TJMS define data para julgar pedido de liberdade do ex-deputado Neno Razuk

Pedido de habeas corpus de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, será julgado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) em sessão do dia 20 de agosto.

A defesa do ex-deputado havia entrado com o pedido enquanto Neno ainda estava foragido na Bolívia. O HC já teve liminar (decisão provisória) negada e, agora, será o julgamento do colegiado da 1ª Câmara Criminal.

Enquanto isso, o ex-parlamentar também aguarda um recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar se livrar da prisão.

Neno Razuk foi detido no dia 2 de agosto na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil e um pedido em análise para inclusão de seu nome na lista da Interpol (Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal).

Desde então, permanece recolhido em uma cela no Centro de Triagem de Campo Grande.

O advogado visitou Neno na prisão e disse que seu cliente está “firme no sentido de tentar demonstrar sua tese defensiva e estamos aguardando o momento oportuno para demonstrar isso [no processo]”.

A defesa alegou quatro teses para tentar a liberdade do ex-deputado:

  • Incompetência do juízo para decretar a prisão;
  • Ausência de pressupostos da prisão preventiva;
  • Confusão entre a modificação da situação de fato e fato novo a justificar a prisão preventiva;
  • Inexistência de elementos autorizadores da segregação cautelar.

Clã Razuk denunciado por liderar jogo do bicho

Além de Neno, já estavam presos seus dois irmãos Rafael e Jorge Razuk, além do pai, Roberto Razuk, que está em prisão domiciliar devido ao seu delicado estado de saúde.

Eles foram denunciados pelo Gaeco como os líderes de organização criminosa que explorava o jogo do bicho em MS, cada um com um papel de liderança dentro do grupo.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que o patriarca do clã Razuk é quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.

O papel de Roberto pai era decidir sobre questões como expansão do grupo, investimentos e articulações importantes.

Já Neno é apontado pelo Gaeco como o líder operacional do grupo. No entanto, a investigação reforça que tudo tinha que passar pelo aval do pai.

Jorge exercia papel de gerente e articulador da ‘jogatina’, como classificou o Gaeco. Assim, ele teria participação efetiva na organização criminosa, mas estava se dedicando à expansão dos negócios da família.

Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.

Fonte: Midiamax

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