Em Rio Brilhante, Prefeitura e vereadores ‘negociam’ devolução de duodécimo para combate ao coronavírus

Após um pedido do prefeito de Rio Brilhante, Donato Lopes (PSDB) para que a Câmara de Vereadores devolvesse metade do duodécimo mensal para o combate ao coronavírus, a Casa de Leis respondeu dizendo poder repassar apenas 30% e fazer a devolução direto ao hospital municipal.

Na última segunda-feira (6), Lopes gravou um vídeo e publicou nas redes sociais, pedindo metade do valor do duodécimo mensal, repassado pela prefeitura. O total é de R$ 541 mil e o prefeito fez o pedido para o dinheiro ser repassado direto ao Fundo Municipal de Saúde, o valor de R$ 270 mil até agosto.

Ele protocolou um ofício na Câmara de Vereadores, que foi respondido ontem (8), também através de um ofício. No documento, consta que o presidente do Poder Legislativo, José Maria Caetano de Sousa, mais conhecido como Nô (DEM), encaminhou ao prefeito a resposta dizendo que a Câmara Municipal de Rio Brilhante estará destinando parte do valor do duodécimo para atendimentos hospitalares no município. Porém, não foi divulgado qual valor é esse.

Segundo o ofício, Rio Brilhante tem apenas um hospital e não possui estrutura adequada para atender toda a demanda. A proposta do prefeito, conforme o documento, foi acatada parcialmente, pois as despesas mensais fixas essenciais da Câmara ultrapassam o valor sugerido (R$ 270 mil) , contudo, “sabendo da necessidade de se preservar a saúde da nossa população, tão vulnerável neste momento, os vereadores vão economizar o máximo possível para devolução de um percentual significativo do duodécimo, priorizando estruturar 02 leitos com todos os equipamentos necessários para atendimento de casos do Covid-19”.

No último parágrado do ofício, a Casa pede à prefeitura prestação de contas das ações realizadas no município, bem como, dos valores utilizados. Apesar de informar que a Câmara fará devolução, não citou o valor e muito menos a porcentagem.

A reportagem do Jornal Midiamax conversou com o prefeito Donato Lopes. Ele disse que a proposta da Casa de Leis é devolver 30% e não 50% como foi sugerido. “Os vereadores querem devolver para fazer melhorias no hospital, com a compra de dois leitos de UTI, mas se nem o Ministério da Saúde consegue agora equipar leitos, como eu vou fazer isso?”, questionou.

O prefeito disse ainda que o duodécimo só pode ser devolvido para a prefeitura e não doado ao hospital. “É um dinheiro da prefeitura. Nós vamos utilizar a devolução depositando direto no Fundo Municipal de Saúde. Até segunda-feira, os vereadores terão uma resposta e acredito que deva ser positiva”.

A reportagem tentou falar com o presidente da Casa de Leis, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

Fonte: Midiamax.

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