Bloqueio à Rússia impede venda de fábrica de fertilizantes da Petrobras

Iniciada há uma década, na gestão do PT, e nunca concluída, obra em Três Lagoas (MS) custou R$ 3,7 bi e estava em negociações com o grupo russo Acron.

Uma fábrica inacabada de fertilizantes da Petrobras em Mato Grosso do Sul foi a primeira vítima brasileira do bloqueio à Rússia provocado pela invasão da Ucrânia, relata José Casado na Veja.

Projetada nos governos do PT para reduzir a dependência doméstica de importações de adubos, a fábrica em Três Lagoas, batizada de UFN-III (foto), está em construção há uma década e já custou R$ 3,7 bilhões.

Em 4 de fevereiro, a Petrobras anunciou ter chegado a um acordo sobre as “minutas contratuais” para vender a fábrica ao grupo russo Acron, herdeiro privado da base produtora de fertilizantes da extinta União Soviética.

“A assinatura do contrato de venda”, informou a estatal, “depende ainda de tramitação na governança da Petrobras, após as devidas aprovações governamentais.”

Na época, Jair Bolsonaro festejou o negócio nas redes sociais e lembrou que o mico da fábrica havia sido herança de Lula e Dilma Rousseff: “Para aquela turma, R$ 3,7 bilhões é pouco”.

Em 16 de fevereiro, Bolsonaro foi a Moscou visitar Vladimir Putin. Na semana seguinte, o autocrata russo invadiu o território ucraniano, o que tornou inviáveis os negócios estrangeiros das empresas russas —entre eles, o do Acron com a Petrobras.

Fonte: Oantagonista.

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