
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem avaliado com interlocutores que a oposição atribuirá eventual crise hídrica no ano eleitoral à privatização da Sabesp, uma das principais vitrines da gestão no primeiro mandato.
Diante disso, há uma preocupação para que a campanha de Tarcísio consiga comunicar que os dois eventos não estariam relacionados e evitar que essa correlação ganhe tração perante o eleitorado.
A venda da Sabesp é tida como a “joia da coroa” do portfólio de privatizações e concessões do governo Tarcísio e deve ser explorada pelo chefe do Palácio dos Bandeirantes durante a campanha. Em entrevistas e eventos públicos, o governador costuma enaltecer dados sobre obras e investimentos realizados pela companhia após a desestatização.
O objetivo do governador e seu entorno é estabelecer uma agenda positiva ligada ao assunto Sabesp.
Na última quinta-feira (19/2), Tarcísio iniciou uma rodada de entregas de obras voltadas à resiliência hídrica e saneamento da empresa. Segundo o governo, são cerca de mil obras em andamento em 370 municípios atendidos pela Sabesp. O pacote foi batizado de “Na Rota da Água”.
“A gente está muito preocupado com a questão de resiliência. A disponibilidade hídrica, sobretudo na região metropolitana, é baixa. Então, toda vez que a gente tem um problema de estiagem, como está enfrentando este ano, a gente fica com a rede superpressionada e precisa levar investimento, aumentar os nossos canais e a nossa oferta de água. Então, precisa aumentar a produção, o tratamento e a distribuição. E esse pacote de obras que contém mais de mil obras tem a ver com isso”, disse Tarcísio em um dessa entregas, em Itapecerica da Serra.
Fonte: Metrópoles

