Confusão em Câmara termina com advogado dando voz de prisão a vereadores

O motivo da prisão, segundo Waldemar Lima, é omissão e prevaricação em relação à fiscalização da saúde pública na cidade.

Reprodução

Confusão na Câmara de Vereadores de Aparecida do Taboado, cidade a 458 quilômetros de Campo Grande, terminou com um advogado dando voz de prisão a vereadores da cidade, em sessão na noite desta segunda-feira (14). Em vídeos que circulam nas redes sociais, aparece o advogado Waldemar Lima dando voz de prisão aos vereadores presentes. Ninguém foi preso, a sessão foi suspensa e retomada logo depois para o encerramento.

O advogado representa o vereador, Luiz Fernando de Oliveira, conhecido como “Taturana” (PSD). Ao lado de um policial militar, o advogado diz ao agente para prender os vereadores presentes. O motivo da prisão, segundo Waldemar Lima, é por omissão e prevaricação em relação à fiscalização da saúde pública na cidade.

“Em menos de 12 meses, vários óbitos, erros médicos”, disse o advogado em relação a problemas enfrentado pela população. Também citou condições adversas no atendimento à gestantes, casos de trocas de remédios. “Não estão fiscalizando”, “lastimável”, diz o advogado em relação à situação da saúde pública da cidade.

“A base legal é o código penal”, disse Waldemar Lima sobre a voz de prisão que deu dentro da Câmara, mas não foi cumprida pela polícia. Entramos em contato também com o vereador “Taturana”, que disse que todas as informações são passadas por seu advogado.

“Na semana passada ele tentou abrir essa CPI e não conseguiu as três assinaturas de vereadores, ele tinha só a assinatura dele. Então não foi aberto a CPI na semana passada. Hoje ele não deu entrada de nada, não protocolou documento nenhum de CPI. Hoje ele foi para fazer isso aí, foi para fazer confusão, pressionar vereador para assinar, para fazer um novo pedido, porque hoje ele não entrou com pedido de nada”, disse o presidente da Câmara, Gustavo Neira (Podemos).

A Polícia Militar orientou o advogado a procurar à delegacia ou a Promotoria de Justiça.

Fonte: Midiamax.

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