Prefeitos alertam para falta de oxigênio e pedem ajuda do governo federal

superar desabastecimento de oxigênio em hospitais de Manaus [fotografo] Marcio James / Amazônia Real [/fotografo]

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) enviou nesta quinta-feira (18) um ofício ao Ministério da Saúde e ao presidente Jair Bolsonaro alertando para um cenário “potencialmente ainda mais trágico” nos próximos dias, tendo em vista “a falta de oxigênio e de medicamentos para sedação de pacientes intubados” em decorrência da covid-19.

O grupo reúne as 412 cidades com mais de 80 mil habitantes no país e afirma existir registros “de Norte a Sul” de escassez e “iminente falta dos insumos” para combater a pandemia da covid-19.

“Não é razoável que pessoas, cidadãos brasileiros, sejam levados à desesperadora morte por ‘afogamento’ no seco, ou que sejam amarrados e mantenham a consciência durante o delicado e doloroso processo de intubação e depois na sua longa permanência”, diz a FNP.

Os prefeitos reivindicaram que o governo federal tome as “medidas cabíveis” para que as cenas presenciadas em Manaus (AM) no início do ano, por causa da falta de oxigênio no estado, não se repitam em outras cidades do país.

Leia a íntegra da nota: 

“O aumento sem precedentes no número de contaminados com o coronavírus e da demanda por atendimento hospitalar aponta para um cenário potencialmente ainda mais trágico já nos próximos dias: a falta de oxigênio e de medicamentos para sedação de paciente intubados. Já há registros, de Norte a Sul do país, de escassez e iminente falta desses insumos imprescindíveis para enfrentar à COVID-19.

Diante disso, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) enviou ofício nesta quinta-feira, 18, ao presidente da República e ao ministério da Saúde, pedindo providências imediatas para suprir essas carências. A União poderá reforçar a aquisição dos medicamentos e também tem prerrogativa de determinar redirecionamento de insumos e produtos. Isso poderia ser feito com a indústria metalúrgica, que também utiliza oxigênio com o mesmo grau de pureza do hospitalar, por exemplo.

Não é razoável que pessoas, cidadãos brasileiros, sejam levados à desesperadora morte por “afogamento” no seco, ou que sejam amarrados e mantenham a consciência durante o delicado e doloroso processo de intubação e depois na sua longa permanência. Assim, prefeitas e prefeitos reivindicam que o governo federal tome, imediatamente, as medidas cabíveis para que as cenas trágicas e cruéis recentemente presenciadas em Manaus/AM não se repitam em outras cidades brasileiras.”

Fonte: Congressoemfoco.

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