Boulos está “doido” para Flávio sair do cercadinho. E o Brasil também

O debate entre Lula e Flávio Bolsonaro – se o “01” conseguir segurar a vaga da direita radical – promete menos ideias e muito mais adrenalina. Em 2026, o encontro não será para discutir o futuro, mas para um acerto de contas com o passado. No tabuleiro da sucessão, a regra é de sobrevivência: antes de falar do país, será preciso sobreviver à própria “capivara”.

Foi esse o jogo que Guilherme Boulos colocou na mesa. O ministro de Lula deixou o camarote, desceu para a arena e mirou direto no calcanhar de Aquiles do clã. Com o veneno na ponta da língua, Boulos deu o aperitivo do que espera o filho do capitão: o fim do monólogo passivo das redes sociais e o início do “interrogatório” em praça pública.

A inexperiência de Flávio em debates é o elefante na sala do PL. Longe do cercadinho e dos algoritmos amigos, o senador terá de explicar milícias e rachadinhas enquanto tenta posar de paladino da ordem. Para quem se acostumou a falar sozinho, o confronto direto com Lula pode significar o adeus ao Palácio.

O Brasil que se prepare para o pente-fino. O espetáculo será ruidoso, mas a verdade costuma morar nos detalhes que o grito tenta esconder.

fONTE: mETRÓPOLES

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