CHEGA DE IMPOSTOS! Deputados de MS já se posicionam contra criação da nova CPMF

CHEGA DE IMPOSTOS! Deputados de MS já se posicionam contra criação da nova CPMF

Todos estão cansados de pagar altos impostos no Brasil, e exatamente por isso que os deputados Fábio Trad (PSD), Beto Pereira (PSDB), Rose Modesto (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet (PT) já se posicionaram contra a criação da nova CPMF, do governo federal.

O projeto de reforma tributária, que foi enviado pelo governo a Câmara na terça-feira (21), já é criticado, haja vista que existe a previsão de tributos como Pis e Cofins serem unificados com a criação de um imposto sobre bens e serviços, com alíquota de 12%.

Especialistas já afirmam que a proposição não reduz a carga tributária, mas simplifica a cobrança. Fora isso tem a chamada nova CPMF(Contribuição Provisória sobre a Movimentação financeira), que deve substituir as contribuições sobre a folha de pagamentos.

Contra imposto novo

Fábio Trad é contra o projeto e citou que ele aumenta a carga tributária. “Essa reforma tributária do Guedes é pífia. Na verdade, isso implica em extinguir um ou outro tributo como Pis e Cofins, mas aumenta a alíquota. Portanto, é aumento de carga tributária”, diz Trad, que cita que tramita na Câmara uma PEC do deputado Baleia Rossi (MDB), que é melhor.

“Essa PEC mantém a carga tributária, mas ela simplifica e diminui a carga sobre o consumo e aumenta a questão do tributo sobre renda e propriedade. A do Baleia Rossi parece mais razoável e ousada, até porque não adianta fazer reforma dessa forma que o governo enviou. Ou seja, fatiada. Isso aí é estratégia política para aprovar com mais facilidade e por lei ordinária”.

Para o deputado Beto Pereira, deve haver a simplificação do processo tributário do país para aumentar a base e diminuir gradativamente a carga tributária. “Quanto à possível CPMF, a sociedade brasileira não admite nenhum novo imposto! Nossa carga tributária é altíssima, o sistema é muito complicado, complexo! O aumento da carga, diminui ainda mais nossa competitividade e consequentemente a geração de empregos!  Sou contra aumento de impostos e acredito que não prosperara nenhuma iniciativa desse tipo”.

A deputada Rose Modesto também é contra o novo CPMF e qualquer outro imposto novo que onere ainda mais o cidadão. “Temos que aproveitar a  Reforma Tributária para criar um sistema de arrecadação mais justo, que possibilite uma melhor distribuição entre União, estados e municípios  e que reduza a carga tributária, que no Brasil é uma das mais altas do mundo. São esses pontos que vou defender na votação da proposta”.

O deputado Dagoberto Nogueira  citou que o texto jamais passará no Congresso Nacional. “Quando estávamos discutindo na Comissão o texto inicial era para unificação de impostos para facilitar. Porque hoje todo mundo tem que ter escritório de contabilidade em função da quantidade de impostos e pagamentos. Agora, criar novo imposto não passa no Congresso Nacional. Voto para diminuir, aumentar não”, diz.

Bancos priorizados

“Antes de mais nada, quero dizer que é importante para o Brasil uma reforma tributária. O que precisamos discutir é qual tipo de reforma queremos… uma que apenas unifique impostos e mantenha a carga tributária como está ou uma que realmente avance na questão da justiça tributária e isente as camadas mais pobres, cobrando mais de quem pode e deve pagar mais?”, disse o deputado Vander Loubet.

Ele cita que a proposta apresentada pelo Paulo Guedes tem erros e inconsistências que não podem ser aceitas. “A ideia de uma nova CPMF, por exemplo, é absurda. Primeiro, porque houve a derrubada da CPMF no final de 2007, época em que os recursos arrecadados eram destinados exclusivamente ao custeio da saúde pública, da Previdência Social e do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. De lá para cá sempre houve o entendimento do Congresso Nacional de que esse tributo não devia voltar a existir. Segundo, porque na campanha eleitoral de 2018, o Bolsonaro disse que não recriaria esse tributo e levou as pessoas a acreditarem nisso. Terceiro, porque a ideia de uma reforma tributária só faz sentido se for para desonerar a maioria da população, o que não seria o caso da CPMF, que atingiria todas as transações bancárias eletrônicas”.

O petista ainda cita que a proposta de reforma tributária do governo diminui imposto para os bancos. “A proposta do Ministério da Economia prevê uma alíquota de 12% sobre a comercialização de bens e serviços. Só que os bancos, planos de saúde e seguradoras, por exemplo, continuariam com a atual forma de apuração de impostos, com uma alíquota especial de 5,8%. Todos sabemos que os bancos a cada tem lucros gigantescos, como é que podemos falar em reforma tributária ou justiça tributária se esses lucros não forem taxados adequadamente? Não tem cabimento”, crítica.

Vai avaliar

Bolsonarista, deputado Luis Ovando (PSL), que é vice-líder do governo, disse que ainda não analisou o texto detalhadamente e que em breve irá se posicionar. Ele cita que são varias propostas do governo, da Câmara e do Senado.

Fonte: Topmidianews.

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