
A mudança de comando do PL no Mato Grosso do Sul vem atingindo cidades do interior. Um exemplo claro, é em Rio Brilhante, onde a sigla que tem a maior representatividade no congresso nacional, não conseguiu ter relevância na disputa política do município.
Nos bastidores acreditava-se que o partido que tem como cabo eleitoral forte, o ex-presidente Jair Bolsonaro, viesse a apoiar a pré-candidatura de David Vincensi, no entanto, após o ex-presidente estadual da sigla, deputado federal Marcos Pollon, ser destituído da presidência, e a direção nacional definir para a presidência da sigla no estado Tenente Portela, este rumo pode ser redirecionado.
Nessa segunda, 08, de julho o prefeito Lucas Foroni, que é pré-candidato a reeleição, se reuniu com o novo presidente, e trataram sobre a possibilidade de o partido caminhar junto com o grupo que apoia o governador Eduardo Riedel. Conforme apurado por nossa reportagem, o atual presidente da sigla deseja fazer com que no estado a sigla tenha a mesma força que em nível nacional, e que para isso, é necessário que haja diálogo com a sociedade e demais partidos, e que em Rio Brilhante, isso não ocorreu.
O que se comenta, é que a direção que estava à frente do partido em Rio Brilhante, teria optado por seguir a linha de atuação do ex-presidente estadual que foi destituído, e que como resultado deixou o partido isolado, sem condições de disputa direta por cargos do executivo, e até mesmo sem espaço de discussão para lançar candidaturas viáveis ao legislativo.
Caso a aliança entre PL e Lucas Foroni seja confirmada na disputa de outubro, alguns dos que na última hora migraram para o PL, certos de que teriam um partido onde poderiam realizar todos os tipos de ataques a administração, ao final terão que pedir votos e distribuir santinhos do atual gestor.

