Em nova briga no bolsonarismo, Malafaia e Figueiredo trocam ofensas

O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo bateram boca, nesta quinta-feira (22/1), após o religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência, em vez do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevista recente, Malafaia voltou a afirmar que a candidatura de Flávio não foi bem recebida pela direita e que, se o grupo quiser derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deveria apostar em Tarcísio, por ter mais trânsito com o centro.

Figueiredo compartilhou o trecho na conta no X (antigo Twitter) e afirmou ser “triste ver o pastor naquele estado”, ao dizer que o religioso apostou no “cavalo errado”.

“Triste ver o pastor neste estado. Briga com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado. Ainda assim, tenho certeza de que ele quer o melhor para o Brasil. Até que, para quem já apoiou entusiasticamente Lula, apoiar Tarcísio é uma evolução”, escreveu Figueiredo.

Em seguida, Malafaia usou o X para respondê-lo. Chamou o influenciador de “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizou que “fácil é ficar nos EUA atacando Alexandre de Moraes”, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e “os que pensam diferente”.

Em seguida, Figueiredo respondeu com ironia. Afirmou que Malafaia ficou “doído com a primeira verdade que ouviu” e que “pitis” desse tipo não o afetam.

Malafaia reagiu novamente e desafiou Figueiredo para um debate. Também citou o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo (1979–1985), ao lembrar que ele foi ministro nos governos Médici (1969–1974), a quem chamou de “o maior torturador de todos”, e Geisel (1974–1979), que, segundo o pastor, não “suportava opiniões contrárias”.

Paulo Figueiredo respondeu e disse que aceitava o debate. O influenciador também ironizou Malafaia ter confundido o seu avo com o seu pai, que era civil.

O embate entre os bolsonaristas é o segundo protagonizado pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo nas últimas semana, após os ataques contra a senadora Damares Alves (Republicanos-PB) por divulgar pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões, supostamente ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Fonte: Metrópoles

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