“BARROZINHA” TORROU R$12,5 MILHÕES NO ÚLTIMOS 4 ANOS

É muito comum entre os criadores de gado leiteiro, existir um animal que tenha o nome de “Barrosa”, por conta da quantidade de leite que produz, e consequentemente por causa dessa qualidade, este animal acaba por alimentar muitas bocas.

Outro fato comum que ocorre nos municípios do interior brasileiro, é que por conta da quantidade de pessoas que acabam por depender do poder público municipal, é natural que o paço municipal destes municípios sejam “carinhosamente chamados de Barrosa”, em alusão aos animais que produzem muito leite e alimentam muitas bocas.

Em todos os municípios os poderes legislativo e executivo, são poderes independentes, no entanto por conta do poderio e favores que o poder executivo dispõe é também comum, que o poder legislativo se torne um anexo da prefeitura, onde o prefeito manda, e os vereadores obedecem, fazendo com que haja uma “harmonia” entre os poderes constituídos. Em Rio Brilhante nos últimos anos, isso ocorreu de forma evidente, descarada, onde a câmara servia apenas para confirmar as decisões do executivo. Entre as decisões tomadas está a aprovação da TAXA DO LIXO.

Por ter se tornado um anexo com “fachada independente”, a câmara de vereadores bem que poderia ser chamada de “BARROZINHA”, pois esta também alimenta dezenas de bocas, todas com o dinheiro público. Mas nossa BARROZINHA, nos últimos anos mais parece um carro velho, manutenção cara e pouco desempenho, prova disso, é que de 2017 a 2020, foram gastos com nosso legislativo nada menos que R$12,5 milhões de reais. De acordo com informações da casa de leis local, R$ 11, 8 milhões são referentes a salários e “vantagens fixas” de vereadores e funcionários.

Outro valor que chama atenção é que neste período foram gastos R$223 mil reais com diárias para que vereadores e funcionários pudessem se deslocar a trabalho. Um único vereador responde sozinho por R$21.808,81 (vinte e um mil oitocentos e oito reais e oitenta e um centavos), ou seja 10% do valor gasto. Quando existe um retorno real para o município, os valores que um parlamentar utiliza para desempenhar suas funções se torna algo justo, no entanto quando estes valores gastos não são revertidos em benefício a população, se torna algo caro.

Prova de que os gastos com diárias não surtem os efeitos para o qual benefício foi criado, é que 3 vereadores da gestão anterior que não utilizaram nenhum real em diárias, viabilizaram milhões de emendas que foram destinadas e que ainda estão sendo repassadas ao município, são eles: Sergio Silva (PSDB), SERGIO RIGO( PT) e João Pedro (MDB).

Que os novos representantes do povo na câmara de vereadores possam pegar como exemplo positivo a inciativa dos 3, sendo que 2 já não fazem mais parte da vida pública, possam trazer recursos para o município, sem que isso onere o bolso do contribuinte.

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