
Os presidenciáveis da direita botaram o bloco na rua. Flávio Bolsonaro puxou o cordão no último sábado. Foi seguido por Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
O Zero Um chegou à convenção do PL sob pressão. Precisava mostrar que a candidatura continua de pé, apesar do abalo com o caso Master e da crise com a madrasta.
O ato foi marcado por ausências ilustres. Michelle enviou vídeo, mas não compareceu. Jair ficou na prisão domiciliar, e Carlos preferiu visitar Eduardo nos Estados Unidos.
Com o clã desfalcado, Flávio teve que se contentar com o irmão caçula. Foi acompanhado por Jair Renan, o vereador que diz “incomodar o sistema” de Balneário Camboriú.
As grosserias de Javier Milei e o uso de deep fake para simular a voz do capitão ofuscaram o discurso lido pelo candidato. No que interessava, Flávio saiu da convenção como entrou: sem vice e sem o apoio de nenhum partido do Centrão.
No domingo, Caiado lançou sua chapa puro-sangue com Gilberto Kassab. Em tom mais incisivo que o habitual, partiu para o embate com Flávio. Apresentou-se como “galo de terreiro” e chamou o rival de “frango de granja” e “candidato Kinder Ovo”. “É uma surpresinha todo dia”, gracejou.
Na segunda, Zema arriscou outra metáfora aviária. Prometeu ficar na porta do galinheiro de espingarda em punho para afugentar as raposas. O candidato do Novo insistiu na pose de outsider, mas não criticou o favorito na disputa pelos votos da direita. Limitou-se a atacar Lula e o PT.
A menos de 70 dias para o primeiro turno, Caiado e Zema seguem estacionados no pelotão dos nanicos. De acordo com o Datafolha, o ex-governador goiano tem 4% das intenções de voto. O mineiro aparece com 3%, em empate numérico com o youtuber Renan Santos.
Sem nada a perder, Caiado foi ao ataque para tentar se diferenciar de Flávio. Em 25 minutos de discurso na convenção do PSD, falou dez vezes em coragem. A palavra parece faltar a Zema, que se mostra conformado no papel de linha auxiliar do bolsonarismo.
Fonte: Globo.com

