Após intervenção de Bolsonaro, gasolina sobe pela 6ª vez e deve superar R$ 6

As queixas de Jair Bolsonaro (sem partido) e da maior parte dos brasileiros continuam sendo ignoradas pela Petrobras, que anunciou, nesta segunda-feira (8), novo reajuste no preço dos combustíveis. A partir de amanhã, a gasolina terá a 6ª alta do ano e acumulará aumento de 54,34% apenas em 2021. O óleo diesel também sobe, pela 5ª vez, e ficará 41,5% mais caro em menos de três meses.

Os sucessivos reajustes surgem para testar a fidelidade dos eleitores do presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, o preço da gasolina beira R$ 7 no interior e deve superar R$ 6 em Campo Grande.

No Estado, a política de reajustes semanais da Petrobras acaba pesando mais graças ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que elevou a alíquota do ICMS sobre o produto de 25% para 30%, a 3ª maior no País. O tucano não tem do que reclamar já que o aumento da companhia eleva a arrecadação do Governo do Estado.

Por outro lado, com o congelamento dos salários dos funcionários públicos estaduais há três anos e os reajustes do salário mínimo abaixo da inflação, o reajuste abusivo no preço da gasolina vem castigando o trabalhador. Desde dezembro, com o novo reajuste, o valor da gasolina na refinaria vai acumular aumento de 54,34% – de R$ 1,84 em dezembro de 2020 para R$ 2,84 a partir de amanhã.

Na bomba, o efeito é imediato e vem assustando o consumidor. Na Capital, o menor valor do litro da gasolina deve passar de R$ 5,359 para R$ 5,85. Na maior parte dos estabelecimentos, o preço deve saltar de R$ 5,49 para R$ 6, à vista ou no débito. O maior preço, considerando-se o valor de R$ 5,749, deve chegar a R$ 6,27 em Campo Grande, onde a concorrência acirrada entre os postos segurou o repasse ao consumidor.

No interior, onde o preço já é encontrado a R$ 6,28, o preço da gasolina deve ficar entre R$ 6,85 e R$ 7, dependendo do município. No atual ritmo da Petrobras, o preço do litro da gasolina pode chegar a R$ 10 ainda no primeiro semestre no Estado.

A Petrobras destacou, em nota, que o encarecimento dos combustíveis segue a política de paridade com o preço internacional adotado pela empresa, adotada nas gestões de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Michel Temer (MDB).

“Os preços praticados pela Petrobras, e suas variações para mais ou para menos, associadas ao mercado internacional e à taxa de câmbio, têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”, explicou a companhia, tentando responsabilizar os governos estaduais e os donos de postos pelo preço assustador do combustível.

Para tentar mudar a política, Bolsonaro decidiu demitir o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e nomeou o general Joaquim Silva e Luna, que era presidente da Itaipu. Ele deverá assumir no dia 20 deste mês.

Os reajustes sucessivos testam o bom humor do consumidor em um momento crítico do Brasil, que também sofre com o agravamento da pandemia e a superlotação dos leitos de UTI. Bolsonaro estica a corda para testar o limite da fidelidade dos seguidores.

Na semana passada, os motoristas de aplicativo fizeram protesto contra Reinaldo pelo aumento da gasolina. Na próxima sexta-feira (12), os movimentos de rua, como MBL e Nas Ruas de MS, convocaram carreata para protestar contra o preço dos combustíveis, mas o alvo será apenas o governador do Estado.

Fonte: Ojacaré.

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