Ministra manda Soltar deputado TRUTIS

DEPUTADO PRESO SIMULOU ATENTADO, DIZ PF

A Ministra do STF, Rosa Weber manda soltar o deputado Loester Trutis (PSL-MS), preso ontem em flagrante por porte ilegal de armas.

A ministra considerou que o crime não é inafiançável, condição para manter um parlamentar na prisão após o flagrante.

Em fevereiro, o deputado disse em suas redes sociais que o carro em que viajava, num trajeto entre Campo Grande e Sidrolândia, havia sido alvo de uma “emboscada”.

Na estrada, bandidos teriam disparado ao menos cinco vezes contra o veículo e o deputado teria revidado com mais tiros, conseguindo escapar. Ele foi à PF registrar o boletim de ocorrência.

Nas redes sociais, passou a usar o caso para defender o direito da população se armar.

A Polícia Federal prendeu Trutis com uma pistola 9mm, um revólver calibre .357 e um fuzil T4, calibre 5.56. O fuzil é de uso restrito, destinada apenas às forças de segurança.

Perícias da investigação, contudo, apontaram que tudo não passou de teatro. Rosa Weber anexou à sua decisão o relato do caso pela PF:

No dia 16 de fevereiro de 2020, entre às 4h20min e às 6h, o Deputado Federal LOESTER CARLOS GOMES DE SOUZA e seu assessor CIRO NOGUEIRA FIDELIS, dirigindo o veículo Toyota/Corolla, placas LUH-8B92, saíram pela BR 060, com a finalidade de simular um atentado a disparos de arma de fogo.

Entraram, então, em duas estradas vicinais com a finalidade de procurar um local adequado para a simulação.

Somente na segunda estrada vicinal que adentraram, nas margens da BR 060, pararam o veículo Toyota/Corolla, placas LUH- 8B92, e efetivamente simularam o atentado.

Para tanto, realizaram disparos com uma arma Glock, 9mm, ainda não localizada, contra o veículo Toyota/Corolla, placas LUH- 8B92 (disparos de fora para dentro do veículo).

Realizaram, ainda, disparos com a pistola Taurus, modelo TH 380, calibre .380, número de série KLP 24350 (de dentro para fora do veículo).

Em seguida, dirigiram-se até a Superintendência da Polícia Federal, onde formalizaram a denúncia de suposta tentativa de homicídio da qual seriam vítimas.

No relato feito à PF, no dia do “atentado”, Loester contou que, no meio da estrada, sofreu um ataque por um homem que dirigia uma caminhonete.

Neste momento, segundo sua narrativa, teria “projetado a cabeça entre as pernas para abrigar-se dos disparos; quando possível, teria efetuado cinco a seis disparos em direção à rodovia, em revide à agressão, com o braço esquerdo apoiado no apoio de braço da porta traseira esquerda, o corpo horizontalizado e arma posicionada acima da cabeça; a fuga do local teria tido sucesso devido à manobra evasiva empregada por Ciro”.

Ao examinar a rodovia onde teria ocorrido a “emboscada”, os peritos não encontraram estojos de munição, marcas de balas no asfalto, fragmentos de vidro ou marcas de frenagem que indicassem mudanças bruscas na direção do carro do deputado.

A análise das marcas de tiro também desmentem a narrativa. Os tiros, segundo a PF, foram disparados com o carro parado. Câmeras às margens da rodovia mostraram que o carro estava em baixa velocidade e alternando sentidos, “o que indicaria sucessivos retornos na rodovia”.

Loester agora é investigado no STF pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo, dano e comunicação falsa de crime.

Fonte: Oantagonista.



Categorias:Sem categoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: