
A fim de frear os efeitos da polarização entre o PT e o bolsonarismo, pré-candidatos a governos estaduais no Nordeste que enfrentam nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm evitado a nacionalização do pleito. A estratégia é adotada por nomes bem posicionados em pesquisas de intenção de voto, como Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Ciro Gomes (PSDB), no Ceará; ACM Neto (União), na Bahia; e Eduardo Braide (PSD), no Maranhão, que rechaçam palanques conjuntos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam a alta capacidade de transferência de votos de Lula na região e mudanças no comportamento do eleitorado como justificativa para que estes pré-candidatos evitem a proximidade com o presidenciável do PL.
O cenário impõe um desafio para a campanha de Flávio na região, que não tem palanque, até o momento, em cinco dos nove estados do Nordeste. No Ceará e Bahia, Ciro e ACM Neto enfrentam governadores petistas que tentam a reeleição. Embora façam oposição a Lula, ambos descartam um apoio formal ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo menos no primeiro turno.
Fonte: Globo.com

