Sem Foroni MDB corre risco de extinção

Vivendo sua pior crise desde a redemocratização, o MDB, que já foi o maior partido político do Brasil, deixou de ser o protagonista da cena política, para viver no ostracismo.

O partido que se orgulhava de ter em seus quadros nomes como Michel Temer, Eduardo Cunha, Sergio Cabral, André Puccinelli, hoje faz questão de não ser ligado a eles, em razão de serem considerados como símbolos da corrupção.

Em Rio Brilhante o protagonismo do partido estava ligado à atuação do ex-prefeito Sidney Foroni, que por mais de 2 décadas se notabilizou como ferrenho opositor do atual prefeito. Por anos, a voz de Foroni, se confundia com a voz do partido, como se ambos fossem um só.

Porém, sem mandato e com os direito políticos cassados, o ex-prefeito vê companheiros de longa data, tomarem rumos diferentes, a ponto de buscarem até mesmo na oposição uma saída, enquanto estes abandonam o barco.

O partido que atualmente têm dois representantes na câmara municipal, não se comporta nem como oposição e nem situação, e no mesmo modelo de atuação da chamada “NOVA CÂMARA”, tem seu trabalho bastante questionado. O partido que já foi a voz da oposição parece ter ficado mudo, diante das más notícias que se abateu sobre o ex-prefeito, já que este precisa de um milagre para reverter a condenação do Tribunal Regional Eleitoral, que com 5 votos dos desembargadores o condenou a ficar inelegível por 8 anos, um feito que nem o mesmo o ex-presidente Lula conseguiu.

Se a condenação for mantida, o partido pode ficar sem disputar as eleições para prefeito, já que como a única alternativa do partido é o nome do ex-prefeito, o MDB, não se preocupou em fortalecer no grupo alguém que possa substituir o nome de Foroni, caso a estratégia falhe.

De outro lado, o partido pode ficar sem representantes no legislativo, já que o vereador João Pedro, vem sendo sondado para ser candidato à vice, tanto do grupo do atual prefeito, como de outros partidos que buscam chegar ao poder pela primeira vez, ficando somente o vereador Mario Furlan, que mesmo tendo sido muito bem votado na última eleição, seria em tese, o mais forte candidato a se reeleger, mas precisaria que os demais candidatos também fossem bem votados, porém, o quadro atual, mostra que os pretensos candidatos ao cargo de vereador talvez não tenham votos suficientes para ajudar o vereador a continuar seu trabalho.

Do sucesso ao fracasso, o MDB, não soube fazer a leitura correta dos acontecimentos da política local, não contou com o fator da mudança, e poderá ser o principal cabo eleitoral do atual prefeito, assim como ocorreu em 2004, onde o partido não tinha uma estratégia de como ganhar as eleições, não tinha nem mesmo candidato, e por não pensar de forma coletiva e com a estratégia errada, bateu o pé até o ex-prefeito Paulo Cuel romper um acordo prévio com o PT, que já estava acertado para indicar o cargo de vice. Tal atitude rasteira, fez com que o Partido dos Trabalhadores, resolve ter candidatura a prefeito, no fim da contagem dos votos, a reeleição de Paulo, escorregou no orgulho de alguns dirigentes do MDB, enquanto que o PT mostrou que tinha os votos que poderiam ter ajudado o ex-prefeito a continuar seu projeto. Esta lição, serviu naquela época para mostrar que estratégia para ganhar as eleições, o MDB não tem, mas caso o atual prefeito, precise de um cabo eleitoral, que esteja disposto a tudo para entregar a ele e a seu grupo as próximas eleições, é só pedir que o MDB, indicará o caminho.

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