Eleições no Congresso: governo prepara liberação de R$ 3 bi a 285 parlamentares, revela jornal

Congresso Nacional

O governo federal irá destinar R$ 3 bilhões para senadores e parlamentares aplicarem em obras de infraestrutura nos estados em que foram eleitos. Segundo levantamento obtido pelo Estadão, o montante será repassado para 285 parlamentares e tem origem no Ministério do Desenvolvimento Regional.

De acordo com o jornal, o dinheiro deve ser dividido entre 250 deputados e 35 senadores. Desse total, 208 parlamentares da Câmara já declararam apoio ao candidato à presidência da Casa Arthur Lira (Progressistas-AL). Lira é o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto no pleito.

Nesta quinta-feira (28/1), o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu que “se Deus quiser” o deputado seria eleito para chefiar a Mesa Diretora. Lira, contudo, tentou se desprender do discurso do mandatário do país ao afirmar que “na presidência da Câmara ninguém influi“.

A proximidade de Lira com o chefe do Executivo é, inclusive, alvo de críticas pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já declarou que “Bolsonaro quer fazer do Parlamento um anexo do Palácio do Planalto“. Vale ressaltar que Maia apoia a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP).

Apesar da tentativa de descolamento da imagem de Bolsonaro, Lira está entre os parlamentares que mais receberão verbas para aplicar em obras regionais.

São R$ 109,5 milhões destinados para projetos do partido e R$ 5 milhões para o município onde o pai do deputado, Benedito Lira, é prefeito, Barra de São Miguel (AL).

No Senado

A reportagem mostra também que os senadores que defendem o voto em Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado estão, do mesmo modo, entre os beneficiados pelo repasse de verba.

São 22 parlamentares que anunciaram voto em Pacheco contemplados na ação. Pacheco é candidato lançado por Davi Alcolumbre (DEM-AP), com respaldo do governo Bolsonaro.

Conforme documentos obtidos pelo jornal, a planilha inclui Alcolumbre na lista dos contemplados, com R$ 277 milhões.

Também estariam incluídos: R$ 135 milhões para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e R$ 125 milhões para Fernando Bezerra (MDB-PE), que é o líder do governo no Senado.

Pacheco tem como principal rival ao pleito a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela chega nessa reta final das eleições sem o apoio da sigla, que está em tratativas com Alcolumbre para conseguir cadeiras na Mesa Diretora do Senado.

Fonte: Metrópoles.

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