não se posicionou até a publicação do material. Em nota do dia 14 de janeiro, negou o esquema de corrupção e afirmou que “não foi identificada qualquer interação entre o Prefeito e o empresário investigado, inexistindo reuniões, mensagens, ligações ou qualquer outro elemento que indique recebimento de vantagem indevida, estando o Prefeito sendo responsabilizado por atos supostamente praticados por terceiros”.

    Em nota, o prefeito de Pescaria Brava e ex-secretário de Garopaba disse que a investigação apura fatos vinculados ao Município de Garopaba e que não há qualquer relação entre a investigação e atos, contratos ou procedimentos da Prefeitura de Pescaria Brava, tampouco vínculo com a empresa investigada.

    Informa ainda que a inocência do acusado será provada na instrução do processo.

    Contactada, a empresa Resamb não se manifestou. Os demais agentes denunciados não foram localizados pela reportagem, que segue aberta às manifestações.

    Fonte: ICL

  • Fatura de cartão de Vorcaro chega a R$ 2,4 milhões e assusta investigadores.

    Fatura de cartão de Vorcaro chega a R$ 2,4 milhões e assusta investigadores.

    A movimentação financeira do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sugere um padrão de consumo exorbitante. No último ano, as faturas de cartão de crédito do empresário mineiro ultrapassaram a casa de R$ 1 milhão em vários meses.

    O ápice dos gastos de Vorcaro com o cartão de crédito, no período da quebra de sigilo, foi em junho de 2024: naquele mês, os três pagamentos somaram R$ 2,4 milhões (R$ 2.481.526,12).

    As faturas de cartão eram pagas com recursos da conta de Vorcaro no Bradesco. Ele mantinha conta na agência do banco na Faria Lima, em São Paulo (SP). A exorbitância dos gastos chamou a atenção dos investigadores que trabalham no caso do Banco Master.

    A gastança continuou até a prisão preventiva do banqueiro, realizada pela Polícia Federal no dia 18 de novembro do ano passado, quando ele tentava embarcar em um jatinho para Dubai. Naquele mês, os gastos de Vorcaro com cartão de crédito somaram R$ 1,7 milhão (R$ 1.778.638,06).

    Em setembro passado, os gastos com cartão chegaram a R$ 1,8 milhão (R$ 1.848.371,17), segundo informações da movimentação financeira do banqueiro às quais o Metrópoles teve acesso.

    Esses dados, no entanto, dizem respeito apenas à movimentação do banqueiro enquanto pessoa física.

    Os dados analisados pela reportagem se estendem de 2016 a novembro de 2025. O ano com maior volume transacionado — entre valores recebidos e debitados — foi 2023, com R$ 909,9 milhões. Em 2016, o volume movimentado foi de R$ 133,1 milhões.

    R$ 366 mil com grifes de luxo e R$ 542 mil em bikes

    Os dados da pessoa física de Vorcaro também incluem gastos elevados com marcas de luxo.

    Em 24 de abril de 2023, por exemplo, há o registro de uma transferência eletrônica de R$ 228,2 mil para a Hermès do Brasil Indústria e Comércio, pessoa jurídica que representa a grife francesa no território nacional. Ao todo, de maio de 2021 a abril de 2023, os gastos de Vorcaro com a grife somaram R$ 1,3 milhão (R$ 1.344.250,00).

    Em 25 de outubro do mesmo ano, o banqueiro gastou R$ 366.590,00 com outro ícone fashion: a Saint Laurent Brasil Importação e Exportação, representante brasileira da maison Yves Saint Laurent. Ao todo, há pouco mais de R$ 491,7 mil em gastos com essa grife.

    Em fevereiro de 2023, houve outro gasto elevado no universo das marcas de luxo: R$ 227 mil com produtos da joalheria Bvlgari.

    Outros gastos inusitados incluem um pagamento de R$ 89,1 mil para um buffet de luxo da Vila Madalena, o L’épicerie Produções Culinárias, em abril de 2023; e R$ 300 mil pagos ao chef José Maria Meira, em fevereiro de 2023. No Instagram, Meira se apresenta como “consultor VIP em eventos de experiência com luxo”.

    Finalmente, em abril de 2023, Vorcaro fez uma despesa de R$ 542,7 mil com a empresa de bicicletas do campeão de mountain bike André Bretas.

    Fonte Metrópoles

  • Paes promete apoio a Lula e abre frente para negociar vice do centrão para disputa no Rio

    Paes promete apoio a Lula e abre frente para negociar vice do centrão para disputa no Rio

    (Folhapress) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador do estado, articula desde o ano passado um vice que se enquadre na centro-direita. O deputado Dr. Luizinho (RJ), líder do PP na Câmara, tem se aproximado de Paes e abriu conversas para indicar um nome.

    Paes busca alguém que tenha capilaridade política na Baixada Fluminense ou no interior do estado. Ele considera o maior desafio eleitoral a disputa fora da capital, com um eleitor médio tradicionalmente mais conservador.

    No segundo turno da eleição para governador em 2018, Paes, então com dois mandatos como prefeito do Rio, perdeu para o até então desconhecido Wilson Witzel (então no PSC) em 89 das 92 cidades do estado. Só venceu na capital, em Niterói e no pequeno município de Rio das Flores.

    Desde o ano passado, Paes tem dito a aliados que o foco é selar a aliança com Dr. Luizinho, que tem berço político na Baixada Fluminense, influência em prefeituras do interior e no governo Cláudio Castro (PL).

    Médico, ele mantém indicações na área da Saúde. Sua irmã era diretora da Fundação Saúde até a divulgação do caso dos órgãos infectados com HIV, em 2024.

    Luizinho foi cotado para concorrer à prefeitura em 2024, contra Paes. Ele era o preferido de Castro, mas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Alexandre Ramagem (PL-RJ), derrotado no primeiro turno.

    No cenário fluminense, Luizinho espera aval do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, para fechar acordo. Paes tem no radar dois nomes do PP: o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa e o atual prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, filho do ex-governador Anthony Garotinho.

    Wladimir fez encontros com Paes em 2025 e era avaliado como um bom contraponto ao deputado estadual afastado Rodrigo Bacellar (União Brasil), à época cotado para concorrer ao governo. As famílias Garotinho e Bacellar são rivais em Campos.

    Rogério Lisboa foi prefeito de Nova Iguaçu por dois mandatos, o primeiro deles pelo PL, e é próximo de Luizinho.

    Uma decisão sobre vice só deve ser tomada por Paes depois do Carnaval. A eleição fluminense pode colocar em palanques opostos os partidos da federação União Progressista. O União, próximo a Castro, tende a apoiar um nome do PL ou lançar candidato próprio.

    Enquanto tenta ampliar alianças com a centro-direita e a direita no plano estadual, Paes promete apoio a Lula (PT).

    A relação do prefeito com petistas vive fase conturbada, com o retorno das rusgas entre Paes e André Ceciliano, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e atual secretário de assuntos parlamentares da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) no governo federal.

    Ceciliano se movimenta para emplacar candidatura ao provável mandato-tampão ao Governo do Rio, vaga que será aberta após Castro renunciar para concorrer ao Senado. Alas do PT divergem sobre a candidatura.

    Como o estado não tem vice-governador e o presidente original da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o Legislativo fluminense precisará convocar novas eleições indiretas para governador.

    Castro tem até abril para se desincompatibilizar do cargo e as eleições devem acontecer até 30 dias depois da saída.

    Candidatos fora da Alerj podem concorrer. Até a virada do ano, Castro articulava unanimidade ao nome de Nicola Miccione, secretário da Casa Civil. Miccione é visto como perfil administrativo, sem pretensão política e que, por isso, agradaria o amplo arco de alianças na assembleia.

    Mas o grupo à direita de Castro planeja lançar Douglas Ruas (PL), secretário estadual de Cidades, que é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo, o terceiro maior colégio eleitoral do estado.

    fonte: ICL

  • PSB e Cidadania anunciam pedido de impeachment de Ibaneis, governador do DF

    PSB e Cidadania anunciam pedido de impeachment de Ibaneis, governador do DF

    O PSB e o Cidadania anunciaram que irão protocolar nesta sexta-feira (23), às 15h, na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha. A iniciativa ocorre após novos desdobramentos do escândalo envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), incluindo a declaração do banqueiro Daniel Vorcaro de que teria tratado diretamente com o governador as operações que resultaram em transações fraudulentas entre as duas instituições.

    Ao ICL Notícias Ricardo Cappelli afirmou que a situação tornou-se insustentável do ponto de vista político e institucional. “Ibaneis tratou pessoalmente das fraudes do escândalo Master-BRB, segundo depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Master. Diante da gravidade das fraudes bilionárias no BRB, não há outro caminho. Ibaneis precisa ser afastado imediatamente”, disse.

    O deputado federal Rodrigo Rollemberg afirmou que as informações já reunidas são suficientes para caracterizar a gravidade do caso e justificar o afastamento do governador. “As provas são contundentes: o banqueiro Vorcaro afirmou à Polícia Federal que negociou pessoalmente com o governador Ibaneis a operação criminosa entre Master e BRB que gerou um prejuízo de bilhões de reais à população do DF. O Banco Central, por sua vez, já solicitou aporte de 2,6 bilhões de reais no BRB para cobrir o rombo causado pelo governo Ibaneis. A Justiça precisa ser rápida para determinar a prisão dos responsáveis e o sequestro de seus bens para reduzir o prejuízo da população do DF”, afirmou.

    Segundo os partidos, o caso Master-BRB provocou e ainda pode provocar danos de grande magnitude ao patrimônio público do Distrito Federal. O BRB é uma instituição financeira controlada pelo governo local e, desde a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, passou a figurar no centro da crise, com prejuízos estimados em bilhões de reais e a possibilidade de aportes de recursos públicos para cobrir perdas associadas às operações.

    A representação a ser apresentada destaca que as relações financeiras entre BRB e Master envolveram fundos de investimento, aquisição de ativos e negociações que, segundo investigações em curso, não observaram critérios prudenciais básicos. Parte dessas operações está sob apuração da Polícia Federal, do Banco Central e de outros órgãos de controle, o que amplia o alcance institucional e político do caso.

    A gravidade da situação, segundo o PSB e o Cidadania, foi aprofundada após a divulgação de declarações de Daniel Vorcaro às autoridades, nas quais o banqueiro afirma ter acertado diretamente com Ibaneis Rocha os termos das transações envolvendo o BRB. Para os partidos, a afirmação reforça a suspeita de envolvimento direto ou anuência do chefe do Executivo local em operações que comprometeram a saúde financeira do banco público.

    O pedido será assinado e entregue pessoalmente por Ricardo Cappelli, acompanhado do ex-governador do Distrito Federal e presidente do Cidadania no DF, Cristovam Buarque, do deputado federal Rodrigo Rollemberg e do presidente do PSB no Distrito Federal, Rodrigo Dias. O grupo sustenta que há indícios suficientes para a abertura de processo político-administrativo contra o governador.

    Paralelamente, o BRB enfrenta uma crise de governança e credibilidade no mercado. Relatórios e análises recentes indicam que o banco avalia a venda de ativos, revisão de carteiras e mudanças na diretoria como forma de recompor liquidez e tentar conter os efeitos do colapso do Master. O governo do Distrito Federal, por sua vez, já admitiu a possibilidade de realizar aportes no banco, o que ampliou o debate político sobre o uso de recursos públicos para cobrir prejuízos decorrentes de operações sob suspeita.

    Após o protocolo, caberá à Mesa Diretora da CLDF analisar o pedido e decidir sobre o seu recebimento e a eventual abertura do processo de impeachment. O movimento ocorre em um momento de crescente pressão política sobre o Palácio do Buriti, com reflexos diretos da crise do BRB sobre o governo Ibaneis e o cenário institucional do Distrito Federal.

    fonte: ICL

  • Em nova briga no bolsonarismo, Malafaia e Figueiredo trocam ofensas

    Em nova briga no bolsonarismo, Malafaia e Figueiredo trocam ofensas

    O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo bateram boca, nesta quinta-feira (22/1), após o religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência, em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Em entrevista recente, Malafaia voltou a afirmar que a candidatura de Flávio não foi bem recebida pela direita e que, se o grupo quiser derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deveria apostar em Tarcísio, por ter mais trânsito com o centro.

    Figueiredo compartilhou o trecho na conta no X (antigo Twitter) e afirmou ser “triste ver o pastor naquele estado”, ao dizer que o religioso apostou no “cavalo errado”.

    “Triste ver o pastor neste estado. Briga com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado. Ainda assim, tenho certeza de que ele quer o melhor para o Brasil. Até que, para quem já apoiou entusiasticamente Lula, apoiar Tarcísio é uma evolução”, escreveu Figueiredo.

    Em seguida, Malafaia usou o X para respondê-lo. Chamou o influenciador de “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizou que “fácil é ficar nos EUA atacando Alexandre de Moraes”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e “os que pensam diferente”.

    Em seguida, Figueiredo respondeu com ironia. Afirmou que Malafaia ficou “doído com a primeira verdade que ouviu” e que “pitis” desse tipo não o afetam.

    Malafaia reagiu novamente e desafiou Figueiredo para um debate. Também citou o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo (1979–1985), ao lembrar que ele foi ministro nos governos Médici (1969–1974), a quem chamou de “o maior torturador de todos”, e Geisel (1974–1979), que, segundo o pastor, não “suportava opiniões contrárias”.

    Paulo Figueiredo respondeu e disse que aceitava o debate. O influenciador também ironizou Malafaia ter confundido o seu avo com o seu pai, que era civil.

    O embate entre os bolsonaristas é o segundo protagonizado pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo nas últimas semana, após os ataques contra a senadora Damares Alves (Republicanos-PB) por divulgar pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões, supostamente ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    Fonte: Metrópoles

  • Em meio ao Caso Master, Fachin sai em defesa de Toffoli. Veja íntegra

    Em meio ao Caso Master, Fachin sai em defesa de Toffoli. Veja íntegra

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou, na noite desta quinta-feira (22/1), uma nota em que sai em defesa do ministro Dias Toffoli. No texto, Fachin endossa a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal (PF), Banco Central e STF.

    Sem citar nominalmente o caso do Banco Master, o ministro defende que “situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional”.

    Veja nota:

    A Constituição da República atribui ao Banco Central do Brasil o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias essenciais, a proteção dos depositantes e a prevenção de riscos sistêmicos. Tais competências, de natureza técnica e indelegável, devem ser exercidas com plena autonomia e sem ingerências indevidas.

    A atuação da Polícia Federal é igualmente indispensável, sobretudo na apuração de eventuais práticas criminosas de gestão temerária, fraude financeira, manipulação de informações, lavagem de dinheiro e outros ilícitos previstos na legislação penal e financeira.

    Cabe à Procuradoria-Geral da República, no âmbito de suas atribuições constitucionais, promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. O Ministério Público, como instituição permanente, exerce papel fundamental na tutela da ordem econômica e do regime jurídico de defesa dos consumidores.

    A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI.

    No tocante ao Supremo Tribunal Federal, registro que o Tribunal Pleno se encontra atualmente em recesso. Nesse período, matérias urgentes são apreciadas pela Presidência ou pelo Relator, nos termos regimentais. Encontra-se regularmente no exercício da Presidência o Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente desta Corte. As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.

    É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção. Eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais. Questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem. A Presidência não antecipa juízos, mas tampouco se furta a conduzi-los.

    É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.

    O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.

    Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas”.

    Brasília, 22 de janeiro de 2026.

    Luiz Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal

    Fonte: Metrópoles