Fazendeiro do Pará denunciado por crimes ocorridos em 1998 disse que atendeu pedido de político condenado por forjar atentado contra si

Um fazendeiro denunciado por suposta participação nos assassinatos de dois sem-terra no Pará integra a lista de representantes do agronegócio que fizeram generosas doações ao partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta eleição.
Lázaro de Deus Vieira Neto, 64 anos, fez uma transferência de R$ 100 mil para uma conta bancária do diretório nacional do Partido Liberal no dia 6 de junho, durante o período de pré-campanha, e um Pix de R$ 1 mil direto para a campanha à reeleição de Bolsonaro.
Conhecido como “Lazinho”, o fazendeiro é réu na Justiça do Pará, acusado de envolvimento nas execuções de dois líderes do Movimento de Trabalhadores Sem-Terra (MST) na cidade de Parauapebas, em abril de 1998.
Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), um grupo de fazendeiros executou a tiros os sem-terra Onalício Araújo Barros, conhecido como “Fusquinha”, e Valentim Silva Serra, o “Doutor”, após a reintegração de posse de uma fazenda invadida pelo MST na cidade localizada na região da Serra dos Carajás.
Lazinho responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver junto com outros seis acusados. De acordo com o MP, após a execução, os fazendeiros embrulharam o corpo de um dos sem-teto em uma lona e o desovaram a dez quilômetros do local do assassinato.
A defesa dele tentou, sem sucesso, anular a denúncia com vários recursos na Justiça do Pará e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), alegando que a acusação trazia “versões impossíveis e contraditórias” e que não descrevia a conduta indiividual dos suspeitos nos crimes.
Fonte: Metrópoles.

